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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Mudar para melhor

A abertura de uma rota directa entre Nova Iorque e os Açores é uma notícia sem precedentes e a confirmação da notoriedade obtida pelo arquipélago, ao longo da estratégia delineada nos últimos anos, consubstanciada pelo turismo de natureza e pela sustentabilidade ambiental.

Complementarmente, a abertura do espaço aéreo da região terá originado um efeito de contágio associado à sua localização geoestratégica, a meio caminho entre a europa e o continente norte-americano, a uma distância relativamente próxima (curta) deste mercado turístico.

Parte deste sucesso deriva, igualmente, da instabilidade política mundial, dos recentes desastres naturais nas Caraíbas e ao contínuo devir turístico contemporâneo, na procura incessante por lugares remotos, intocados e, paradoxalmente, como refere recentemente a Airbnb, num vídeo promocional aos Açores, por destinos “Not Yet Trending”. Realço o Yet, porque a intenção é torná-lo, a breve trecho, Not.

Estes são sinais evidentes da reformulação do turismo à escala mundial, num processo dinâmico e em curso, no qual passamos de (ilustres) desconhecidos a (notáveis) emergentes.

Apesar de existir uma consciência, entre nós, dos particularismos deste fenómeno, o mesmo acarreta, sem margem para grandes dúvidas, uma responsabilidade acrescida, na medida em que não nos podemos deixar cair num processo de “Disneylização”.

Para tal, temos de implementar (ontem, já era tarde) um sem número de opções para melhor responder a estes fluxos, cada vez menos sazonais e com um carácter mais permanente (e intenso). Contudo, receio que, este fenómeno, já está para além de qualquer controle ou delimitação.

Em parte, porque estamos a sair de uma crise económica, com efeitos mais ou menos visíveis, e que tem no crescimento da actividade turística, um dos aspectos mais evidentes da nova dinâmica presente na economia regional.

Ninguém o ignora, e perante o cepticismo inicial, assistimos a um movimento de sentido único, em que tudo converge - numa espiral acéfala - para o turismo. No passado recente, já testemunhamos os efeitos da concentração do investimento (colectivo) num único sector económico, com os resultados que se conhecem.

Outro aspecto - amplamente discutido mas imensamente ignorado - é a qualidade da oferta dos serviços que prestamos a quem nos visita. A qualidade do destino não está em causa. Contudo, o perfil de cliente a bordo da Delta Airlines não se compadece com uma parte significativa do que temos para oferecer, não só em termos de restauração mas em todos os serviços complementares, incluindo, o alojamento e animação. A exigência e a disponibilidade terá de ser, forçosamente, outra.

A este respeito, socorro-me de um exemplo corriqueiro, em tempo de eleições autárquicas, para demonstrar o muito que há por fazer (e que não foi feito, nem foi acautelado).

Para o candidato que pretende renovar o mandato à frente dos destinos daquele que considera ser: “o motor de desenvolvimento dos Açores, a porta de entrada do turismo, o novo pilar de desenvolvimento do concelho, da ilha de São Miguel e do arquipélago”, não existe espaço na agenda cultural do município para os eventos, e para as instituições, que não fazem parte do perímetro municipal.

Alguém imagina, por exemplo, que um turista ao chegar a Lisboa não tenha acesso à informação cultural relativa ao Centro Cultural de Belém, ao Museu de Arte Antiga ou à Fundação Gulbenkian?

Em Ponta Delgada, nos últimos quatro anos, foi o que aconteceu. Será esta postura compaginável com um discurso aparentemente conciliatório?

A par de outras medidas fundamentais, importa implementar “uma agenda cultural anual que agregue toda a informação da oferta disponível no concelho e que não promova apenas os eventos municipais.

Os desafios deste tempo (e dos que se adivinham) não são solúveis com estados de alma, requerem determinação e um projecto afirmativo para a cidade e para o concelho.

Ponta Delgada, como um todo, merece mudar para melhor.

* Publicado na edição de 25/09/17 do Açoriano Oriental
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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Ilhas (des)conhecidas















O suplemento Fugas, publicado com a edição de sábado do jornal Público, deu uma Volta às Ilhas, num périplo contemporâneo pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira, no ano em que se assinalam os 90 anos d’“As Ilhas Desconhecidas” de Raul Brandão.

