terça-feira, 14 de setembro de 2010

Congresso Internacional




















Mais um exemplo que comprova a estratégia regional em torno do segmento MICE - Meetings, Incentives, Congresses and Events e na feliz conjugação de lazer & trabalho.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

87



Obrigado, Irmão!

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domingo, 12 de setembro de 2010

Rentrée













Hoje no Pinhal da Paz a festa será grande.

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sábado, 11 de setembro de 2010

7 Maravilhas Naturais de Portugal @ Azores'10

Fotografia José Albergaria @ Lagoa do Fogo, ilha de São Miguel, Ago'10















Hoje em Ponta Delgada todos os caminhos vão dar, literalmente, às Portas do Mar.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

No bom caminho










«Com decisão positiva do Governo da República, tarifas promocionais de 100 euros seguem para Bruxelas» para apreciação da Comissão Europeia

Entrada linkada daqui.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E Veneza aqui tão perto...



O filme Dharma Guns, do realizador J.F. Ossang, rodado quase inteiramente nos Açores, passa hoje na edição 67ª do Venice International Film Festival.

Um bom prenúncio para experiências futuras.

Aguardemos, agora, a exibição da prova material.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Green Islands



Investimento reprodutivo num futuro que se quer sustentável.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Elogios *

«(...) Ponta Delgada é uma cidade agradável que acolhe em si monumentos e museus merecedores de descoberta. Há ainda o jardim António Borges para passear, a marina para conviver, o mercado para comprar queijos, ananás e bolos lêvedos. Na Marginal fica a Livraria Solmar, onde pode manter dois dedos de conversa com José Carlos Frias. É o melhor livreiro dos Açores.»
Ainda não tinha lido. Mas agora compreendo o brilho da Helena...

* Com o suplemento Fugas no Público de 04 Set'10

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

It's a Go











O Governo Regional dos Açores autorizou a abertura do concurso público para a construção do Centro de Artes Contemporâneas, estimado em 14,8 milhões de euros.

O Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas estará apto para diferentes expressões artísticas, desde as artes plásticas ao audiovisual, passando pela dança, pelo teatro e pelas artes performativas. O governo de Carlos César pretende que fique aí sediada a colecção pública de referência de arte contemporânea, com uma dominante açoriana, mas não exclusivamente de criação local.

O novo centro de artes será instalado na antiga Fábrica do Álcool da Ribeira Grande. Lançado por Gabriela Canavilhas, ex-directora regional da Cultura dos Açores e actual ministra da Cultura, o projecto deste novo equipamento - baptizado como Arquipélago - é da autoria dos arquitectos João Mendes Ribeiro, Cristina Guedes e Vieira de Campos. Abrange a requalificação do actual edifício e a criação de três novos, destinados à colocação das obras que não estão em exposição, a oficinas/laboratórios e um pavilhão multiusos.

O 1º acto do futuro 'Arquipélago'. Hoje com o Público.

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domingo, 5 de setembro de 2010

A não perder

S/ Título, 1968

















«(...) Quase nada na obra de Ana Vieira nos é oferecido de mão estendida; quase tudo surge velado, quase tudo está por trás de uma porta, de uma parede, de um biombo ou das vidraças de uma janela; quase tudo se insinua como sombra ou reflexo especular, como projecção fugaz de luz, como mero recorte no espaço, como negativo e ausência; quase tudo é entrevisto, mais do que visto; quase tudo faz de nós "voyeurs", mais do que espectador. (...)» Vanessa Rato in Ípsilon de 13.08.10

Recta final da exposição antológica Entre Muros para visitar até 12 de Setembro no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.

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sábado, 4 de setembro de 2010

More than Words

In Açoriano Oriental de 03.09.2010
















Ou como esta imagem vale mesmo mais do que 1000 palavras...

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Labjovem'10: na estrada...





















Para além do início das Comemorações do Centenário da República - nos Açores - arranca hoje a MOSTRA LABJOVEM 2010, assinalada pela presença dos projectos seleccionados no âmbito do LabJovem.

A mostra dará início às 21h, na Galeria Arco 8 (Sta. Clara/Ponta Delgada), e contará com a exposição dos projectos seleccionados das áreas de Vídeo, Design de Moda, Arquitectura, Design Gráfico, Fotografia e Ilustração+BD.

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Brand New

Fotografia Bernardo Rodrigues
















A 'Casa do Voo dos Pássaros' - um projecto do arquitecto micaelense Bernardo Rodrigues algures na costa norte da ilha de São Miguel - toma forma e ameaça 'voar'.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tá mal

Prescreveram dívidas fiscais iguais a 5 vezes os cortes "indispensáveis" nas prestações de apoio ao mais pobres?
Na íntegra aqui.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O 'incendiário'



O Verão tem sido quente e o país continua a arder.

Apesar do combate árduo às chamas há sempre quem esteja disposto a atear o lume, ao alimentar ódios primários por enviesamento demagógico e populista.

