sexta-feira, 5 de março de 2010

Ausência q/b



Na ausência de qualquer acompanhamento da Semana de Cultura Açoriana em Lisboa pelos meios ditos convencionais, com a honrosa excepção da RDP/A que tem efectuado apontamentos diários sobre o decorrer do evento, fica a referência às reportagens efectuadas pelo Labjovem, bem como, às emissões pontuais e em directo da Azoresglobal.

A Cultura Açoriana e os Artistas e Criadores que a representam mereciam outro tratamento. Um problema que, infelizmente, não é de agora...

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quinta-feira, 4 de março de 2010

A «Festa» foi tudo menos «Redonda»



Sempre estranhei o «silêncio» dos media regionais em torno desta matéria. Eventos que não aconteciam e que eram, mesmo assim, noticiados, constituíram prática corrente.

O que me deixou por diversas vezes atónito, pela demonstração de desconhecimento, ausência e acompanhamento real, da classe jornalística, pelos eventos anunciados.

A cultura é por regra o parente mais pobre, quer da notícia, quer do orçamento (felizmente não é de todos!), mas há limites que não devem ser norma.

Desta feita, a burla foi denunciada a tempo. Do mal o menos.

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Lixado

«(...) Não existe nada que provoque tanta concordância hoje como a ecologia. O problema é as mistificações que se produzem na abordagem às questões ecológicas, transformando-as em formas ilusórias de olhar a realidade.

(...)

O homem contemporâneo parece necessitar da âncora do medo. É uma forma de não andar à deriva, mas as catástrofes naturais fazem parte da vida. Não têm de ter um significado. Não são boas nem más. São o que são.

Não quer dizer que, em alguns casos, os homens não pudessem ter feito mais, prevenção, ou menos, interferência. Mas, de repente, no meio da gritaria parece que nos esquecemos de uma verdade primária: a natureza é, intrinsecamente, violenta. Expele, vomita e retorce-se.

(...)

Foram estes os meus argumentos. Mas, claro, enquanto os enumerava já ninguém me ouvia. Mandaram-me ir, simpaticamente, lixar. Devíamos ir todos. Não há autoclismo, reciclagem ou discurso ecológico que faça desaparecer o lixo, devolvendo-nos uma natureza em estado puro. Amar a terra não é idealizá-la. É amá-la com as fragilidades, no seu todo. É descobrir alguma poesia no meio do lixo.
»
Um episódio recorrente, destes dias que supostamente correm, e que sinteticamente reflecte os antagonismos com que nos defrontamos nesta correria diária.

Para ler na íntegra a crónica mista de Vítor Belanciano ao Público de hoje.

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terça-feira, 2 de março de 2010

Vá para fora cá dentro



Uma iniciativa pioneira e meritória que nesta 1ª edição possibilita o salto necessário, e fundamental, para muitos artistas (e projectos) das ilhas e que é, muitas das vezes, intransponível.

Durante esta semana o São Luiz, para além de anfitrião, é a embaixada para a cultura açoriana na capital - uma descentralização ao contrário, onde o local vai ao centro e transforma-se, ele próprio, no centro.

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Clipping

«(...) hoje o conjunto de problemas urbanísticos que a cidade já manifesta exigem um planeamento rigoroso e bem pensado, que não é compaginável com soluções avulsas e desintegradas, o que parece continuar a ser a realidade. É no âmbito desses procedimentos que podemos analisar a actual proposta municipal de construir uma central de camionagem num espaço muito próximo do Coliseu Micaelense e no topo da Avenida Roberto Ivens. Apesar do local ser relativamente central, tendo em conta a acessibilidade dos utentes dos transportes públicos ao centro histórico, não considero porém que essa seja a melhor localização para a criação de uma única estação central de camionagem, pois esta deveria ocupar uma posição mais equidistante das áreas extremas a poente e a ocidente da cidade, e também colocar-se acessível, através de uma via mais ampla e de fácil escoamento, para as periferias urbanas que se situam para além da via rápida circular. (...)»
A opinião insuspeita do Arq. Soares de Sousa no jornal Açoriano Oriental de 24.02.2010 sobre a futura (será?!) central de camionagem da cidade de Ponta Delgada.

Para além do erro na localização persiste a indefinição do município que não está “convict@” daquilo que pretende para a cidade, e para quem nela vive, preferindo navegar ao sabor dos interesses de um privado.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

+++ discos +++ 1990



Ride
Nowhere

Para aquecer a alma.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Entrevista



Conduzida por Paulo Simões e Olímpia Granada em exclusivo na edição de hoje, sábado, do Açoriano Oriental. Para ouvir, igualmente, na TSF/A.

Efeitos e reacções nos próximos dias e ao virar da esquina. Ou, em alternativa, brevemente num partido perto de si.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ponto de situação

A iniciativa "Eco Freguesias: freguesia limpa" abrange um total de 108 freguesias, já inscritas, dos vários concelhos de todas as ilhas do arquipélago
Um projecto meritório que contribuirá, decisivamente, para uma maior proximidade da sensibilização ambiental que é necessário incutir junto das populações.