Do Corvo a Santa Maria são sugeridos itinerários que revelam histórias, e lugares, uns mais familiares do que outros. Por exemplo, o Ecomuseu na ilha do Corvo, um projecto promovido pela Direcção Regional da Cultura, paradigma em curso de um trabalho construído com a comunidade, na medida em que se apresenta como um “museu vivo”, “dinâmico” e “sustentável”. Na ilha em frente, é-nos dado a saber a recuperação integral da Aldeia da Cuada, uma “ilha dentro da ilha” que revive um tempo que não este, e que faz as delícias dos viajantes que aportam às Flores.

Daqui passamos à Graciosa. Conhecida pelos seus burros, que agora não serão mais de 70, adoptados por um cenógrafo italiano que vive na ilha e que já trabalhou com realizadores de renome, como Martin Scorcese, Bernardo Bertolucci ou Frederico Fellini, cujo interesse na divulgação e preservação, desta espécie, levou a que a mesma tivesse sido reconhecida como raça autóctone. Já na Terceira, os nossos viajantes descobrem o Algar do Carvão, um local de visita obrigatória para quem queira saber o que se passa no coração da ilha e descobrir a beleza escondida no interior da terra.

Em São Jorge, numa visita obrigatória à Fajã do Santo Cristo e às amêijoas que se tornaram famosas, os jornalistas lançam um desabafo de quem fez o caminho a pé: “Pensamos com os nossos botões que, apesar do cenário idílico e quase irreal, deve ser preciso coragem para morar num lugar assim, inóspito, fora do tempo”. Esta, também, podia ser uma síntese do que é viver nos Açores. E, convenhamos, não é para qualquer um.

Dos trilhos pedestres, ao café da Fajã dos Vimes, ao queijo do Manuel Silveira e ao atum de Santa Catarina, atravessamos o canal para chegar ao Pico. Esta é uma das maiores riquezas do Grupo Central, a proximidade física e visual entre as ilhas, cuja potencialidade tem de ser mais rentabilizada. Mas, para que isso aconteça, são necessárias vontades que não apenas as oficiais.

Ao longo dos últimos anos, o Pico tem gerado um burburinho crescente. A imensidão da ilha contrasta com a baixa densidade populacional. O turismo em espaço rural é um dos seus maiores trunfos. E é, por aí, que deve caminhar o desenvolvimento turístico da ilha Montanha. A revitalização do sector vitivinícola e a classificação da Paisagem da Cultura da Vinha, pela Unesco, são activos importantíssimos, que devem ser mantidos e preservados a todo o custo. Todos estes factores, conjugados com um conjunto museológico exemplar, fazem com que se olhe para o Pico com um orgulho incontido.

Chegados à Horta, há mais do que o Peter’s e o seu gin. Destaque natural para o Jardim Botânico do Faial, onde são conservadas “sementes de todas as ilhas” e onde cabe “toda a flora endémica dos Açores”. Há tempo, ainda, para visitar o Vulcão dos Capelinhos, e o seu Centro Interpretativo, descobrir o artesanato com miolo de figueira e para uma saída de barco à procura de uma baleia-azul.

Chegados ao Grupo Oriental, começamos por Santa Maria, a primeira ilha a ser descoberta e a mais antiga do arquipélago. É isso, pelo menos, o que nos dizem os seus fósseis. O Barreiro da Faneca é, obviamente, um ponto de paragem obrigatório para quem passa na ilha.

O roteiro de São Miguel não foge aos seus locais icónicos: Sete Cidades, Lagoa do Fogo e Furnas. Mas gostaria de sublinhar alguns exemplos que os jornalistas do Público optaram por destacar, nomeadamente, a “nova cultura urbana” que se vive na ilha, na qual incluíram: o projecto “O Quarteirão”, com destaque para a “Miolo” de Vitor Marques e Mário Roberto, o “Rotas” de Catarina Ferreira, o “Estúdio” de Sara França e Fábio Oliveira ou a resiliente “Fonseca Macedo” de Fátima Mota.

Esta síntese actualizada da viagem que Raul Brandão fez em 1924, vem apenas reforçar a ideia de que a maior riqueza dos Açores está na sua enorme diversidade. Contudo, há quem continue a ignorar ostensivamente a realidade insular como um todo, promovendo questiúnculas indizíveis, na defesa de interesses particulares, mantendo uma visão (des)conhecida (ou mesmo antagónica e hostil) da ilha em frente.

Ao contrário do que temos ouvido por aí, e tal como escreve Paulo Simões: “o turismo não tem que - e não vai - crescer de forma igual em todas as ilhas. Simplesmente tal não é possível, haverá sempre ilhas mais procuradas do que outras”.

