sábado, 19 de junho de 2010

Teatro Micaelense lembra Jacques Brel nos Açores















O Teatro Micaelense é palco amanhã (hoje), pelas 21h30, do espectáculo “Brel nos Açores”, que evoca a estadia do mítico cantor belga no Faial em 1974, por motivo de doença.

Não se trata de uma peça de teatro tradicional, mas antes de uma performance protagonizada pelo único actor em palco, Dinarte Branco, que no papel de uma narrador peculiar, interage com o único elemento cenográfico em palco, uma vela/ecrã onde são projectadas realidades e ficções sobre a passagem de Jacques Brel pelos Açores. Um formato que permite, por exemplo, que o espectáculo vagueie controladamente por registos que vão do jornalismo à poesia, sem nunca deixar de ser teatro.

Para o actor Dinarte Branco, o espectáculo permite ficar a conhecer a figura de Jacques Brel, “o seu único protagonista pela sua força poética e pela sua personalidade como artista e como homem”, afirmou aos jornalistas durante um ensaio realizado ontem para a comunicação social. Dinarte Branco é actor e também encenador, faz humor nos Contemporâneos, já participou em várias séries televisivas e já trabalhou com alguns dos melhores encenadores e actores portugueses.

Convive com a música de Jacques Brel desde a sua infância e, por isso, ‘nem pensou duas vezes’ quando foi posto perante o desafio de ser o intérprete único desta peça. “Como cantor e, sobretudo, como performer, ele era o melhor, porque mais do que cantar as letras, ele vivia-as”, afirma Dinarte Branco sobre Jacques Brel.

O autor da peça, Nuno Costa Santos, é açoriano e o desafio que lhe foi lançado pelo Teatro Micaelense foi, por isso, um desafio de “emoções”.

Aos jornalistas disse não ser este “um espectáculo com preocupações formais muito grandes, mas sim um espectáculo para celebrar Jacques Brel, cruzando o seu universo com os Açores, com base na realidade, mas também com alguns elementos de ficção”. Jacques Brel passa pelos Açores numa altura da sua vida em que já tinha abandonado os palcos e procurava no vasto oceano um desejo de anonimato, depois de uma vida sob os holofotes. Foi esse anonimato que ele encontrou nos Açores, onde foi muito bem recebido e tratado por um médico, Luís Decq Mota, que não o reconheceu e que, curiosamente, partilhava com Brel as raízes belgas.

Na preparação da peça, Nuno Costa Santos leu bastante sobre Jacques Brel, sentiu o ‘céu’ de Bruxelas, leu e interpretou as letras do cantor belga e foi à Horta reviver esse encontro. “Foi necessário apaixonarmo-nos e apaixonar a equipa toda por Jacques Brel, que não é de uma geração, é um contemporâneo pela sua atitude e pela força das suas letras, que nos falam da condição humana nos seus extremos”, conclui o autor.

Produção da peça representa “um grande esforço” para o Teatro O espectáculo “Brel nos Açores” é uma produção do Teatro Micaelense, representando “um grande esforço que enaltece os Açores, fazendo muito bem a síntese do local com o global”, afirmou Ana Teixeira da Silva, presidente do Conselho de Administração do Teatro Micaelense. Sobre o tema da peça, Ana Teixeira da Silva lembra a importância de associar os Açores a uma personalidade com a projecção mundial de Jacques Brel, aproveitando-se também o facto do espectáculo estar incluído na programação Açores Região Europeia 2010. Depois da estreia em Ponta Delgada, o espectáculo passa pelo Teatro São Luiz, em Lisboa, entre 24 e 26 de Junho, terminando esta primeira minidigressão no Teatro Faialense, na Horta, a 3 de Julho.

Rui Jorge Cabral, in Açoriano Oriental de 18 Jun'10 * Foto Jaume Farré (AO)

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Parlamento aprova proposta do PS para criação de Roteiros Culturais















A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores aprovou, esta quinta feira, uma proposta apresentada pela bancada do Partido Socialista, que propõe a criação de Roteiros Culturais, de âmbito regional, em torno das figuras açorianas de relevo da área artística.

Segundo o deputado do PS/Açores, Alexandre Pascoal, o Projecto de Resolução agora aprovado propõe que sejam constituídos roteiros nos Açores, como o de Antero de Quental, em São Miguel; Vitorino Nemésio, na Terceira; Francisco de Lacerda, em São Jorge; Dias de Melo, no Pico; João Correia Rebelo, nas ilhas de São Miguel e Terceira; Ernesto Canto da Maia, em São Miguel, entre outros vultos.

A criação destes roteiros culturais permite, ainda, homenagear figuras importantes do panorama cultural regional, criando percursos temáticos para serem fruídos pelos próprios açorianos e por quem vista os Açores, explicou o parlamentar socialista.

De acordo com Alexandre Pascoal, esta iniciativa da bancada parlamentar do PS/Açores tem, também, o propósito de preservar o património histórico, a cultura e a identidade regional, através da sua promoção.

Para preservar é necessário educar”, afirmou o deputado do PS/Açores, para quem esta iniciativa legislativa traduz-se, ainda, numa mais-valia turística e uma razão extra para visitar os Açores, à semelhança do que acontece com outras iniciativas.

No debate parlamentar, Alexandre Pascoal realçou, ainda, a relevância do momento de aprovação deste Projecto de Resolução, numa altura em que se debate, ao nível da União Europeia, a importância das Indústrias Culturais e Criativas, no âmbito do contributo que a Cultura assegura na economia e no desenvolvimento local e regional.

A materialização dos roteiros em causa passa pela elaboração de brochuras de acompanhamento com a indicação dos percursos a efectuar, contendo um mapa de localização, fotografias identificativas, notas históricas e complementares, grau de dificuldade, distância, duração, e outro tipo de informações relevantes.

* Nota de Imprensa do GPPS

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Intolerável













«Obras por concluir, redes de metal arrancadas, sanitários vandalizados, entulho e lixo é o cenário que espera os locais e os turistas que neste início de Verão desejem frequentar o Parque de Campismo das Sete Cidades. (...) Arsénio Roque, presidente da junta de freguesia das Sete Cidades, está consciente das limitações e dos problemas que afectam o campismo local, mas admite que, de momento, não tem verbas para inverter a situação. "Sei que dá mau aspecto à freguesia e à ilha de São Miguel, é uma vergonha, mas a Junta de Freguesia não tem capacidade financeira para pagar um guarda. Portanto, o parque é gratuito e não vigiado, e se for necessário cobrar entrada é preciso oferecer outras condições. Mas, não temos dinheiro. Vou falar com a Câmara e com a Secretaria para ver o que se pode fazer", conclui o autarca.»
Esta notícia, publicada no Açoriano Oriental na sua edição do passado sábado, reflecte as assimetrias que se vivem no "maior concelho dos Açores".

O processo associado às obras do parque de campismo da freguesia das Sete Cidades é longo, tem vindo a ser adiado e a ‘prioridade’, como agora se comprova, a ser adiada. Isto apesar das declarações da presidente da edilidade, em Mar’09, aludirem para a sua conclusão "em breve". Pelos vistos não estão.

