domingo, 9 de janeiro de 2011

Agenda para hoje




«(...) É preciso continuar a apoiar o aprofundamento das autonomias regionais, com sentido de solidariedade e exigência, como expressão de especificidades que ampliam a nossa geografia e a nossa história e enriquecem a diversidade do todo nacional. (...)»
O início da campanha eleitoral é hoje e é, à semelhança do que aconteceu com a formalização da sua candidatura, nos Açores.

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Faltam 23 dias

Fonte AO















A ilha de São Miguel com o novo mapa de preços do 'Passe Social' na contraposição directa com os valores em vigor.

Esta visualização permite-nos compreender melhor o alcance da medida e a poupança (aos utentes) que a mesma originará.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Passe Social

O Projecto de Resolução do GPPS foi hoje concretizado através da apresentação pública do novo Passe Social nos transportes colectivos de passageiros da ilha de S. Miguel.

Esta medida é uma revolução na abordagem ao transporte colectivo de passageiros, permite reduções substanciais nos custos familiares com transportes e é uma primeira medida, inserido num conjunto de outras iniciativas, que pretende o incentivo à utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte privado.

Destaco ainda, e parafraseando o que disse em Abr'09, o facto da aplicação desta medida constituir-se como um factor de «(...) justiça social, quer pelo contributo efectivo que introduz em termos de coesão social, quer pelo de ordem territorial».

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inauguração












Com o candidato/presidente em pré-campanha nos Açores é inaugurada hoje, pelas 18h30, no Solmar Avenida Center, em Ponta Delgada, a sede de campanha de Manuel Alegre.

A altura não podia ser melhor, na medida em que há que lutar por uma alternativa aos dossiers.

A mobilização é tod@s!

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coerência

«(...) São generalizadamente aceites, pela União Europeia e por instâncias nacionais, os considerandos que afiançam a existência de um custo de vida superior nas ilhas face a Portugal continental, e que determinam uma desvantagem permanente que sobrecarrega as pessoas e as empresas. Ainda recentemente o Estado reconheceu, para efeitos de valor de financiamento de habitações, que o custo de construção/aquisição de uma habitação nos Açores é 35% superior à generalidade do país. Fazer equidade implica, em regra, tratar de forma diferente o que não é igual. (...)»
A ler na íntegra o esclarecimento de Carlos César, publicado com o Açoriano Oriental do passado dia 01 Jan'11, a respeito da aplicação da Remumeração Compensatória aos «(...) trabalhadores que iriam ver os seus vencimentos reduzidos em 2011, que não os fará receber mais mas tão só não receber menos».

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reciprocidade





















2011: Não me dês Cavaco.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Leitura obrigatória

«(...) Não deixa de ser estimulante, a esse respeito, o que aconteceu recentemente na RAA. Contrariamente ao sucedido no Continente e na RAM, a RAA pôde libertar uma verba para apoiar aqueles que tinham sido punidos pela restrição orçamental do GR – não todos, mas os trabalhadores da AP regional. Logo houve quem se sentisse ferido nos seus doutos sentimentos de equidade – indignação tanto mais estranha, pois que vinda da parte de muitos que em nenhuma outra ocasião se tinham levantado para defendê-la. Essa indignação equitativa – ponho-me eu a cismar - talvez se fique a dever ao contexto do seu exercício – na ausência da compensação salarial, haveria gente que ficaria em pior situação. Ora – para que o leitor menos avisado me entenda –, tais defensores nutrem o estranho hábito de se referirem à equidade, apenas e somente quando se torna possível associarem-na à descida no bem-estar. (...)»
Leitura obrigatória do texto de Francisco Botelho Nunes publicado ontem com o Açoriano Oriental.

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diz que é uma espécie de hipersensibilidade...

