segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

30 Anos, Academia das Artes dos Açores


















A Academia das Artes dos Açores foi fundada a 5 de Agosto de 1980, então com o nome de Academia Livre das Artes, tendo a sua denominação sido alterada em revisão estatutária realizada em 1995. Em 1989, foi considerada pessoa colectiva de utilidade pública pelo Governo Regional dos Açores.

Desde 1981, desenvolve a sua actividade no espaço da antiga Igreja de Nossa Senhora da Graça, junto ao Largo de Camões, em Ponta Delgada. Este imóvel, pertença da Região Autónoma, é parte integrante do antigo convento seiscentista da Ordem de Santo Agostinho e é actualmente ocupado, para além da Academia das Artes, também pelo Conservatório Regional de Ponta Delgada.

O processo de cedência do espaço da Igreja conventual à Academia das Artes dos Açores foi autorizado por via da intervenção apaixonada de Luísa Constantina - a sua fundadora -, junto do Governo Regional.

No decorrer destas três décadas foram inúmeras as obras de adaptação, remodelação e beneficiação realizadas neste espaço, com o intuito de aumentar a sua funcionalidade. Mais recentemente, em 2001, a Academia das Artes viu a sua área de gestão ampliada, através da cedência de mais cinco salas, após a transferência da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada para as novas instalações, o que veio permitir a melhoria da oferta e das condições dos ateliers desenvolvidos, nomeadamente, de Gravura, de Artesanato, de Pintura e de Teatro/Dança.

A Academia, como é popularmente conhecida, é uma associação sem fins lucrativos que, desde a sua criação, teve e tem como propósitos: o ensino, a formação, a promoção e a divulgação das Artes Plásticas, do Artesanato, do Património, das Artes de Palco, entre outras manifestações de índole cultural.

A ambição de fundir as tradições locais, artísticas e artesanais, com a contemporaneidade foi o fundamento que esteve na origem da Academia das Artes dos Açores e foi amplamente defendido pela sua mentora - a artista Luísa Constantina.

Em Novembro passado, na sessão comemorativa do 30º aniversário da Academia das Artes, foi lançado Um Pacto com as Artes, um livro da autoria da Professora Leonor Sampaio que é, nas palavras de Vítor dos Reis, «(…) uma viagem por trinta anos de vida de uma instituição e (…) um olhar sobre a obra e a personalidade da sua fundadora. (…)». Um registo que conta a «(…) história de uma instituição fundamental da cidade de Ponta Delgada e do arquipélago dos Açores» mas que é, simultaneamente, «(…) uma análise da arte, do ensino artístico e da cultura no período a que se reporta». E através do qual verificamos que o papel da ADA «(…) contribuiu decisivamente para a construção e afirmação dessa contemporaneidade».

O documento produzido por Leonor Sampaio é um instrumento fundamental para a compreensão do Presente.

A Academia já não é o único espaço de intervenção artística e criativa no arquipélago, mas não deixou de constituir-se, para os artistas locais, como um espaço de referência e um ‘porto de abrigo’. Aliás, na génese da sua fundação esteve o despertar da comunidade local para as Artes. Passados 30 anos, este desígnio cumpriu-se, em parte, subsistindo outros por concretizar, sendo que os pressupostos iniciais se mantêm actuais.

Nestes anos têm sido muitos os artistas acolhidos, entre locais e nacionais, consagrados e amadores, num espaço gerido de forma irrepreensível, sobretudo, pelo carácter voluntário e gracioso de quem tem estado à frente dos destinos da instituição.

A maioria dos artistas plásticos que hoje são referência nos Açores passou pela galeria da Academia das Artes, quer como artistas, quer como formadores e, muitos, como dirigentes.

Nesta medida, e como manifestado na reunião plenária de Janeiro’11 da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, pareceu de elementar justiça ao grupo parlamentar do Partido Socialista apresentar um voto de congratulação pelo 30º Aniversário da Academia das Artes dos Açores, realçando o contributo, o ‘inconformismo’ e a importância da Academia e dos seus dirigentes, ao longo destas três décadas ao serviço do ensino e da divulgação cultural nos Açores.

* Publicado na edição de 17 Fev'11 do Açoriano Oriental

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tabu

A foto da semana do AO revela - na legenda - um 'assunto tabu' e que foi pouco ou nada discutido. Fica o rescaldo para memória futura.

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cidadania activa

«(...) Os centros históricos são espaços urbanísticos sujeitos a equilíbrio que muito tem a ver com as suas características e dimensão e não devem ser lugares abarrotados de funções que os desumanizem, votando-os em certas horas à solidão ou, por contraste, ao excessivo ruído e utilização penalizadora das suas características ambientais. A avaliação urbanísticas das potencialidades de intervenção no centro histórico conduzirá a uma estratégia e, pelo que me é dado observar, concluo que Ponta Delgada não possui uma estratégia condizente com as suas capacidades e qualidades como espaço urbano especial. (...)»
Intervenções como esta têm a capacidade de promover reflexões e gerar alguns movimentos de cidadania activa. Este excerto de um artigo do Arquitecto Soares de Sousa é, disso, um bom e 'raro' exemplo.

Pena é que não haja um banco de jardim que faça com que a população de Ponta Delgada dê o corpo ao Património.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Matadouro: insistir no presente envenenado

«(...) Finalmente o tribunal decidiu. Felizmente a decisão não foi favorável a quem se prontificou oferecer aquilo que não tinha a certeza lhe pertencer. Por sinal, os mesmos que, por outro lado, teimam em não "abrir mão" naquilo que por direito podem, e devem! Tão ou mais esquisito foi assistir ao insistir nas "ofertas envenenadas". Bondade não é com certeza! Assim fora, e bem mais fácil do que instigar "boas vontades alheias" seria mimosear ofertando aquilo que é desejado (o Centro Cultural de Santa Clara e a forma como é gerido), ou, simplesmente, cumprir aquilo que há muito anda a ser adiado: a questão da 2ª Rua de Santa Clara (é só mais um exemplo). A requalificação da zona do "Matadouro", uma área bem maior do que parece, é muito importante para Santa Clara. Importante e urgente. Claro que não será outro "Açores Arena" aquilo que mais falta faz à freguesia. O "Matadouro" deverá ser também uma oportunidade para intervir urbanisticamente em Santa Clara (é bom não esquecer que a Canada da Carreira do Tiro só é "beco sem saída" porque entronca com o "Matadouro") e a ocasião que não pode ser negligenciada! (...)»
A entrada quinzenal de João Pacheco de Melo no AO - um contributo para que este episódio não passe...ao largo.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Banda sonora para hoje

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boas notícias








Os Açores vão acolher em Novembro'11 o maior evento anual no âmbito dos organismos de cooperação inter-regional da Europa - a Assembleia-Geral da Assembleia das Regiões da Europa (ARE).

