quarta-feira, 10 de março de 2010

A «última» crónica


Foto Enviado Especial

Entre 2 e 7 de Março o Teatro São Luiz foi a embaixada da cultura açoriana, em Lisboa. A iniciativa partiu de um convite de Jorge Salavisa ao Teatro Micaelense, fruto da parceria institucional existente entre ambas as salas de espectáculo.

Esta foi uma operação pioneira e meritória que, nesta primeira edição, possibilitou o salto necessário, e fundamental, para o “exterior”. Um objectivo que é para muitos artistas (e projectos) das ilhas, muitas das vezes, intransponível.

O São Luiz foi palco de oportunidades e funcionou como uma descentralização ao contrário. Porque foi, neste caso, o local que se deslocou ao centro e se transformou ele próprio, numa centralidade.

A literatura, a arquitectura, a dança, os novos criadores, a culinária e a música, em diferentes formatos, constituíram as propostas com que os Açores obsequiaram os lisboetas. Entre açorianos residentes na capital, estudantes, “amigos dos Açores” e público “anónimo”, foram muitos os curiosos que acorreram ao Jardim de Inverno e à Sala Principal, do São Luiz, para participar nos debates e assistir aos concertos, constantes do extenso programa proposto.

No entanto, e é com alguma mágoa que digo isto, foram poucos os ecos que nos chegaram da capital. Para além do trabalho irrepreensível da RDP/A, que diariamente fez apontamentos sobre o desenrolar dos acontecimentos, e da Azoresglobal TV que efectuou diversas emissões online e em directo dos espectáculos e debates, no restante espectro noticioso regional o vazio foi quase total. E em relação à Semana, propriamente dita, ficaram-se por episódios secundários e por questiúnculas risíveis. É pena que tenha sido essa a leitura (à distância).

Em Outubro de 2006, quando iniciei a minha colaboração quinzenal com este jornal, escrevi o seguinte: «As guerras e os ódios pessoais inerentes a um espaço sócio-cultural restrito delimitam forçosamente a agenda e a edição daqueles que, por princípio, têm por obrigação informar. Isso não é dito nem assumido, mas lê-se». Agora, talvez mais do que então, faz ainda mais sentido aquilo que redigi.

PS: Foi bom estar deste lado. O “exercício” agora passa a ser outro.

* Publicado na edição de 09/03/10 do AO
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terça-feira, 9 de março de 2010

A discussão está na rua



Vamos a factos: os Moradores estão contra a construção da central de camionagem na rua de Lisboa, prevista para as imediações do Coliseu Micaelense.

Este movimento originou uma petição online com o propósito de travar a intenção camarária.

Perante estes desenvolvimentos a câmara persiste no erro com um argumentário falacioso, afirmando, que «(...) o lado poente que está social e economicamente descompensado e despovoado, e em evidente desequilíbrio relativamente à zona nascente». O mesmo é dizer que S. Pedro, sem esquecer a Calheta, é uma zona nobre na comparação directa com S. José (!).

Não me parece que haja aqui o mínimo de bom senso, nem a intenção de realizar estudos aprofundados e compatíveis com as necessidades que se preconizam. A cidade precisa urgentemente de um plano de mobilidade eficaz. Isso requer medidas previsivelmente impopulares e esta autarquia não tem coragem para as tomar.

Uma cidade que depende de uma garagem para revitalizar o seu centro histórico não pode estar em boas mãos. E podemos igualmente questionar: quem é que quer morar ou abrir uma loja num terminal rodoviário próximo do centro e de outro comércio já existente? Que fetichismo camarário é este que tudo quer enterrar? Será o subsolo de Ponta Delgada assim tão frutuoso?

Esta terça-feira há Assembleia Municipal extraordinária para debater este polémico projecto.

A discussão não se fica por aqui e está para durar...

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segunda-feira, 8 de março de 2010

5 em 21


Foto SOS Costa Norte

Açores e Região Centro à frente na corrida às Sete Maravilhas Naturais de Portugal

O reconhecimento do "bom estado ambiental do arquipélago" e uma oportunidade para a promoção e preservação dos sítios seleccionados (também mas não só!). Nem tudo está salvaguardado ao nível do património natural, muito embora tenham sido dados passos importantes nos últimos anos. No entanto, há ainda muito por onde trilhar no que concerne à educação e sensibilização ambiental.

Temos aqui, neste evento nacional, uma possibilidade de marcarmos pontos e daí retirar claros dividendos económicos e sociais.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Ausência q/b



Na ausência de qualquer acompanhamento da Semana de Cultura Açoriana em Lisboa pelos meios ditos convencionais, com a honrosa excepção da RDP/A que tem efectuado apontamentos diários sobre o decorrer do evento, fica a referência às reportagens efectuadas pelo Labjovem, bem como, às emissões pontuais e em directo da Azoresglobal.

A Cultura Açoriana e os Artistas e Criadores que a representam mereciam outro tratamento. Um problema que, infelizmente, não é de agora...

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quinta-feira, 4 de março de 2010

A «Festa» foi tudo menos «Redonda»



Sempre estranhei o «silêncio» dos media regionais em torno desta matéria. Eventos que não aconteciam e que eram, mesmo assim, noticiados, constituíram prática corrente.

O que me deixou por diversas vezes atónito, pela demonstração de desconhecimento, ausência e acompanhamento real, da classe jornalística, pelos eventos anunciados.

A cultura é por regra o parente mais pobre, quer da notícia, quer do orçamento (felizmente não é de todos!), mas há limites que não devem ser norma.

Desta feita, a burla foi denunciada a tempo. Do mal o menos.

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Lixado

«(...) Não existe nada que provoque tanta concordância hoje como a ecologia. O problema é as mistificações que se produzem na abordagem às questões ecológicas, transformando-as em formas ilusórias de olhar a realidade.

(...)

O homem contemporâneo parece necessitar da âncora do medo. É uma forma de não andar à deriva, mas as catástrofes naturais fazem parte da vida. Não têm de ter um significado. Não são boas nem más. São o que são.

Não quer dizer que, em alguns casos, os homens não pudessem ter feito mais, prevenção, ou menos, interferência. Mas, de repente, no meio da gritaria parece que nos esquecemos de uma verdade primária: a natureza é, intrinsecamente, violenta. Expele, vomita e retorce-se.