«Cavaco Silva não só valoriza a autonomia do arquipélago, (...) como respeita integralmente os seus órgãos de governo próprios, revelando-se também sensível ás especificidades açorianas (...)»
Estas declarações estão no domínio do hiper-realismo. E só se explicam pelos excessos da quadra.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Resto é Ruído

João Pedro Vale Bezerro, 2010
Na discussão do Plano e Orçamento para 2011, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em concreto, na discussão da especialidade e nas propostas de alteração ao documento, o maior partido da oposição deixou cair a ‘máscara’ relativamente ao conceito que defende para a Cultura: ESTA NÃO É UMA PRIORIDADE!

Nos últimos anos, o plano de investimentos para as actividades culturais tem vindo a subir de forma gradual, sustentado, em grande parte, pelas obras com recurso a co-financiamento europeu. Na prática, esse dinheiro não é ‘receita própria’ da Região. E só existe porque existem projectos e candidaturas que o materializam. Para esse efeito, o Governo dos Açores tem efectuado um conjunto de acções de expansão, edificação e modernização das suas estruturas. Esta intenção consiste, essencialmente, na consolidação da rede regional de museus, de forma a dotá-la de valências adaptadas às exigências actuais e a um público cada vez mais informado. Para tanto, impõe-se a renovação do formato pré-existente, na medida em que se alterou significativamente a forma como ‘olhamos’ a Cultura (dentro e fora do Museu).

A dualidade de critérios com que se rege o maior partido da oposição na Assembleia Legislativa é, no mínimo, ininteligível. Se na Horta as opções políticas do Governo Regional para a área cultural são alvo de discriminação (tudo menos positiva), como é que podemos classificar a acção da sua líder partidária que é, simultaneamente, presidente do município de Ponta Delgada, quando, no início do seu mandato e no seu orçamento municipal para 2011, apresenta como prioridades a concretização de inúmeras obras emblemáticas associadas à coisa cultural? A saber: construção do Museu de Arte Contemporânea; construção de Biblioteca e Centro de Estudos Antero de Quental; adaptação do Edifício da Sinagoga a Museu Hebraico, apenas para nomear alguns. Estranho posicionamento para um partido que no todo regional queria reduzir a ZERO a Cultura!

Por outro lado, os projectos elencados pelo Governo dos Açores foram sucessivamente apontados como ‘fonte de financiamento’ às propostas de alteração do PSD/A ao orçamento regional. Em concreto, a acção referente ao Centro Cultural e de Congressos, que garante o financiamento anual do Teatro Micaelense, era colocada a 0 = zero. Bem como o corte, na sua quase totalidade, da acção que dá corpo ao novo Centro de Artes Contemporâneas a erigir na Ribeira Grande. A justificação foi sempre a mesma – não são prioridades. Pergunto: ‘prioridade’, neste caso, significa exactamente o quê?! Anular uma série de projectos devido a um enviesamento e aversão na relação com a cultura, tida como acessória ou prescindível?! E isto sem medir o impacte financeiro das alterações propostas no orçamento regional. Aliás, no que toca ao Centro de Artes Contemporâneas estamos a falar de uma verba que é comparticipada a 85%, do mesmo modo que o Museu de Arte Contemporânea de Ponta Delgada o é (num projecto que começou por ‘custar’ € 3 milhões e já está ‘orçamentado’ em € 5.8 milhões!). Só que aqui o PSD/A não tem dúvidas quanto ao elemento reprodutivo e prioritário. Será uma questão de ‘protagonistas’?! Muito provavelmente.

Este tipo de comportamentos não ajuda a dignificar a actividade política, através de posições dúbias, sem justificação que as sustente, prejudiciais ao interesse público e resultado de tacticismo político-partidário sem freio, ou seja, são sinónimo de desnorte.

A ideia de que a Cultura é o eterno ‘parente pobre’ tem tido outra ‘leitura’, nos Açores, por mérito da governação socialista. Se os valores investidos são os suficientes?! Digo, claramente, que não o são. Os recursos da Região são pequenos e a sua comparticipação na vertente cultural é proporcional à sua disponibilidade. Não obstante isso, se analisarmos o valor do investimento per capita na Cultura, verificamos que ele é significativo quando comparado com o todo nacional. As mais-valias que podem advir deste investimento são de retorno garantido.