Esta ocasião simboliza reconhecimento e prestígio. E é, simultaneamente, um desafio e uma oportunidade singular de promoção e visibilidade do Arquipélago.

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Não! Sim?! Falta de solidariedade ou desorientação?!!

* Extracto da entrevista de BC ao AO de 06 Fev'11
 
















Apesar do estoicismo latente não há bancada que suporte tamanha falta de solidariedade (e confiança) por parte da líder do partido.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sustentabilidade

Foto SIARAM - Lagoa das Empadadas, São Miguel















Uma notícia que demonstra a importância do sector florestal na economia do arquipélago, bem como, a sua sustentabilidade industrial e coexistência, mais ou menos pacífica, com ecossistemas sensíveis.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

A propósito da Casa de São Bento em Ponta Delgada

Foto Rita Dourado, 06 Fev'11
















Um texto assinado por Isabel Albergaria que levanta muitas questões sobre a importância dada ao Património edificado - aquele que importa preservar em detrimento de certa e determinada construção, edificação ou recuperação dita 'moderna', que pouco ou nada acrescenta, não respeita o lugar e que, na maior parte das vezes, não é contemporânea, nem tenta sê-lo.

* O alerta do reporter em Fev'08

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

2º dia @ Pico

Foto Pedro Caetano - Pico, Fev'11










Programa para hoje_

11h30 – Painel “Desafios para a Competitividade

Sandro Paím Presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores
Vieira da Silva Ministro da Economia
Vasco Cordeiro Secretário Regional da Economia

Moderador José do Rego

18h30 – Encerramento das Jornadas Parlamentares com a presença do Presidente do PS/Açores

Intervenção Líder Parlamentar Berto Messias
Intervenção Presidente do PS Açores Carlos César

Local: Sala de Reuniões da Câmara Municipal da Madalena

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

@ Pico





















Jornadas Parlamentares do Grupo Parlamentar do PS com o Emprego e a Competitividade na agenda: o programa completo aqui.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Natal é quando um homem quiser *















Podia ser um flagrante X mas não é. Há quem, felizmente, tenha reparado que o Natal, em Ponta Delgada, está na rua deste Outubro, foi inaugurado em Novembro, passou por Dezembro e já vai em Fevereiro. Mais um pouco e podia ficar todo o ano...quiçá!

* O sentido não era para ser levado...à letra

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desassombro







Entre o arrependimento e a aplicação. No meio - do diz que disse - fica a cautela.

Aguardo com expectativa o final deste desassombro e o que dirão, então, alguns escribas de serviço.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Again and Again

Foto Helder Blayer
















 A avaria não é de hoje e a chamada de atenção também não. Pelos vistos este incómodo arrisca-se a ser permanente.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O lado orgástico da ida do Coelho à Coelha

A ler quem ainda não leu.

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Mergulhar com tubarões é nova aposta turística nos Açores


A inovação da oferta turistica é fundamental para captar e aumentar o fluxo de turistas com destino ao arquipélago, alimentando 'nichos' específicos, agregados ao turismo de natureza.

Esta iniciativa é de saudar, apesar do 'risco' associado.

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sábado, 29 de janeiro de 2011

O Presidente perdido

«(...) E assim o homem, que devia assegurar a estabilidade da República, acabou em cinco anos por a comprometer. Como se chegou a isto? Como ele próprio percebeu, pela prudência. (...)»
A ler - sempre que posso - Vasco Pulido Valente e a sua percepção incontida @ Público.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Passe Social, socialmente justo

Imagem Infomail














O grupo parlamentar do Partido Socialista aprovou, em Junho de 2009, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, um Projecto Resolução para a implementação de um 'Passe Social', de abrangência regional, para os utentes do sistema de transporte colectivo de passageiros.

O cumprimento desta iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, acontece no tempo certo e numa época de crise generalizada, em que importa atenuar os efeitos decorrentes da falta de liquidez com que somos confrontados diariamente, sobretudo pelo aumento do custo dos bens essenciais. Daí que, a entrada em vigor do novo sistema de tarifários no transporte terrestre de passageiros na ilha de São Miguel, a partir do próximo mês de Fevereiro, afigura-se ainda mais importante, pois permitirá aumentar o rendimento disponível das famílias e dos agregados familiares mais carenciados e que são, por regra, aqueles que mais utilizam a rede de transportes públicos.

O novo modelo que está projectado e que foi apresentado pelo Governo dos Açores, no passado dia 7 de Janeiro, na Central de Camionagem da Ribeira Grande, representa uma 'revolução' na abordagem ao transporte colectivo de passageiros no arquipélago, permite reduções substanciais nos custos (fixos) familiares com transportes e é uma primeira medida, inserido num conjunto de outras iniciativas, que ambiciona o incentivo e a promoção da utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte privado.

Aliás, e como referido pelo Presidente do Governo dos Açores, esta é "uma reforma de enorme alcance social" por via da introdução de novos conceitos no sistema de tarifas, reflectidos nos descontos substanciais em todos os percursos e na possibilidade de, a partir de agora, ser possível efectuar viagens ilimitadas. A título de exemplo, um utente que resida no Nordeste e que adquira um dos novos passes '30 dias', para um percurso até Ponta Delgada, terá uma poupança de quase € 1000 por ano, enquanto os utilizadores dos transportes entre Ponta Delgada e a Vila Franca pouparão cerca de € 600.

É este o alcance a que a iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista se propunha.

O esforço previsto para o incremento desta medida rondará o meio milhão de euros e, como foi dito, e bem, por Carlos César, "o importante é pensar" e por intermédio de "volumes financeiros que não são desproporcionados" é possível "introduzir benefícios junto das famílias e junto das pessoas", sendo que estes "são muito significativos para as suas economias particulares".

O arranque deste novo modelo será efectuado em São Miguel, por ser o modelo mais complexo e que origina um maior fluxo de passageiros - cerca de 70% do total regional - para depois ser alargado ao todo regional.

O Governo dos Açores fez depender a aplicação desta medida da conclusão de um estudo de mobilidade. Esse estudo não visou apenas a introdução do 'Passe Social' mas, sim, efectuar uma ampla reflexão em torno de um modelo mais eficaz para o transporte terrestre de passageiros, para São Miguel e para as restantes ilhas do arquipélago.

Com a entrada em vigor do 'Passe Social' o processo não termina. Assistimos, isto sim, ao início de um processo, que, como já disse e agora enfatizo, irá revolucionar a forma como olhamos os transportes públicos e a forma como lidamos com eles. E num futuro, que se deseja próximo, poderemos circular de forma mais rápida, mais económica, mais ecológica e com maior conforto, fruto da concessão de incentivos financeiros ao abrigo do Sistema de Incentivos à Redução do Impacto Ambiental e Renovação das Frotas no Transporte Colectivo Regular de Passageiros (SIRIART).

