quarta-feira, 6 de abril de 2011

Já!

«Portugal tem de pedir ajuda externa»
Digam o que disserem, o facto é que o chumbo do PEC precipitou o país para a aprovação de um pacote de austeridade...ainda mais duro.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Em Jornadas Parlamentares
















O Grupo Parlamentar do PS, reunido ontem e hoje em Ponta Delgada, anunciou um conjunto de medidas para aumentar o rendimento dos produtores agrícolas e dos pescadores dos Açores que serão apresentadas, no curto prazo, na ALRAA.

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domingo, 3 de abril de 2011

Fundamental



Apesar da conjuntura económica desfavorável e do considerável esforço financeiro associado, o investimento na Rede de Museus dos Açores é para manter, em concreto, a renovação do discurso das exposições permanentes.

Depois de Angra, segue-se o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Quem avisa, amigo é

«(...) I see also that you are going to change your government in the next couple of months. You will forgive me that I allowed myself a little smile about that. By all means do put a fresh coat of paint over the subsidence cracks in your economy. And by all means enjoy the smell of fresh paint for a while.
We got ourselves a new Government too and it is a nice diversion for a few weeks. What you will find is that the new government will come in amidst a slight euphoria from the people. The new government will have made all kinds of promises during the election campaign about burning bondholders and whatnot and the EU will smile benignly on while all that loose talk goes on.
Then, when your government gets in, they will initially go out to Europe and throw some shapes. You might even win a few sports games against your old enemy, whoever that is, and you may attract visits from foreign dignitaries like the Pope and that. There will be a real feel-good vibe in the air as everyone takes refuge in a bit of delusion for a while.
And enjoy all that while you can, Portugal. Because reality will be waiting to intrude again when all the fun dies down. (...)»
Um Chá servido quente e com sabor irlandês.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

«Colóquio - Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no contexto internacional»











21h00 04 Abril'11
Palácio dos Capitães-Generais, Angra, Terceira
Conferência de abertura José Medeiros Ferreira  

09h30 05 Abril'11
Museu de Angra do Heroísmo, Terceira
«Os Açores, o Atlântico e a I Guerra Mundial»  
António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa  
Josep Sánchez Cervelló, da Universidad Rovira i Virgili, de Tarragona  
José Olívio Mendes 
Sérgio Resendes 
André Rodrigues 
Inês Queirós  

09h15 06 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, São Miguel
«O Regionalismo e a 2ª geração autonomista nos Açores»  
Carlos Cordeiro 
Fátima Sequeira Dias 
Isabel Soares de Albergaria 
Carlos Enes 
Cármen Ponte 
Elisa Gomes da Torre  

14h00 07 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
«A República Portuguesa no contexto internacional»  
Luis Vieira Andrade 
Francisco das Neves 
Alves Reto Monico 
Pedro Aires de Oliveira 
Luís Fraga 
Ana Paula Pires 
Bruno J. Navarro  

11h00 08 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
Conferência de encerramento Avelino Freitas de Meneses

A não perder. Mais informação aqui.

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domingo, 27 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro













Dados curiosos fornecidos pela Pordata a propósito do número de sessões e de espectadores de Teatro, em Portugal, entre 1960 a 2009.

O que explica a estagnação nos 90's e o crescimento dos anos 00?!

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sábado, 26 de março de 2011

Palavra de Krugman

«Portugal’s government has just fallen in a dispute over austerity proposals. Irish bond yields have topped 10 percent for the first time. And the British government has just marked its economic forecast down and its deficit forecast up. What do these events have in common? They’re all evidence that slashing spending in the face of high unemployment is a mistake. (...)» 
 Mais uma voz que condena a cegueira europeia em torno do défice.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Teófilo de Braga x 2





















Hoje é inaugurada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada a Exposição "Sínteses Afectivas: Teófilo Braga e os Centenários" e a Sala Teófilo Braga.