Desinvestir ou adiar investimentos neste sector será o pré-aviso para ‘uma morte anunciada’. Aliás, estamos, ainda hoje, a ‘pagar’ o desinvestimento do passado.

Não compreender o carácter prioritário que o investimento tem na formação dos indivíduos, na economia local e na projecção dos Açores é não estar em sintonia com o que se passa na Europa, onde ficou demonstrada a importância e «(…) a influência económica do sector cultural» aliada «(…) ao desenvolvimento das novas tecnologias da sociedade da informação e ao turismo, um dos sectores em que os bens culturais são um dos principais chamarizes» (in AESE). Não ‘ler’ isto é negar uma visão de futuro para o arquipélago.

Numa altura de crise cabe ao Estado essa responsabilidade, sempre que possível em estreita colaboração com os privados, assumindo, por esta via, o seu ‘papel estratégico’. A minha opção é de defesa incondicional do sector cultural da Região, quer ao nível da criação, quer dos recursos humanos e dos equipamentos.

O Resto, como o que assisti e ouvi em plenário, é Ruído.


* Publicado na edição de 27 Dez'10 do Açoriano Oriental
** Título do livro The Rest is Noise de Alex Ross, publicado em Portugal pela Casa das Letras

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Romance das ilhas encantadas

«Os Açores são o Portugal paradigmático. E a consideração faz sentido, uma vez que se trata da criação de uma sociedade em laboratório, através de um povoamento a partir do século XV de ilhas desertas, há muito conhecidas, mas só tornadas habitáveis depois da possibilidade de haver navegações «de ir e voltar» no complicado Atlântico Norte, que apenas se tornou acessível com a introdução dessa pequena maravilha da técnica náutica que foi a caravela. E se falo de um «Portugal paradigmático», tenho de lembrar o cadinho de várias influências e de vários povoamentos, à semelhança da encruzilhada de povos da Finisterra peninsular. E ainda há, a unir Portugal e os Açores, a insularidade, bem sentida, por razões naturais, no arquipélago, mas, por razões de carácter, no continente (com fronteiras definidas por D. Dinis), onde a terra se acaba e o mar começa. (...)»
A crónica de Guilherme d'Oliveira Martins ao JL (de 15 a 28 Dez'10).

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Screamadelica



20 anos depois...continua na estrada.

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sábado, 25 de dezembro de 2010

Boas festas!

© Mário Nelson Medeiros, Parque Terra Nostra, Furnas, São Miguel













Guia de Conceitos Básicos 
Use o poema para elaborar uma estratégia 
de sobrevivência no mapa da sua vida. Recorra 
aos dispositivos da imagem, sabendo que 
ela lhe dará um acesso rápido aos recursos 
da sua alma. Evite os atolamentos 
da tristeza, e acenda a luz que lhe irá trazer 
uma futura manhã quando o seu tempo 
se estiver a esgotar. Se precisar de 
substituir os sentimentos cansados 
da existência, reinstale o desejo 
no painel do corpo, e imprima os sentidos 
em cada nova palavra. Não precisa 
de dominar todos os requisitos do sistema:
limite-se a avançar pelo visor da memória, 
procurando a ajuda que lhe permita sair
do bloqueio. Escolha uma superfície 
plana: e deslize o seu olhar pelo
estuário da estrofe, para que ele empurre 
a corrente das emoções até à foz. Verifique 
então se todas as opções estão disponíveis: e 
descubra a data e a hora em que o sonho
se converte em realidade, para que poema 
e vida coincidam.

in  
Nuno Júdice, Guia de Conceitos Básicos
D. Quixote, 2010

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ClicAçores

Fotografia Lucas Biernacki















O concurso “Clic Açores - Prémio de Fotografia para Turistas” foi uma iniciativa do Governo dos Açores e da Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores, integrada na programação da “Região Europeia do Ano 2010”, da qual resultará, no próximo ano, a edição de um livro, bem como a organização de uma exposição, contemplando as melhores fotografias. 


Uma forma de aproximação entre a o arquipélago e quem nos visita através de um olhar diferenciado para aquilo que nos é próximo. A manter.