Ninguém questiona que, nos últimos anos, este espaço tem sido alvo de inúmeros actos de vandalismo e mau uso. Mas parte desse problema reside no facto de não existir manutenção, vigilância e uma gestão adequada. É um espaço já de si abandonado por quem por ele devia zelar. E isso não é admissível.

O problema já tinha sido sinalizado há muito.

O que importa aqui reter é que a entidade gestora não acautelou o essencial, ao não atribuir recursos à Junta de Freguesia que sejam compatíveis com as suas responsabilidades, bem como, o próprio alheamento do município e a evidente falta de capacidade da Freguesia para o gerir. Assim como, a notória falta de civismo dos utentes e a angustiante situação socioeconómica vivida no local.

Numa palavra - esta é uma situação intolerável. Quer para quem nos visita, quer para os locais que usufruem de uma das 'maravilhas naturais ' de São Miguel e dos Açores.

Nem imagino o que diriam os jornais se esta fosse uma 'responsabilidade' governamental...

* Foto Açoriano Oriental

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cultura, catalisador do desenvolvimento local
















O Governo dos Açores tem em curso um ambicioso conjunto de investimentos em infra-estruturas, de modo a melhor dotar o arquipélago de múltiplas valências no domínio das artes performativas, na defesa do património móvel e imóvel, no apoio aos criadores e associações, na divulgação interna e externa da produção artística e na promoção da fruição de propostas contemporâneas.

Todas estas acções estão inseridas nos grandes objectivos estratégicos para o médio prazo, nomeadamente, naquele que visa Melhorar as Qualificações e as Competências dos Açorianos, e no qual a Cultura se inscreve como essencial.

Fazer com que a Cultura faça parte da vivência intrínseca das populações pode parecer utópico mas vislumbra-se, cada vez mais, como algo fundamental na formação contínua dos indivíduos. Esta questão deve constituir-se como basilar, deve ser estimulada, deve apelar aos mais novos e, por essa via, cultivar a “contaminação” dos mais velhos.

A fruição dos espaços culturais existentes, e a erigir, tem de ser encarada como uma mais-valia reprodutiva, não só ao nível cognitivo e do intelecto mas, também, como incremento económico no local de implementação.

O Museu e a Biblioteca Pública não podem ser espaços independentes da economia do “local” e devem ser, eles próprios, “o” ou “um” dos seus principais catalisadores económicos, no qual devem coexistir um número significativo de actividades interdependentes, constituindo-se, de forma integrada, como espaços “âncora”.

De modo a consubstanciar esta importância, o impacto do valor da Cultura no desenvolvimento local, realce para o número de entradas verificadas no conjunto dos Museus da região que, desde 2007, tem vindo progressivamente a subir, atingindo em 2009 cerca de 95.000 visitantes, mais 27.000 do que em 2007.

Estes dados são motivo de regozijo mas que podem e devem ser incrementados, na medida em que foram alcançados mesmo e apesar das obras de beneficiação, ampliação e modernização que decorrem em alguns dos nossos Museus. Um aspecto condicionante mas temporário, cuja execução é essencial para o seu bom desempenho e para a missão que lhes é confiada.

Os recursos são, em alguns casos, importa aqui referi-lo, limitados. Pelo que devemos pautar o investimento público para melhoria continuada das condições físicas e de recursos humanos dos organismos oficiais da Direcção Regional da Cultura, como elementos fundamentais na prossecução da política governamental para o sector.

Num país onde a criação está fortemente centralizada, e numa região como os Açores, geograficamente fragmentada, a descentralização cultural é um gesto que se impõe no crescimento e para o desenvolvimento de novos “centros”.

Como cidadãos portugueses, habitemos em Bragança ou em Sta. Cruz da Graciosa, temos o direito de aceder à Cultura e a um serviço público na área da fruição cultural, quer como criadores, participantes ou espectadores. Este é, sem margem para muitas dúvidas, um meio de alcançarmos uma Região, mais equilibrada, mais coesa e mais democrática.

Mas não falo apenas de “recepção” de oferta cultural de qualidade mas, sobretudo, de criação, de crítica e de avaliação, na relação com as diversas manifestações artísticas.

Independentemente do carácter descentralizador há que ter objectivos concretos na política de funcionamento destas infra-estruturas e há que sensibilizar e envolver as autarquias para as suas responsabilidades locais, neste sector, na medida em que são, em muitos casos, os responsáveis pelos equipamentos disponíveis. E, para isso, devem dotar-lhes dos meios e dos mecanismos para funcionar.

Devem todos trabalhar em “rede”, mesmo que não haja formalmente uma Rede.

A Cultura é, perante aquilo que representa e pelo que perspectiva, um sector de importância vital como “factor intangível de desenvolvimento” (in Carlos L. Medeiros, «Cultura, Factor de Criação de Riqueza», UCP, Lisboa, 2008). E a aposta continuada do Governo dos Açores, neste domínio, preconiza esta estratégia, a de vector basilar na formação, valorização e estímulo da sociedade açoriana.

Alexandre Pascoal
Maio 2010


* Adaptação da intervenção na ALRA em Maio’10
** Publicado na edição de 15 Jun'10 do Açoriano Oriental
*** Foto Olhares

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Livro Verde - Realizar o potencial das indústrias culturais e criativas

Arranca hoje, na Horta, o ciclo de 3 sessões de consulta pública sobre a necessidade de se adequarem programas e políticas de âmbito regional, nacional e comunitário, aos desafios actuais e do futuro das indústrias culturais e criativas.

A sessão é pública, a participação é livre e recomenda-se.

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domingo, 13 de junho de 2010

Imperdível



Exposição fascinante, montagem irrepreensível, catálogo irrecusável.

Para rever e voltar + vezes até 12 de Set'10.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Outros 'alertas'

«(...) Acha que o Governo devia financiar a formação de bailarinos fora dos Açores?
Não. Os bailarinos podem ser formados cá. Acho que se devia financiar mais a companhia de dança, mas não apenas o Governo. A Câmara Municipal também não financia. Falam apenas do Governo, mas as Câmaras Municipais também existem. (...)» *
Pelo menos num ponto não estou de acordo com a Milagres Paz, naquele em que diz que os bailarinos podem ser formados localmente. Podem, é óbvio. Mas essa é uma decisão que cabe a cada indivíduo assumir. Compreendo mas parece-me redutor.

No âmbito dos apoios, o Governo faz a sua parte mas não é possível apoiar tudo e todos na sua plenitude e na mesma proporção. A comparticipação pública, na dimensão cultural como em outras, devia ou deve ser repartida pelos vários poderes públicos (e privados). E isso nem sempre acontece ou não é efectuado com a magnitude desejada.

Esta entrada vem a propósito de um alerta sobre os apoios à cultura nas ilhas e que na sua génese não faz a necessária distrinça entre as entidades visadas, nomeadamente, municípios e governo regional. E isso assume toda a importância, na medida em que pode ser mal interpretada por quem a lê e por quem dá a notícia. Se bem que isso, para alguns, é o que menos importa...

* Entrevista da bailarina/coreógrafa Milagres Paz na edição de 03 Jun'10 do Correio dos Açores (infelizmente não disponível online)

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

'Muros de Abrigo'





















Em dia grande, no recém-inaugurado núcleo de Sta. Bárbara do Museu Carlos Machado, é este o cenário com o qual somos confrontados às portas daquele importante espaço cultural.