Esta iniciativa acontece no âmbito das Comemorações do Centenário da República nos Açores.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Preocupante

Infografia daqui











Fitch corta ‘rating’ após chumbo do PEC e demissão de Sócrates
"Foi uma tragédia o que aconteceu em Portugal"

A sede de 'ir ao pote' empurrou o país para um, cada vez mais, inevitável recurso à ajuda externa.

Os resultados estão à vista...de quem os quiser ler.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Inacreditável

Graffiti, Ponta Delgada, Mar'11
















Tenho evitado abordar este tema não por 'ciúme' mas porque a maioria dos dados disponibilizados estão ao nível do 'currículo vitae'.

Não obstante, é impossível permanecer indiferente à justificação da Câmara Municipal de Ponta Delgada sobre a opção de construir um Museu de Arte Contemporânea. Isto porque, e para quem, como eu, ouviu a argumentação do PSD/A durante a discussão do Plano e Orçamento para 2011 e a respectiva justificação às alterações ao investimento público regional, reduzindo a 0 as verbas alocadas à Cultura, não parece estar a ouvir um partido liderado pela mesma pessoa.

Senão vejamos, a 25 de Novembro de 2010 o PSD/A, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, defendia o seguinte: «(…) Apenas uma intervenção breve para falar relativamente à alteração que fazemos neste Programa 4, designadamente na acção correspondente ao Centro de Arte Contemporânea "Arquipélago". Fazemos uma redução de 6 milhões de euros e que se junta a um conjunto de reduções tanto neste Programa 4, como nos Programas 10, 12, 14 e 18 e que essencialmente correspondem a reduções relativas, neste caso, a este Centro de Arte Contemporânea, noutros casos aos Centros de Cultura e de Congressos, beneficiação de edifícios públicos. Ou seja, um conjunto de investimentos que nesta altura não consideramos que sejam efectivamente reprodutivos e que sejam efectivamente essenciais». Excerto retirado do Diários das Sessões. Ponto.

Posto isso, foi com alguma estupefacção que ouvi, a 3 de Março de 2011, a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada (e actual líder do PSD/A, um incómodo para a bancada do PSD/A na ALRAA sempre que é mencionado esse facto, vai-se lá perceber porquê!) afirmar, na apresentação do estudo prévio do futuro museu, que o projecto reflecte «um olhar para o futuro com ambição e audácia», que representa «uma mais-valia» para o arquipélago e que «nenhuma região pode dizer que tem equipamentos culturais a mais». Inacreditável! Diria uma camarada. Será que estamos a falar da mesma pessoa e do mesmo partido?! Será esta a tal dimensão regional de que fala o PSD/A, reflectida através de uma posição ambivalente mediante a ilha onde discursa?!

Esta postura não é de agora, nem me surpreende. Aliás, muito deste argumentário é um copy/paste do que tem sido tido pelo Governo Regional e pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, no que concerne aos investimentos no domínio da Cultura.

Este episódio demonstra, uma vez mais, que o PSD/A tem 2 faces, uma no ataque indiscriminado ao Governo Regional, e outra quando discrimina o Governo e promove exactamente aquilo que critica. Em que ficamos?! O que é mau para os Açores, é bom para Ponta Delgada?!

Alexandre Pascoal
Mar'11

* Publicado na edição de 22 Mar'11 do Açoriano Oriental

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terça-feira, 22 de março de 2011

Is There Anybody Out There?

«(...) No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento - enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém - quando estão em jogo, talvez como nunca, "os superiores interesses nacionais". Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa. Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Se não intervier agora, quando será o momento para se pronunciar? É uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe. Por isso - e com o devido respeito - lhe dirijo este apelo angustiado, quebrando um silêncio que sempre tenho mantido em relação ao exercício das funções dos meus sucessores, no alto cargo de Presidente da República. (...)»
O apelo de Mário Soares. Será atendível?!

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo

tronco ou ramo na incógnita floresta...

Onda, espumei, quebrando-me na aresta

Do granito, antiquíssimo inimigo...


Rugi, fera talvez, buscando abrigo

Na caverna que ensombra urze e giesta;

O, monstro primitivo, ergui a testa

No limoso paul, glauco pascigo...