(...)

Foram estes os meus argumentos. Mas, claro, enquanto os enumerava já ninguém me ouvia. Mandaram-me ir, simpaticamente, lixar. Devíamos ir todos. Não há autoclismo, reciclagem ou discurso ecológico que faça desaparecer o lixo, devolvendo-nos uma natureza em estado puro. Amar a terra não é idealizá-la. É amá-la com as fragilidades, no seu todo. É descobrir alguma poesia no meio do lixo.
»
Um episódio recorrente, destes dias que supostamente correm, e que sinteticamente reflecte os antagonismos com que nos defrontamos nesta correria diária.

Para ler na íntegra a crónica mista de Vítor Belanciano ao Público de hoje.

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terça-feira, 2 de março de 2010

Vá para fora cá dentro



Uma iniciativa pioneira e meritória que nesta 1ª edição possibilita o salto necessário, e fundamental, para muitos artistas (e projectos) das ilhas e que é, muitas das vezes, intransponível.

Durante esta semana o São Luiz, para além de anfitrião, é a embaixada para a cultura açoriana na capital - uma descentralização ao contrário, onde o local vai ao centro e transforma-se, ele próprio, no centro.

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Clipping

«(...) hoje o conjunto de problemas urbanísticos que a cidade já manifesta exigem um planeamento rigoroso e bem pensado, que não é compaginável com soluções avulsas e desintegradas, o que parece continuar a ser a realidade. É no âmbito desses procedimentos que podemos analisar a actual proposta municipal de construir uma central de camionagem num espaço muito próximo do Coliseu Micaelense e no topo da Avenida Roberto Ivens. Apesar do local ser relativamente central, tendo em conta a acessibilidade dos utentes dos transportes públicos ao centro histórico, não considero porém que essa seja a melhor localização para a criação de uma única estação central de camionagem, pois esta deveria ocupar uma posição mais equidistante das áreas extremas a poente e a ocidente da cidade, e também colocar-se acessível, através de uma via mais ampla e de fácil escoamento, para as periferias urbanas que se situam para além da via rápida circular. (...)»
A opinião insuspeita do Arq. Soares de Sousa no jornal Açoriano Oriental de 24.02.2010 sobre a futura (será?!) central de camionagem da cidade de Ponta Delgada.

Para além do erro na localização persiste a indefinição do município que não está “convict@” daquilo que pretende para a cidade, e para quem nela vive, preferindo navegar ao sabor dos interesses de um privado.

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segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

+++ discos +++ 1990



Ride
Nowhere

Para aquecer a alma.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Entrevista



Conduzida por Paulo Simões e Olímpia Granada em exclusivo na edição de hoje, sábado, do Açoriano Oriental. Para ouvir, igualmente, na TSF/A.

Efeitos e reacções nos próximos dias e ao virar da esquina. Ou, em alternativa, brevemente num partido perto de si.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ponto de situação

A iniciativa "Eco Freguesias: freguesia limpa" abrange um total de 108 freguesias, já inscritas, dos vários concelhos de todas as ilhas do arquipélago
Um projecto meritório que contribuirá, decisivamente, para uma maior proximidade da sensibilização ambiental que é necessário incutir junto das populações.

Surpresa (uma de várias), neste processo, é o facto, das Furnas, o maior atractivo turístico do arquipélago, não aderir a esta iniciativa.

A questão que está na génese desta decisão não é, no meu entender, compreensível.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

E a Madeira aqui tão perto


Imagem Fotos Sapo

Ninguém permaneceu indiferente às imagens que abruptamente invadiram os ecrãs televisivos e os mais diversos canais noticiosos, entre rádio, blogues e redes sociais.

Ao ler a crónica de Rui Tavares, no Público de ontem, senti o mesmo: «Este é um daqueles dias em que escrever sobre algo que não seja a Madeira parece impróprio. Mas também é um daqueles dias em que escrever sobre o que aconteceu na Madeira parece não acrescentar nada».

Não podia estar mais de acordo. Contudo, viver nos Açores implica, por vezes, passar pelo risco de ser surpreendido por fenómenos semelhantes, talvez, e felizmente por isso, sem a dimensão catastrófica que, sábado passado, atingiu a ilha da Madeira.

Sabemos que o risco não pode ser evitado, mas pode e deve ser diminuído. Evitar a construção em locais próximos dos cursos de água é algo que obedece ao senso comum, mas que recorrentemente não fazemos cumprir. Exemplo recente disso mesmo, entre nós, aconteceu em Dezembro de 2009, na ilha Terceira, nas freguesias Quatro Ribeiras, Agualva, Vila Nova, Lajes, além de parte da cidade da Praia da Vitória, para cujos habitantes as imagens destes acontecimentos, no arquipélago vizinho, terão trazido à memória os momentos de angústia vividos (sem esquecermos, como é óbvio, a Ribeira Quente em Outubro’97 e os seus 29 mortos).

Este não é o tempo para a discussão política em torno de quem é o "culpado"? Mas, durante o processo de reconstrução ou na preparação do mesmo, esse é um debate que se exige para um cabal esclarecimento do que aconteceu e do que é possível corrigir para o futuro. O risco mantém-se, mas pode e deve ser acautelado.

A solidariedade nacional impõe-se, sendo que no caso dos Açores prontificámo-nos a cooperar, disponibilizando para o efeito, o envio de uma equipa da protecção civil regional, numa atitude abnegada, tal como gostaríamos que outros fizessem, caso ocorresse algo idêntico em solo açoriano.

O país anda absorto num "pântano" - delirante para uns, a sobrevivência de outros - que espero clarificado, nem que seja por esta trágica "enxurrada", no sentido de recentrarmos os desígnios que se impõem e que lhe são exigidos, apelando ao sentido de estado e de rigor, face aos inúmeros constrangimentos (agora agravados) com que nos deparamos.


* Publicado na edição de 23/02/10 do AO
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Change is Good



Novo(s) header(s) X pela mão do @migo Zé Albergaria. Como se diz por , Merci!!!

Informação complementar através dos blogs CiG e Bimpad.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Centenário da República



Programa das comemorações apresentado ontem.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alerta(s)


Foto Ilha de Verdade

A tragédia na Madeira deve constituir-se como um alerta para as consequências de um deficiente ordenamento do território.

