quarta-feira, 30 de março de 2011

Quem avisa, amigo é

«(...) I see also that you are going to change your government in the next couple of months. You will forgive me that I allowed myself a little smile about that. By all means do put a fresh coat of paint over the subsidence cracks in your economy. And by all means enjoy the smell of fresh paint for a while.
We got ourselves a new Government too and it is a nice diversion for a few weeks. What you will find is that the new government will come in amidst a slight euphoria from the people. The new government will have made all kinds of promises during the election campaign about burning bondholders and whatnot and the EU will smile benignly on while all that loose talk goes on.
Then, when your government gets in, they will initially go out to Europe and throw some shapes. You might even win a few sports games against your old enemy, whoever that is, and you may attract visits from foreign dignitaries like the Pope and that. There will be a real feel-good vibe in the air as everyone takes refuge in a bit of delusion for a while.
And enjoy all that while you can, Portugal. Because reality will be waiting to intrude again when all the fun dies down. (...)»
Um Chá servido quente e com sabor irlandês.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

«Colóquio - Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no contexto internacional»











21h00 04 Abril'11
Palácio dos Capitães-Generais, Angra, Terceira
Conferência de abertura José Medeiros Ferreira  

09h30 05 Abril'11
Museu de Angra do Heroísmo, Terceira
«Os Açores, o Atlântico e a I Guerra Mundial»  
António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa  
Josep Sánchez Cervelló, da Universidad Rovira i Virgili, de Tarragona  
José Olívio Mendes 
Sérgio Resendes 
André Rodrigues 
Inês Queirós  

09h15 06 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, São Miguel
«O Regionalismo e a 2ª geração autonomista nos Açores»  
Carlos Cordeiro 
Fátima Sequeira Dias 
Isabel Soares de Albergaria 
Carlos Enes 
Cármen Ponte 
Elisa Gomes da Torre  

14h00 07 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
«A República Portuguesa no contexto internacional»  
Luis Vieira Andrade 
Francisco das Neves 
Alves Reto Monico 
Pedro Aires de Oliveira 
Luís Fraga 
Ana Paula Pires 
Bruno J. Navarro  

11h00 08 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
Conferência de encerramento Avelino Freitas de Meneses

A não perder. Mais informação aqui.

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domingo, 27 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro













Dados curiosos fornecidos pela Pordata a propósito do número de sessões e de espectadores de Teatro, em Portugal, entre 1960 a 2009.

O que explica a estagnação nos 90's e o crescimento dos anos 00?!

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sábado, 26 de março de 2011

Palavra de Krugman

«Portugal’s government has just fallen in a dispute over austerity proposals. Irish bond yields have topped 10 percent for the first time. And the British government has just marked its economic forecast down and its deficit forecast up. What do these events have in common? They’re all evidence that slashing spending in the face of high unemployment is a mistake. (...)» 
 Mais uma voz que condena a cegueira europeia em torno do défice.

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Teófilo de Braga x 2





















Hoje é inaugurada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada a Exposição "Sínteses Afectivas: Teófilo Braga e os Centenários" e a Sala Teófilo Braga.

Esta iniciativa acontece no âmbito das Comemorações do Centenário da República nos Açores.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Preocupante

Infografia daqui











Fitch corta ‘rating’ após chumbo do PEC e demissão de Sócrates
"Foi uma tragédia o que aconteceu em Portugal"

A sede de 'ir ao pote' empurrou o país para um, cada vez mais, inevitável recurso à ajuda externa.

Os resultados estão à vista...de quem os quiser ler.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Inacreditável

Graffiti, Ponta Delgada, Mar'11
















Tenho evitado abordar este tema não por 'ciúme' mas porque a maioria dos dados disponibilizados estão ao nível do 'currículo vitae'.

Não obstante, é impossível permanecer indiferente à justificação da Câmara Municipal de Ponta Delgada sobre a opção de construir um Museu de Arte Contemporânea. Isto porque, e para quem, como eu, ouviu a argumentação do PSD/A durante a discussão do Plano e Orçamento para 2011 e a respectiva justificação às alterações ao investimento público regional, reduzindo a 0 as verbas alocadas à Cultura, não parece estar a ouvir um partido liderado pela mesma pessoa.

Senão vejamos, a 25 de Novembro de 2010 o PSD/A, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, defendia o seguinte: «(…) Apenas uma intervenção breve para falar relativamente à alteração que fazemos neste Programa 4, designadamente na acção correspondente ao Centro de Arte Contemporânea "Arquipélago". Fazemos uma redução de 6 milhões de euros e que se junta a um conjunto de reduções tanto neste Programa 4, como nos Programas 10, 12, 14 e 18 e que essencialmente correspondem a reduções relativas, neste caso, a este Centro de Arte Contemporânea, noutros casos aos Centros de Cultura e de Congressos, beneficiação de edifícios públicos. Ou seja, um conjunto de investimentos que nesta altura não consideramos que sejam efectivamente reprodutivos e que sejam efectivamente essenciais». Excerto retirado do Diários das Sessões. Ponto.

Posto isso, foi com alguma estupefacção que ouvi, a 3 de Março de 2011, a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada (e actual líder do PSD/A, um incómodo para a bancada do PSD/A na ALRAA sempre que é mencionado esse facto, vai-se lá perceber porquê!) afirmar, na apresentação do estudo prévio do futuro museu, que o projecto reflecte «um olhar para o futuro com ambição e audácia», que representa «uma mais-valia» para o arquipélago e que «nenhuma região pode dizer que tem equipamentos culturais a mais». Inacreditável! Diria uma camarada. Será que estamos a falar da mesma pessoa e do mesmo partido?! Será esta a tal dimensão regional de que fala o PSD/A, reflectida através de uma posição ambivalente mediante a ilha onde discursa?!