Acho que as imagens falam por si...

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Azores, a Climate Change Model

«(...) "The Green Islands Project is a really good case study for figuring out how all of these renewable resources can fit together for both the use and supply of energy," Connors says. "And if it works in the Azores, and is cost effective in the Azores, then it will soon be cost effective elsewhere." (...)»
Artigo de Amanda Spake (a Washington, D.C.-based writer whose articles on health, science, education, and the environment have appeared in U.S. News and World Report, The Nation, and the Washington Post, among other publications), à margem do seminário 'Energia e Desenvolvimento Sustentável', que vem corrobar a tese de que o arquipélago é um case study bem sucedido, no domínio das energias renováveis, cujo exemplo pode e deve ser exportado para todo o mundo.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Informação de utilidade pública




















Estão disponíveis, em exclusivo, nas Lojas de Cultura de Angra, Horta e Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, as seguintes edições patrocinadas pela Presidência do Governo dos Açores:

. Açores: 9 Ilhas - 9 Fotógrafos
. Palácio de Sant’Ana
. Craig de Mello: Roots = Raízes
. Parar o Tempo (catálogo da escultura de Rui Chafes);

Estes são apenas alguns dos títulos disponíveis. Outros haverá mas que não coube aqui destacar.

Fica aqui a nota que se espera útil.

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domingo, 6 de junho de 2010

Can I Kick It?



People's Instinctive Travels and the Paths of Rhythm é o álbum de estreia dos A Tribe Called Quest e foi uma luvada de ar fresco, a par com De La Soul, Ice-T e Public Enemy, com aquilo que ouvíamos entre portas (o mesmo é dizer - na ilha).

A , mas nem sempre consensual, conivência com as guitarras dominantes só demonstrou a riqueza ecléctica das múltiplas noites de festa...

Can I kick it?
Yes, you (we) can!


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cultura, investimento continuado















Com o advento do século XXI a Cultura ganhou outra dimensão e deixou de estar circunscrita aos domínios artísticos tradicionais, passando a ser referência na área económica. Nesta medida, "A Cultura é hoje, mais do que um conceito, um factor económico para o qual cada país olha com atenção na perspectiva de obtenção de proveitos financeiros".

O estudo recente sobre o sector cultural e criativo em Portugal, efectuado pela empresa do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, revela que em 2006 estas actividades foram responsáveis por 2,8% de toda a riqueza criada no país. Este valor é expressivo e justifica, plenamente, a necessidade de um olhar mais atento sobre o papel da cultura e da criatividade na economia portuguesa e na açoriana, em particular.

A Cultura tem vindo a gizar, com rigor e ambição, uma presença cada vez mais significativa na orientação estratégica para o desenvolvimento dos Açores.

Para 2010 o Governo dos Açores afectou cerca de 22,5 milhões de euros na defesa do Património e no apoio às Actividades Culturais. O que corresponde a cerca de 2,7% do investimento público previsto e a um aumento de 25,8% em relação a 2009.

Este incremento orçamental encontra a sua maior expressão nos inúmeros projectos em obra, contidos no programa de defesa e valorização do património arquitectónico e cultural, dos quais destaco: a construção da nova Biblioteca de Angra do Heroísmo, obra em curso e a bom ritmo de execução; a ampliação do Museu da Graciosa e a reprogramação museológica do núcleo sede; a valorização urbanística e paisagística da área envolvente do Museu da Indústria Baleeira em São Roque do Pico, obra já adjudicada; a construção do Espaço Cultural Multiusos do Corvo, a Temporada Música 2010 e as Comemorações do Centenário da República, cujo início está agendado para o mês de Agosto.

A aposta na formação, na criatividade e a promoção no exterior do tecido cultural insular são prioridades do Governo dos Açores para este ano.

Neste âmbito, destaco o programa de Bolsas de Formação e Criação Artística, para a aposta continuada nas dinâmicas de proximidade pedagógica, casos da Rede de Leitura Pública, da Lira Açoriana, do projecto da Orquestra Francisco de Lacerda e do projecto pioneiro do Museu Móvel, afecto ao Museu Carlos Machado, o qual foi distinguido, em Novembro passado, com um prémio nacional para o melhor serviço de extensão cultural, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia.

De igual modo, a Semana de Cultura Açoriana que decorreu entre 2 e 7 de Março, deste ano, em Lisboa, numa co-produção do Teatro Micaelense e do Teatro São Luiz, contou com o empenho e com o alto patrocínio da Região.

Esta foi uma iniciativa pioneira e teve o mérito de durante uma semana ter possibilitado aos criadores açorianos a notoriedade que merecem num dos palcos mais importantes da capital. Algo nunca dantes alcançado.

As repercussões não se fizeram esperar e uma nova edição já se encontra calendarizada e deve, na minha perspectiva, ser ampliada.

Mas 2010 é, sobretudo, o ano que consagra os Açores como Região Europeia’2010.

Este momento revela-se como um canal privilegiado para a promoção do arquipélago através da sua "identidade" e como veículo para "trazer à região a cultura e as vivências europeias".

Um acontecimento que nos enche de orgulho e no qual devemos estar todos, particularmente, empenhados.

Alexandre Pascoal
Maio 2010


* Adaptação da intervenção na ALRA em Maio’10
** Publicado na edição de 03 Jun'10 do Açoriano Oriental
*** Foto Fernando Resendes (Teatro Micaelense)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Exemplo de 1 boa experiência turística



Um vídeo caseiro efectuado por um turista que visitou a ilha de São Miguel e que, mesmo com os percalços causados pela nuvem de cinzas, não deixou de se divertir e de considerar a ilha um 'almost' paradise...

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Inevitabilidades

Organismos da Cultura preparam-se para cortes imediatos
Apesar de ser considerado um sector suspeito e que tem por costume o corte, numa época de crise, como esta que atravessamos, temos todos, inevitavelmente, de contribuir para a consolidação das contas públicas.

A Cultura cumprirá a sua quota mas não lhe caberá a parte de leão.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Boas práticas



Para além da medida, em si, julgo ser pertinente realçar a parceira entre a Universidade dos Açores e o Governo dos Açores na resolução de uma intervenção local.

Devemos caminhar, cada vez mais, nesta direcção - na de cultivar uma inclusão consequente da academia açoriana no quotidiano insular.
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domingo, 30 de maio de 2010

'Ode à Alegria'






















Concerto integrado na programação Açores - Região Europeia'10 com as prestações do Coral de São José, a orquestra Clássica Francisco de Lacerda e alguns dos mais prestigiados solistas nacionais.

Depois da noite de ontem, espero que a tarde de hoje seja, igualmente, memorável.

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

69 & 3













O Emissor Regional dos Açores da antiga Emissora Nacional foi instalado em Ponta Delgada há, precisamente, 69 anos. Nesta data simbólica arrancam, igualmente, as emissões da Antena 3/Açores na Região.

Aos responsáveis por esta missão, que se espera gloriosa, dirijo os meus sinceros votos de parabéns!