Os Açores não são excepção.

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Arquitectura sustentável da China a Portugal



Numa entrevista do arquitecto açoriano Bernardo Rodrigues ao programa Mais cedo ou Mais tarde da TSF.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ARCO em Madrid com presença açoriana



A Galeria Fonseca Macedo, de Ponta Delgada, está a participar na ARCO, uma importante feira de arte que tem lugar em Madrid, que começou ontem e termina domingo. A Fonseca Macedo leva a Madrid as artistas Maria José Cavaco e Sandra Rocha, ambas açorianas e já conhecidas do público da Fonseca Macedo, a que se junta também o espanhol Rafa Sendín, “um artista que a galeria vem a observar há algum tempo”, refere Fátima Mota, responsável da galeria, em entrevista à Rádio Açores/TSF. A Fonseca Macedo integra um restrito lote de uma dezena de galerias portuguesas presentes em Madrid. De Maria José Cavaco, a galeria açoriana leva a Madrid um novo projecto, formado por duas telas de grandes dimensões, enquanto que Sandra Rocha apresenta uma série de fotografias, numa interpretação da obra de Fernando Pessoa e do seu heterónimo Alberto Caeiro. De Rafa Sendín, está a ser apresentada uma série de fotografias de manequins que ele foi registando em várias cidades europeias. A ARCO deste ano realiza-se sob o espectro da crise económica e num ambiente pouco propício a aquisições. “Temos a esperança de deixar aqui na feira a maior parte das peças que trazemos, embora esta perspectiva não seja hoje tão real quanto o era há uns anos atrás”, admite Fátima Mota, para quem a projecção da sua galeria no contexto internacional é o principal objectivo (Rui Jorge Cabral na edição de 18.02.10 do AO).

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Emergente



O trabalho de Daniel Oliveira em destaque na revista Visual Overture.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Os meus Dias já Não Estão Para Isso


Foto Luís Ramos

Hoje em Ponta Delgada o dia foi de batalha.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

À distância de um click



O DO.IT é uma aplicação informática direccionada para a disponibilização de serviços online nas áreas de competência da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, cujo principal objectivo é o de facilitar e agilizar o relacionamento dos cidadãos e de todas as entidades, públicas e privadas, com a administração pública regional em domínios tão diversos como os da conservação da natureza, do ordenamento do território, dos recursos hídricos, da energia e das pescas.

Com o lançamento desta nova plataforma, disponível através do portal da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), o Governo Regional passa igualmente a disponibilizar aos cidadãos o serviço NA MINHA ILHA para a submissão de qualquer tipo de informação relativa a questões ambientais identificadas em qualquer ponto do arquipélago, bastando para isso seleccionar o local em causa a partir de uma base geográfica e preencher o respectivo formulário que é automaticamente encaminhado para os serviços centrais da secretaria regional do Ambiente e do Mar. Via GaCS

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O bom filho à casa torna



O regresso era uma questão de tempo ei-lo, pois, em todo o seu esplendor.

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Clarividente

EXCELENTE DIA PARA TESTE À CENTRAL DE CAMIONAGEM DE PONTA DELGADA
Lido no Planeta Açores.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ziguezaguear


Imagem ideia

Nas últimas semanas tem sido amplo o debate e os argumentos contra e a favor da intenção da Câmara Municipal de Ponta Delgada em construir um edifício de 7 andares que albergará a futura central de camionagem, localizada no topo Norte da Avenida Roberto Ivens, na zona do antigo ringue do União Sportiva, na Rua de Lisboa.

Construir uma central ou um terminal de transportes colectivos de passageiros em Ponta Delgada deve ser para a autarquia uma prioridade. É importante que se faça o transbordo de passageiros que afluem à cidade, por via das carreiras interurbanas com origem no concelho e em vários pontos da ilha para o circuito urbano de minibus, de forma célere e em segurança. Insistir na localização apresentada pela edilidade é um erro. O modelo proposto está esgotado e tem vindo a ser abandonado, sendo Lisboa um exemplo paradigmático. Situar, naquele local, uma infra-estrutura com aquelas características é manter o trânsito pesado no centro histórico, na medida em que são muitas dezenas de autocarros que entram diariamente, em Ponta Delgada, acrescidos dos 1300 automóveis a circular no eixo » Rotunda Autonomia » Rua de Lisboa entre as 07h30 e as 10h30 (segundo um estudo de Julho 2007).

A questão do Património não pode ser negligenciada, nem desvalorizada. O Campo de S. Francisco é o local de Ponta Delgada onde existe a maior concentração de imóveis classificados. A posição da edilidade e da sua presidente é contraditória, pois não se percebe a ênfase atribuída à recuperação do edifício do Coliseu Micaelense para agora colocá-lo na "sombra". Incongruências a que infelizmente já nos habituou, nomeadamente, no processo desastroso em torno da construção do parque "subterrâneo" de S. João, cuja construção "amputou" o Teatro Micaelense.

Qual a intenção da autarquia na carta enviada aos moradores da Rua de Lisboa onde é referido: «Queremos que (...) voltem a ter orgulho de residir nesta nobre zona da cidade, desfrutando de conforto e bem-estar». Para o município estamos perante uma "zona nobre" mas sem orgulho - um devir difuso que contraria o sentimento dos munícipes e que pretende, apenas, validar o desejo autárquico.

Este tipo de "iniciativa" pretende justificar o injustificável sem o mínimo de sustentabilidade. Haverá por parte da Câmara Municipal capacidade para reflectir e discutir publicamente este assunto, ou irá forçar uma decisão com base em compromissos já assumidos? Irão os interesses "privados" sobrepor-se ao interesse público?! Como resposta, temos o ziguezaguear camarário sobre a localização da Central de Camionagem em Ponta Delgada.


* Publicado na edição de 09/02/10 do AO (revisto na publicação no blog)
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Na RTP/A



E passadas 3 semanas finalmente a notícia sobre a exposição de Catarina Branco na Galeria Fonseca Macedo intitulada "Fenais da Luz".