Esta postura não é de agora, nem me surpreende. Aliás, muito deste argumentário é um copy/paste do que tem sido tido pelo Governo Regional e pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, no que concerne aos investimentos no domínio da Cultura.

Este episódio demonstra, uma vez mais, que o PSD/A tem 2 faces, uma no ataque indiscriminado ao Governo Regional, e outra quando discrimina o Governo e promove exactamente aquilo que critica. Em que ficamos?! O que é mau para os Açores, é bom para Ponta Delgada?!

Alexandre Pascoal
Mar'11

* Publicado na edição de 22 Mar'11 do Açoriano Oriental

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terça-feira, 22 de março de 2011

Is There Anybody Out There?

«(...) No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento - enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém - quando estão em jogo, talvez como nunca, "os superiores interesses nacionais". Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa. Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Se não intervier agora, quando será o momento para se pronunciar? É uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe. Por isso - e com o devido respeito - lhe dirijo este apelo angustiado, quebrando um silêncio que sempre tenho mantido em relação ao exercício das funções dos meus sucessores, no alto cargo de Presidente da República. (...)»
O apelo de Mário Soares. Será atendível?!

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo

tronco ou ramo na incógnita floresta...

Onda, espumei, quebrando-me na aresta

Do granito, antiquíssimo inimigo...


Rugi, fera talvez, buscando abrigo

Na caverna que ensombra urze e giesta;

O, monstro primitivo, ergui a testa

No limoso paul, glauco pascigo...


Hoje sou homem, e na sombra enorme

Vejo, a meus pés, a escada multiforme,

Que desce, em espirais, da imensidade...


Interrogo o infinito e às vezes choro...

Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro

E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental no Dia Mundial do Livro @ BPARPDL

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domingo, 20 de março de 2011

A propósito de Colecções

Fotografia daqui
















Na colecção falta-nos um ou dois Berardos...

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Medeiros Ferreira em entrevista ao i















«O governo apresentou novas medidas de austeridade. O PSD diz que vai rejeitar o novo PEC. Qual é a saída para esta situação?
Eu concordo com a necessidade de eleições antecipadas. Isso parece-me claro. Defendi durante muito tempo uma solução no actual quadro parlamentar, uma espécie de governo de concentração nacional com o apoio de uma maioria na Assembleia da República que conseguisse levar a legislatura até ao fim. Mas os partidos não estão ainda disponíveis para isso.
Ainda?
Digo ainda porque estou convencido que vamos acabar com um governo de concentração nacional, perante as dificuldades que vão surgir. O que indica a apresentação do pacote das medidas de austeridade é que o governo quer, consciente ou inconscientemente, marcar a data das eleições sem tomar a responsabilidade da abertura da crise política, e esta atitude não está isenta de racionalidade. Já se percebeu que o PSD quer queimar este governo em lume brando.
Já não é possível conseguir um consenso?
Nada disto é fácil e não é fácil uma solução. Vai ser cada vez mais difícil governar o país. Desse ponto de vista, quem conseguir passar dos conceitos de consenso, pacto ou compromisso para a realidade é um grande talento político. Provavelmente nem esse consenso ou esse pacto pode ser feito dentro daquilo que as pessoas pensam. Será, se calhar, uma coisa diferente. As pessoas quando falam em compromissos estão a pensar numa aliança entre o PS e o PSD, mas eu acho que seria uma solução fraca. Em todo o caso no quadro actual do parlamento nenhum dos dois partidos está disponível para o fazer. Daí a necessidade de novas eleições.
Já?
Já, porque já se percebeu que um possível governo de concentração nacional, no actual quadro parlamentar, que permitisse que a legislatura fosse até ao fim, não é possível. Em grande parte pela posição pouco activa do Presidente da República, porque ele quer que a crise política seja gerida na própria Assembleia da República. (...)»
Para ler, reflectir e conferir muito do que hoje experienciamos.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Boas notícias


Governo aprova pacote para incentivar reabilitação e arrendamento
Uma medida que faz(ia) falta ao continente e às ilhas. Só posso aplaudir a iniciativa.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Há mais vida além do défice?!

«Na conferência que deu, na segunda-feira, na Faculdade de Economia de Coimbra, disse que, actualmente, há "uma grande tentação de ter um zelo intransigente" quanto à disciplina orçamental, naquilo que caracteriza como uma abordagem de "sangue, suor e lágrimas". Acha que aqueles países europeus, como Portugal, que estão a impor pacotes de austeridade, estão a seguir no caminho errado?
Não estava particularmente a falar de Portugal. Não sei o suficiente a esse nível. Mas há uma visão a nível europeu de que não só a dívida pública deve ser eliminada - ou, pelo menos, reduzida drasticamente -, mas também que isso deve ser feito imediatamente. É muito difícil para cada país afastar-se desta visão europeia geral, até porque os mercados estão a pedir isso. Os países não terão, por isso, grande possibilidade de escolha. Mas esta ideia [de austeridade] não é inteiramente correcta. As reduções de défices gigantes que ocorreram no passado, como por exemplo a dívida contraída por vários países europeus junto da América durante a Segunda Guerra Mundial, foram possíveis apenas numa situação de grande crescimento económico, que é sempre uma altura propícia à redução da dívida. Do mesmo modo, quando Bill Clinton se tornou Presidente dos EUA, o país estava com um elevado nível de dívida e, quando ele deixou de ser Presidente, já não tinha, o que se deveu a um crescimento económico elevado. (...)»
[?] Amartya Sen

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terça-feira, 15 de março de 2011