Um projecto para o qual tenho/vou colabora(do)r...
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Últimos dias



Reportagem na RTP 1 sobre a exposição do escultor Canto da Maia patente no Palácio Galveias, em Lisboa.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Existem obras e Obras


Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, Flores

3 novas reportagens fotográficas* da dupla Fernando Guerra e Sérgio Guerra (FG+SG) sobre 3 projectos desenvolvidos nos Açores, cuja qualidade vem demonstrar que não basta a obra e que, o projecto, é tanto ou mais importante.

Para a mais-valia reprodutiva, que daí advém e que se quer garantir, importa o acréscimo qualificante do edificado e o que 'fica' depois do anúncio.

Um mau projecto não deixa saudade, não faz memória e pouco ou nada acrescenta à História.

* 1 lembrete do 2010.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Para colocar nos favoritos

«(...) Não se nasce nestas ilhas impunemente. Não se trata apenas de uma referência geográfica ou toponímica – mas antes dum pequeno mundo, completo e perfeito, dentro doutros mundos. Talvez por isso Antero tenha proclamado que somos 'seres excepcionais, rodeados de seres menos excepcionais por todos os lados'. (...)»
Ainda e sobre o Dia dos Açores celebrado ontem, na ilha do Corvo, não podia, aqui, deixar de passar o discurso acutilante do Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, no qual lembrou que a luta Autonómica se faz todos os dias. E que, mais do nunca, este é o tempo para o reafirmar e consagrar.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dia dos Açores








O programa completo das comemorações do Dia da Região'2010 que este ano se comemora na ilha do Corvo.

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domingo, 23 de maio de 2010

Intermezzo



A minha iniciação no universo Cave & The Bad Seeds com The Good Son onde oscilavam introspecções orquestradas com momentos mais enérgicos fruto do lado visceral do crooner que é Nick.

Passados 20 anos eis que surge no mercado uma reedição, no formato CD + DVD, daquele que é considerado um dos melhores discos de toda a obra de Nick Cave.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cultura, contributo para o desenvolvimento local


foto Pedro Caetano

O deputado do PS/Açores, Alexandre Pascoal, defendeu, esta quinta-feira, que a Cultura deve ser um importante catalisador do desenvolvimento económico local, com os museus e bibliotecas públicas a assumirem-se como espaços "âncora" nesta estratégia.

Estas infra-estruturas devem ser dos "principais catalisadores económicos do local, no qual devem coexistir um número significativo de actividades interdependentes, constituindo-se, de forma integrada, como espaços 'âncora' no desenvolvimento local", defendeu o parlamentar socialista, numa intervenção no plenário que está a decorrer na Horta.

Segundo Alexandre Pascoal, o impacto do valor das artes na economia local fica demonstrado com o número de entradas verificadas no conjunto dos Museus da Região, que, desde 2007, tem vindo progressivamente a subir, atingindo, em 2009, cerca de 95.000 visitantes, mais 27.000 do que dois anos antes.

De acordo com o deputado do PS/Açores, um estudo recente sobre o sector cultural e criativo em Portugal, efectuado pela empresa do ex-ministro da Economia Augusto Mateus, revela que, em 2006, estas actividades foram responsáveis por 2,8% de toda a riqueza criada no país.

"Este valor é expressivo e justifica, plenamente, a necessidade de um olhar mais atento sobre o papel da cultura e da criatividade na economia portuguesa e na açoriana, em particular", disse.

Na sua intervenção de tribuna, Alexandre Pascoal salientou, ainda, que, para este ano, o Governo dos Açores afectou cerca de 22,5 milhões de euros na defesa do património e no apoio às actividades culturais, um valor que corresponde a 2,7% do investimento público previsto e a um aumento de 25,8% em relação a 2009.

Perante os deputados açorianos, o parlamentar do PS/Açores realçou, também, que na Região foi construída, embora de carácter informal, uma rede regional de cineteatros e auditórios, numa iniciativa de governo e autarquias.

"Como resultado temos, actualmente, uma maior produção artística regional e um aumento da procura cultural, fruto da proliferação de eventos em locais que antes não os tinham e não dispunham das condições de os promover", destacou.

De acordo com Alexandre Pascoal, fazer com que a Cultura faça parte da vivência intrínseca das populações vislumbra-se, cada vez mais, como algo fundamental na formação contínua dos indivíduos.

"A fruição dos espaços culturais existentes, e a erigir, tem de ser encarada como uma mais-valia reprodutiva, não só ao nível cognitivo e do intelecto mas, também, como incremento económico no local de implementação", alegou o deputado socialista.

A concluir, Alexandre Pascoal referiu que todos os cidadãos têm o direito de aceder à Cultura e a um serviço público na área da fruição cultural, quer como criadores, participantes ou espectadores.

"Esta é a forma de alcançarmos uma região, mais equilibrada, mais coesa e mais democrática", disse Alexandre Pascoal, para quem, nesta área, "devem todos trabalhar em rede, mesmo que não haja formalmente uma Rede".

* nota de imprensa do GPPS

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

!

«A Câmara Municipal de Ponta Delgada admite criar uma sociedade para gerir e impulsionar a reabilitação do centro histórico da cidade, aproveitando as potencialidades do novo Regime da Reabilitação Urbana (...) *»
Afinal parece que sabe. Comentários para breve.

* Extracto de uma notícia publicada hoje no Açoriano Oriental (20.05.2010)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Não gosto disto



O município, aparentemente, não quer ou não sabe o que fazer.

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sábado, 8 de maio de 2010

Na mala



«(...) Recorra aos dispositivos de imagem, sabendo que ela lhe dará um acesso rápido aos recursos da alma (...) Se precisar de substituir os sentimentos cansados da existência reinstale o desejo no painel do corpo (...)».


Aquirido na Livraria Gil, em Ponta Delgada.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Horizontes Insulares


Maria José Cavaco

Maria José Cavaco é a artista convidada para representar os Açores na exposição Horizontes Insulares que inaugurou, ontem, no Centro de Arte La Regenta em Las Palmas, Gran Canaria.

Maria José Cavaco apresenta o projecto Rotas de Todos os Dias formado por 101 desenhos [50 folhas(18x15cm) desenhadas nas duas faces e uma (18x28cm) com desenho numa só face.

Este é um projecto que, segundo os seus promotores, responsáveis pelo conceito e pela representação artística das várias realidades insulares, "encerra a novidade de colocar em contacto, pela primeira vez, no seio de um projecto cultural, artístico e literário, ou literário e artístico, criadoras e criadores contemporâneos destas múltiplas e diversificadas geografias insulares".

Iniciativas como esta são fundamentais para a visibilidade pretendida pelos artistas, e responsáveis governamentais, do arquipélago. Maria José Cavaco, como já escrevi noutro local, trilha um caminho próprio e seguro. É, sem margem para muitas dúvidas, uma das mais 'inconformadas' artistas da sua geração.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

La calle tiene cultura


Angra do Heroísmo, Abril'10

Uma solução eficaz, pelo menos aparentemente, para a beataria que popula as entradas (& saídas) de estabelecimentos comerciais, empresas e organismos públicos.

Num país civilizado é impensável arremessar para a via pública algo que a possa conspurcar, sem que com isso não haja uma consequência ou advertência. Por cá não há moleste.

