
A minha modesta contribuição em Dia Mundial do Livro para o acervo da Biblioteca da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
O agradecimento especial à Livraria Solmar pela amável e pronta colaboração.
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«(...) Aprendera, pelos seus próprios meios, que o trabalho não é um valor em si mesmo e que se limita a proporcionar o mais inestimável dos bens: o tempo. (...)»António Sousa Homem, in Correio da Manhã de 11/04/10
"Número dois" do Vaticano relaciona pedofilia com a homossexualidadeEsta fuga em frente não irá impedir que as fogueiras continuem a arder...em lume brando.
«CONGRESSO DO PSD Menos de 8% de mulheres eleitas para os órgãos nacionais»
"Temos de construir um mundo equilibrado sem Big Brother mas onde haja tempo para sermos algo mais do que os seres superficiais que a sociedade hoje produz."
«um deputado [Costa Neves] está a receber, por residir nos Açores e ter sido eleito por Castelo Branco, uma verba semanal de 1.066 euros»
«(...) Os EUA são o único país do mundo desenvolvido onde a Saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. Gastam por ano duas vezes mais que qualquer outro país desenvolvido e, apesar disso, 49 milhões de cidadãos não têm qualquer seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele. Mais, a cada passo surgem notícias aterradoras de pessoas com doenças graves a quem as seguradoras cancelam os seguros, a quem recusam pagar tratamentos que lhes poderiam salvar a vida ou a quem recusam vender o seguro por serem conhecidas as suas "condições preexistentes", ou seja, a probabilidade de virem a necessitar de cuidados de saúde dispendiosos no futuro. (...)»Perante o cenário aqui descrito por Boaventura Sousa Santos, na sua coluna semanal na Visão, a conquista de Barack Obama, ontem, na Câmara dos Representantes, só tem uma leitura: fez História (e justiça)!
«(...) Closer to home, the waters around the nine islands of the Azores are great places to see 20 or more species of dolphins and whales. Between April and September expect sightings of blue whales, orcas and spotted and striped dolphins. Last year there were also sightings of the rare northern bottlenose whales, usually found around the Faroe Islands.»Um destaque do Telegraph.
«Vai lançar o livro "64 - O Toiro das Mulheres". Que relação especial se estabeleceu entre esse toiro e as damas cá da terra?
Uma relação muito forte. Houve senhoras que não abdicavam da sua presença na tourada onde o “64” era corrido. Algumas chegaram mesmo a ser “beijadas” e sentiam prazer nisso. Daí o título “O Toiro das Mulheres”. Na entrevista, por mim realizada, a duas aficionadas, e incluída no livro, foi-me afirmado, sem quaisquer dúvidas, que iam a todas as touradas que o toiro estivesse presente. Era uma paixão pelo animal que fazia o que os outros nunca fizeram. (...)»Para ler na íntegra no Diário Insular desta 6ª feira.

Açores e Região Centro à frente na corrida às Sete Maravilhas Naturais de Portugal
Os prémios AICA/MC (Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura) 2009 foram atribuídos ao fotógrafo Paulo Nozolino e, a título póstumo, ao arquiteto açoriano Paulo GouveiaUm justo reconhecimento que já tinha sido objecto de uma iniciativa parlamentar, proposta por mim e pelo GPPS, na reunião plenária de Janeiro, deste ano, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
«(...) Não existe nada que provoque tanta concordância hoje como a ecologia. O problema é as mistificações que se produzem na abordagem às questões ecológicas, transformando-as em formas ilusórias de olhar a realidade.Um episódio recorrente, destes dias que supostamente correm, e que sinteticamente reflecte os antagonismos com que nos defrontamos nesta correria diária.
(...)
O homem contemporâneo parece necessitar da âncora do medo. É uma forma de não andar à deriva, mas as catástrofes naturais fazem parte da vida. Não têm de ter um significado. Não são boas nem más. São o que são.