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Irrepreensível

«(...) Quando criámos a Remuneração Complementar para mais de 6500 funcionários públicos, nunca se duvidou da nossa competência e nunca se considerou uma quebra de solidariedade nacional. E agora que a aumentamos em 2,1%, estamos a não ser solidários? Quando aprovámos um Salário Mínimo Regional mais elevado, que beneficia cerca de sete mil trabalhadores do sector privado, também era eticamente condenável? E o Complemento para Aquisição de Medicamentos, que ajuda 12 mil idosos a comprar medicamentos mais baratos, também é uma falta de solidariedade com o Continente? E o Complemento Açoriano ao Abono de Família para 80 mil Crianças e Jovens, que aumentámos este ano, também é inconstitucional por falha de solidarização? E o Complemento de Pensão – o chamado "cheque pequeno" –, que representa 24 milhões de euros, que aumentámos e abrange cerca de 35 mil pensionistas, que ficam com uma pensão um pouco maior do que a que teriam no Continente, é, como diz o Senhor Representante da República, uma medida de "incompreensível egoísmo"? E se apoiarmos mais, como acontece, os nossos jovens no emprego, estaremos a proceder mal? E o IRS já inferior entre 20 a 30% ao Continente, também, como diz o Representante, é um "desprezo" pelo país? (...)»
Para ler, na íntegra, a intervenção de Carlos César na sessão parlamentar de apreciação do veto do Representante da República ao Decreto que aprovou o Orçamento da RAA para 2011.

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domingo, 19 de dezembro de 2010

€ 88.5?! Sim, é possível!

















Houve quem afirmasse que se tratava de 'publicidade enganosa'. Entretanto não 'ouvi' uma reacção ao anunciado pela SATA?! Nem um reconhecimento público de quem 'faltou à verdade'?! E de quem falou 'antes do tempo' e do que 'não sabia'?! Nada! Silêncio absoluto.

Presumo, contudo, que, para alguns, este tenha sido um domingo 'preenchido' por uma imensa simulação.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Açores: World's Most Unique Travel Destinations

«(...) For a mixture of European flavor and a unique mid-Atlantic cultural heritage, Banas recommends the Azores. Explore the dramatic natural beauty and bounty of crater lakes in this collection of nine volcanic islands in the middle of the North Atlantic. Portuguese by language, it has a culture and cuisine all its own. "There's one place you can go where they take all this food and cook it in this geothermal heated area, put the food in the earth, let it cook for several hours, then they take the food out of the ground, then it gets shipped by truck and served in fine restaurants nearby," says Banas. Called cozido das furnas, they often consist of mixtures of meats and stews and are a feature of the area near Sao Miguel. (...)»
Artigo da prestigiada revista norte-americana Forbes.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Diz que é uma espécie de demissão...

«(...) 3. Na verdade, esta norma é criticável a vários títulos. Desde logo, na sua conformidade constitucional, ou seja, da violação dos princípios constitucionais da igualdade, da solidariedade e da coesão nacionais. Mas, independentemente deste juízo de desconformidade com a Constituição, que não foi por mim exercitado pelo meio disponível da fiscalização preventiva (mas poderá a todo o tempo ser desencadeado pela via da fiscalização abstracta sucessiva) sobram sempre razões de carácter ético, ou ético-político, que desabonam e condenam uma tal medida. (...)»
Para ler na íntegra o veto do Orçamento da RAA pelo Representante da República para os Açores.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meritório










«(...) Na categoria de Melhor Intervenção em Conservação e Restauro, o prémio foi atribuído ao trabalho realizado na Custódia de Belém, uma peça emblemática do acervo do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e também à acção que tem sido desenvolvida pela Cinemateca Portuguesa/Arquivo Nacional de Imagem em Movimento no restauro de filmes antigos e em especial da cinematografia nacional. Ainda nesta categoria, a Apom atribuiu menções honrosas ao Laboratório Chimico do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa e ao conjunto escultórico 'Arcano Místico', do Museu Municipal da Ribeira Grande. (...)»
No Público.

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