Vamos lá chegar...devagarinho. Na Terceira já deram um passo...

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Neofrugalismo

«Crise torna portugueses mais moderados na hora de gastar (...) Não é uma moda. Mesmo que haja retoma, estas mudanças no consumo vão permanecer»
Parece-me que esta é mais uma contingência 'forçada', fruto do actual cenário económico. Por um lado, esta 'racionalização' do consumo não me parece mal. Pior estão os que vivem da 'irracionalidade' alheia.

Para ler na edição de hoje do Público.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

O melhor candidato



Apresentação da Candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República hoje, pelas 18h00, no Salão Nobre do Teatro Micaelense.

O candidato justifica a escolha da ilha de São Miguel para este anúncio pelo carácter simbólico, para onde foi há 50 anos relegado pelo regime salazarista para cumprir castigo militar, e pela sua "grande ligação cultural, política e afectiva" aos Açores.

Uma candidatura "abrangente e agregadora da esquerda" e a "mais amiga das Autonomias".

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

A política virada para dentro *

«Nos últimos dias, o Grupo Parlamentar do PS/Açores apresentou três iniciativas direccionadas para as áreas agrícola, social e cultural, que dão corpo a questões do quotidiano dos Açores e que pretendem ser contributos válidos e úteis para a melhoria dos respectivos sectores.

Refiro-me, concretamente, à criação de um grupo de trabalho interno que vai estudar as implicações do anunciado fim das quotas de produção de leite, a constituição de uma comissão parlamentar eventual para aperfeiçoar a aplicação do Rendimento Social de Inserção e uma iniciativa legislativa para que sejam criados roteiros culturais em torno dos grandes vultos da Cultura dos Açores.

Pode-se concordar ou não com estas medidas, o que é obviamente legítimo, mas a verdade é que todas elas, nas suas devidas áreas, demonstram a atenção do Grupo Parlamentar do PS/Açores para com o pulsar da sociedade açoriana, ou seja, com os desafios presentes e futuros dos seus vários sectores.

Permitam-me, ainda, que faça o contraponto com a iniciativa apresentada, também esta semana, pelo maior partido da oposição, que pretende maiores poderes para as comissões parlamentares de inquérito. Não se trata de desmerecer as próprias propostas, que são importantes na perspectiva da fiscalização democrática e política. Trata-se, sim, de comparar o foco da atenção política que move os dois partidos.

Enquanto o Grupo Parlamentar PS/Açores está preocupado com os açorianos, em dar respostas aos seus problemas e aos anseios, a atenção da bancada do PSD está centrada em conseguir instrumentos regimentais e políticos fiscalizadores, os quais - sendo importantes, reafirmo - não contribuem para as soluções que os Açores necessitam para o seu futuro.

É esta espécie de política virada para dentro que o PSD/Açores faz constantemente, apesar das declarações públicas no sentido contrário, que ficou provada, mais uma vez, nas decisões da sua Comissão Política Regional.

Refiro-me, obviamente, ao apelo que a Presidente do PSD/Açores fez à recandidatura presidencial de Cavaco Silva. Numa fase inicial, ainda pensei que fosse uma gafe ou, na melhor das hipóteses, uma ironia mal conseguida. Mas não. Rapidamente percebi que a Presidente do PSD/Açores estava a falar a sério, apesar de ter a certeza que são seria para levar a sério.

Afirmar que a reeleição de Cavaco Silva é uma "oportunidade a favor dos Açores" demonstra uma total falta de sintonia e de respeito para com os princípios e os objectivos autonómicos que o próprio PSD/Açores, há décadas atrás, foi um fiel defensor.

Defender que o actual Presidente da República é, dos candidatos presidenciais, o "único que garante uma leitura adequada e segura do quadro constitucional em função das movimentações político-partidárias que possam ocorrer na República e na Região" é a confirmação objectiva – finalmente - de que lado esteve o PSD/Açores aquando do debate nacional sobre o nosso Estatuto da Autonomia.

Neste importante momento da História recente da nossa Autonomia, Cavaco Silva fez questão de mostrar que, para si, a Autonomia é um empecilho constitucional. A estrutura regional do PSD/Açores, que nunca se comprometeu nas recentes eleições directas nacionais com nenhum candidato, não tem, agora, qualquer problema em apoiar e incentivar um Presidente da República que foi, manifestamente, o instigador de desconfianças relativas à Autonomia Regional.

Cavaco Silva acha a Autonomia um embaraço. Manuel Alegre faz questão de lançar a sua candidatura presidencial, nos próximos dias, em Ponta Delgada. São duas formas distintas de ver e interpretar os Açores
».

Por aqui se vê quem é que está, realmente, de "costas voltadas" para os açorianos, contrariamente àquilo que é dito pela líder do PSD/A.

* artigo de opinião de Hélder Silva - líder do grupo parlamentar do PS, publicado no Açoriano Oriental de 02.05.2010

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domingo, 2 de maio de 2010

The Azores











«Explore black beaches, cool waters and hot volcanoes, then go whalewatching»
Um destaque ao arquipélago na londrina Time Out [Travel].

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sábado, 1 de maio de 2010

O ‘sonho’ não é coisa vã


Antero por Columbano Bordalo Pinheiro

O verso de Antero de Quental que 'inspira' esta crónica surge a propósito do Projecto de Resolução que o Grupo Parlamentar do PS/Açores apresentou na passada semana, na Horta, e que visa a criação de Roteiros Culturais.

A iniciativa, sendo simples, é muito mais ampla do que aquilo que possa, aparentemente, parecer. Primeiro, porque promove a transmissão da cultura e identidades regionais, através de um formato que, sendo lúdico, é, simultaneamente, pedagógico, junto quer daqueles que nos visitam, quer também dos que aqui moram.

A proposta sugere que o primeiro Roteiro Cultural a criar seja o de Antero de Quental, um "génio que era um santo", nas palavras de Eça de Queirós, e que foi também, como se sabe, uma das figuras mais marcantes de toda a cultura portuguesa e o símbolo maior da Geração de 70.

Sugere também que se requalifique o "Largo da Esperança", situado no Campo de São Francisco, lugar onde Antero de Quental se suicidou e onde habita a sua memória... E que é, por estes dias, um sítio marginal e que padece de falta de visibilidade e dignidade.

Ora, sistematizar esta memória, a par de outras que a própria proposta sugere – e, no caso de Antero, na cidade que o viu nascer e morrer –, é da mais elementar justiça...

Construir o futuro de um lugar, seja ele qual for, pressupõe que se conheça o passado, sem ceder à vulgar tentação de lhe "apagar" etapas. Ora, a criação de Roteiros Culturais, para além de divulgar os nossos maiores e as nossas memórias, convida a que todos possam fruir dos percursos históricos que fizeram a história destas ilhas, em todos os domínios.

Haverá, por certo, quem estranhe esta criação; quem ache (menos do que entenda), que esta não é fundamental ou que é até desnecessária ou, porventura, já exista. Nestes dias, em que a rapidez do anúncio é o que mais importa, em detrimento daquilo que realmente é, esta coisa de contar a nossa história, em passos, pode, porventura, parecer esdrúxula. Mas, não faz mal. Trataremos de que tal não venha a acontecer.