Com a recente subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, torna-se imperioso, agora, mais do que nunca, adequar o serviço público de transportes colectivos à relevância social que ele exerce no contexto regional e, em concreto, no incremento da competitividade económica regional e na melhoria da qualidade de vida das populações.

Tal como tem sido sempre referido pelo Partido Socialista, a entrada em vigor desta iniciativa reveste-se de uma profunda justiça social, sobretudo, pelo contributo efectivo que introduz em termos de coesão social e territorial.

E, nesta medida, o sentimento do grupo parlamentar do Partido Socialista é de grande satisfação pelo desfecho agora alcançado, ao contrário do PSD/A, que se absteve em plenário, por divergências relativas ao nome atribuído ao 'Passe', e não partilhará, presumo, desta conquista e deste contributo em prol de uma contínua melhoria do quotidiano dos Açorianos.


* Publicado na edição de 26 Jan'11 do Açoriano Oriental

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Açores: 100 anos de República





















A Direcção Regional da Cultura dá continuidade, em 2011, às Comemorações do Centenário da República  com a realização do Ciclo de Conferências - Açores: 100 anos de República.

Para seguir com detalhe no Centro de Conhecimento dos Açores.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O 'rancor' não augura nada de bom

«(...) Terminado o acto eleitoral, devo felicitar o candidato, como fiz, aliás, há cinco anos, como candidato derrotado. Trata-se de um ritual democrático, que deve ser respeitado, porque em democracia, os políticos, dos diversos partidos e os independentes, não se consideram inimigos, mas tão-só adversários ocasionais.

Estranho e lamento que o candidato Cavaco Silva não o tenha feito, no passado domingo, em relação aos seus adversários. Como aliás lamento os dois discursos que proferiu no momento da vitória. Em lugar de ser generoso e magnânimo para com os vencidos, foi rancoroso. O que, além de lhe ficar mal, quanto a mim, representa um erro político grave que divide Portugal precisamente quando mais o devia unir.

A verdade é que as últimas eleições mostram que o nosso país está mais dividido do que nunca. E, além disso, desorientado. Por isso, o Presidente ora reeleito deveria ter feito um discurso positivo, voltado para o futuro, e não um discurso que divide mais os portugueses, com a agravante de que, feitas bem as contas ao volume da abstenção, a metade que votou nele está longe de ser maioritária...

Nesse aspecto, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, marcou um contraste com o candidato Presidente, tendo proferido um discurso politicamente responsável, muito equilibrado e inteligente. (...)».
A opinião eloquente e sensata de Mário Soares, hoje publicada com o DN.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Onde se vota?











Nos Açores, faltam 2 horas para o fecho das urnas. Mais informações onde votar aqui.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Surfing the Azores















Parte da diversificação da oferta turística do arquipélago - que se quer sustentável - passa por aqui.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por Alegre, por Portugal e pelos Açores















Dia 23 vou votar Manuel Alegre, pois "mais do que nunca é preciso restituir à política uma dimensão humanista".

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Boas razões


Para, no próximo domingo, (não) votar em Cavaco Silva.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Virtual, mas nem tanto


No entanto, há quem negue as evidências.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Festa





















A Cultura e os Açores com Alegre esta 4ª feira, pelas 21h30, no Teatro Ribeiragrandense.

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Onde pára a coerência?

«(...) Ora o que é espantoso é que o Cavaco Silva candidato é o mesmo que há cerca de um mês se vangloriou de ter promovido o acordo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, mediado pelo seu amigo Fernando Catroga, que possibilitou a aprovação do Orçamento do Estado para 2011 em que esses cortes salariais são decretados. De facto é lamentável ver um político com história e um estadista ceder ao facilitismo pela caça ao voto
É por isto que eu não voto Cavaco!

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cavaco

«A principal - talvez única - proclamação política de Cavaco Silva para esta campanha foi considerar que Portugal deveria abster-se de comentários sobre a situação política na Europa e a crise do Euro. Segundo ele, tais comentários seriam entendidos como “insultos” pelos investidores internacionais e deixar-nos-iam à mercê da retaliações destes - com juros mais altos sobre a nossa dívida.

Silêncio contra segurança - eis o que nos propõe Cavaco.

Esta não é só uma atitude calculista e timorata. É também politicamente ignorante ou - pior ainda - de má-fé, ao promover a ignorância política sobre o que se passa fora das nossas fronteiras. Portugal precisa - e nos próximos meses mais ainda - de ser representado por quem tenha coragem, clareza, e vontade de se fazer ouvir. Não há neste momento assunto mais importante do que a crise do euro e, nesse assunto, Cavaco está profundamente errado. Portugal não pode limitar-se a comer e calar; ou a aceitar as pressões para recorrer ao FMI (com que a França e Alemanha tentam, somente, evitar que o contágio chegue à Espanha). Portugal precisa de alguém que, dentro e fora de fronteiras, explique que este estado de coisas põe em causa a União Europeia, fazendo de nós vítimas pelo caminho.

Cavaco, pela sua própria admissão, não é essa pessoa. E por isso não o deveríamos reconduzir em funções.

Esta é a principal razão política; mas a campanha também tem revelado, nas suas atitudes, este mesmo Cavaco subserviente perante o poder quando não o tem e arrogante perante os outros quando o tem.

A sua fuga ao assunto das ações de favor do BPN foi especialmente reveladora destes traços de caráter. Cavaco deixa cair tudo e todos na lama desde que ele não se suje. Alegou que não era responsável por aquilo que ministros seus fizeram vinte anos depois. Mas esqueceu-se de que Oliveira Costa foi elemento da sua comissão de honra já depois de lhe ter vendido abaixo de preço as ditas ações - e já quando o BPN tinha levantado suspeitas de gestão danosa, patentes na imprensa da época e bem conhecidas do meio.

Depois deste primeiro estratagema de fuga, Cavaco tentou lançar a dúvida sobre a atual direção do BPN, esquecendo que foi a anterior - cheia do seu pessoal político - que deixou ao país um buraco de 5,5 mil milhões de euros onde caberiam o novo aeroporto inteiro e mais dinheiro do que seria necessário para fazer o TGV. Talvez sem esse buraco os investidores internacionais que tanto o preocupam deixassem o país mais descansado.

Nada disto preocupou Cavaco quando aceitou favores do BPN. Nem fez perguntas. Talvez não quisesse “insultar” os investidores que tão pressurosamente lhe davam 140% de lucro.