O cenário é novo, a fo(´)rm(ul)a é a mesma.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Recolha [selectiva]

Rua do Perú, Ponta Delgada, 26 de Agosto'10













Este é o cenário pré e pós-férias no 'meu' ecoponto. O problema é 'antigo'. A resolução também. Mas sem uma recolha eficaz não há triagem que resista.

Apesar das conquistas recentes temos ainda um longo caminho a percorrer no que à recolha selectiva diz respeito. Bem como, na adesão das populações, no número e no formato dos ecopontos e na qualidade daquilo que é triado. Mas se quem faz a recolha não o faz com a regularidade que se exige - qual o garante do 'resultado final'?! Esta situação é desmobilizadora para quem tria?! Produzimos mais lixo em Agosto?! Há mais funcionários municipais de férias?! As pessoas gostam mais do azul?!

Esta problemática não é exclusiva das entidades oficiais, na medida em que o papel de cada um é fundamental para que o processo resulte. Temos todos de aprender a reduzir, cativar quem não separa o lixo em casa e exigir melhores serviços a quem faz a recolha dos resíduos urbanos.

Por estes dias tenho andado, literalmente, com o papel (e derivados) às costas...

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Por estes dias

Fotografia Jorge Góis









O Mundo na sua simplicidade.

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domingo, 15 de agosto de 2010

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O mundo decadente do dr. Pacheco Pereira
O dr. Pacheco Pereira decidiu fazer na revista Sábado um conjunto de comentários sobre a criação artística contemporânea em Portugal. O teor dos comentários indicava essa obsessão que o político tem por controlar tudo o que aparece no espaço público e revelava nos mesmos comentários que o seu mundo de referências culturais para a arte é um mundo decadente. O dr. Pacheco Pereira, que é o político que mais espaço ocupa na comunicação social, tem um desejo incontido de querer arregimentar o país. O dr. Pacheco Pereira quer arregimentar a relação dos jornalistas com os políticos (lembramo-nos todos do triste episódio quando, enquanto líder da bancada do PSD, quis impor normas de acesso dos jornalistas aos deputados da AR), quer impor quais são os bons e os maus jornais, quer decidir quais as boas e as más notícias. No programa que tem na SIC, supostamente sobre comunicação social, é constrangedor ouvir o elevado número de lugares- comuns que profere sobre jornalismo, sem apresentar qualquer fundamentação teórica, quer dos cânones das ciências da comunicação, quer das teorias mais recentes sobre comunicação em espaço público. Muito recentemente, o dr. Pacheco Pereira achou que também tinha algo a dizer sobre como arregimentar as artes em Portugal, em particular sobre todas as actividades artísticas que não conhece. E porquê? Porque se considera a si próprio um legislador de poéticas possíveis e autor de expressões que acha que são de um enorme contributo para a vida intelectual portuguesa, como esse exemplo de uma finura invulgar que é a palavra "culturalês", que ele criou para aplicar à linguagem utilizada por artistas. E vai daí, e do lugar da sua decadência cultural, tratar de opinar sobre o discurso das artes performativas em Portugal.

Ao comentar como comentou um conjunto de grupos e de espectáculos o dr. Pacheco Pereira demonstrou o desconhecimento que manifesta em tudo o que diz respeito à cultura e à arte contemporâneas. Pese embora não ver os espectáculos sobre cujos anúncios e o conteúdo se pronuncia, e pese embora, como o afirmou, ver filmes em casa, em DVD, do mesmo modo que alguém pode dizer que viu a Gioconda num calendário, o dr. Pacheco desta vez decidiu investir contra os artistas portugueses, porque não entende como estes possam ser subsidiados pelo Estado e pelos contribuintes, quando ele acha ridícula a linguagem por estes utilizada. O dr. Pacheco Pereira, que parece desconhecer que nos países da União Europeia, no Canadá e nos EUA a maioria das actividades produtivas são subsidiadas das mais diversas formas: da agricultura à investigação científica. É um defensor dos mercados, desde que estes se comportem conforme ao seu mundo próprio, mas de facto nada sabe do mercado das artes, nem de subsídios como estratégias possíveis de criação na formação, nem de outras formas de investimento na criação de massa crítica. No seu mundo decadente os artistas e as personagens históricas nascem já como génios ou como personagens históricas, não experimentam, não falham, não erram, não persistem. A ignorância do dr. Pacheco Pereira é grande no que diz respeito às artes contemporâneas e à evolução que as suas múltiplas formas têm tomado desde as vanguardas da década de 1970. E por isso estranha que se conceba e realize um espectáculo para cinco pessoas. Há espectáculos para cinco, para um, para dez ou para centenas de espectadores e não é pela quantidade de público que se determina a sua qualidade, nem tão-pouco há uma relação directa entre custo e qualidade. O dr. Pacheco Pereira deveria saber que a arte exige um pensamento sofisticado e que, a pronunciar-se sobre ela, deveria ter estudado, visto, investigado. Talvez, se tivesse lido alguns textos de Hal Foster, Didier-Huberman, Jacques Rancière, Giorgio Agamben, Penny Phelan, Susan Foster, Homi K. Bhabha, André Lepecki, ou mesmo alguns de autores mais antigos, como algumas páginas de Crítica da Faculdade de Julgar, de Kant, no que diz respeito à autonomia da arte ou Organon de Brecht no que diz respeito aos heróis demasiado humanos, não tivesse proferido tão soberbas opiniões. Afinal, toda avaliação do dr. Pacheco Pereira sobre os artistas que fazem arte contemporânea baseia-se em provas, em argumentação? Não, é apenas a sua opinião.