A crónica semanal de Mário Soares @ DN













«(...) 2. Não somos, ao contrário do que alguns pensam e dizem, um país pequeno, sem recursos e condenado à decadência. Temos uma história gloriosa, com altos e baixos, é certo, mas que nos demonstra o contrário. Em alguns períodos não temos sabido governar-nos. É verdade. Mas é útil, para o futuro, aprender a distinguir o trigo do joio, os honestos dos pecadores e não nos deixarmos cair no derrotismo masoquista, em que alguns se comprazem. Criticar é fácil e protestar, mais ainda. É legítimo, aliás, em democracia, criticar e protestar, desde que o façam pacificamente. Mas agir, desinteressada e conscientemente, é melhor, desde que seja em função de uma alternativa, coerente, eficaz e estruturada, tendo uma visão do futuro, inserida num mundo em mudança. É o caminho para podermos sair do atoleiro em que nos encontramos.
É preciso informar completamente os portugueses da situação em que estamos, para os poder mobilizar. O que não tem sido feito suficientemente pelos responsáveis. O Presidente da República, no seu discurso de posse, insistiu neste ponto. Mas omitiu que a crise portuguesa actual foi causada e continua a ser, altamente influenciada, pela crise internacional e, em especial, pela europeia. Ora isso constituiu uma falha inaceitável, mesmo que não tenha sido voluntária.
O primeiro-ministro tem-se esforçado, na resolução da crise, com um zelo patriótico e uma energia pessoal absolutamente excepcionais. Mas cometeu erros graves: não tem informado, pedagogicamente, os portugueses, quanto às medidas tomadas e à situação real do País. Nos últimos dias, negociou o PEC IV sem informar o Presidente da República, o Parlamento e os Parceiros Sociais. Foram esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis, que irão custar-lhe caro. Avisou tão só o líder da Oposição, após a reunião de Bruxelas, pelo telefone. A resposta pública foi-lhe dada no discurso que Passos Coelho proferiu, em Viana do Castelo, muito didáctico, e foi negativa: "Não conte com o PSD para aceitar as novas medidas (negociadas/impostas?) pelos líderes da Zona Euro, reunidos no dia 11 de Março, em Bruxelas." Assim se abre, ao que parece, uma crise política, a juntar às outras que a precederam: financeira, económica (estamos a entrar em recessão), social, ambiental e de valores.
E agora? Ao invés do que parece, tudo ainda pode acontecer. Porque os Partidos da Oposição - todos - não querem ir para o Governo, nem assumir responsabilidades, numa situação que não é agradável para ninguém. O Presidente da República, perante o impasse criado, vai dissolver o Parlamento e provocar eleições? Para cairmos, no pior momento, numa campanha eleitoral, como a última presidencial, com as culpas atiradas uns aos outros, sem tratarmos dos problemas nacionais? E para quê? Para chegarmos, talvez, a resultados, mais ou menos, idênticos? Mas se o não fizer, deixa que o Governo - e o PS, o que é mais grave - fiquem a fritar em lume brando? Com que vantagem para o futuro?
As informações (poucas) que me chegaram da reunião de Bruxelas indicam que houve pela parte da União dos Estados da Zona Euro um pequeno passo em frente, incluindo, obviamente, a Senhora Merkel. Mesmo implicando as questões laborais, dadas as pressões dos Sindicatos europeus. Sócrates, entre os seus pares, foi dos que mais combateram quanto ao alargamento das competências do futuro Fundo Europeu. Foi importante e positivo. Mas tudo ficou em carteira, adiado, para debater ainda na próxima reunião dos dias 24 e 25 do corrente mês. Zapatero escreveu uma carta de aceitação prévia e, ao que me disseram - vale o que vale -, ficou bastante calado na reunião. Quando o que seria importante era que os dois Estados ibéricos exigissem uma política europeia convergente e falassem no mesmo sentido. Dar-lhes-ia, em termos europeus, uma importância redobrada. Temos connosco a Comunidade Ibero-Americana e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Não é pequena coisa, em termos europeus.
Veremos o que se passará nas duas próximas semanas, que serão decisivas para a União Europeia e, seguramente, também, para Portugal. (...)»
Leitura atenta do Chá Verde.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Coisas Realmente Importantes
















Japan radiation leaks feared as nuclear experts point to possible cover-up

Perante esta sucessão de trágicos acontecimentos - os sobressaltos e as arritmias deste nosso quotidiano são  relativos (para não dizer outra coisa).

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sábado, 12 de março de 2011

Exímio demagogo

«O discurso de posse do sr. Cavaco foi a repetição do que a direita, nomeadamente Paulo Portas, tem dito. [...] Cavaco chega tarde. Ou, mais precisamente, depois de sacrificar o primeiro mandato à reeleição, como disse com perfídia e justiça o dr. Jaime Gama.
Falta o resto. O Presidente da República apresentou um programa, mas com certeza se esqueceu que a Constituição não lhe permite executar qualquer espécie de programa. [...] Apesar do tom tonitruante, o discurso de ontem na Assembleia foi uma manifestação de fraqueza. Lisonjeando a direita e hostilizando a esquerda, continua paralisado.
[...] O que pretende Cavaco, episodicamente mascarado de tribuno do povo, incitando Portugal a protestar contra o Governo da República? Pretende popularidade e tanta popularidade que o transforme no autêntico chefe da oposição. Nessa altura, se conseguir, dissolverá a Assembleia a favor de uma maioria que lhe obedeça. E ele é, como se sabe, desde 1985, um exímio demagogo
@ Da Literatura

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Tsunami hits Japan after massive quake

Imagem BBC


quarta-feira, 9 de março de 2011

Património?!