Para visitar até 27 Fev'09 de 2ª a sábado das 14h00/19h00.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

100%


Foto Francisco Botelho

A notícia que a Ilha das Flores pode ser auto-sustentável com o recurso exclusivo a energias renováveis é algo de muito positivo e que está ao nosso alcance. Do mesmo modo este dado vem comprovar o enorme esforço que tem sido feito pela EDA em apetrechar o sistema eléctrico das ilhas de um sistema sustentável e equilibrado.


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domingo, 7 de fevereiro de 2010

!

O "caso Crespo" e a liberdade

O primeiro-ministro resolveu almoçar com o ministro da Presidência e Jorge Lacão no restaurante do Hotel Tivoli, que é notoriamente frequentado por personagens da política, do jornalismo e dos negócios. Foi um almoço de amigos ou, pelo menos, de colegas de trabalho. Sem qualquer dúvida um acto privado. A certa altura, o director da SIC e Bárbara Guimarães pararam uns minutos na mesa dele e o primeiro-ministro, provavelmente inspirado pela companhia, resolveu dar a sua opinião sobre Mário Crespo, com quem anda com certeza furioso por causa do programa Plano Inclinado. Para Sócrates, como seria de esperar, Mário Crespo é um "problema a resolver", e devia (com Medina Carreira) estar higienicamente metido num manicómio. As pessoas sempre falaram assim na intimidade. Dizer mal do próximo é um prazer velho como o homem.

Mas Sócrates falou alto de mais. Tão alto que um coscuvilheiro qualquer conseguiu ouvir e começou a divulgar a conversa, ninguém sabe, ou pode saber, com que exactidão e respeito pela verdade. O que não impediu Mário Crespo de se erigir tragicamente em vítima e de contar o episódio numa "coluna" do Jornal de Notícias, que o director do dito jornal (que não é em bom rigor um tablóide inglês) se recusou a publicar. Isto provocou um enorme escândalo na imprensa e na televisão, que tomaram indignadamente o partido de Crespo e trataram Sócrates como se não houvesse a menor diferença ente o restaurante do Tivoli e a Assembleia da República. Não se percebe porquê. Parece que o primeiro-ministro não tem direito à privacidade ou que de repente a coscuvilhice se tornou numa fonte fidedigna e usável.

Se de facto assim é, daqui em diante nenhuma personagem com alguma notoriedade pública fica ao abrigo dos piores vexames. Nada agora, eticamente, impede que a imprensa e a televisão recrutem bandos de espiões com o propósito de recolher ou "extrair" todo o lixo disponível sobre criaturas de quem não gostam ou que, em geral, atraem audiências: políticos, músicos, jogadores (ou treinadores) de futebol e até, calculem, jornalistas. Claro que o exemplo vem de cima: vários deputados do PS já querem revelar na Net os rendimentos de cada um de nós. Tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, vamos viver numa sociedade ao pé da qual a Ditadura passaria por um regime tolerante e digno. O "caso Mário Crespo" contribuiu consciente ou inconscientemente para apressar as coisas. Portugal nunca, no fundo, se habituou à liberdade.

Vasco Pulido Valente in Público de 05.02.10
Nem sempre é assim mas esta semana estou de acordo - não em sintonia - com muito do que aqui está escrito. O Reporter tem dias...

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ainda o Pico


Açores em Rede Internacional de Promoção da Vinha Património da Humanidade
A participação neste tipo de projectos abre portas ao conhecimento, à promoção do arquipélago e ao seu património classificado.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

No Pico



A mostra itinerante "Craig Mello, Prémio Nobel da Medicina, 2006" irá percorrer todo o arquipélago dos Açores durante o corrente ano e tem como principal objectivo "dar a conhecer aos açorianos aspectos da vida e da obra do laureado" e deve constituir-se como "um estímulo ao estudo, ao empenho e ao sentido de exigência dos jovens açorianos".

A exposição pode ser visitada no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, até 17 de Março.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A ler

«(...) Com trinta e tal anos de jornalismo não desconheço que o poder, os actores políticos gostam de uns jornalistas e não gostam de outros. Acontece-nos o mesmo a todos: gostamos mais de uns políticos do que de outros. (...)»
A reflexão lúcida de José Leite Pereira a propósito de uma crónica não publicada.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Trabalho em curso


Foto Café do Cais

A reconstrução da Casa onde nasceu o primeiro presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, está orçada em mais de 1 milhão de euros, revelou ontem, na Horta, o director regional da Cultura.

Ao contrário do que se possa dizer este é projecto que enobrece o Faial e, consequentemente, os Açores. Não podemos ignorar que se trata ou tratou de um processo moroso mas que está, finalmente, em marcha. E no final é isso o que mais importa.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Coisas da «calhandrice» *

«(...) Continua a fazer-nos acreditar que as conspirações para silenciar jornalistas são feitas em mesas de restaurante e em voz alta, para a fonte ouvir bem e denunciar melhor; que em dia de Orçamento de Estado o mais importante foi discutir-te; e continua a mandar crónicas para um site do PSD, que é assim que os jornalistas verdadeiramente independentes fazem.»
Um país do diz que disse e daquilo que ouviu dizer (de fonte fidedigna!). Portugal precisa de muita coisa, disso ninguém tem ou terá dúvidas, do que não precisa é de mártires. Este parágrafo do Bitaites sintetiza, exactamente, aquilo que penso sobre um artigo transformado "no" assunto destes dias...

+ «Calhandrice» linkada via Paulo Querido

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domingo, 31 de janeiro de 2010