O facto é que um lugar que parece ter muito para oferecer, mas que pouco ou quase nada tem organizado, parece quase não existir no tempo da sua história. O turismo cultural, que é, hoje em dia, uma das vertentes turísticas que mais cresce e se desenvolve em todo o mundo, encontra nalguns dos nossos lugares poucas razões para vingar. Esta é uma oportunidade para encurtarmos esse caminho e fazermos com que haja mais motivos para "enriquecermos" o património que está à nossa mercê.

É por isso que a criação destes Roteiros Culturais, que serão de Antero, como de outras figuras maiores da nossa Cultura (casos de Nemésio, Lacerda, Dias de Melo, Correia Rebelo, Canto da Maia, entre outros), é o contrário de uma visão redutora, que faz depender somente da memória recente e de narrativas mais ou menos dispersas de um passado glorioso, o que se espreita na gaveta fechada ou se encontra circunscrito a um círculo de alguns, poucos.

Nesta medida, torna-se ainda mais pertinente a concretização desta proposta – a da criação de Roteiros Culturais nos Açores – pela descoberta e abertura de novos motivos para sermos, ainda mais, parte integrante da nossa história e, com ela, fruirmos dos percursos de um tempo novo, que muito deve aos que por cá passaram antes de nós.

Alexandre Pascoal, Abril 2010

* Publicado no Açoriano Oriental de 30.04.10

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Em ruínas


Foto CA

Este episódio veio colocar a descoberto o estado calamitoso em que se encontra parte significativa do centro histórico de Ponta Delgada. E deu prova daquilo que é visível e que se torna cada vez mais previsível.

O ónus da recuperação é, nas palavras do responsável pela protecção civil do munícipio, no local (vereadores ou outras patentes, nem vê-l@s!), repassado aos privados, apenas e só. Não posso estar menos de acordo com esta posição egoísta.

Em Lisboa, apenas a título de exemplo, existe uma sociedade de reabilitação urbana que dá apoio técnico e promove a dinamização de uma determinada zona da urbe que carece de intervenção. O município não fica à espera do munícipe e age em conformidade com as suas necessidades. Por cá ficamos pelo anúncio e pela fotografia.

Ponta Delgada precisa muito mais do que isentar taxas e publicitar que viver no centro histórico é "moda".

Há quem não queira ver (ou ler) as evidências e prefira sacudir a água do capote. É, de facto, mais fácil.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Divulgação endémica






A Feira do Livro de Lisboa abre hoje e conta, na inauguração oficial, com a presença de Paulo Teixeira Pinto, Presidente da APEL, Manuel Salgado, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Gabriela Canavilhas, Ministra da Cultura.

Os Açores participam, pelo segundo ano consecutivo, através da Direcção Regional da Cultura, na Feira do Livro de Lisboa com um Pavilhão da Região Autónoma dos Açores.

O objectivo é, para o Director Regional da Cultura, um «(...) evento fundamental no domínio da promoção do livro e do fomento dos hábitos de leitura, contribui para o aumento do nível de literacia em Portugal e, no âmbito da presença açoriana, constitui-se como mais uma oportunidade para a divulgação do livro açoriano num mercado que tem vindo a revelar especial apetência para esta temática. Ao promovermos a divulgação dos livros dos Açores estamos paralelamente a projectar os autores açorianos, a contribuir para a dinamização do livro e da leitura e a fomentar o conhecimento sobre os Açores no contexto cultural nacional».

A aposta na promoção, no exterior, do tecido cultural insular deve constituir-se, sempre, como uma prioridade da acção governativa regional.

Esta presença é um bom exemplo disso.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

'Guião' para as Indústrias Culturais e Criativas na Europa



A cultura entrou, finalmente, na agenda política da UE e, neste momento, está oficialmente aberto o período de contributos (até 30 Jul'10) para a elaboração do Livro Verde das Indústrias Culturais e Criativas, que deve ser visto no horizonte da Estratégia Europa 2020 e no âmbito do plano de relançamento da economia europeia dos próximos dez anos.

Temos todos, com certeza, uma palavra a dizer.

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terça-feira, 27 de abril de 2010

E mesmo ao cair do pano
















A notícia que Manuel Alegre apresentará a sua candidatura presidencial nos Açores na próxima 3ª feira, 4 de Maio, pelas 18h30, no Salão Nobre do Teatro Micaelense.

Votei Alegre há 4 anos, voltarei a fazê-lo nas presidenciais de 2011.

* título inspirado daqui

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Arquipélago


Foto Filipe Franco

O processo do Centro de Arte Contemporânea dos Açores - Arquipélago, contendo todos os projectos de especialidade, vai ser entregue até ao próximo mês de Junho. O que, a concretizar-se, possibilitará o início dos procedimentos concursais para o arranque, efectivo, da obra.

Esta é, sem margem para muitas dúvidas, uma boa notícia... Venham mais!

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domingo, 25 de abril de 2010

Liberdade e liberdades



Um hino geracional à 'liberdade'... Os dados históricos.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro



A minha modesta contribuição em Dia Mundial do Livro para o acervo da Biblioteca da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

O agradecimento especial à Livraria Solmar pela amável e pronta colaboração.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Roteiros Culturais


foto Pedro Caetano

O Grupo Parlamentar do PS/Açores apresentou, esta quinta-feira, um Projecto de Resolução que prevê a criação de Roteiros Culturais, de abrangência regional, em torno das figuras açorianas de relevo da área artística.

"Propomos, em termos simbólicos, que o primeiro a ser criado seja o 'Roteiro Anteriano', em São Miguel", indicou o deputado do PS, Alexandre Pascoal, que falava na apresentação da iniciativa legislativa, durante o plenário que está a decorrer na cidade da Horta.

Segundo o deputado do PS/Açores, a Resolução agora apresentada propõe, ainda, que sejam constituídos outros roteiros culturais nos Açores, nomeadamente, o de Vitorino Nemésio, na Terceira; Francisco de Lacerda, em São Jorge; Dias de Melo, no Pico; João Correia Rebelo, nas ilhas de São Miguel e Terceira; Ernesto Canto da Maia, em São Miguel, entre outros.
"Complementarmente à criação do 'Roteiro Anteriano', propomos a requalificação do 'Largo da Esperança', situado no Campo de São Francisco, através da colocação de uma placa identificativa e de homenagem junto ao banco, onde Antero se suicidou", afirmou Alexandre Pascoal.

A materialização destes roteiros passa, também, pela elaboração de brochuras de acompanhamento com a indicação dos percursos a efectuar, contendo um mapa de localização, fotografias identificativas, notas históricas e complementares, grau de dificuldade, distância, duração, e outro tipo de informações relevantes.

Alexandre Pascoal justificou esta iniciativa legislativa com a necessidade de salvaguardar e transmitir a cultura e identidades regionais, face à tendência globalizante.

Além disso, os roteiros culturais permitem aos habitantes e visitantes a "descoberta de novos motivos de atracção a esta Região, já de si tão rica do ponto de vista natural, patrimonial, artístico e cultural, convidando todos a fazer parte da História e a vivê-la nos seus percursos", explicou o parlamentar socialista.

Na apresentação da iniciativa, o parlamentar socialista salientou, também, que o turismo cultural é um produto estratégico que necessita de ser incrementado nos Açores.