Hoje sou homem, e na sombra enorme

Vejo, a meus pés, a escada multiforme,

Que desce, em espirais, da imensidade...


Interrogo o infinito e às vezes choro...

Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro

E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental no Dia Mundial do Livro @ BPARPDL

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domingo, 20 de março de 2011

A propósito de Colecções

Fotografia daqui
















Na colecção falta-nos um ou dois Berardos...

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Medeiros Ferreira em entrevista ao i















«O governo apresentou novas medidas de austeridade. O PSD diz que vai rejeitar o novo PEC. Qual é a saída para esta situação?
Eu concordo com a necessidade de eleições antecipadas. Isso parece-me claro. Defendi durante muito tempo uma solução no actual quadro parlamentar, uma espécie de governo de concentração nacional com o apoio de uma maioria na Assembleia da República que conseguisse levar a legislatura até ao fim. Mas os partidos não estão ainda disponíveis para isso.
Ainda?
Digo ainda porque estou convencido que vamos acabar com um governo de concentração nacional, perante as dificuldades que vão surgir. O que indica a apresentação do pacote das medidas de austeridade é que o governo quer, consciente ou inconscientemente, marcar a data das eleições sem tomar a responsabilidade da abertura da crise política, e esta atitude não está isenta de racionalidade. Já se percebeu que o PSD quer queimar este governo em lume brando.
Já não é possível conseguir um consenso?
Nada disto é fácil e não é fácil uma solução. Vai ser cada vez mais difícil governar o país. Desse ponto de vista, quem conseguir passar dos conceitos de consenso, pacto ou compromisso para a realidade é um grande talento político. Provavelmente nem esse consenso ou esse pacto pode ser feito dentro daquilo que as pessoas pensam. Será, se calhar, uma coisa diferente. As pessoas quando falam em compromissos estão a pensar numa aliança entre o PS e o PSD, mas eu acho que seria uma solução fraca. Em todo o caso no quadro actual do parlamento nenhum dos dois partidos está disponível para o fazer. Daí a necessidade de novas eleições.
Já?
Já, porque já se percebeu que um possível governo de concentração nacional, no actual quadro parlamentar, que permitisse que a legislatura fosse até ao fim, não é possível. Em grande parte pela posição pouco activa do Presidente da República, porque ele quer que a crise política seja gerida na própria Assembleia da República. (...)»
Para ler, reflectir e conferir muito do que hoje experienciamos.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Boas notícias


Governo aprova pacote para incentivar reabilitação e arrendamento
Uma medida que faz(ia) falta ao continente e às ilhas. Só posso aplaudir a iniciativa.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Há mais vida além do défice?!

«Na conferência que deu, na segunda-feira, na Faculdade de Economia de Coimbra, disse que, actualmente, há "uma grande tentação de ter um zelo intransigente" quanto à disciplina orçamental, naquilo que caracteriza como uma abordagem de "sangue, suor e lágrimas". Acha que aqueles países europeus, como Portugal, que estão a impor pacotes de austeridade, estão a seguir no caminho errado?
Não estava particularmente a falar de Portugal. Não sei o suficiente a esse nível. Mas há uma visão a nível europeu de que não só a dívida pública deve ser eliminada - ou, pelo menos, reduzida drasticamente -, mas também que isso deve ser feito imediatamente. É muito difícil para cada país afastar-se desta visão europeia geral, até porque os mercados estão a pedir isso. Os países não terão, por isso, grande possibilidade de escolha. Mas esta ideia [de austeridade] não é inteiramente correcta. As reduções de défices gigantes que ocorreram no passado, como por exemplo a dívida contraída por vários países europeus junto da América durante a Segunda Guerra Mundial, foram possíveis apenas numa situação de grande crescimento económico, que é sempre uma altura propícia à redução da dívida. Do mesmo modo, quando Bill Clinton se tornou Presidente dos EUA, o país estava com um elevado nível de dívida e, quando ele deixou de ser Presidente, já não tinha, o que se deveu a um crescimento económico elevado. (...)»
[?] Amartya Sen

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