segunda-feira, 25 de abril de 2011

Liberdade, a pouco ou nada obrigas

Otelo: Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução
Otelo: "Precisávamos de um homem com a inteligência do Salazar"
Afinal Otelo está “orgulhoso” do seu papel no 25 de Abril
A liberdade é também isto: dizer o que se quer mesmo que não faça muito sentido ou que seja totalmente disparatado. Ou como aqui se diz, o dia da liberdade está transformado num arquivo de egos que hoje se insuflam e amanhã mirram.

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domingo, 24 de abril de 2011

Cultura não pode perder estatuto de ministério

Portugal vai viver, a partir de 5 de Junho, uma nova situação política seja qual for o resultado eleitoral, desde logo porque a precária situação do país impõe compromissos e plataformas de entendimento sem as quais o quadro geral se tornará ainda mais sombrio e preocupante.

Não será aceitável que o novo Governo retire à Cultura a dignidade de uma tutela ministerial, reduzindo-a à dimensão de secretaria de Estado, com tudo o que daí decorre de subalternização e presença menos significativa no núcleo central da decisão política. Essa perspectiva é alarmante, sobretudo se tivermos em conta que a demissão do Governo minoritário do PS impediu que transitassem para a Assembleia da República, para urgente debate e votação, a nova Lei da Cópia Privada e a Lei Antipirataria. Esse atraso implica já prejuízos incalculáveis para os autores e para os artistas no ano corrente e nos seguintes.

Se os novos governantes, sejam eles quais forem, não levarem em conta esta indiscutível urgência, não terão depois legitimidade para pedir aos agentes culturais em geral que dêem o seu contributo para a superação da crise criando mais emprego, mais receita fiscal e mais riqueza em geral.

A União Europeia, no Livro Verde para a Cultura, tornou incontornável esta evidência: a Cultura pode e deve contribuir para gerar soluções que as estruturas do Estado têm obrigação de respeitar, apoiar e incentivar.

A dimensão e a gravidade da crise irão reduzir significativamente os consumos culturais, afectando também, de forma inevitável, as receitas cobráveis pelas estruturas que representam os autores e os artistas.

Os autores, que já viviam uma situação de precariedade, vão enfrentar dificuldades ainda maiores, assistindo à degradação das suas condições de vida e de criação. Se tal acontecer (e é mais do que certo que este quadro é inevitável), Portugal e os portugueses ficarão ainda mais tristes, descrentes e desmotivados.

Se o próximo Governo subalternizar a Cultura na sua estrutura orgânica e a despromover no plano orçamental e da decisão política, irá limitar a sua capacidade de intervenção neste domínio, em nome da austeridade e da contenção de despesas.

Num momento em que o país tem de exportar muito mais do que importa, ignorar o potencial da produção cultural neste domínio será um erro irreparável.

Falando de soluções adoptadas por outro país em crise, será conveniente que se observe a aposta que a Irlanda (onde a Cultura voltou a ter dignidade ministerial) e, em particular, a cidade de Dublin estão a fazer nas actividades culturais, em articulação com o turismo e com o sistema educativo, para melhor poderem enfrentar as dificuldades que os atormentam. Em tempos como o actual, os bons exemplos têm um valor redobrado. Razão tinha o realizador e dramaturgo irlandês Neil Jordan quando escrevia, nas páginas do Morning Ireland, em 11 de Setembro de 2009: "A Igreja falhou; o sistema financeiro falhou; a especulação imobiliária e o comércio falharam; só não falharam a cultura e as artes". Não será tempo de dizermos o mesmo de Portugal, mas agindo em conformidade com esta constatação?

As chamadas "prioridades nacionais" tendem a falar mais alto, mas é imperioso que o novo Governo perceba que são os trabalhos do espírito que reforçam o ânimo colectivo e lembram aos portugueses, que são pessoas e não números, que existirá sempre mais vida para além dos erros graves e dos falsos milagres dos gurus da economia e das finanças. Foram esses e não os criadores culturais e os artistas que nos deixaram na deplorável situação em que hoje estamos.  
 José Jorge Letria in Público de 22 Abr'11

* Escritor, jornalista e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores
** O bold é meu 

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sábado, 23 de abril de 2011

It will be hard to find a public library 15 years from now

«(...) In a fully ebooked world, which I expect we’ll be living in 10 or 15 years from now, print books won’t be extinct, but they’ll be either exotic or very purpose-driven. They won’t be common or an ordinary way to deliver content, the way they are today. (...)»
Uma recomendação de leitura a propósito do Dia Mundial do Livro que se hoje se comemora.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

There's no bus service on Saturdays, Sundays and Holidays





















Em Ponta Delgada, nos painéis informativos dos minibus não estão sinalizados os dias da semana em que estes circulam. Quem não sabe presume que funcionam everyday.