É d'HOMEM *

«Carlos César anuncia renovação interna para contrariar inércia Carlos César anunciou, ontem, a vontade de promover uma renovação interna no Partido Socialista para combater a inércia de alguns elementos, que foram nomeados ou se mantém na administração pública. "Temos de ser corajosos no sentido de não permitir, que as pessoas que nomeamos ou se mantém na administração, paralisem ou se deixem dominar pela inércia, não tenham criatividade e imaginação, julgando permanecer nesses cargos para o resto da vida, como se fosse por providência divina. É preciso demonstrar a essas pessoas que estão por vontade democrática dos eleitores e por vontade dos dirigentes políticos", afirmou Carlos César, aos jornalistas após exercer o seu voto nas eleições internas do Partido Socialista/Açores, em Ponta Delgada. Segundo o presidente do PS/Açores o congresso regional, agendado para 26,27 e 28 de Fevereiro, representa uma oportunidade para o partido transmitir as suas críticas aos seus colaboradores que "pecam demasiado por inércia, não tenham imaginação, levem demasiado tempo a decidir, andem sempre para a frente e para trás. Noto, às vezes, que existem pessoas na minha administração assim e é preciso retirá-los desses lugares", sublinhou. O presidente do PS/Açores considera que este "é o único partido nos Açores que pode ser líder desta mudança. Nós, não esperamos nada do PSD/Açores. O que vemos é um discurso tipo "miss Universo", sobre o balanço do Coliseu, próximos bailes de Carnaval, mudar nomes de ruas. Isso não adianta nada aos açorianos", frisou Carlos César. A vontade do partido socialista é apresentar "um sentido de inovação, mudança, combate, fazer com que os Açores avancem e garantir empregos para as pessoas". A renovação interna do partido é um dos principais objectivos de Carlos César, com a candidatura a líder do PS/Açores. Carlos César também pretende uma reflexão rápida para durante o presente ano, com o objectivo de "libertar os Açores da crise económica e social". A realização de uma "reflexão, com caracter mais amplo, que transmita inovação e sentido de mudança ao projecto e modelo de desenvolvimento a médio prazo para os Açores". O início da preparação das próximas eleições regionais, em 2012, são um dos objectivos de Carlos César, considerando "ser fundamental que o PS deva redobrar energias para combater todos os aspectos que possam precarizar o projecto político do partido nos Açores". O comportamento da Banca nos Açores é um dos aspectos onde o Partido Socialista deverá intervir. "Temos de ser corajosos contra a banca, porque não empresta dinheiro e impede o desenvolvimento", justificou Carlos César. Relativamente à lei das Finanças Regionais, que estão em discussão na Assembleia da República, Carlos César criticou alguns dos argumentos utilizados por Alberto João Jardim para defender o aumento de transferências de verbas para a Madeira. "Não quero ofender Alberto João Jardim, mas alguns argumentos são completamente ridículos", assumiu o presidente do PS/Açores e presidente do governo regional dos Açores.» Por Luís Pedro Silva, Açoriano Oriental de 31.01.10
* Título subtraído daqui

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Açores e Portugal no Telegraph.co.uk


Foto Futurismo
«(...) The Azores is the best place in Europe to see a large range of whales and dolphins up close. It is also affordable. Direct return flights start from £180 and there’s a growing choice of self-catering options, as well as keenly priced three-star hotels. Tour operators advise booking b & b deals as restaurants offer better value and often better food than hotels. It’s perfectly possible to find dinner for two with a bottle of wine for £30. Spring comes early to the islands; daytime highs average 60F (16C) by March. For whale-watching, the best bases are the islands of Pico and Faial as whales pass through the channel between them nearly every day from April to October. Norberto Diver will take children over five in a solid-hull boat. A half-day’s whale-watching costs about £45 for adults and £30 for children. The specialist agent Archipelago Azores, based in the UK, has a knowledgeable sales team for all aspects of travel to the islands. (...)»
Via Inconcreto.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Congestão

«(...) Queremos que os moradores da Rua de Lisboa voltem a ter orgulho de residir nesta nobre zona da cidade, desfrutando de conforto e bem-estar.»
Extracto de uma carta enviada aos moradores da dita Rua onde lhes é dito que vão voltar a ter orgulho na sua residência pois, aquele que neste momento têm, está em falta (!). Rebuscado, no mínimo.

A CMPDL promete devolver o dinamismo e a qualidade de vida à “zona poente do centro urbano” em troca de mais estacionamento, mais trânsito e, a cereja em cima do bolo, mais autocarros (a saber: são largas as dezenas de autocarros que entram diariamente, em Ponta Delgada, e cerca de 1300 automóveis a circular no eixo » Rotunda Autonomia » Rua de Lisboa, entre as 07h30 e as 10h30)*.

Com este tipo de "iniciativa" pretende-se justificar o injustificável sem o mínimo de sustentabilidade.

Contudo, há quem diga "nin" e quem pague o frete. A polémica vai no adro...

* Projecto: Caracterização e Diagnóstico - Mobilidade Sustentável, Ponta Delgada, Julho 2007

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Renováveis garantiram 26% da produção de energia da EDA


Foto Francisco Botelho

O investimento continuado e o trabalho, em algumas situações, pioneiro, empreendido pela eléctrica dos Açores, são motivo de regozijo e de confiança num futuro que se pretende sustentável e cada vez menos dependente das fontes de energia fóssil.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Um testemunho relevante



Foi lançado na noite do passado dia 22, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, a colectânea «A Oposição ao Salazarismo em São Miguel e em outras Ilhas Açorianas (1950-1974 - Com uma evocação de Ernesto Melo Antunes nas "Campanhas" dos Açores», num trabalho editoral da Tinta-da-china e organização do jornalista, e actual administrador da Fundação Luso-Americana, Mário Mesquita.

O orador convidado foi José Medeiros Ferreira, que também participa no livro, e que de forma descomprometida presenteou a assistência com uma exposição sintética mas plena de significado, quer pelas achegas irónicas e humoradas, que o caracterizam, quer pela sua própria vivência pessoal à época. Ficamos todos a saber que os dotes literários dos membros da PIDE eram escassos e limitavam-se, muitas das vezes, ao registo das partidas e chegadas. Esse défice letrado era depois compensado pela força (bruta).

Para além desta cerimónia foi anunciado a realização de um colóquio, a realizar entre Março e Maio deste ano, e no qual será efectuada a homenagem que se impõe ao homem por muitos considerado o ideólogo do MFA e o principal autor do documento «O Movimento das Forças Armadas e a Nação» - Ernesto Melo Antunes, cuja visibilidade e reconhecimento tem sido, por vezes, minorado.

Este livro é, já por si, uma homenagem à figura histórica e ao seu papel na oposição à ditadura em S. Miguel, mas que não se esgota aí. É um objecto documental de um período histórico ainda pouco estudado e que aqui passa a ter um manual, com importantes testemunhos, que, como adianta Mário Mesquita, ajudam a "compreender um pouco o clima social que se vivia na época do salazarismo na ilha". O "autor" faz, na sua introdução, igualmente referência ao facto de «(...) Ernesto Melo Antunes merece ser designado, pelo papel cívico, político e cultural que desempenhou, cidadão honorário dos Açores». Uma sugestão que registo, aprovo e que pode e deve ser acolhida pela Região.