Não quer dizer que, em alguns casos, os homens não pudessem ter feito mais, prevenção, ou menos, interferência. Mas, de repente, no meio da gritaria parece que nos esquecemos de uma verdade primária: a natureza é, intrinsecamente, violenta. Expele, vomita e retorce-se.
(...)
Foram estes os meus argumentos. Mas, claro, enquanto os enumerava já ninguém me ouvia. Mandaram-me ir, simpaticamente, lixar. Devíamos ir todos. Não há autoclismo, reciclagem ou discurso ecológico que faça desaparecer o lixo, devolvendo-nos uma natureza em estado puro. Amar a terra não é idealizá-la. É amá-la com as fragilidades, no seu todo. É descobrir alguma poesia no meio do lixo.»
«(...) hoje o conjunto de problemas urbanísticos que a cidade já manifesta exigem um planeamento rigoroso e bem pensado, que não é compaginável com soluções avulsas e desintegradas, o que parece continuar a ser a realidade. É no âmbito desses procedimentos que podemos analisar a actual proposta municipal de construir uma central de camionagem num espaço muito próximo do Coliseu Micaelense e no topo da Avenida Roberto Ivens. Apesar do local ser relativamente central, tendo em conta a acessibilidade dos utentes dos transportes públicos ao centro histórico, não considero porém que essa seja a melhor localização para a criação de uma única estação central de camionagem, pois esta deveria ocupar uma posição mais equidistante das áreas extremas a poente e a ocidente da cidade, e também colocar-se acessível, através de uma via mais ampla e de fácil escoamento, para as periferias urbanas que se situam para além da via rápida circular. (...)»A opinião insuspeita do Arq. Soares de Sousa no jornal Açoriano Oriental de 24.02.2010 sobre a futura (será?!) central de camionagem da cidade de Ponta Delgada.
A iniciativa "Eco Freguesias: freguesia limpa" abrange um total de 108 freguesias, já inscritas, dos vários concelhos de todas as ilhas do arquipélagoUm projecto meritório que contribuirá, decisivamente, para uma maior proximidade da sensibilização ambiental que é necessário incutir junto das populações.

«(...) O total dos apoios anuais que o Governo Regional dos Açores atribui aos órgãos de comunicação social daquela Região Autónoma, dariam para menos de dois meses de transferências do Governo Regional da Madeira para a empresa 'Jornal da Madeira' (...)»A reacção do PS/A às declarações de Alberto João Jardim sobre relacionamento com a Comunicação Social.
«(...) Olhar hoje para Ponta Delgada implica olhar para o corpo do seu lento crescimento e, simultaneamente, para a súbita transformação que agora se opera. Implica olhar a cidade numa abrangência maior que a da expressiva ruptura do momento actual. Olhar para a cidade, olhando para a mudança dos seus períodos, ciclos, e dinâmicas, antigas e actuais, numa perspectiva citadina, insular e arquipelágica. Ponta Delgada tem hoje a curiosa dicotomia de ser o maior aglomerado populacional da ilha de São Miguel, e de todo o arquipélago açoriano, inserindo-se numa conjuntura de “capital” da região autónoma, sem contudo largar a condição de pequena cidade. (...)» Sérgio Fazenda RodriguesO Açoriano Oriental publica, desde 2ªfeira, dia 08 de Fevereiro, nas suas páginas de opinião, os textos sobre Ponta Delgada publicados na edição de Outubro da revista nacional Arquitectura 21. Coordenados por Sérgio Fazenda Rodrigues, os textos abrangem vários temas relacionados com Ponta Delgada sob o olhar de João Faria Maia Macedo, Jorge Kol de Carvalho, Isabel Soares de Albergaria, António de Castro Freire, Duarte Melo, Igor França, Pedro Machado Costa e Marisa Olim.
O "caso Crespo" e a liberdadeNem sempre é assim mas esta semana estou de acordo - não em sintonia - com muito do que aqui está escrito. O Reporter tem dias...