Na sequência da apresentação efectuada em plenário, o Projecto de Resolução da bancada socialista vai baixar à Comissão Permanente competente para ser analisado, voltando, depois, ao plenário para debate e votação final.

* nota de imprensa do GPPS

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Entrevista















"Se não tivesse subido aos palcos, a política era mais difícil"
Para ler na íntegra.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Calendário

















Ontem Antero e o Açoriano Oriental, hoje o PS.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Em trânsito







A caminho da Terceira para participar no XIV Congresso PS/Açores que terá lugar no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo.

Este é o 1º congresso depois da vitória do PS nas eleições regionais de 2008. E, para além, do que se fala em surdina, a discussão estará centrada no «(...) que cada um deve fazer no partido e mais o que o partido pode fazer por todos os açorianos (...)».

É, igualmente, a minha estreia como participante directo numa reunião partidária com esta dimensão. As expectativas são moderadas. O ambiente nos bastidores prevê-se concorrido.

Manter-me-ei atento...

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Madrid » Lisboa


















Inaugura hoje, no Palácio das Galveias, pelas 21h30, a segunda versão da exposição "Canto da Maia - o Escultor Português do Silêncio" que, depois de Madrid, se expõe agora em Lisboa.

A exposição do escultor açoriano é concebida no âmbito da programação "Açores 2010 - Região Europeia de Cultura", e está aberta ao público de 17 de Abril a 30 de Maio.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Parcerias

A Direcção Regional da Cultura assina hoje em Lisboa um protocolo com Fundação Medeiros e Almeida.

Para o Director Regional da Cultura "a celebração deste protocolo é mais um instrumento de que a Região passa a dispor tendo em vista possibilitar uma maior e mais abrangente divulgação e presença da cultura Açoriana no exterior".

O futuro também passa por aqui, por tornar visível aquilo que por cá se faz.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Post-it

«(...) Aprendera, pelos seus próprios meios, que o trabalho não é um valor em si mesmo e que se limita a proporcionar o mais inestimável dos bens: o tempo. (...
António Sousa Homem, in Correio da Manhã de 11/04/10

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Incompreensível

















"Número dois" do Vaticano relaciona pedofilia com a homossexualidade
Esta fuga em frente não irá impedir que as fogueiras continuem a arder...em lume brando.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Questões de género






















Não deixa de ser curioso que um partido que só fala em mudança (!) não se adeqúe às evidências operadas ou em curso no país.

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domingo, 11 de abril de 2010

Help!


Hoje ouvi aquilo que me pareceu ser um pedido de ajuda...forçado e passadista.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Anjo da guarda






















Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Destaque


A exposição Tecer Relações: Paramentaria e Vivência Religiosa nos Açores mereceu destaque no directório da revista Darco.

Uma referência via Açores 2010.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Colóquio










Hoje, no Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, a partir das 14h30, realiza-se o colóquio: "Açores: Uma Reflexão Sobre a Pobreza e o Desenvolvimento Social", no âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social (AECPES).

O programa do encontro.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Estorvo






















Apesar de já ter sido dada nota sobre a presença destas 'grades' num parqueamento pago, as mesmas lá permanecem, sem que se perceba muito bem porquê.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

@ Graciosa


Foto Reporter X, Ago'07

O Governo dos Açores iniciou esta 2ª feira uma visita estatutária à Graciosa e na qual irá inaugurar o Centro de Visitantes da Caldeira.

Para consultar o programa da visita.

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domingo, 4 de abril de 2010

Espécime 'raro'















O pormenor da foto é tétrico e em nada 'dignifica' os Açores. Mas a minha chamada de atenção vai inteiramente para o blog JACARANDÁ da autoria do sociólogo António Barreto. Fotografia, comentários & leitura que muito prezo.

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Aleluia


A recuperar os discos da 'minha' geração e que agora perfazem 2 décadas. Perdi, literalmente, as vezes que ouvi e toquei Pills 'n' Thrills and Bellyaches dos Happy Mondays. É ainda hoje recorrente ouví-los nas pistas de dança mais nostálgicas. Um clássico da golden era de Madchester.

Em sintonia (mas nem tanto): o Sound + Vision começou uma nova rubrica: evocar alguns nomes "esquecidos" dos inícios dos noventas agora que estamos a 20 anos de distância. Para acompanhar militantemente.

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sábado, 3 de abril de 2010

Outro 'facto'
















Mais ninguém acha estranho que, tratando-se de um parque de estacionamento, não hajam outros veículos estacionados... E, já agora, sendo este o 'maior' espaço de parqueamento gratuito da urbe, não seria 'conveniente' que uma das linhas de Minibus efectuasse o interface dos automobilistas para o centro da cidade?!

Estaremos perante a omissão de um facto?! Mais um!

Flagrante retirado da edição de 29 Mar'10 do Açoriano Oriental
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Visões sobre o futuro

"Temos de construir um mundo equilibrado sem Big Brother mas onde haja tempo para sermos algo mais do que os seres superficiais que a sociedade hoje produz."

Este é o título para o ciclo de conferências proferidas por António Câmara (Prémio Pessoa 2006), durante o passado mês de Março, na Culturgest.

O Expresso entrevistou-o. Eu já o sigo há algum tempo, deixo aqui a recomendação de leitura.

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Conferência






















O deputado europeu Luís Paulo Alves realiza esta quarta-feira, pelas 20h00, na sede da Associação Agrícola de São Miguel, uma conferência sobre o tema: "Que Futuro para o Leite?".

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terça-feira, 30 de março de 2010

Útil














O portal SRIT foi hoje apresentado e tem por objectivo proporcionar a todos os cidadãos e entidades públicas e privadas, a possibilidade de pesquisar, visualizar e explorar informação geográfica sobre o arquipélago dos Açores.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Repetitivo






































O(s) elevador(es) do Parque Avenida na marginal de Ponta Delgada estão muitas das vezes "fora de serviço". O cenário tem sido, infelizmente, recorrente nestes últimos meses, constituíndo um sério constrangimento a idosos e a pessoas com difuldades de mobilidade. Esta é uma situação que urge sistematizar. Bem como, a limpeza dos referidos elevadores e das escadas que dão acesso ao Parque e que, em inúmeras ocasiões, com particular incidência nas noites de fim-de-semana, apresentam-se "impróprias para consumo".

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domingo, 28 de março de 2010

Desafios de futuro e outras utopias *















«Os verdadeiros artistas criam produtos»
Steve Jobs, citado por António Câmara

«(...) O nosso ambiente é favorável à experimentação de ideias novas.
Sendo as ideias um elemento determinante da economia do conhecimento,
nada nos impede assim de realmente competir.»
António Câmara, Expresso

Nos Açores, passados 30 anos de poder autonómico, mantém-se a luta por fazer diminuir as dificuldades contidas na descontinuidade territorial e, nessa medida, pelo garante das acessibilidades primárias.

Apesar do muito que já foi feito, persistem diversos constrangimentos.