Rua Doutor Guilherme Poças Falcão, Ponta Delgada, Mar'11

terça-feira, 8 de março de 2011

O plástico não engana

Fotografia Mário Nelson Medeiros





















Nada tenho contra a tradição deste dia de Entrudo. Mas aos serviços municipalizados impõe-se a limpeza - imediata - dos despojos da batalha.

É o mínimo que se pode exigir a uma cidade que se diz (quer ou aparenta ser) cosmopolita.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Pausa
















A ler a actualidade que me é externa.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

3 - 7 = -4


















A propósito do anúncio de mais um Museu de Arte Contemporânea em São Miguel: esta será uma conta que ao invés de sumir vai subir.

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quarta-feira, 2 de março de 2011

120 anos do nascimento de Armando Cortes-Rodrigues


As comemorações continuam - de 28 de Fevereiro a 28 de Março, de 2ª a 6ª das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30 - com uma mostra documental e actividades educativas centradas na vida e obra do escritor @ Morada da Escrita.

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Trabalho de campo

Fotografia Francisco Botelho
















O Grupo Parlamentar do PS/Açores deu entrada hoje, na ALRA, a um diploma que fixa novas regras para a manutenção, sinalização e fiscalização dos percursos pedestres, que prevê a articulação entre as entidades públicas de Turismo, Ambiente e Florestas.

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Passado, presente e futuro



Na véspera do arranque das obras do Arquipélago, uma peça que faz a reconstituição do passado, olha o presente e perspectiva o empreendimento futuro.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

EDEN












Os Parques Naturais do Faial e do Pico ficaram nos lugares cimeiros do concurso para o representante português no programa europeu EDEN.

Mais uma distinção reveladora do bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela SRAM.

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Imperdível!





















Os trabalhos na Horta não me permitem ouvir Paolo Pinamonti esta noite na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

Uma recomendação em agenda até Julho.

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(In)coerência

«(...) Já não se entende que, perante uma proposta de alargamento desta remuneração aos funcionários das autarquias, recomendação feita pela Associação de Municípios, o PSD tenha votado contra no Parlamento. E menos se percebe ainda que, apesar de não concordarem, vários municípios de gestão social-democrata tenham decidido por em prática tal procedimento. O caso é ainda mais flagrante quando se analisa o município de Ponta Delgada. É então que surge a figura da "Olívia empregada", que justifica a inevitabilidade da remuneração compensatória por se tratar de uma lei e, como tal, ser obrigatória a sua aplicação. É bom lembrar que o Diploma que prevê o alargamento da remuneração compensatória aos funcionários das autarquias coloca nos municípios a "decisão de aplicar ou não a medida", e aliás, foi esse facto que, segundo o comunicado do Representante da República, justificou a sua promulgação imediata. (...) Afinal em que é que ficamos? Contra ou a favor? Contra, perante a opinião pública, fazendo o discurso de que há quem ganhe menos e que merecia um aumento de salário, mas a favor, das portas para dentro, quando toca aos seus? A coerência é um exercício de exigência e rigor político, por sinal difícil para alguns
Ou o mesmo é dizer que aquilo que é considerado injusto para os Açores é «justo» para Ponta Delgada.

(in)coerência da líder do maior partido da oposição nos Açores passou, nesta e noutras matérias, a ser norma.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Azores: A World Apart














Destaque na edição de Mar'11 da revista Islands.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

30 Anos, Academia das Artes dos Açores


















A Academia das Artes dos Açores foi fundada a 5 de Agosto de 1980, então com o nome de Academia Livre das Artes, tendo a sua denominação sido alterada em revisão estatutária realizada em 1995. Em 1989, foi considerada pessoa colectiva de utilidade pública pelo Governo Regional dos Açores.

Desde 1981, desenvolve a sua actividade no espaço da antiga Igreja de Nossa Senhora da Graça, junto ao Largo de Camões, em Ponta Delgada. Este imóvel, pertença da Região Autónoma, é parte integrante do antigo convento seiscentista da Ordem de Santo Agostinho e é actualmente ocupado, para além da Academia das Artes, também pelo Conservatório Regional de Ponta Delgada.

O processo de cedência do espaço da Igreja conventual à Academia das Artes dos Açores foi autorizado por via da intervenção apaixonada de Luísa Constantina - a sua fundadora -, junto do Governo Regional.

No decorrer destas três décadas foram inúmeras as obras de adaptação, remodelação e beneficiação realizadas neste espaço, com o intuito de aumentar a sua funcionalidade. Mais recentemente, em 2001, a Academia das Artes viu a sua área de gestão ampliada, através da cedência de mais cinco salas, após a transferência da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada para as novas instalações, o que veio permitir a melhoria da oferta e das condições dos ateliers desenvolvidos, nomeadamente, de Gravura, de Artesanato, de Pintura e de Teatro/Dança.

A Academia, como é popularmente conhecida, é uma associação sem fins lucrativos que, desde a sua criação, teve e tem como propósitos: o ensino, a formação, a promoção e a divulgação das Artes Plásticas, do Artesanato, do Património, das Artes de Palco, entre outras manifestações de índole cultural.

A ambição de fundir as tradições locais, artísticas e artesanais, com a contemporaneidade foi o fundamento que esteve na origem da Academia das Artes dos Açores e foi amplamente defendido pela sua mentora - a artista Luísa Constantina.

Em Novembro passado, na sessão comemorativa do 30º aniversário da Academia das Artes, foi lançado Um Pacto com as Artes, um livro da autoria da Professora Leonor Sampaio que é, nas palavras de Vítor dos Reis, «(…) uma viagem por trinta anos de vida de uma instituição e (…) um olhar sobre a obra e a personalidade da sua fundadora. (…)». Um registo que conta a «(…) história de uma instituição fundamental da cidade de Ponta Delgada e do arquipélago dos Açores» mas que é, simultaneamente, «(…) uma análise da arte, do ensino artístico e da cultura no período a que se reporta». E através do qual verificamos que o papel da ADA «(…) contribuiu decisivamente para a construção e afirmação dessa contemporaneidade».