Para coroar o desplante, deu esta resposta: “costumo dizer que quem quiser ser mais honesto do que eu tem de nascer duas vezes”. Uma frase que define Cavaco. Comprá-lo por aquilo que ele vale e vendê-lo pelo que ele pensa que vale deve dar mais do que 140% de lucro».
 Rui Tavares no Público (10 Jan'11)

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Boas notícias


A inauguração da Casa Manuel de Arriada está prevista para o último trimestre de 2011. O anúncio foi feito, esta semana, pelo Director Regional da Cultura durante a apresentação do projecto para a 'exposição permanente'.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Contracorrente

«(...) Ao contrário do que pode parecer evidente para os mais curtos de visão e adeptos de bailaricos e fogos-de-artifício a crise do país não deve significar a morte da Cultura, antes pelo contrário. 2011 pode e deve ser o ano da Cultura em contra-ciclo com o estado de alma em que estão mergulhados os portugueses. Esta tristeza generalizada que se apossou do país e deixa-nos a todos cada vez mais sorumbáticos e assustados. E esse medo tem reflexos na retoma do país. Esse medo faz-nos retrair no consumo, impede investimentos, debilita ainda mais a nossa capacidade de enfrentar o dia-a-dia. Neste ano de anunciada desgraça que se promova a Cultura, que se apoiem criadores conceituados e incentivem os novos talentos. Ao invés de cortarem nas exposições, nos concertos, nas artes de palco em geral, nas artes plásticas, que se faça precisamente o contrário. (...)»
Fiquei deveras satisfeito com o último editorial de Paulo Simões pois, aparentemente e ao contrário de alguns, há quem, como eu, considere a Cultura como um bem indispensável e não tenha pudor em afirmá-lo.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A ler

«(...) temos o dever de dizer aos trabalhadores que se a direita está unida, chegou a hora de unir a esquerda e unir a esquerda é votar no único candidato que tem condições para obrigar a uma segunda volta. Unir a esquerda é votar no candidato que dedicou toda uma vida na luta pela liberdade e pela democracia. Unir a esquerda é votar no candidato que nos traz a esperança de um cumprimento integral da Constituição, é votar no candidato que defende políticas de solidariedade, que defende o serviço nacional de saúde e a escola pública de qualidade
Uma das muitas referências certeiras de ontem à noite.

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Agenda para hoje




«(...) É preciso continuar a apoiar o aprofundamento das autonomias regionais, com sentido de solidariedade e exigência, como expressão de especificidades que ampliam a nossa geografia e a nossa história e enriquecem a diversidade do todo nacional. (...)»
O início da campanha eleitoral é hoje e é, à semelhança do que aconteceu com a formalização da sua candidatura, nos Açores.

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Faltam 23 dias

Fonte AO















A ilha de São Miguel com o novo mapa de preços do 'Passe Social' na contraposição directa com os valores em vigor.

Esta visualização permite-nos compreender melhor o alcance da medida e a poupança (aos utentes) que a mesma originará.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Passe Social

O Projecto de Resolução do GPPS foi hoje concretizado através da apresentação pública do novo Passe Social nos transportes colectivos de passageiros da ilha de S. Miguel.

Esta medida é uma revolução na abordagem ao transporte colectivo de passageiros, permite reduções substanciais nos custos familiares com transportes e é uma primeira medida, inserido num conjunto de outras iniciativas, que pretende o incentivo à utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte privado.

Destaco ainda, e parafraseando o que disse em Abr'09, o facto da aplicação desta medida constituir-se como um factor de «(...) justiça social, quer pelo contributo efectivo que introduz em termos de coesão social, quer pelo de ordem territorial».

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inauguração












Com o candidato/presidente em pré-campanha nos Açores é inaugurada hoje, pelas 18h30, no Solmar Avenida Center, em Ponta Delgada, a sede de campanha de Manuel Alegre.

A altura não podia ser melhor, na medida em que há que lutar por uma alternativa aos dossiers.

A mobilização é tod@s!

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coerência

«(...) São generalizadamente aceites, pela União Europeia e por instâncias nacionais, os considerandos que afiançam a existência de um custo de vida superior nas ilhas face a Portugal continental, e que determinam uma desvantagem permanente que sobrecarrega as pessoas e as empresas. Ainda recentemente o Estado reconheceu, para efeitos de valor de financiamento de habitações, que o custo de construção/aquisição de uma habitação nos Açores é 35% superior à generalidade do país. Fazer equidade implica, em regra, tratar de forma diferente o que não é igual. (...)»
A ler na íntegra o esclarecimento de Carlos César, publicado com o Açoriano Oriental do passado dia 01 Jan'11, a respeito da aplicação da Remumeração Compensatória aos «(...) trabalhadores que iriam ver os seus vencimentos reduzidos em 2011, que não os fará receber mais mas tão só não receber menos».

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reciprocidade





















2011: Não me dês Cavaco.

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Leitura obrigatória

«(...) Não deixa de ser estimulante, a esse respeito, o que aconteceu recentemente na RAA. Contrariamente ao sucedido no Continente e na RAM, a RAA pôde libertar uma verba para apoiar aqueles que tinham sido punidos pela restrição orçamental do GR – não todos, mas os trabalhadores da AP regional. Logo houve quem se sentisse ferido nos seus doutos sentimentos de equidade – indignação tanto mais estranha, pois que vinda da parte de muitos que em nenhuma outra ocasião se tinham levantado para defendê-la. Essa indignação equitativa – ponho-me eu a cismar - talvez se fique a dever ao contexto do seu exercício – na ausência da compensação salarial, haveria gente que ficaria em pior situação. Ora – para que o leitor menos avisado me entenda –, tais defensores nutrem o estranho hábito de se referirem à equidade, apenas e somente quando se torna possível associarem-na à descida no bem-estar. (...)»
Leitura obrigatória do texto de Francisco Botelho Nunes publicado ontem com o Açoriano Oriental.

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diz que é uma espécie de hipersensibilidade...

«Cavaco Silva não só valoriza a autonomia do arquipélago, (...) como respeita integralmente os seus órgãos de governo próprios, revelando-se também sensível ás especificidades açorianas (...)»
Estas declarações estão no domínio do hiper-realismo. E só se explicam pelos excessos da quadra.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Resto é Ruído

João Pedro Vale Bezerro, 2010
Na discussão do Plano e Orçamento para 2011, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em concreto, na discussão da especialidade e nas propostas de alteração ao documento, o maior partido da oposição deixou cair a ‘máscara’ relativamente ao conceito que defende para a Cultura: ESTA NÃO É UMA PRIORIDADE!

Nos últimos anos, o plano de investimentos para as actividades culturais tem vindo a subir de forma gradual, sustentado, em grande parte, pelas obras com recurso a co-financiamento europeu. Na prática, esse dinheiro não é ‘receita própria’ da Região. E só existe porque existem projectos e candidaturas que o materializam. Para esse efeito, o Governo dos Açores tem efectuado um conjunto de acções de expansão, edificação e modernização das suas estruturas. Esta intenção consiste, essencialmente, na consolidação da rede regional de museus, de forma a dotá-la de valências adaptadas às exigências actuais e a um público cada vez mais informado. Para tanto, impõe-se a renovação do formato pré-existente, na medida em que se alterou significativamente a forma como ‘olhamos’ a Cultura (dentro e fora do Museu).