Surpresa (uma de várias), neste processo, é o facto, das Furnas, o maior atractivo turístico do arquipélago, não aderir a esta iniciativa.

A questão que está na génese desta decisão não é, no meu entender, compreensível.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E a Madeira aqui tão perto


Imagem Fotos Sapo

Ninguém permaneceu indiferente às imagens que abruptamente invadiram os ecrãs televisivos e os mais diversos canais noticiosos, entre rádio, blogues e redes sociais.

Ao ler a crónica de Rui Tavares, no Público de ontem, senti o mesmo: «Este é um daqueles dias em que escrever sobre algo que não seja a Madeira parece impróprio. Mas também é um daqueles dias em que escrever sobre o que aconteceu na Madeira parece não acrescentar nada».

Não podia estar mais de acordo. Contudo, viver nos Açores implica, por vezes, passar pelo risco de ser surpreendido por fenómenos semelhantes, talvez, e felizmente por isso, sem a dimensão catastrófica que, sábado passado, atingiu a ilha da Madeira.

Sabemos que o risco não pode ser evitado, mas pode e deve ser diminuído. Evitar a construção em locais próximos dos cursos de água é algo que obedece ao senso comum, mas que recorrentemente não fazemos cumprir. Exemplo recente disso mesmo, entre nós, aconteceu em Dezembro de 2009, na ilha Terceira, nas freguesias Quatro Ribeiras, Agualva, Vila Nova, Lajes, além de parte da cidade da Praia da Vitória, para cujos habitantes as imagens destes acontecimentos, no arquipélago vizinho, terão trazido à memória os momentos de angústia vividos (sem esquecermos, como é óbvio, a Ribeira Quente em Outubro’97 e os seus 29 mortos).

Este não é o tempo para a discussão política em torno de quem é o "culpado"? Mas, durante o processo de reconstrução ou na preparação do mesmo, esse é um debate que se exige para um cabal esclarecimento do que aconteceu e do que é possível corrigir para o futuro. O risco mantém-se, mas pode e deve ser acautelado.

A solidariedade nacional impõe-se, sendo que no caso dos Açores prontificámo-nos a cooperar, disponibilizando para o efeito, o envio de uma equipa da protecção civil regional, numa atitude abnegada, tal como gostaríamos que outros fizessem, caso ocorresse algo idêntico em solo açoriano.

O país anda absorto num "pântano" - delirante para uns, a sobrevivência de outros - que espero clarificado, nem que seja por esta trágica "enxurrada", no sentido de recentrarmos os desígnios que se impõem e que lhe são exigidos, apelando ao sentido de estado e de rigor, face aos inúmeros constrangimentos (agora agravados) com que nos deparamos.


* Publicado na edição de 23/02/10 do AO
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Change is Good



Novo(s) header(s) X pela mão do @migo Zé Albergaria. Como se diz por , Merci!!!

Informação complementar através dos blogs CiG e Bimpad.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Centenário da República



Programa das comemorações apresentado ontem.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alerta(s)


Foto Ilha de Verdade

A tragédia na Madeira deve constituir-se como um alerta para as consequências de um deficiente ordenamento do território.

Os Açores não são excepção.

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Arquitectura sustentável da China a Portugal



Numa entrevista do arquitecto açoriano Bernardo Rodrigues ao programa Mais cedo ou Mais tarde da TSF.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ARCO em Madrid com presença açoriana



A Galeria Fonseca Macedo, de Ponta Delgada, está a participar na ARCO, uma importante feira de arte que tem lugar em Madrid, que começou ontem e termina domingo. A Fonseca Macedo leva a Madrid as artistas Maria José Cavaco e Sandra Rocha, ambas açorianas e já conhecidas do público da Fonseca Macedo, a que se junta também o espanhol Rafa Sendín, “um artista que a galeria vem a observar há algum tempo”, refere Fátima Mota, responsável da galeria, em entrevista à Rádio Açores/TSF. A Fonseca Macedo integra um restrito lote de uma dezena de galerias portuguesas presentes em Madrid. De Maria José Cavaco, a galeria açoriana leva a Madrid um novo projecto, formado por duas telas de grandes dimensões, enquanto que Sandra Rocha apresenta uma série de fotografias, numa interpretação da obra de Fernando Pessoa e do seu heterónimo Alberto Caeiro. De Rafa Sendín, está a ser apresentada uma série de fotografias de manequins que ele foi registando em várias cidades europeias. A ARCO deste ano realiza-se sob o espectro da crise económica e num ambiente pouco propício a aquisições. “Temos a esperança de deixar aqui na feira a maior parte das peças que trazemos, embora esta perspectiva não seja hoje tão real quanto o era há uns anos atrás”, admite Fátima Mota, para quem a projecção da sua galeria no contexto internacional é o principal objectivo (Rui Jorge Cabral na edição de 18.02.10 do AO).

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Emergente



O trabalho de Daniel Oliveira em destaque na revista Visual Overture.

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