Antes batíamo-nos por necessidades essenciais; hoje, as lutas estão na busca continuada pela elevação dos padrões de conforto. Ainda bem que assim é. Desde a entrada de Portugal na União Europeia, foi trilhado um longo caminho na justa aplicação dos incentivos financeiros, sendo que, nos Açores, estes foram e têm sido canalizados para a edificação de necessidades básicas inerentes a um território descontinuado, cujo investimento nem sempre é mensurável.

Os desafios do futuro desenvolvem-se com as pessoas de hoje.

Nesta medida, o incremento da qualificação da sociedade açoriana, seja por via do ensino regular, do ensino profissional ou pela certificação de competências, é a base para o desenvolvimento futuro. Combater a iliteracia e o abandono escolar são prioridades. Nunca como agora se batalhou tanto nesta luta, por vezes inglória, em torno da educação. E não podemos ignorar que o ponto de partida nos é desfavorável, com valores baixos e desiguais. Os dados estatísticos respondem por si.

Persistem comportamentos marginais em determinados sectores da sociedade açoriana. Os mais precários são, por regra, aqueles que resistem à mudança. Há melhorias, mas a marcha não é, ainda, a melhor. O progresso operado tem recuperado alguns indivíduos dados como “perdidos”. Existem, obviamente, casos de sucesso, mas temos de trabalhar para que a escola seja, naturalmente, parte integrante do projecto de vida de parte importante da população, pelo que o combate ao abandono escolar em detrimento de uma empregabilidade juvenil, pouco especializada, mal paga e com uma reduzida perspectiva de futuro, será uma das lutas importantes a travar neste tempo de futuro.

A par deste desiderato, somos habitualmente confrontados com o facto de os Açores serem considerados um laboratório natural pelas condições naturais que os assistem, quer em terra, quer no oceano, quer pela inconstância dos fenómenos naturais que os distinguem - factores que podem e devem ser potenciados junto das comunidades científicas. Neste campo, a Universidade dos Açores deverá desempenhar o papel principal, quiçá mais expedito, procurando parceiros conceituados e de renome, aliando a pesquisa e a investigação a factores endógenos, à medicina e às alterações climáticas, explorando desafios e posicionando-se no mercado global; escolhendo a especialização por áreas científicas e tecnológicas associadas às energias renováveis, nomeadamente à geotermia, em detrimento de áreas com menos expressão laboral e cujos constrangimentos se têm feito sentir. Com isto não pretendo dizer que a Universidade deva abandonar as suas áreas “tradicionais”, mas tem de assumir algum carácter pragmático com vista à sua “viabilização” e dos seus três pólos, transformando-os em domínios dinamizadores, que sirvam a Região e a façam posicionar-se internacionalmente como um veículo de conhecimento e, localmente, como um factor de impulso ao desenvolvimento. Este parece-me ser o grande desafio da própria universidade e da resposta que for dada dependerá a sua subsistência futura.

Temos ao nosso dispor características endógenas propícias à produção de energia renovável, seja ela de natureza hídrica, eólica, das ondas ou geotérmica. Em 2009, a produção de energia eléctrica com base em renováveis atingiu os 26% do total produzido nos Açores. O Projecto “Green Islands” promovido MIT Portugal tem como objectivo transformar o arquipélago numa região "mais sustentável" e que tenha pelo menos 75% a 80% da sua electricidade fornecida por recursos renováveis, até 2018, de modo a torná-lo num "alvo de atenção internacional".

Este objectivo é, a meu ver, substantivo. O exemplo, desta mudança energética em curso, são as ilhas das Flores e de São Miguel, cujo peso na produção de renováveis atingiu, em 2007, os 54% e os 47%, respectivamente, sendo que, em 2009, a ilha das Flores conseguiu obter 12 dias de energias 100% verdes.

O desafio energético é um dos maiores em termos globais e em locais dispersos e remotos, como os Açores, é quase inevitável e é algo para o qual devemos focalizar as nossas atenções, com claros benefícios económicos e ambientais, para além de viabilizar a “autonomia” de determinadas ilhas, que são vítimas de contingências circunstanciais, que, por vezes, diminuem a qualidade de vida de quem as habita.

Para além da importância estratégica, da auto-sustentabilidade energética, a par das classificações recentes da UNESCO, como reservas da biosfera e património da humanidade, devemos cultivar a preservação da biodiversidade e “explorar” as mais-valias turísticas que daí possam advir e usufruir da notoriedade de um local exclusivo e ímpar.

Numa economia global há que competir de igual para igual, por isso temos de compreender onde nos inserimos, olhar muito para além da linha do horizonte, retirar de nós próprios aquilo que melhor produzimos, de modo a não nos deixarmos cair na tentação de cobiçarmos o que é mais óbvio e aquilo que não nos diferencia.

Estes são, na minha modesta perspectiva, alguns dos maiores desafios que se colocam aos Açores no limiar deste novo século. E que passam, também, por examinarmos as idiossincrasias que nos distanciam, mas que são elas próprias a nossa melhor riqueza. Por medir os critérios de desenvolvimento, não pelo número de obras a concurso, mas sim por aquelas que são fundamentais. Para que equívocos do passado não se repitam.

O futuro destas ilhas passará, acredito, inexoravelmente pela competitividade, por critérios de qualidade e pela diferenciação – e, sempre, pela riqueza da herança cultural do seu património edificado e pessoal, mantido pela valorização continuada dos açorianos e dos que escolhem os Açores para viver.

Alexandre Pascoal, Fevereiro 2010


* Contributo para a edição comemorativa dos 20 anos do Jornal 'Expresso das Nove'

sábado, 27 de março de 2010

Os Açores na Capital Europeia do Design 2010
















O designer Tiago Fortuna (camarada de outros 'festivais') foi convidado a participar numa sessão Pecha-Kucha em Graz/Áustria, capital europeia do design 2010. O evento acontece amanhã, sábado, e conta com a presença de diversos ateliers europeus, entre eles a ComunicAir com sede na ilha Terceira.

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sexta-feira, 26 de março de 2010

Desculpe, importa-se de repetir?!

«um deputado [Costa Neves] está a receber, por residir nos Açores e ter sido eleito por Castelo Branco, uma verba semanal de 1.066 euros»

Hoje n' Sol.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Afinal, foi possível!..

«(...) Os EUA são o único país do mundo desenvolvido onde a Saúde foi transformada em mercadoria e o seu provimento entregue ao mercado privado das seguradoras. Os resultados são assustadores. Gastam por ano duas vezes mais que qualquer outro país desenvolvido e, apesar disso, 49 milhões de cidadãos não têm qualquer seguro de saúde e 45 mil morrem por ano por falta dele. Mais, a cada passo surgem notícias aterradoras de pessoas com doenças graves a quem as seguradoras cancelam os seguros, a quem recusam pagar tratamentos que lhes poderiam salvar a vida ou a quem recusam vender o seguro por serem conhecidas as suas "condições preexistentes", ou seja, a probabilidade de virem a necessitar de cuidados de saúde dispendiosos no futuro. (...)»
Perante o cenário aqui descrito por Boaventura Sousa Santos, na sua coluna semanal na Visão, a conquista de Barack Obama, ontem, na Câmara dos Representantes, só tem uma leitura: fez História (e justiça)!

Paralelamente, importa ouvir o que diz o presidente norte-americano sobre Educação_



Outra lição histórica em curso?! Mais aqui.

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