O documento produzido por Leonor Sampaio é um instrumento fundamental para a compreensão do Presente.

A Academia já não é o único espaço de intervenção artística e criativa no arquipélago, mas não deixou de constituir-se, para os artistas locais, como um espaço de referência e um ‘porto de abrigo’. Aliás, na génese da sua fundação esteve o despertar da comunidade local para as Artes. Passados 30 anos, este desígnio cumpriu-se, em parte, subsistindo outros por concretizar, sendo que os pressupostos iniciais se mantêm actuais.

Nestes anos têm sido muitos os artistas acolhidos, entre locais e nacionais, consagrados e amadores, num espaço gerido de forma irrepreensível, sobretudo, pelo carácter voluntário e gracioso de quem tem estado à frente dos destinos da instituição.

A maioria dos artistas plásticos que hoje são referência nos Açores passou pela galeria da Academia das Artes, quer como artistas, quer como formadores e, muitos, como dirigentes.

Nesta medida, e como manifestado na reunião plenária de Janeiro’11 da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, pareceu de elementar justiça ao grupo parlamentar do Partido Socialista apresentar um voto de congratulação pelo 30º Aniversário da Academia das Artes dos Açores, realçando o contributo, o ‘inconformismo’ e a importância da Academia e dos seus dirigentes, ao longo destas três décadas ao serviço do ensino e da divulgação cultural nos Açores.

* Publicado na edição de 17 Fev'11 do Açoriano Oriental

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tabu

A foto da semana do AO revela - na legenda - um 'assunto tabu' e que foi pouco ou nada discutido. Fica o rescaldo para memória futura.

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cidadania activa

«(...) Os centros históricos são espaços urbanísticos sujeitos a equilíbrio que muito tem a ver com as suas características e dimensão e não devem ser lugares abarrotados de funções que os desumanizem, votando-os em certas horas à solidão ou, por contraste, ao excessivo ruído e utilização penalizadora das suas características ambientais. A avaliação urbanísticas das potencialidades de intervenção no centro histórico conduzirá a uma estratégia e, pelo que me é dado observar, concluo que Ponta Delgada não possui uma estratégia condizente com as suas capacidades e qualidades como espaço urbano especial. (...)»
Intervenções como esta têm a capacidade de promover reflexões e gerar alguns movimentos de cidadania activa. Este excerto de um artigo do Arquitecto Soares de Sousa é, disso, um bom e 'raro' exemplo.

Pena é que não haja um banco de jardim que faça com que a população de Ponta Delgada dê o corpo ao Património.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Matadouro: insistir no presente envenenado

«(...) Finalmente o tribunal decidiu. Felizmente a decisão não foi favorável a quem se prontificou oferecer aquilo que não tinha a certeza lhe pertencer. Por sinal, os mesmos que, por outro lado, teimam em não "abrir mão" naquilo que por direito podem, e devem! Tão ou mais esquisito foi assistir ao insistir nas "ofertas envenenadas". Bondade não é com certeza! Assim fora, e bem mais fácil do que instigar "boas vontades alheias" seria mimosear ofertando aquilo que é desejado (o Centro Cultural de Santa Clara e a forma como é gerido), ou, simplesmente, cumprir aquilo que há muito anda a ser adiado: a questão da 2ª Rua de Santa Clara (é só mais um exemplo). A requalificação da zona do "Matadouro", uma área bem maior do que parece, é muito importante para Santa Clara. Importante e urgente. Claro que não será outro "Açores Arena" aquilo que mais falta faz à freguesia. O "Matadouro" deverá ser também uma oportunidade para intervir urbanisticamente em Santa Clara (é bom não esquecer que a Canada da Carreira do Tiro só é "beco sem saída" porque entronca com o "Matadouro") e a ocasião que não pode ser negligenciada! (...)»
A entrada quinzenal de João Pacheco de Melo no AO - um contributo para que este episódio não passe...ao largo.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Banda sonora para hoje

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boas notícias








Os Açores vão acolher em Novembro'11 o maior evento anual no âmbito dos organismos de cooperação inter-regional da Europa - a Assembleia-Geral da Assembleia das Regiões da Europa (ARE).

Esta ocasião simboliza reconhecimento e prestígio. E é, simultaneamente, um desafio e uma oportunidade singular de promoção e visibilidade do Arquipélago.

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Não! Sim?! Falta de solidariedade ou desorientação?!!

* Extracto da entrevista de BC ao AO de 06 Fev'11
 
















Apesar do estoicismo latente não há bancada que suporte tamanha falta de solidariedade (e confiança) por parte da líder do partido.

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sustentabilidade

Foto SIARAM - Lagoa das Empadadas, São Miguel















Uma notícia que demonstra a importância do sector florestal na economia do arquipélago, bem como, a sua sustentabilidade industrial e coexistência, mais ou menos pacífica, com ecossistemas sensíveis.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

A propósito da Casa de São Bento em Ponta Delgada

Foto Rita Dourado, 06 Fev'11
















Um texto assinado por Isabel Albergaria que levanta muitas questões sobre a importância dada ao Património edificado - aquele que importa preservar em detrimento de certa e determinada construção, edificação ou recuperação dita 'moderna', que pouco ou nada acrescenta, não respeita o lugar e que, na maior parte das vezes, não é contemporânea, nem tenta sê-lo.