Ficou no ar a percepção (sugestiva!) de que a Declaração de Ponta Delgada (1969) tivesse sido um rascunho para outros documentos de relevo nacional, casos do Programa do MFA e o Documento dos Nove. Os Açores como tubo de ensaio ideológico ao movimento revolucionário de Abril? Um exagero? São questões para o colóquio que avizinha. Um "testemunho relevante" que aguardo com expectativa.


* Publicado na edição de 26/01/10 do AO
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Concurso Europeu de Design



O concurso "I Love Europe", organizado pela Comissão Europeia, destina-se a conceber um cartaz para ilustrar o dia da Europa em 2010.

De 1700 projectos internacionais submetidos foram seleccionados apenas 10 finalistas, entre os quais está o projecto desenvolvido em aula e submetido pela aluna Portuguesa Diana Jung da ESAD - Escola Superior de Artes e Design (Matosinhos) .

A escolha do vencedor será votada online e termina a 31 de Janeiro. Para votar basta ir até www.designeurope2010.eu

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Clipping



A participação dos Açores na última BTL em destaque no programa Imagens de Marca.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

O cenário teima em repetir-se


Foto GaCS
Mais de 700 litros de óleos abandonados no Pinhal da Paz

E como, neste fim-de-semana, todos os caminhos foram dar ao Pinhal da Paz, situação similar foi observada pelos Amigos dos Açores - no seu primeiro passeio pedestre do ano.

Urge alterar comportamentos e punir quem prevarica sem esquecer, obviamente, o ónus da sensibilização ambiental.

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Erradamente por aí...

Errado, errado é não assumir o direito à proporcionalidade.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Na direcção certa


Foto Rui Goulart
«(...) a água é um recurso que deve ser gerido com precaução, e que definitivamente os sistemas de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais urbanas exigem os devidos investimentos, cuja responsabilidade parcial também terá de ser dos municípes. »
Uma discusão que pouco esclareceu o cerne da proposta e que se fixou numa postura populista e demagógica, por parte de algumas forças partidárias com assento no parlamento regional, sobre uma medida fundamental para a racionalização e monitorização da Água que consumimos.

A nova entidade governamental, agora aprovada, tem funções reguladoras e orientadoras nos sectores de abastecimento público de água, das águas residuais urbanas e dos resíduos e, complementarmente, funções de fiscalização e controlo da qualidade da água para consumo humano na Região.

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O que é nacional é bom



O Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, um dos mais conceituados do mundo, vai expor e vender objectos de design feitos de cortiça algarvia, um anúncio da empresa Pelcor.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Boas notícias


5400 toneladas de pneus usados removidos do arquipélago
Há muito trabalho por concretizar no foro da gestão dos resíduos mas esta não deixa de constituir-se como uma boa notícia.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

7 Andares



E o Coliseu mesmo ali ao lado. É uma decisão, no mínimo, obtusa para já não falar no enorme erro (mais 1) urbanístico em curso. Só quem não conhece a cidade que dirige é capaz de projectar uma concentração de tráfego para aquela artéria da cidade de Ponta Delgada.

Espero que a sociedade civil aja em conformidade em relação a esta decisão, claramente, irreflectida

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Ler jornais é saber + (ou -)

«A maior árvore Araucária da Europa e, provavelmente, a segunda maior do mundo foi descoberta durante trabalhos de limpeza na margem Sul da Lagoa das Furnas, nas Sete Cidades. (...)»
Nem sempre esta verdade é verdadeira, como podemos comprovar por este parágrafo da notícia "Maior araucária da Europa está nas margens da Lagoa das Furnas" na pág. 2 do jornal Açoriano Oriental de 16.01.10.

A versão online está correcta ou foi, entretanto, corrigida.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Freguesias dos Açores aderem ao EcoFreguesia



Todas as freguesias da Região podem participar no evento, sendo a participação voluntária e gratuita. As inscrições decorrem até 12 de Fevereiro de 2010 e podem ser efectuadas através do endereço electrónico ecofreguesia@azores.gov.pt ou através do fax: 292 240 901. As fichas de inscrição e restante informação serão remetidas a todas as Juntas e também estarão disponíveis on-line.

Uma iniciativa que só terá sucesso com o empenho e a contribuição de tod@s.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Imagens dos Açores projectadas em edifícios de Lisboa



Making Of da campanha promocional inovadora do destino Açores, nestes dias de BTL, em Lisboa.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Não existem varinhas mágicas




Pico do Ferro - Furnas, Jan'09

Nunca como agora se investiu tanto na preservação e na valorização ambiental nos Açores. Simultaneamente, nunca como agora a pressão em torno de áreas sensíveis foi tão evidente. Se no passado a sensibilização para o espaço que nos rodeia passava relativamente despercebido, ignorado ou mesmo menosprezado, nunca a atenção em prol da defesa da causa ambiental esteve, como agora, na ordem do dia.

Mesmo e apesar de algumas melhorias, quer no espaço físico, quer nas mentalidades - fruto das inúmeras campanhas institucionais em torno da sensibilização para a necessidade de Reduzir, Reutilizar e Reciclar, sob responsabilidade governamental e de várias entidades privadas, nomeadamente, de associações ambientais, de Ecotecas e das Escolas - assistimos, ininterruptamente, a quem transgrida (in)conscientemente o espaço físico que nos circunda.

Vem isto a propósito da visita que o grupo parlamentar do Partido Socialista efectuou, na semana passada, às obras na Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, na margem da lagoa e nos terrenos, junto ao Pico do Ferro, onde decorre a acção mais significativa de toda esta vasta intervenção – a reflorestação não integral de 300 hectares com cerca de 18000 plantas, de 15 espécies, 9 das quais endémicas. A área de intervencionada é muito significativa, do ponto de vista do território, constituindo, para o Secretário Regional do Ambiente, "(...) a intervenção mais profunda em termos de alteração do uso do solo que já se fez no arquipélago (...)". O investimento global, no final deste processo de médio/longo prazo, é de cerca de 20 milhões de euros.