A dualidade de critérios com que se rege o maior partido da oposição na Assembleia Legislativa é, no mínimo, ininteligível. Se na Horta as opções políticas do Governo Regional para a área cultural são alvo de discriminação (tudo menos positiva), como é que podemos classificar a acção da sua líder partidária que é, simultaneamente, presidente do município de Ponta Delgada, quando, no início do seu mandato e no seu orçamento municipal para 2011, apresenta como prioridades a concretização de inúmeras obras emblemáticas associadas à coisa cultural? A saber: construção do Museu de Arte Contemporânea; construção de Biblioteca e Centro de Estudos Antero de Quental; adaptação do Edifício da Sinagoga a Museu Hebraico, apenas para nomear alguns. Estranho posicionamento para um partido que no todo regional queria reduzir a ZERO a Cultura!

Por outro lado, os projectos elencados pelo Governo dos Açores foram sucessivamente apontados como ‘fonte de financiamento’ às propostas de alteração do PSD/A ao orçamento regional. Em concreto, a acção referente ao Centro Cultural e de Congressos, que garante o financiamento anual do Teatro Micaelense, era colocada a 0 = zero. Bem como o corte, na sua quase totalidade, da acção que dá corpo ao novo Centro de Artes Contemporâneas a erigir na Ribeira Grande. A justificação foi sempre a mesma – não são prioridades. Pergunto: ‘prioridade’, neste caso, significa exactamente o quê?! Anular uma série de projectos devido a um enviesamento e aversão na relação com a cultura, tida como acessória ou prescindível?! E isto sem medir o impacte financeiro das alterações propostas no orçamento regional. Aliás, no que toca ao Centro de Artes Contemporâneas estamos a falar de uma verba que é comparticipada a 85%, do mesmo modo que o Museu de Arte Contemporânea de Ponta Delgada o é (num projecto que começou por ‘custar’ € 3 milhões e já está ‘orçamentado’ em € 5.8 milhões!). Só que aqui o PSD/A não tem dúvidas quanto ao elemento reprodutivo e prioritário. Será uma questão de ‘protagonistas’?! Muito provavelmente.

Este tipo de comportamentos não ajuda a dignificar a actividade política, através de posições dúbias, sem justificação que as sustente, prejudiciais ao interesse público e resultado de tacticismo político-partidário sem freio, ou seja, são sinónimo de desnorte.

A ideia de que a Cultura é o eterno ‘parente pobre’ tem tido outra ‘leitura’, nos Açores, por mérito da governação socialista. Se os valores investidos são os suficientes?! Digo, claramente, que não o são. Os recursos da Região são pequenos e a sua comparticipação na vertente cultural é proporcional à sua disponibilidade. Não obstante isso, se analisarmos o valor do investimento per capita na Cultura, verificamos que ele é significativo quando comparado com o todo nacional. As mais-valias que podem advir deste investimento são de retorno garantido.

Desinvestir ou adiar investimentos neste sector será o pré-aviso para ‘uma morte anunciada’. Aliás, estamos, ainda hoje, a ‘pagar’ o desinvestimento do passado.

Não compreender o carácter prioritário que o investimento tem na formação dos indivíduos, na economia local e na projecção dos Açores é não estar em sintonia com o que se passa na Europa, onde ficou demonstrada a importância e «(…) a influência económica do sector cultural» aliada «(…) ao desenvolvimento das novas tecnologias da sociedade da informação e ao turismo, um dos sectores em que os bens culturais são um dos principais chamarizes» (in AESE). Não ‘ler’ isto é negar uma visão de futuro para o arquipélago.

Numa altura de crise cabe ao Estado essa responsabilidade, sempre que possível em estreita colaboração com os privados, assumindo, por esta via, o seu ‘papel estratégico’. A minha opção é de defesa incondicional do sector cultural da Região, quer ao nível da criação, quer dos recursos humanos e dos equipamentos.

O Resto, como o que assisti e ouvi em plenário, é Ruído.


* Publicado na edição de 27 Dez'10 do Açoriano Oriental
** Título do livro The Rest is Noise de Alex Ross, publicado em Portugal pela Casa das Letras

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Romance das ilhas encantadas

«Os Açores são o Portugal paradigmático. E a consideração faz sentido, uma vez que se trata da criação de uma sociedade em laboratório, através de um povoamento a partir do século XV de ilhas desertas, há muito conhecidas, mas só tornadas habitáveis depois da possibilidade de haver navegações «de ir e voltar» no complicado Atlântico Norte, que apenas se tornou acessível com a introdução dessa pequena maravilha da técnica náutica que foi a caravela. E se falo de um «Portugal paradigmático», tenho de lembrar o cadinho de várias influências e de vários povoamentos, à semelhança da encruzilhada de povos da Finisterra peninsular. E ainda há, a unir Portugal e os Açores, a insularidade, bem sentida, por razões naturais, no arquipélago, mas, por razões de carácter, no continente (com fronteiras definidas por D. Dinis), onde a terra se acaba e o mar começa. (...)»
A crónica de Guilherme d'Oliveira Martins ao JL (de 15 a 28 Dez'10).

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domingo, 26 de dezembro de 2010

Screamadelica



20 anos depois...continua na estrada.

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sábado, 25 de dezembro de 2010

Boas festas!

© Mário Nelson Medeiros, Parque Terra Nostra, Furnas, São Miguel













Guia de Conceitos Básicos 
Use o poema para elaborar uma estratégia 
de sobrevivência no mapa da sua vida. Recorra 
aos dispositivos da imagem, sabendo que 
ela lhe dará um acesso rápido aos recursos 
da sua alma. Evite os atolamentos 
da tristeza, e acenda a luz que lhe irá trazer 
uma futura manhã quando o seu tempo 
se estiver a esgotar. Se precisar de 
substituir os sentimentos cansados 
da existência, reinstale o desejo 
no painel do corpo, e imprima os sentidos 
em cada nova palavra. Não precisa 
de dominar todos os requisitos do sistema:
limite-se a avançar pelo visor da memória, 
procurando a ajuda que lhe permita sair
do bloqueio. Escolha uma superfície 
plana: e deslize o seu olhar pelo
estuário da estrofe, para que ele empurre 
a corrente das emoções até à foz. Verifique 
então se todas as opções estão disponíveis: e 
descubra a data e a hora em que o sonho
se converte em realidade, para que poema 
e vida coincidam.

in  
Nuno Júdice, Guia de Conceitos Básicos
D. Quixote, 2010

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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ClicAçores

Fotografia Lucas Biernacki















O concurso “Clic Açores - Prémio de Fotografia para Turistas” foi uma iniciativa do Governo dos Açores e da Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores, integrada na programação da “Região Europeia do Ano 2010”, da qual resultará, no próximo ano, a edição de um livro, bem como a organização de uma exposição, contemplando as melhores fotografias. 