Se por estes dias encontrar algum turista numa paragem, à espera do respectivo transporte público, diga-lhe que There's no bus service on Saturdays, Sundays and Holidays. A satisfação é garantida.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

To speak or not to speak



O Presidente da República ontem afirmou que «Temos ainda que aguardar, porque tudo o que se possa dizer neste momento, quanto sei, é pura especulação».

Em público ou em privado nunca, como agora, se tornou tão óbvio a ineficácia do papel conferido àquele que devia servir de mediador entre as várias forças políticas. Não lhe compete governar mas sim pugnar para que haja governo.

Algo vai mal quando, até eu, estou de acordo com o diz o Pedro Marques Lopes sobre a "magistratura activa" exercida por Belém.

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Eles andam aí!

Ponta Delgada, Abr'11
















 Não é nada que me surpreenda mas é garantidamente algo que repudio.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dia de São Vapor

Foto Eduardo Wallenstein















Em Ponta Delgada, o Domingo passou a ser Dia de São Vapor. Mas nem por isso os hábitos mudam. O comércio continua teimosamente fechado para quem aporta (com excepção para as lojas das Portas do Mar, Solmar Avenida e Parque Atlântico). 

E, para além disso, o que podemos encontrar nas Portas da Cidade e arcadas circundantes?! Cosmopolitismo?! Sim, mas em formato - Lixo = Os despojos acumulados dos excessos da noite anterior. 

Queremos Turismo (e de qualidade)! Disso ninguém tem muitas dúvidas. Mas o que é isso implica?! Aí, muitos encolhem os ombros. O Turismo passa, necessariamente, pela frieza dos números mas tal não significa apenas desembarcar turistas, nem exigir passagens low cost. É preciso querer e sobretudo saber acolher quem nos visita. Felizmente, os dias não são todos iguais...

A prova - do que aqui digo - está hoje estampada na capa do AO (não é birra, não!).





















É caso para perguntar onde é que pára a CCIPD e a CMPD?! Ou o mesmo é dizer old habits die hard...

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domingo, 17 de abril de 2011

Diz que é a mudança...



















Um cartoon de Mário Roberto hoje com o AO.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Too late













«Portugal's plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere»
Quem avisa amigo é. Este 'aviso',  chegou, infelizmente, tarde demais.

Pedro, obrigado!

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terça-feira, 12 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Lugar comum

Ponta Delgada, Abr'11






















Cosmopolita?! Deve ser isso...

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domingo, 10 de abril de 2011

Jaime Gama



O - ainda - Presidente da Assembleia da República fez um dos discursos mais fortes do XVII do Congresso do PS, que hoje terminou em Matosinhos, e é um exemplo a seguir por muitos outros.

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sábado, 9 de abril de 2011

XVII Congresso do PS

À distância e ao minuto.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Futuro próximo











O futuro próximo do partido e do país discute-se a norte.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Já!

«Portugal tem de pedir ajuda externa»
Digam o que disserem, o facto é que o chumbo do PEC precipitou o país para a aprovação de um pacote de austeridade...ainda mais duro.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Em Jornadas Parlamentares
















O Grupo Parlamentar do PS, reunido ontem e hoje em Ponta Delgada, anunciou um conjunto de medidas para aumentar o rendimento dos produtores agrícolas e dos pescadores dos Açores que serão apresentadas, no curto prazo, na ALRAA.

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domingo, 3 de abril de 2011

Fundamental



Apesar da conjuntura económica desfavorável e do considerável esforço financeiro associado, o investimento na Rede de Museus dos Açores é para manter, em concreto, a renovação do discurso das exposições permanentes.

Depois de Angra, segue-se o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.

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