Neste momento combate-se os malefícios de décadas de sobreexploração agrícola junto à Lagoa das Furnas, desbrava-se terreno nunca dantes explorado, no que respeita a experiências no campo florestal, e estudam-se "alternativas à monocultura da vaca nos Açores, bem como à monocultura florestal da criptoméria", por intermédio do Laboratório de Paisagem gerido pela SPRAçores nos terrenos recentemente adquiridos.

A situação exige rigor e trabalho árduo, não vamos lá com "varinhas mágicas", nem com "milagres", como aferiu, na altura, o responsável pelo Ambiente. O processo de recuperação da Lagoa irá processar-se num tempo próprio e com este conjunto de acções integradas é pretendido "não só mitigar os efeitos de processos poluentes, como reverter a tendência de degradação da qualidade da água". Um trabalho em curso que espero, e esperamos todos, colha bons frutos.


* Publicado na edição de 12/01/10 do AO
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DOP inaugurou novas instalações



Para além da celebração dos 34 anos da Universidade dos Açores o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, anunciou, na Horta, o lançamento de um projecto nacional de ciências do mar profundo, especialmente vocacionado para a investigação dos recursos biológicos e minerais.

Em dia de festa uma notícia com valor simbólico acrescentado.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ano Internacional da Astronomia: triste encerramento




Fotos X Dez'09

A exposição de fotografia “Da Terra para o Universo” que encerrou as comemorações do Ano Internacional da Astronomia e que esteve "presa" ao gradeamento do Mercado da Graça e do Parque de S. João, durante o mês de Dezembro, poderia ter cumprido eficazmente a sua função lúdica e pedagógica se o propósito que esteve na sua concepção tivesse sido induzido na sua montagem. Neste caso, em particular, e tratando-se de uma exposição no exterior, nunca deveria ter sido colocada em locais de passagem, com pouca ou de reduzida leitura e visibilidade, e sem espaço para uma apreciação condizente com o exposto.

Ao invés, dos locais seleccionados, porque razão não foi tomada a opção de utilizar o "novo" Largo de S. João através de estruturas 4x4, que poderiam, por exemplo, ser utilizadas em outros eventos semelhantes?!

Não basta fazer, é preciso saber fazer...ou fazer com que o produzido faça sentido, seja reprodutivo e tenha repercussão.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Prorrogado prazo para candidaturas às Bolsas de Criação Artística


Foto Ana Ventura

Novo prazo termina a 5 de Fevereiro. Formulário disponível online.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Em preparação


Foto João Monjardino

O Património Cultural dos Açores em Roteiro. Um trabalho a cargo do Centro Nacional de Cultura.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Homem do Ano



Vasco Cordeiro foi eleito Homem do Ano pelo Diário Insular devido ao papel decisivo que protagonizou na salvaguarda dos interesses dos Açores por via do acordo estabelecido com os Estaleiros de Viana do Castelo, no processo relativo à construção dos navios Atlântida e Anticiclone.

Este destaque mais do que merecido, é justo. Em causa esteve e está o político promissor que aqui provou (comprovou?!) tenacidade e combatividade.

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domingo, 3 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sismo 1980 - 30 anos depois



O sismo em São Miguel passou quase despercebido. Contudo tenho bem presentes as imagens de destruição de Angra e da Graciosa, em Agosto de 1980, durante a minha visita estival anual ao grupo central.

Reportagem RTP/A aqui.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

+++ discos +++ 1989



Last but not least o espaço devido aos De La Soul e, muito provavelmente, a um dos melhores álbuns de hip-hop de sempre 3 Feet High and Rising. A denominada daisy-age a par com It Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back dos Public Enemy constituíram a minha iniciação n' Os Caminhos do Rap.

Nova década, literalmente, a caminho...

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Confiança


Praia Sta. Bárbara - Ribeira Grande Foto Francisco Botelho

No final de cada ano desfragmentamos a memória dos assuntos que compõem a nossa agenda - mediática, política e mundana. Televisões, jornais e revistas fazem o balanço do ano que agora termina. Os comentadores de serviço falam da prestação dos eleitos, dos maiores feitos científicos, culturais e desportivos. Por esta altura surgem igualmente os inefáveis vídeos de gafes e de apanhados e o habitual slideshow com as imagens emblemáticas do ano. Barack Obama estará em muitas mas a Crise será uma senão mesmo a figura do ano.

Nós por cá teremos de fazer referência, óbvia, numa "selecção" assumidamente pessoal: às eleições que este ano levaram o país três vezes às urnas, em que os eleitores demonstraram que são capazes de discernir o acto a sufrágio; a nomeação de Gabriela Canavilhas para Ministra da Cultura. Uma "perda" para a região mas um ganho muito positivo para o todo nacional, com claros resultados já amplamente aplaudidos; o chumbo na Assembleia Legislativa Regional do diploma que pretendia a legalização da sorte de varas na Região; a chegada dos novos aviões Q200 que deram assim início à renovação da frota da SATA Air Açores; ao "falhanço" da conferência de Copenhaga; ao acordo entre o Governo Regional e os Estaleiros de Viana de Castelo no processo de construção dos navios Atlântida e Anticiclone; à tempestade que por estes dias assola as ilhas, e o país, e que muitos estragos já provocou, com particular violência nas freguesias de Agualva, Quatro Ribeiras e Vila Nova, na ilha Terceira...

E a Crise e o Desemprego?! Ninguém no seu bom senso deseja a quem quer que seja que a Crise lhe bata à porta. Houve quem quisesse uma Crise a toda a força para justificar uma posição político-partidária. No entanto, quem gere os destinos dos Açores age ou tem agido em conformidade com as dificuldades sentidas por todos os Açorianos que têm sido, directa e indirectamente, atingidos pelo desemprego ou por situações de carência. Não podemos ser hipócritas e afirmar que todos vão voltar a ter emprego amanhã, nem que a situação que vivemos será resolúvel como por magia. Fazer com que os efeitos da crise sejam mais ténues nos Açores ou desejar que a mesma não se prolongue indefinidamente revela, isso sim, responsabilidade e sentido de estado. E tenta, por essa via, induzir confiança nos cidadãos, na medida em que muito desta Crise se demonstra pelo recuo do índice de confiança dos consumidores. Isto apesar do relatório trimestral da Comissão Europeia, publicado em Dezembro, ter posto fim à recessão na Zona Euro.