O desenvolvimento turístico passa por aquilo que já todos sabemos: a melhoria (substancial e qualitativa) dos nossos serviços, por uma oferta personalizada/diferenciada e pela preservação ambiental.

Esta é uma reflexão que urge realizar e que, paradoxalmente, teima em não acontecer.

* Publicado na edição de 30/05/16 do AO
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Azores Islands Bodyboarding Festival 2011


Para acompanhar aqui.

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sábado, 12 de novembro de 2011

@NewYorker














«(...) This summer, in the deep waters of the Azores, I swam with sperm whales. In the silence of their world, listening to the rhythm of their sonar clicks, feeling the scale of their social cohesion, I was more aware than ever before of the history that has passed between us. Now, as I pick up “Moby-Dick” again, prompted by Philbrick’s provocative book, I’m reminded of a salutary notion: that the whales that inspired Melville were around long before us, and may, with luck, outlive us, too
Lido 1º aqui antes de mergulhar na New Yorker.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Azores @ New York Times





















Não são todos os dias que os Açores são notícia no New York Times. Parabéns ao arquitecto!

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Açores

Oito destinos de férias ‘low cost’ para fugir à crise
Aqui.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Underwater Love




















Para acompanhar aqui.

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Épico















Dia épico no Billabong Azores Islands Pro, dizem.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

EDEN












Os Parques Naturais do Faial e do Pico ficaram nos lugares cimeiros do concurso para o representante português no programa europeu EDEN.

Mais uma distinção reveladora do bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela SRAM.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Azores: A World Apart














Destaque na edição de Mar'11 da revista Islands.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boas notícias








Os Açores vão acolher em Novembro'11 o maior evento anual no âmbito dos organismos de cooperação inter-regional da Europa - a Assembleia-Geral da Assembleia das Regiões da Europa (ARE).

Esta ocasião simboliza reconhecimento e prestígio. E é, simultaneamente, um desafio e uma oportunidade singular de promoção e visibilidade do Arquipélago.

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Mergulhar com tubarões é nova aposta turística nos Açores


A inovação da oferta turistica é fundamental para captar e aumentar o fluxo de turistas com destino ao arquipélago, alimentando 'nichos' específicos, agregados ao turismo de natureza.

Esta iniciativa é de saudar, apesar do 'risco' associado.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Surfing the Azores















Parte da diversificação da oferta turística do arquipélago - que se quer sustentável - passa por aqui.

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ClicAçores

Fotografia Lucas Biernacki















O concurso “Clic Açores - Prémio de Fotografia para Turistas” foi uma iniciativa do Governo dos Açores e da Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores, integrada na programação da “Região Europeia do Ano 2010”, da qual resultará, no próximo ano, a edição de um livro, bem como a organização de uma exposição, contemplando as melhores fotografias. 


Uma forma de aproximação entre a o arquipélago e quem nos visita através de um olhar diferenciado para aquilo que nos é próximo. A manter.


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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Açores: World's Most Unique Travel Destinations

«(...) For a mixture of European flavor and a unique mid-Atlantic cultural heritage, Banas recommends the Azores. Explore the dramatic natural beauty and bounty of crater lakes in this collection of nine volcanic islands in the middle of the North Atlantic. Portuguese by language, it has a culture and cuisine all its own. "There's one place you can go where they take all this food and cook it in this geothermal heated area, put the food in the earth, let it cook for several hours, then they take the food out of the ground, then it gets shipped by truck and served in fine restaurants nearby," says Banas. Called cozido das furnas, they often consist of mixtures of meats and stews and are a feature of the area near Sao Miguel. (...)»
Artigo da prestigiada revista norte-americana Forbes.

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domingo, 7 de novembro de 2010

O Mar dos Açores

© Birgitta Mück















A riqueza do Mar que nos rodeia é um complemento e um viveiro natural para a actividade marítimo-turística.

Nessa medida, como em outras, devemos pugnar pela sua salvaguarda.

Os exemplares que aqui se mostram são disso um bom exemplo.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sperm Whale off the coast of the Azores

Fotografia Franco Banfi/Photolibrary © (@ Bing)












A imagem fala por si...

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A partir de amanhã

Fotografia Francisco Botelho
















A campanha «VisitAzores com voo incluído», promovida pela Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) e com o apoio da Secretaria Regional da Economia dos Açores, arranca amanhã e decorre entre 15 Out'10 e 31 Mar'11.

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