O primeiro-ministro resolveu almoçar com o ministro da Presidência e Jorge Lacão no restaurante do Hotel Tivoli, que é notoriamente frequentado por personagens da política, do jornalismo e dos negócios. Foi um almoço de amigos ou, pelo menos, de colegas de trabalho. Sem qualquer dúvida um acto privado. A certa altura, o director da SIC e Bárbara Guimarães pararam uns minutos na mesa dele e o primeiro-ministro, provavelmente inspirado pela companhia, resolveu dar a sua opinião sobre Mário Crespo, com quem anda com certeza furioso por causa do programa Plano Inclinado. Para Sócrates, como seria de esperar, Mário Crespo é um "problema a resolver", e devia (com Medina Carreira) estar higienicamente metido num manicómio. As pessoas sempre falaram assim na intimidade. Dizer mal do próximo é um prazer velho como o homem.
Mas Sócrates falou alto de mais. Tão alto que um coscuvilheiro qualquer conseguiu ouvir e começou a divulgar a conversa, ninguém sabe, ou pode saber, com que exactidão e respeito pela verdade. O que não impediu Mário Crespo de se erigir tragicamente em vítima e de contar o episódio numa "coluna" do Jornal de Notícias, que o director do dito jornal (que não é em bom rigor um tablóide inglês) se recusou a publicar. Isto provocou um enorme escândalo na imprensa e na televisão, que tomaram indignadamente o partido de Crespo e trataram Sócrates como se não houvesse a menor diferença ente o restaurante do Tivoli e a Assembleia da República. Não se percebe porquê. Parece que o primeiro-ministro não tem direito à privacidade ou que de repente a coscuvilhice se tornou numa fonte fidedigna e usável.
Se de facto assim é, daqui em diante nenhuma personagem com alguma notoriedade pública fica ao abrigo dos piores vexames. Nada agora, eticamente, impede que a imprensa e a televisão recrutem bandos de espiões com o propósito de recolher ou "extrair" todo o lixo disponível sobre criaturas de quem não gostam ou que, em geral, atraem audiências: políticos, músicos, jogadores (ou treinadores) de futebol e até, calculem, jornalistas. Claro que o exemplo vem de cima: vários deputados do PS já querem revelar na Net os rendimentos de cada um de nós. Tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, vamos viver numa sociedade ao pé da qual a Ditadura passaria por um regime tolerante e digno. O "caso Mário Crespo" contribuiu consciente ou inconscientemente para apressar as coisas. Portugal nunca, no fundo, se habituou à liberdade.
Vasco Pulido Valente in Público de 05.02.10
A participação neste tipo de projectos abre portas ao conhecimento, à promoção do arquipélago e ao seu património classificado.
Açores em Rede Internacional de Promoção da Vinha Património da Humanidade

«(...) Com trinta e tal anos de jornalismo não desconheço que o poder, os actores políticos gostam de uns jornalistas e não gostam de outros. Acontece-nos o mesmo a todos: gostamos mais de uns políticos do que de outros. (...)»A reflexão lúcida de José Leite Pereira a propósito de uma crónica não publicada.

«(...) Continua a fazer-nos acreditar que as conspirações para silenciar jornalistas são feitas em mesas de restaurante e em voz alta, para a fonte ouvir bem e denunciar melhor; que em dia de Orçamento de Estado o mais importante foi discutir-te; e continua a mandar crónicas para um site do PSD, que é assim que os jornalistas verdadeiramente independentes fazem.»Um país do diz que disse e daquilo que ouviu dizer (de fonte fidedigna!). Portugal precisa de muita coisa, disso ninguém tem ou terá dúvidas, do que não precisa é de mártires. Este parágrafo do Bitaites sintetiza, exactamente, aquilo que penso sobre um artigo transformado "no" assunto destes dias...
«A pod of sperm whales is captured on film near the sunlit surface of the Atlantic ocean, off the Azores. Each animal is in calm, vertical repose and is indulging in a communal sleep-in, or drift dive. (...)»Lido ontem no Guardian.