Loucura?
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Estava o governo preocupado com o "emprego, emprego, emprego", a tentar
criar um mecanismo de apoio às empresas e aos empregos, através de um mais
que dis...
Há 27 minutos
«(...) Ora o que é espantoso é que o Cavaco Silva candidato é o mesmo que há cerca de um mês se vangloriou de ter promovido o acordo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, mediado pelo seu amigo Fernando Catroga, que possibilitou a aprovação do Orçamento do Estado para 2011 em que esses cortes salariais são decretados. De facto é lamentável ver um político com história e um estadista ceder ao facilitismo pela caça ao voto.»É por isto que eu não voto Cavaco!
«A principal - talvez única - proclamação política de Cavaco Silva para esta campanha foi considerar que Portugal deveria abster-se de comentários sobre a situação política na Europa e a crise do Euro. Segundo ele, tais comentários seriam entendidos como “insultos” pelos investidores internacionais e deixar-nos-iam à mercê da retaliações destes - com juros mais altos sobre a nossa dívida.Rui Tavares no Público (10 Jan'11)
Silêncio contra segurança - eis o que nos propõe Cavaco.
Esta não é só uma atitude calculista e timorata. É também politicamente ignorante ou - pior ainda - de má-fé, ao promover a ignorância política sobre o que se passa fora das nossas fronteiras. Portugal precisa - e nos próximos meses mais ainda - de ser representado por quem tenha coragem, clareza, e vontade de se fazer ouvir. Não há neste momento assunto mais importante do que a crise do euro e, nesse assunto, Cavaco está profundamente errado. Portugal não pode limitar-se a comer e calar; ou a aceitar as pressões para recorrer ao FMI (com que a França e Alemanha tentam, somente, evitar que o contágio chegue à Espanha). Portugal precisa de alguém que, dentro e fora de fronteiras, explique que este estado de coisas põe em causa a União Europeia, fazendo de nós vítimas pelo caminho.
Cavaco, pela sua própria admissão, não é essa pessoa. E por isso não o deveríamos reconduzir em funções.
Esta é a principal razão política; mas a campanha também tem revelado, nas suas atitudes, este mesmo Cavaco subserviente perante o poder quando não o tem e arrogante perante os outros quando o tem.
A sua fuga ao assunto das ações de favor do BPN foi especialmente reveladora destes traços de caráter. Cavaco deixa cair tudo e todos na lama desde que ele não se suje. Alegou que não era responsável por aquilo que ministros seus fizeram vinte anos depois. Mas esqueceu-se de que Oliveira Costa foi elemento da sua comissão de honra já depois de lhe ter vendido abaixo de preço as ditas ações - e já quando o BPN tinha levantado suspeitas de gestão danosa, patentes na imprensa da época e bem conhecidas do meio.
Depois deste primeiro estratagema de fuga, Cavaco tentou lançar a dúvida sobre a atual direção do BPN, esquecendo que foi a anterior - cheia do seu pessoal político - que deixou ao país um buraco de 5,5 mil milhões de euros onde caberiam o novo aeroporto inteiro e mais dinheiro do que seria necessário para fazer o TGV. Talvez sem esse buraco os investidores internacionais que tanto o preocupam deixassem o país mais descansado.
Nada disto preocupou Cavaco quando aceitou favores do BPN. Nem fez perguntas. Talvez não quisesse “insultar” os investidores que tão pressurosamente lhe davam 140% de lucro.
Para coroar o desplante, deu esta resposta: “costumo dizer que quem quiser ser mais honesto do que eu tem de nascer duas vezes”. Uma frase que define Cavaco. Comprá-lo por aquilo que ele vale e vendê-lo pelo que ele pensa que vale deve dar mais do que 140% de lucro».
«(...) Ao contrário do que pode parecer evidente para os mais curtos de visão e adeptos de bailaricos e fogos-de-artifício a crise do país não deve significar a morte da Cultura, antes pelo contrário. 2011 pode e deve ser o ano da Cultura em contra-ciclo com o estado de alma em que estão mergulhados os portugueses. Esta tristeza generalizada que se apossou do país e deixa-nos a todos cada vez mais sorumbáticos e assustados. E esse medo tem reflexos na retoma do país. Esse medo faz-nos retrair no consumo, impede investimentos, debilita ainda mais a nossa capacidade de enfrentar o dia-a-dia. Neste ano de anunciada desgraça que se promova a Cultura, que se apoiem criadores conceituados e incentivem os novos talentos. Ao invés de cortarem nas exposições, nos concertos, nas artes de palco em geral, nas artes plásticas, que se faça precisamente o contrário. (...)»Fiquei deveras satisfeito com o último editorial de Paulo Simões pois, aparentemente e ao contrário de alguns, há quem, como eu, considere a Cultura como um bem indispensável e não tenha pudor em afirmá-lo.
«(...) temos o dever de dizer aos trabalhadores que se a direita está unida, chegou a hora de unir a esquerda e unir a esquerda é votar no único candidato que tem condições para obrigar a uma segunda volta. Unir a esquerda é votar no candidato que dedicou toda uma vida na luta pela liberdade e pela democracia. Unir a esquerda é votar no candidato que nos traz a esperança de um cumprimento integral da Constituição, é votar no candidato que defende políticas de solidariedade, que defende o serviço nacional de saúde e a escola pública de qualidade.»Uma das muitas referências certeiras de ontem à noite.
«(...) É preciso continuar a apoiar o aprofundamento das autonomias regionais, com sentido de solidariedade e exigência, como expressão de especificidades que ampliam a nossa geografia e a nossa história e enriquecem a diversidade do todo nacional. (...)»O início da campanha eleitoral é hoje e é, à semelhança do que aconteceu com a formalização da sua candidatura, nos Açores.
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| Fonte AO |
«(...) São generalizadamente aceites, pela União Europeia e por instâncias nacionais, os considerandos que afiançam a existência de um custo de vida superior nas ilhas face a Portugal continental, e que determinam uma desvantagem permanente que sobrecarrega as pessoas e as empresas. Ainda recentemente o Estado reconheceu, para efeitos de valor de financiamento de habitações, que o custo de construção/aquisição de uma habitação nos Açores é 35% superior à generalidade do país. Fazer equidade implica, em regra, tratar de forma diferente o que não é igual. (...)»A ler na íntegra o esclarecimento de Carlos César, publicado com o Açoriano Oriental do passado dia 01 Jan'11, a respeito da aplicação da Remumeração Compensatória aos «(...) trabalhadores que iriam ver os seus vencimentos reduzidos em 2011, que não os fará receber mais mas tão só não receber menos».