Quero com isto dizer que todos os artistas portugueses são bons e o que fazem é excelente? Não. Há alguns muito pouco interessantes e há obras que muitas vezes nos levam a lamentar o tempo passado a contemplá-las. Mas o contrário também é verdadeiro e bastante mais frequente: há artistas contemporâneos em Portugal a criar obras fantásticas, que alargam o mundo, que alargam a nossa percepção do mundo e nos transformam. E tal como na investigação em todos os ramos das ciências, na criação artística existem falhas, cometem-se erros e há tempo perdido, mas isso faz parte da natureza da produção contemporânea.

Este tipo de artigos, como o do dr. Pacheco Pereira, não é inocente. Antes prepara e condiciona a opinião pública, que já muito facilmente considera como desperdício os subsídios concedidos aos artistas, apresentando-os como portadores de uma linguagem cifrada, inspirando-se e criando sobre coisas materiais do quotidiano e não bélicas, que é o que entusiasma o dr. Pacheco Pereira
. Mais uma vez, um pouco de estudo sobre a história da arte e ele perceberia que os quartos do hotel e o quotidiano de que falava o performer são matéria de trabalho artístico numa história que pode ser encontrada tanto em Bizâncio como nos infortúnios no cinema de Apiachtpong. Este tipo de artigos feitos a partir, de facto, de um lugar decadente, de um lugar sem esperança, são na sua falsa cautela com o erário público de uma enorme perversidade, pois servem de pretexto para retirar os subsídios aos artistas, porque supostamente o que estes produzem fica aquém dos mínimos. Será que o dr. Pacheco Pereira já se questionou se o que ganha, tal como os seus colegas deputados, e que representa duas vezes e meia mais do salário de um artista português das artes performativas a recibos verdes, pode parecer-nos excessivo, dado que aquilo que vemos produzir por si e pela grande maioria dos seus colegas nos parece ser absolutamente irrisório? Ao que nos é dado ver de fora da AR através dos jornais e da TV, porque havemos de continuar a subsidiar os senhores deputados que produzem pouco, que têm uma linguagem pobre, maioritariamente desprovidos de qualquer criatividade política? Não, não estamos já a diabolizar os políticos-deputados. Seria de uma enorme leviandade, pese embora que nos daria algum prazer imaginar que numa legislatura, apenas numa, como experiência, o orçamento da Assembleia da República fosse trocado pelo do Teatro S. Carlos e vice-versa.

Um dos problemas dos artistas portugueses é o de muitas vezes não saberem comunicar. Sim, deveriam saber escrever bom português como todos os cidadãos, mas não é isso que se espera deles: espera-se mais, espera-se que sejam capazes de transmitir a singularidade da sua obra, e para isso há especialistas que o fazem e bem mas... custa dinheiro. E portanto são eles que o fazem; mal sim, e às vezes com uma dose de ligeireza que não é correcta, mas que deriva da enorme instabilidade financeira em que vivem na maioria dos casos. Mas imaginemos que o dr. Pacheco Pereira, nas suas aulas de história política, queria explicar o Lago dos Cisnes aos seus estudantes. Se tem recursos financeiros para isso contrata uma companhia de ballet para que os estudantes possam ver a obra a que se refere. Se não tem tais recursos, será ele próprio a interpretar o papel do Príncipe Sigfried e a ter de executar os vários entrechats, pirouettes, grands jetés à frente dos seus estudantes. Não me parece que a solução fosse mais feliz e mais convincente que a prosa do Miguel Bonneville sobre a sua performance [na foto] e que foi o alvo da grande crítica e indignação do historiador.

Não vivera o dr. Pacheco Pereira no seu mundo decadente e politicamente autocentrado e deveria admitir a sua enorme ignorância em muitas matérias, e em arte em especial, e então talvez começar por estudar, ler e voltar a estudar e depois ver espectáculos, e cinema, e ouvir música numa sala de concertos, e gostar ou desgostar, entusiasmar-se ou angustiar-se, emocionar-se, se ainda for capaz, e admitir a estranheza ou exaltar-se com a beleza que pode emergir no mundo de hoje, e então pronunciar-se. De outro modo tudo não passará de uma visão decadente sobre o mundo, revelando uma obscenidade preconceituosa contra a produção artística contemporânea
.

Os bolds são meus... O artigo?! Sublinho-o na íntegra.

* António Pinto Ribeiro, Ensaísta e programador cultural
** Publicado na edição de 13 Ago'10 do Público

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