* O alerta do reporter em Fev'08

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

2º dia @ Pico

Foto Pedro Caetano - Pico, Fev'11










Programa para hoje_

11h30 – Painel “Desafios para a Competitividade

Sandro Paím Presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores
Vieira da Silva Ministro da Economia
Vasco Cordeiro Secretário Regional da Economia

Moderador José do Rego

18h30 – Encerramento das Jornadas Parlamentares com a presença do Presidente do PS/Açores

Intervenção Líder Parlamentar Berto Messias
Intervenção Presidente do PS Açores Carlos César

Local: Sala de Reuniões da Câmara Municipal da Madalena

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

@ Pico





















Jornadas Parlamentares do Grupo Parlamentar do PS com o Emprego e a Competitividade na agenda: o programa completo aqui.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Natal é quando um homem quiser *















Podia ser um flagrante X mas não é. Há quem, felizmente, tenha reparado que o Natal, em Ponta Delgada, está na rua deste Outubro, foi inaugurado em Novembro, passou por Dezembro e já vai em Fevereiro. Mais um pouco e podia ficar todo o ano...quiçá!

* O sentido não era para ser levado...à letra

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desassombro







Entre o arrependimento e a aplicação. No meio - do diz que disse - fica a cautela.

Aguardo com expectativa o final deste desassombro e o que dirão, então, alguns escribas de serviço.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Again and Again

Foto Helder Blayer
















 A avaria não é de hoje e a chamada de atenção também não. Pelos vistos este incómodo arrisca-se a ser permanente.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O lado orgástico da ida do Coelho à Coelha

A ler quem ainda não leu.

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Mergulhar com tubarões é nova aposta turística nos Açores


A inovação da oferta turistica é fundamental para captar e aumentar o fluxo de turistas com destino ao arquipélago, alimentando 'nichos' específicos, agregados ao turismo de natureza.

Esta iniciativa é de saudar, apesar do 'risco' associado.

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sábado, 29 de janeiro de 2011

O Presidente perdido

«(...) E assim o homem, que devia assegurar a estabilidade da República, acabou em cinco anos por a comprometer. Como se chegou a isto? Como ele próprio percebeu, pela prudência. (...)»
A ler - sempre que posso - Vasco Pulido Valente e a sua percepção incontida @ Público.

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Passe Social, socialmente justo

Imagem Infomail














O grupo parlamentar do Partido Socialista aprovou, em Junho de 2009, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, um Projecto Resolução para a implementação de um 'Passe Social', de abrangência regional, para os utentes do sistema de transporte colectivo de passageiros.

O cumprimento desta iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, acontece no tempo certo e numa época de crise generalizada, em que importa atenuar os efeitos decorrentes da falta de liquidez com que somos confrontados diariamente, sobretudo pelo aumento do custo dos bens essenciais. Daí que, a entrada em vigor do novo sistema de tarifários no transporte terrestre de passageiros na ilha de São Miguel, a partir do próximo mês de Fevereiro, afigura-se ainda mais importante, pois permitirá aumentar o rendimento disponível das famílias e dos agregados familiares mais carenciados e que são, por regra, aqueles que mais utilizam a rede de transportes públicos.

O novo modelo que está projectado e que foi apresentado pelo Governo dos Açores, no passado dia 7 de Janeiro, na Central de Camionagem da Ribeira Grande, representa uma 'revolução' na abordagem ao transporte colectivo de passageiros no arquipélago, permite reduções substanciais nos custos (fixos) familiares com transportes e é uma primeira medida, inserido num conjunto de outras iniciativas, que ambiciona o incentivo e a promoção da utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte privado.

Aliás, e como referido pelo Presidente do Governo dos Açores, esta é "uma reforma de enorme alcance social" por via da introdução de novos conceitos no sistema de tarifas, reflectidos nos descontos substanciais em todos os percursos e na possibilidade de, a partir de agora, ser possível efectuar viagens ilimitadas. A título de exemplo, um utente que resida no Nordeste e que adquira um dos novos passes '30 dias', para um percurso até Ponta Delgada, terá uma poupança de quase € 1000 por ano, enquanto os utilizadores dos transportes entre Ponta Delgada e a Vila Franca pouparão cerca de € 600.

É este o alcance a que a iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista se propunha.

O esforço previsto para o incremento desta medida rondará o meio milhão de euros e, como foi dito, e bem, por Carlos César, "o importante é pensar" e por intermédio de "volumes financeiros que não são desproporcionados" é possível "introduzir benefícios junto das famílias e junto das pessoas", sendo que estes "são muito significativos para as suas economias particulares".

O arranque deste novo modelo será efectuado em São Miguel, por ser o modelo mais complexo e que origina um maior fluxo de passageiros - cerca de 70% do total regional - para depois ser alargado ao todo regional.

O Governo dos Açores fez depender a aplicação desta medida da conclusão de um estudo de mobilidade. Esse estudo não visou apenas a introdução do 'Passe Social' mas, sim, efectuar uma ampla reflexão em torno de um modelo mais eficaz para o transporte terrestre de passageiros, para São Miguel e para as restantes ilhas do arquipélago.

Com a entrada em vigor do 'Passe Social' o processo não termina. Assistimos, isto sim, ao início de um processo, que, como já disse e agora enfatizo, irá revolucionar a forma como olhamos os transportes públicos e a forma como lidamos com eles. E num futuro, que se deseja próximo, poderemos circular de forma mais rápida, mais económica, mais ecológica e com maior conforto, fruto da concessão de incentivos financeiros ao abrigo do Sistema de Incentivos à Redução do Impacto Ambiental e Renovação das Frotas no Transporte Colectivo Regular de Passageiros (SIRIART).