Uma forma de aproximação entre a o arquipélago e quem nos visita através de um olhar diferenciado para aquilo que nos é próximo. A manter.


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Irrepreensível

«(...) Quando criámos a Remuneração Complementar para mais de 6500 funcionários públicos, nunca se duvidou da nossa competência e nunca se considerou uma quebra de solidariedade nacional. E agora que a aumentamos em 2,1%, estamos a não ser solidários? Quando aprovámos um Salário Mínimo Regional mais elevado, que beneficia cerca de sete mil trabalhadores do sector privado, também era eticamente condenável? E o Complemento para Aquisição de Medicamentos, que ajuda 12 mil idosos a comprar medicamentos mais baratos, também é uma falta de solidariedade com o Continente? E o Complemento Açoriano ao Abono de Família para 80 mil Crianças e Jovens, que aumentámos este ano, também é inconstitucional por falha de solidarização? E o Complemento de Pensão – o chamado "cheque pequeno" –, que representa 24 milhões de euros, que aumentámos e abrange cerca de 35 mil pensionistas, que ficam com uma pensão um pouco maior do que a que teriam no Continente, é, como diz o Senhor Representante da República, uma medida de "incompreensível egoísmo"? E se apoiarmos mais, como acontece, os nossos jovens no emprego, estaremos a proceder mal? E o IRS já inferior entre 20 a 30% ao Continente, também, como diz o Representante, é um "desprezo" pelo país? (...)»
Para ler, na íntegra, a intervenção de Carlos César na sessão parlamentar de apreciação do veto do Representante da República ao Decreto que aprovou o Orçamento da RAA para 2011.

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domingo, 19 de dezembro de 2010

€ 88.5?! Sim, é possível!

















Houve quem afirmasse que se tratava de 'publicidade enganosa'. Entretanto não 'ouvi' uma reacção ao anunciado pela SATA?! Nem um reconhecimento público de quem 'faltou à verdade'?! E de quem falou 'antes do tempo' e do que 'não sabia'?! Nada! Silêncio absoluto.

Presumo, contudo, que, para alguns, este tenha sido um domingo 'preenchido' por uma imensa simulação.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Açores: World's Most Unique Travel Destinations

«(...) For a mixture of European flavor and a unique mid-Atlantic cultural heritage, Banas recommends the Azores. Explore the dramatic natural beauty and bounty of crater lakes in this collection of nine volcanic islands in the middle of the North Atlantic. Portuguese by language, it has a culture and cuisine all its own. "There's one place you can go where they take all this food and cook it in this geothermal heated area, put the food in the earth, let it cook for several hours, then they take the food out of the ground, then it gets shipped by truck and served in fine restaurants nearby," says Banas. Called cozido das furnas, they often consist of mixtures of meats and stews and are a feature of the area near Sao Miguel. (...)»
Artigo da prestigiada revista norte-americana Forbes.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Diz que é uma espécie de demissão...

«(...) 3. Na verdade, esta norma é criticável a vários títulos. Desde logo, na sua conformidade constitucional, ou seja, da violação dos princípios constitucionais da igualdade, da solidariedade e da coesão nacionais. Mas, independentemente deste juízo de desconformidade com a Constituição, que não foi por mim exercitado pelo meio disponível da fiscalização preventiva (mas poderá a todo o tempo ser desencadeado pela via da fiscalização abstracta sucessiva) sobram sempre razões de carácter ético, ou ético-político, que desabonam e condenam uma tal medida. (...)»
Para ler na íntegra o veto do Orçamento da RAA pelo Representante da República para os Açores.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Meritório










«(...) Na categoria de Melhor Intervenção em Conservação e Restauro, o prémio foi atribuído ao trabalho realizado na Custódia de Belém, uma peça emblemática do acervo do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e também à acção que tem sido desenvolvida pela Cinemateca Portuguesa/Arquivo Nacional de Imagem em Movimento no restauro de filmes antigos e em especial da cinematografia nacional. Ainda nesta categoria, a Apom atribuiu menções honrosas ao Laboratório Chimico do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa e ao conjunto escultórico 'Arcano Místico', do Museu Municipal da Ribeira Grande. (...)»
No Público.

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A alternativa de César


Afinal, há alternativas e Carlos César provou-o. O presidente do Governo Regional dos Açores mostrou como é possível encontrar soluções para a crise económica que não passam exclusivamente pelo sacrifício das pessoas e do seu nível de vida. Como é possível encontrar saídas sem que isso ponha em causa os pressupostos políticos e ideológicos que devem mover a esquerda. Como é possível fazer um Orçamento mais parco sem pôr em causa os princípios ético-políticos que devem mover os partidos socialistas, nomeadamente o princípio de que primeiro está o bem-estar das pessoas e o respeito pela dignidade humana.

Pelos vistos, não doeu muito. Apenas foi preciso decidir que o Orçamento do Estado regional açoriano desviava parcialmente verbas do subsídio de seis milhões de euros que ia dar para a construção de dois estádios de futebol privados.

É claro que a atitude corajosa de Carlos César irritou os agentes políticos que têm subscrito a defesa e a prática de orientações político-ideológicas de desconstrução do Estado social, que se inspiram nas teses neoliberais de que a solução do que se convencionou chamar “crise” passa pela diminuição da redistribuição social da riqueza e pela diminuição do nível de vida e dos direitos sociais e laborais da generalidade das populações. Isto, baixando os recursos do Estado social e quebrando o espírito de solidariedade social e intergeracional anónima e colectiva – ao aliviar a carga fiscal sobre as empresas e diminuindo os chamados “custos do trabalho”. E satisfazendo assim os chamados “mercados”, ou seja, a liberdade de mercado e de acção negocial e de conquista de lucros financeiros pelos accionistas (proprietários) das empresas financeiras e de especulação. Tudo, obedecendo ao pressuposto de que só assim se cria riqueza e emprego – um princípio que, aliás, está por demonstrar em Portugal e de que a actual crise é a prova em contrário.

Assim, quando um líder político com autonomia de pensamento e de acção diz não e afirma que há alternativas à imposição de soluções que penalizam as pessoas, saltam para a praça pública os principais agentes da defesa dos interesses dos chamados “mercados”. E isso foi visível quer ao nível do mainstream do que é a opinião publicada, com Vítor Bento e Vital Moreira na primeira fila, quer ao nível do poder institucional, com o Presidente da República, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates – é interessante constatar como Cavaco e Sócrates nunca divergem a fundo nas questões sócio-económicas e como o Presidente, tão interventivo que foi com os seus 13 vetos a diplomas da Assembleia, nunca vetou nenhum que incidisse nas áreas sócio-económicas.