"Sorrir" é fácil. Governar é bem mais delicado do que isso. Já vivemos dias melhores, é certo, mas há que ter confiança. Um bom ano para tod@s!


* Publicado na edição de 29/12/09 do AO
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A não perder

Esta incontinência.

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+++ discos +++ 1989



Omega Amigo foi lançado em 1989 como single ao álbum En-Tact de 1990 dos The Shamen. Banda influente no verão quente desse ano (o chamado Second Summer of Love), cujo som era dito, a critérios da época, como futurista e revolucionário. Compra em formato vinil a aguardar melhores dias e utilização...

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Leitura dominical

Considerações a reter sobre a necessidade do fomento de sinergias no espaço finito da ilha.

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Este Sábado e Domingo



É possível visitar os Jardins do Palácio de Santana entre as 14h00 e as 19h00 deste sábado e domingo, dias 26 e 27 de Dez.

Se o tempo colaborar esta é uma sugestão a ter em linha de conta.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Boas Festas & Feliz Ano Novo


© Fernando Resendes

Car@s Amig@s,

Os meus sinceros votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo!
«(...) porque as únicas pessoas autênticas para mim são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por ser salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem um lugar comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas peças de fogo-de-artifício a explodir entre aranhas, entre estrelas (...)» Jack Kerouac On the Road *
* Uma anotação Geométrica(s)

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Grandes Notícias

ENVC pagam 40 milhões de euros e ficam com navios Atlântida e Anticiclone
Melhor presente para a Região, para Secretaria Regional da Economia e para Vasco Cordeiro, seria difícil!

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Medida inconsequente



O «estado de espírito» do Natal no Concelho Feliz.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A notícia do dia (e quiçá da semana!)



Há destaque e há destaques...outros há que não os sei classificar. Sei, no entanto, que a agenda noticiosa está curta mas isto* é ridículo. Adiante.


* Destaque na rubrica "Para a semana é notícia" na página 3 da edição do AO de 20.12.09

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domingo, 20 de dezembro de 2009

"A cultura é o petróleo português"

Entrevista ao Expresso da nova directora da Cinemateca Portuguesa - Maria João Seixas.

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Diz que é uma espécie de acordo

Copenhagen closes with weak deal that poor threaten to reject
Nos últimos dias de negociações houve quem defendesse "que um mau acordo em Copenhaga será pior que nenhum acordo". E no final foi isso que veio a acontecer. 2 semanas de reuniões provaram não ser suficientes para os países do globo. Os líderes mundiais também não foram capazes de derrubar os muros que os separam. E com este desfecho a relevância e o papel decisivo das Nações Unidas na mediação de questões globais acaba fragilizado.

Uma das frase que melhor definem o que se passou por estes dias em Copenhaga vem de um suspeito pouco ou nada costumeiro - Hugo Chavez, que disse o seguinte: "If the climate was a capitalist bank, the rich governments would have saved it". Esta acutilância é tremendamente assustadora, não?!

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Portugal importa quase quatro vezes mais bens culturais do que aqueles que exporta


Foto Filipe Franco

Esta é a conclusão do Instituto Nacional de Estatística (INE) que ontem divulgou os dados relativos ao relatório "Cultura 2008".

O ano passado, nos Açores, as câmaras municipais desinvestiram 6,7%, contrariando, dessa forma, a tendência das suas congéneres nacionais. Um dado a reter e que, a bem de todos os açorianos, convém que seja rectificado.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Trabalho em rede


Foto Net-Map @ Visual Complexity

Em Ponta Delgada deu-se início ao processo de restituição de um Cineclube à cidade. Tempos houve em que a necessidade o justificou. Por motivos que não cabe aqui explicar, este encerrou a sua actividade. Mais recentemente, por acasos e causalidades momentâneas, podemos considerar que tal deixou de se justificar. Hoje por razões, que nem só a crise explica, muitos clamam a sua existência.

Pertenci a um núcleo que, durante alguns anos, promoveu o cinema nas suas várias vertentes, em São Miguel. A reabilitação do cineclube na cidade e na ilha - pois defendo que não podemos circunscrever a acção do mesmo ao perímetro urbano - é uma ideia antiga, mas que toma forma só agora, sobretudo por questões de ordem técnica, bem como, é certo, pela conjugação de vontades várias.

Com este exemplo gostaria de chamar a vossa atenção para a necessidade e o incremento que deve ter, independentemente dos sectores de actividade, o trabalho em parceria ou em rede. Não só o espaço físico que nos rodeia é finito e escasso, os recursos financeiros também são. Multiplicar infra-estruturas sem planear o seu funcionamento futuro revela-se como um risco especulativo, e se em alguns casos ele é controlado, noutros é contraproducente e irresponsável.

Faço minhas as palavras do presidente do Governo dos Açores quando declara “a absoluta necessidade de as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as Casas do Povo, os centros paroquiais e as Misericórdias actuarem cada vez mais em rede” (...) “que os Açores não são uma região rica e que não é possível dotar cada infra-estrutura de toda a panóplia de equipamentos” e “que todas essas instituições devem ter a capacidade de comunicarem entre si, de aproveitar recursos comuns e de partilhar experiências e públicos destinatários”, reforçando, por esta via, a ideia de articulação, como meio de melhorar a eficiência das instituições públicas e privadas na área social.

A acção política não acaba na obra e muito menos no acto da inauguração. No entanto, há quem não pense assim e governe a cogitar o retrato.


* Publicado na edição de 15/12/09 do AO
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bom dia com Mau tempo



Esta manhã assisti através da RTP-A às primeiras imagens do mau tempo que se fez sentir esta noite na ilha Terceira. Parte do problema está diagnosticado pelo responsável da Protecção Civil dos Açores mas há situações imprevisíveis e foi isso que, infelizmente, aconteceu. Danos materiais elevados mas sem ferimentos ou mortes a registar. Menos mal.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Paisagem artificial


Foto Eduardo Resendes | Rua dos Mercadores - Ponta Delgada | Açoriano Oriental (13.12.09)

A oportunidade desta imagem leva-me a sugerir que o jornal crie um espaço próprio online para esta rubrica, de modo a que a mesma estivesse sempre disponível e que por essa via fosse mais apetecível e próxima a participação dos eleitores.

Os comentários à ilustração ficam desse lado...

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