Com a recente subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, torna-se imperioso, agora, mais do que nunca, adequar o serviço público de transportes colectivos à relevância social que ele exerce no contexto regional e, em concreto, no incremento da competitividade económica regional e na melhoria da qualidade de vida das populações.

Tal como tem sido sempre referido pelo Partido Socialista, a entrada em vigor desta iniciativa reveste-se de uma profunda justiça social, sobretudo, pelo contributo efectivo que introduz em termos de coesão social e territorial.

E, nesta medida, o sentimento do grupo parlamentar do Partido Socialista é de grande satisfação pelo desfecho agora alcançado, ao contrário do PSD/A, que se absteve em plenário, por divergências relativas ao nome atribuído ao 'Passe', e não partilhará, presumo, desta conquista e deste contributo em prol de uma contínua melhoria do quotidiano dos Açorianos.


* Publicado na edição de 26 Jan'11 do Açoriano Oriental

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Açores: 100 anos de República





















A Direcção Regional da Cultura dá continuidade, em 2011, às Comemorações do Centenário da República  com a realização do Ciclo de Conferências - Açores: 100 anos de República.

Para seguir com detalhe no Centro de Conhecimento dos Açores.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O 'rancor' não augura nada de bom

«(...) Terminado o acto eleitoral, devo felicitar o candidato, como fiz, aliás, há cinco anos, como candidato derrotado. Trata-se de um ritual democrático, que deve ser respeitado, porque em democracia, os políticos, dos diversos partidos e os independentes, não se consideram inimigos, mas tão-só adversários ocasionais.

Estranho e lamento que o candidato Cavaco Silva não o tenha feito, no passado domingo, em relação aos seus adversários. Como aliás lamento os dois discursos que proferiu no momento da vitória. Em lugar de ser generoso e magnânimo para com os vencidos, foi rancoroso. O que, além de lhe ficar mal, quanto a mim, representa um erro político grave que divide Portugal precisamente quando mais o devia unir.

A verdade é que as últimas eleições mostram que o nosso país está mais dividido do que nunca. E, além disso, desorientado. Por isso, o Presidente ora reeleito deveria ter feito um discurso positivo, voltado para o futuro, e não um discurso que divide mais os portugueses, com a agravante de que, feitas bem as contas ao volume da abstenção, a metade que votou nele está longe de ser maioritária...

Nesse aspecto, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, marcou um contraste com o candidato Presidente, tendo proferido um discurso politicamente responsável, muito equilibrado e inteligente. (...)».
A opinião eloquente e sensata de Mário Soares, hoje publicada com o DN.

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Onde se vota?











Nos Açores, faltam 2 horas para o fecho das urnas. Mais informações onde votar aqui.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Surfing the Azores















Parte da diversificação da oferta turística do arquipélago - que se quer sustentável - passa por aqui.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por Alegre, por Portugal e pelos Açores















Dia 23 vou votar Manuel Alegre, pois "mais do que nunca é preciso restituir à política uma dimensão humanista".

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Boas razões


Para, no próximo domingo, (não) votar em Cavaco Silva.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Virtual, mas nem tanto


No entanto, há quem negue as evidências.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Festa





















A Cultura e os Açores com Alegre esta 4ª feira, pelas 21h30, no Teatro Ribeiragrandense.

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sábado, 15 de janeiro de 2011

Onde pára a coerência?

«(...) Ora o que é espantoso é que o Cavaco Silva candidato é o mesmo que há cerca de um mês se vangloriou de ter promovido o acordo entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho, mediado pelo seu amigo Fernando Catroga, que possibilitou a aprovação do Orçamento do Estado para 2011 em que esses cortes salariais são decretados. De facto é lamentável ver um político com história e um estadista ceder ao facilitismo pela caça ao voto
É por isto que eu não voto Cavaco!

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cavaco

«A principal - talvez única - proclamação política de Cavaco Silva para esta campanha foi considerar que Portugal deveria abster-se de comentários sobre a situação política na Europa e a crise do Euro. Segundo ele, tais comentários seriam entendidos como “insultos” pelos investidores internacionais e deixar-nos-iam à mercê da retaliações destes - com juros mais altos sobre a nossa dívida.

Silêncio contra segurança - eis o que nos propõe Cavaco.

Esta não é só uma atitude calculista e timorata. É também politicamente ignorante ou - pior ainda - de má-fé, ao promover a ignorância política sobre o que se passa fora das nossas fronteiras. Portugal precisa - e nos próximos meses mais ainda - de ser representado por quem tenha coragem, clareza, e vontade de se fazer ouvir. Não há neste momento assunto mais importante do que a crise do euro e, nesse assunto, Cavaco está profundamente errado. Portugal não pode limitar-se a comer e calar; ou a aceitar as pressões para recorrer ao FMI (com que a França e Alemanha tentam, somente, evitar que o contágio chegue à Espanha). Portugal precisa de alguém que, dentro e fora de fronteiras, explique que este estado de coisas põe em causa a União Europeia, fazendo de nós vítimas pelo caminho.

Cavaco, pela sua própria admissão, não é essa pessoa. E por isso não o deveríamos reconduzir em funções.

Esta é a principal razão política; mas a campanha também tem revelado, nas suas atitudes, este mesmo Cavaco subserviente perante o poder quando não o tem e arrogante perante os outros quando o tem.

A sua fuga ao assunto das ações de favor do BPN foi especialmente reveladora destes traços de caráter. Cavaco deixa cair tudo e todos na lama desde que ele não se suje. Alegou que não era responsável por aquilo que ministros seus fizeram vinte anos depois. Mas esqueceu-se de que Oliveira Costa foi elemento da sua comissão de honra já depois de lhe ter vendido abaixo de preço as ditas ações - e já quando o BPN tinha levantado suspeitas de gestão danosa, patentes na imprensa da época e bem conhecidas do meio.