É interessante também perceber o argumentário utilizado por todos os que vieram a terreiro apedrejar Carlos César. É que raia o absurdo, pois ultrapassa o ridículo, vir advogar a inconstitucionalidade da medida. Isto, quando a autonomia governativa e a reserva de soberania das regiões dos Açores e da Madeira e discriminação positiva da insularidade têm décadas em Portugal e são uma conquista do 25 de Abril, consagrada na Constituição de 1976 e que tem sido, aliás, sempre fortalecida a cada revisão, sendo até uma bandeira histórica do PSD.

O ridículo deste estranho coro de casandras aumenta ainda quando se percebe que a sua crítica a César se baseia no argumento de que esta decisão do chefe do governo regional terá posto em causa o princípio constitucional da igualdade. Mas essa desigualdade assumida para benefi ciar os que são discriminados e menos têm não é já praticada pela lei que prevê a atribuição de suplementos salariais compensadores da insularidade, que existe desde os anos 80? Lei que foi de novo regulamentada em 1996, sem que ninguém tivesse, até hoje, levantado a questão da constitucionalidade desta discriminação positiva. Mais duas perguntas: o princípio da igualdade não foi posto em causa ao cortar-se os salários só de alguns trabalhadores: os que ganham acima de determinada verba e trabalham para o Estado? Então, de acordo com esses critérios igualitários, o corte de salários pode deixar de fora as empresas privadas?

O que está de facto em causa é uma questão de ordem puramente político-ideológica que passa por saber que tipo de opções deve o poder político democrático tomar e se os objectivos do projecto político-partidário que os governantes defendem e praticam tem como fim servir as pessoas ou servir os chamados “mercados”. Até porque, convenhamos, neste caso dos Açores o que está em cima da mesa são valores ridículos, em termos do que é a despesa pública açoriana. Falamos de uma verba de três milhões de euros, que representam 0,22 por cento do Orçamento açoriano e que irá contemplar 3700 funcionários, que são os que menos ganham dos que são prejudicados nos seus vencimentos pela decisão do Governo central de cortar salários. A par desta decisão, o Governo de Carlos César decidiu complementar os subsídios de abono de família e abono social de idosos.

Daí que seja cristalina a percepção de que o que tanto irritou os representantes do consenso neoliberal do poder em Portugal foi, precisamente, a afronta à inevitabilidade neoliberal de retirar poder de compra e direitos sociais e laborais às pessoas que esta decisão de Carlos César representa. Assim como é também cristalino que o líder socialista dos Açores mostrou como nada é inelutável e como em política há sempre opções diversas e escolhas que são feitas de acordo com critérios estabelecidos e identificáveis no seu enquadramento ideológico. A questão não é senão um problema político e de coragem, característica central num líder político, a par da autonomia e da capacidade de acção e da assunção clara de quais os motivos político-ideológicos que o movem.

Carlos César mostrou que tem fibra de líder e que tem futuro político. Um dia, quando o actual PS implodir – por força da acção da influência neoliberal que é incompatível com a sua origem –, nas ruínas pós-Sócrates esta atitude de Carlos César será uma referência marcante de como se pode continuar a ser socialista democrático, como se chamavam a si mesmos os fundadores do partido, ou seja, social-democrata. Além de servir os açorianos, César marcou um lugar no futuro.

São José Almeida
Jornalista

in Público de 11 Dez'10

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Foi bonita a festa



A inauguração de um empreendimento que aponta os caminhos a trilhar, na reconversão do discurso museológico da Rede Regional de Museus, e do qual os Açores se podem e devem orgulhar.

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Entrevistas de Carlos César

Leitura obrigatória - das edições de hoje do jornal i e do Expresso - para quem continua a olhar os Açores com distância.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sem comentários



O Presidente que nada comenta ou diz nada poder comentar, não se inibe em fazê-lo quando se trata dos Açores. O que não deixa de ser curioso, em particular, quando o faz não estando em território nacional.

É uma posição, no mínimo e para não dizer outra coisa, transparente.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Solidariedade

Fotografia Luísa Madruga, Flores, Dez'10





















À distância, da ilha e do dilúvio, pouco mais há a fazer do que uma palavra de estímulo a todos quantos estão no terreno a tentar repor a 'normalidade' à freguesia da Fajãzinha, na ilha das Flores.

Dados para donativos_  
Junta Freguesia Fajãzinha
Banif NIB 003800005071886530109  
IBAN PT50003800005071886530109  
Nº CONTA 00050718865/30/10
@ Solidários com a Fajãzinha

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

«(...) As autonomias regionais são uma das mais felizes realizações do Portugal democrático. É essencial aprofundar o diálogo com as Regiões Autónomas, reconhecer as suas especificidades, manter a solidariedade que lhes é devida e respeitar a sua autonomia. (...)»
Autor identificado.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cultura, não é ‘gasto’ é Investimento



As análises feitas à Cultura e à indústria que a suporta enfermam, frequentemente, de algumas leituras superficiais que devem ser esclarecidas. Apesar da tendência crescente em tornar o produto cultural num bem rentável, há que salvaguardar que, na essência do gesto artístico estão pressupostos que o tornam, não todo, mas quase, num produto não 'reprodutível' e não 'massificável', cujo custo de investimento não pode ser rentabilizado por uma qualquer 'cadeia de valor' (in José Luis Ferreira, p. 115, Quatro Ensaios à Boca de Cena, Cotovia, 2009).

Importa distinguir o que é a actividade das chamadas indústrias criativas e aquilo que é a actividade artística, propriamente dita.

Há inúmeras actividades onde não é possível adaptar uma economia de escala. E esta condição passa a ter uma relevância, ainda maior, quando nos centramos em países e em regiões, como os nossos, com uma dimensão reduzida e com um número reduzido de utilizadores da coisa cultural.

O objectivo que alicerça o investimento cultural deve ter em conta, necessariamente, a 'obtenção de riqueza através de um bem-estar civilizacional'.

A Cultura deve ser encarada como um investimento social e como um instrumento de desenvolvimento, na medida em que “nem tudo o que conta é mensurável, nem tudo o que é mensurável conta”, nas palavras, mais que insuspeitas, de Albert Einstein.

O Governo dos Açores prossegue a missão de dotar todas as ilhas com infra-estruturas capazes de realizar e acolher espectáculos e eventos de índole diversa.

Nem todas têm as mesmas valências, pois há que acautelar as diferenças que existem em cada realidade de ilha. Fazê-lo, para além de utópico, seria querer replicar o mesmo por todos, o que na sua essência é justificável, mas impraticável. Não é, nem pode ser assim. Ninguém pode ser prejudicado pelo local onde fixou residência, mas não devemos cair na tentação de sustentar populismos e visões irrealistas. Mais do que edificar será conveniente, no acto da sua concepção, prever a gestão futura, quer em termos de recursos financeiros, quer humanos, não excluindo, como é óbvio, a sua componente programática.