Depois deste primeiro estratagema de fuga, Cavaco tentou lançar a dúvida sobre a atual direção do BPN, esquecendo que foi a anterior - cheia do seu pessoal político - que deixou ao país um buraco de 5,5 mil milhões de euros onde caberiam o novo aeroporto inteiro e mais dinheiro do que seria necessário para fazer o TGV. Talvez sem esse buraco os investidores internacionais que tanto o preocupam deixassem o país mais descansado.

Nada disto preocupou Cavaco quando aceitou favores do BPN. Nem fez perguntas. Talvez não quisesse “insultar” os investidores que tão pressurosamente lhe davam 140% de lucro.

Para coroar o desplante, deu esta resposta: “costumo dizer que quem quiser ser mais honesto do que eu tem de nascer duas vezes”. Uma frase que define Cavaco. Comprá-lo por aquilo que ele vale e vendê-lo pelo que ele pensa que vale deve dar mais do que 140% de lucro».
 Rui Tavares no Público (10 Jan'11)

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Boas notícias


A inauguração da Casa Manuel de Arriada está prevista para o último trimestre de 2011. O anúncio foi feito, esta semana, pelo Director Regional da Cultura durante a apresentação do projecto para a 'exposição permanente'.

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Contracorrente

«(...) Ao contrário do que pode parecer evidente para os mais curtos de visão e adeptos de bailaricos e fogos-de-artifício a crise do país não deve significar a morte da Cultura, antes pelo contrário. 2011 pode e deve ser o ano da Cultura em contra-ciclo com o estado de alma em que estão mergulhados os portugueses. Esta tristeza generalizada que se apossou do país e deixa-nos a todos cada vez mais sorumbáticos e assustados. E esse medo tem reflexos na retoma do país. Esse medo faz-nos retrair no consumo, impede investimentos, debilita ainda mais a nossa capacidade de enfrentar o dia-a-dia. Neste ano de anunciada desgraça que se promova a Cultura, que se apoiem criadores conceituados e incentivem os novos talentos. Ao invés de cortarem nas exposições, nos concertos, nas artes de palco em geral, nas artes plásticas, que se faça precisamente o contrário. (...)»
Fiquei deveras satisfeito com o último editorial de Paulo Simões pois, aparentemente e ao contrário de alguns, há quem, como eu, considere a Cultura como um bem indispensável e não tenha pudor em afirmá-lo.

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A ler

«(...) temos o dever de dizer aos trabalhadores que se a direita está unida, chegou a hora de unir a esquerda e unir a esquerda é votar no único candidato que tem condições para obrigar a uma segunda volta. Unir a esquerda é votar no candidato que dedicou toda uma vida na luta pela liberdade e pela democracia. Unir a esquerda é votar no candidato que nos traz a esperança de um cumprimento integral da Constituição, é votar no candidato que defende políticas de solidariedade, que defende o serviço nacional de saúde e a escola pública de qualidade
Uma das muitas referências certeiras de ontem à noite.

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domingo, 9 de janeiro de 2011

Agenda para hoje




«(...) É preciso continuar a apoiar o aprofundamento das autonomias regionais, com sentido de solidariedade e exigência, como expressão de especificidades que ampliam a nossa geografia e a nossa história e enriquecem a diversidade do todo nacional. (...)»
O início da campanha eleitoral é hoje e é, à semelhança do que aconteceu com a formalização da sua candidatura, nos Açores.

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Faltam 23 dias

Fonte AO















A ilha de São Miguel com o novo mapa de preços do 'Passe Social' na contraposição directa com os valores em vigor.

Esta visualização permite-nos compreender melhor o alcance da medida e a poupança (aos utentes) que a mesma originará.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Passe Social

O Projecto de Resolução do GPPS foi hoje concretizado através da apresentação pública do novo Passe Social nos transportes colectivos de passageiros da ilha de S. Miguel.

Esta medida é uma revolução na abordagem ao transporte colectivo de passageiros, permite reduções substanciais nos custos familiares com transportes e é uma primeira medida, inserido num conjunto de outras iniciativas, que pretende o incentivo à utilização dos transportes públicos em detrimento do transporte privado.

Destaco ainda, e parafraseando o que disse em Abr'09, o facto da aplicação desta medida constituir-se como um factor de «(...) justiça social, quer pelo contributo efectivo que introduz em termos de coesão social, quer pelo de ordem territorial».

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inauguração












Com o candidato/presidente em pré-campanha nos Açores é inaugurada hoje, pelas 18h30, no Solmar Avenida Center, em Ponta Delgada, a sede de campanha de Manuel Alegre.

A altura não podia ser melhor, na medida em que há que lutar por uma alternativa aos dossiers.

A mobilização é tod@s!

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Coerência

«(...) São generalizadamente aceites, pela União Europeia e por instâncias nacionais, os considerandos que afiançam a existência de um custo de vida superior nas ilhas face a Portugal continental, e que determinam uma desvantagem permanente que sobrecarrega as pessoas e as empresas. Ainda recentemente o Estado reconheceu, para efeitos de valor de financiamento de habitações, que o custo de construção/aquisição de uma habitação nos Açores é 35% superior à generalidade do país. Fazer equidade implica, em regra, tratar de forma diferente o que não é igual. (...)»
A ler na íntegra o esclarecimento de Carlos César, publicado com o Açoriano Oriental do passado dia 01 Jan'11, a respeito da aplicação da Remumeração Compensatória aos «(...) trabalhadores que iriam ver os seus vencimentos reduzidos em 2011, que não os fará receber mais mas tão só não receber menos».

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Reciprocidade





















2011: Não me dês Cavaco.

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