A rentabilização far-se-á, se forem criadas condições para que ela se concretize.

As dificuldades geradas pelas medidas de austeridade e de contenção orçamental, do país e da região, não têm afectado, significativamente, os objectivos elencados para esta legislatura, na medida em que estes têm vindo a ser escrupulosamente cumpridos, alguns redefinidos, outros estão à mercê das contingências que advêm da tramitação legal em vigor.

Não obstante quaisquer obstáculos que possam surgir no decurso da concretização de um determinado projecto, mantém-se inalterado o carácter prioritário que este Governo atribui ao sector Cultural.

Mesmo e apesar das dificuldades emergentes «(...) tal não significa que a oportunidade, a pertinência e a legitimação da intervenção do Estado nas artes e cultura seja posta em causa. Antes pelo contrário, cada vez mais se comprova que gastos em cultura não são gastos - são investimento, é criação de emprego, é qualificação dos cidadãos, é desenvolvimento, no melhor sentido que a palavra contém».

Palavras de estímulo e confiança proferidas pela actual Ministra da Cultura, num colóquio decorrido em Setembro passado, e que aqui se aplicam ipsis verbis à acção do Governo Regional do Partido Socialista na Região Autónoma dos Açores.

O Plano e Orçamento para 2011, em particular, no Programa que à Cultura diz respeito, é um plano de confiança, demonstra ambição e revela o imenso trabalho em curso, de quem acredita no crescimento e na importância que a Cultura desempenha no desenvolvimento presente/futuro dos Açores.

Alexandre Pascoal
Novembro 2010


* Adaptação da intervenção efectuada a 23 de Nov’10 na ALRAA
** Publicado na edição de 02 Dez'10 do Açoriano Oriental

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Satisfaz 2x



A resposta, na 'dose' certa, ao ruído + o comunicado do Secretariado Regional do PS/A.

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sábado, 4 de dezembro de 2010

FdS

Fotografia Filipe Franco















Vou andar por aqui...

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cooperação estratégica



O acordo agora firmado permitirá solucionar 3 pendentes:

- O retomar da dinamização da «Morada da Escrita» para a função que foi, inicialmente, gizada;

- Simultaneamente, dotar o Instituto Cultural de Ponta Delgada de uma sede condigna para as suas actividades sociais, na medida em que antes não dispunha do local apropriado para as realizar;

- A 'libertação' de um espaço fundamental, no Convento de Sto. André, para a obra de reconversão museológica do núcleo sede do Museu Carlos Machado. Um processo que em breve se iniciará.

Esta é, sem qualquer dúvida, uma boa medida para todas as partes (Governo/Instituto/Público).

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cultura, o Plano e Orçamento para 2011

Sta. Cruz da Graciosa, Ago'10

















O Plano e Orçamento para 2011 reforça o empenho da Região na defesa do Património e das Actividades Culturais.

O investimento assenta nos múltiplos projectos em curso, sem descurar o apoio à actividade regular dos agentes culturais regionais nas diferentes áreas de acção, sejam de vertente tradicional ou contemporânea.

Exemplo disso é o apoio atribuído às Bandas Filarmónicas, que constituiu, em 2010, cerca de 34% do valor dispendido pela Direcção Regional da Cultura à acção 4.1.8, relativa às Actividades de Relevante Interesse Cultural. Este valor é demonstrativo da importância da actividade desenvolvida por estas colectividades junto do tecido social da Região.

O valor não será suficiente, dirão. Não é certamente, nem nunca o será, pois a insatisfação criativa é, em qualquer actividade, uma constante. Não obstante, a acção programada reflecte a estratégia delineada para esta legislatura: a de dotar o arquipélago de equipamentos modernos e com capacidade para acolher diferentes tipos de espectáculos e eventos. Esta acção deriva, essencialmente, da capitalização directa dos fundos comunitários disponíveis para o efeito, e que, neste caso, estão abrangidos pelo Programa Pro-Convergência, que consagra um máximo de 85% de comparticipação comunitária ao investimento previsto.

Para o próximo ano, estão afectos quase 23 milhões de euros no Plano para a Cultura. Apesar dos constrangimentos, que todos conhecemos, há um ligeiro aumento do investimento em 2011, em comparação com o ano anterior, de cerca de 1.1%. Este valor não é muito significativo, é certo, mas é revelador da importância estratégica que o sector representa para o Governo. Esta posição sai ainda mais reforçada, tendo em linha de conta os tempos de austeridade com que, actualmente, somos confrontados. E não deixa de ser simbólico o investimento a concretizar, que, para além do aspecto formativo, é, sobretudo, reprodutivo, quer pela criação de empregos qualificados, quer pela acção complementar na área da animação turística e, consequentemente, na dinamização da economia local.

No âmbito do programa - Defesa e Valorização do Património Arquitectónico e Cultural, o destaque em 2011 vai para: a conclusão da nova Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo; o arranque, no decorrer do 1º trimestre, da obra do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, situado na cidade da Ribeira Grande; a conclusão do Espaço Cultural Multiusos do Corvo, a Temporada Musical, e a prossecução das Comemorações do Centenário da República, que culminarão com a inauguração da Casa Manuel de Arriaga, na cidade da Horta.

De igual modo, realça-se, ainda em 2010, a conclusão das obras do Museu da Graciosa, a inaugurar até final do ano, e a conclusão da intervenção de conservação da cobertura do Convento de São Boaventura - Museu das Flores.

Quanto à - Dinamização de Actividades Culturais, o Governo dos Açores mantém, em 2011, os incentivos à formação, à criatividade, à fruição e à itinerância, com o intuito de fomentar uma programação de âmbito regional, bem como, a continuada promoção ‘fora de portas’ dos criadores da Região, consubstanciando, por esta acção, as palavras do Presidente do Governo quando este afirma que «(…) compete (ao Governo) contribuir para a ocorrência de condições para que os nossos criadores possam concretizar as suas propostas estéticas», obviando, deste modo, os constrangimentos geográficos que nos rodeiam. E acentuando o facto da “criação cultural e artística ser universal”, pelo que a distância e o isolamento podem, no caso dos Açores, ser superados.

A este nível, saliente-se a Exposição de Arte Contemporânea na Galeria do Rei D. Luís I, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, a decorrer entre Outubro de 2011 e Janeiro de 2012, e o início do ‘acolhimento recíproco’ entre a Fundação Medeiros e Almeida e a Direcção Regional da Cultura, dando seguimento ao protocolo assinado, em Abril de 2010, entre ambas as entidades.

Alexandre Pascoal
Novembro 2010


* Adaptação da intervenção efectuada a 23 de Nov’10 na ALRAA
** Publicado na edição de 30 Nov'10 do Açoriano Oriental

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