sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Golpada

Campo de São Francisco, Ponta Delgada, Maio'2011
Durante os próximos 4 meses as "Noites de Verão", no Campo de São Francisco, ocultam o degredo a que - este espaço - está votado a maior parte do ano.

O início das hostilidades acontece esta noite. A música é boa mas não resolve a golpada do município em relação a um dos espaços mais simbólicos de Ponta Delgada.

A cidade e os munícipes merecem melhor!

#

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Apreensão













O próximo futuro...foi hoje assinado. Este é dos casos em que a imagem dispensa muitas palavras, aqui socorro-me apenas de 1 - apreensão.

#

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dia dos Açores

Insígnia Autonómica de Valor












«(...) Não tememos, naturalmente, que a crise corroa a nossa identidade. Ela forjou-se precisamente na emergência de muitas crises pretéritas. À crise actual havemos de responder com pertinácia, engenho e teimosia, não esquecendo quem somos, nem a solidariedade devida ao país.  
Mas não podemos aceitar que a crise sirva de desculpa para retrocessos na marcha da Autonomia, recuos no caminho que esforçadamente trilhámos, machadada nos direitos que justa e tardiamente vimos reconhecidos. A nossa diferença impõe, bem como a nossa pequenez e relativa insignificância no peso das Contas Nacionais que não sirvamos de "exemplo pedagógico" para falsos corajosos, num aplicar cego de medidas que se querem gerais, sem cuidar de especificidades do que é diferente. É um risco que se corre quando ainda é a ignorância e o preconceito que guardam a "vinha" do Centralismo. ...)»
A (re)ler o discurso do Presidente da ALRAA a propósito do Dia da Região que este ano se realizou na Praia da Vitória (Terceira).

#

sábado, 11 de junho de 2011

Este pássaro vai longe















Publicado esta semana com as tentações da Sábado. A seguir com atenção.

#

quinta-feira, 9 de junho de 2011

70º Aniversário da RDP - Açores

No passado dia 28 de Maio comemoraram-se 70 anos sobre a inauguração do Emissor Regional dos Açores da, então, Emissora Nacional de Radiodifusão.  
Fundado a 28 de Maio de 1941, o antigo Emissor Regional dos Açores, mais tarde RDP/Açores, é hoje designado como Antena 1 - Açores.  
Esta efeméride foi marcada simbolicamente com a inauguração de uma exposição fotográfica com o registo de alguns momentos históricos do arranque da rádio pública no arquipélago, por exemplo, a implantação da primeira antena na Avenida Gaspar Frutuoso, inúmeras imagens de reportagens no exterior, os primeiros estúdios e de diversos equipamentos que marcaram estas décadas de serviço público.  
Foram, igualmente, recordados e homenageados alguns dos nomes que deram os primeiros passos da rádio nos Açores, muitas das vezes com meios precários mas com um generoso sentido de missão.
Paralelamente, decorreu no dia 28 de Maio uma emissão especial do programa Atlântida, dedicado às festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, e que serviu de mote para consubstanciar o espírito a que se presta o serviço público de rádio e televisão - unir todas as ilhas dos Açores e ligá-los ao Mundo.  
O serviço de rádio e televisão nos Açores é fundamental no atenuar das distâncias que separam as ilhas e como veículo privilegiado para ligar e mostrar o arquipélago às comunidades de emigrantes espalhadas pelo globo, com maior incidência para a América do Norte e no sul do Brasil.  
A tecnologia que está hoje à nossa disposição anula, em parte, estas distâncias, na medida em que a agenda política e social local está disponível em tempo real, independentemente do fuso horário em que nos encontremos.  
Mais do que nunca convém afirmar a importância deste serviço, numa altura em que o país enfrenta uma grave crise económica e com recursos financeiros condicionados, tornando difícil a necessária reconversão de equipamentos e instalações, para que os profissionais que lá desenvolvem a sua actividade o possam realizar da melhor forma possível, situação agravada com o fantasma da privatização da RTP no horizonte.  
Pelo contributo e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido até esta data e como estímulo, relativamente, ao futuro próximo, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, propõe que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, reunida em Plenário, aprove um voto de congratulação pela passagem do 70º Aniversário da RDP - Açores e dele dê conhecimento à administração a RTP, SA, e ao director do Centro Regional dos Açores.
Voto de congratulação apresentado hoje pelo GPPS na ALRAA.

#

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O lado negro da força













Este cenário é, no mínimo, terrifico e não augura nada de bom.

#

segunda-feira, 6 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Defender os Açores
















A campanha eleitoral decorre sob a égide do acordo com a tríade - FMI, UE e BCE, mas há quem prometa o que não pode cumprir e, mesmo assim, ainda arrisque um pouco mais. Infelizmente, o período de pré-campanha esgotou, em parte, os argumentos que agora estão na rua. Mais do que as picardias político-partidárias, as pessoas desejam ser esclarecidas e, sobretudo, que os partidos se entendam em prol de um bem comum. Pois, sem isso, governar será insustentável, como já se comprovou.

Nos Açores, alguns partidos e candidatos andam desfocados do objecto desta eleição e convém relembrar, em particular ao PSD/A, que ainda estamos no ano da graça de 2011 e não em 2012, e que o que está em disputa é a eleição de 5 representantes dos Açores à Assembleia da República. Quando ouço falar em promoção dos produtos regionais, na atribuição de terras aos beneficiários do RSI, dos milhões associados ao projecto SCUT, do modelo de transportes inter-ilhas e de outras bizarrias que têm feito a agenda noticiosa desta campanha, parece-me que o único papel a que os candidatos da oposição se prestam é o de potenciarem o tempo de antena proporcionado pelo acto eleitoral para urdirem a crítica (re)corrente, e de âmbito local, ao Governo Regional.

Portugal vai a votos depois de toda a oposição ter chumbado o último PEC, forçando a demissão do Primeiro-Ministro, arrastando o país para uma crise política indesejada e para uma ‘inevitabilidade’: o recurso à ajuda externa, após um ataque especulativo dos mercados internacionais, por intermédio da subida vertiginosa dos juros associados à emissão de dívida soberana, tornando, ainda mais, incomportável o financiamento do país por esta via.

Ninguém assume que as coisas se tenham passado desta forma. E mais: ninguém assume que existe uma crise financeira internacional, que atinge a maioria dos países da Europa, colocando em sério risco o projecto europeu tal como foi concebido e como o conhecemos. Para alguns, a crise deve-se, não à falta de dinheiro, mas à forma como ele é gasto. Miguel Esteves Cardoso escreveu, por estes dias, no Público, algo que sintetiza e concretiza este ‘devir nacional’: «(…) O objectivo não é poupar ou ganhar dinheiro – é redistribuir o dinheiro que já temos, sabemos lá como, de uma maneira mais justa, inteligente e favorável à causa de cada um. Assim, sabendo empregá-lo, contornamos o facto desse dinheiro não existir. E vamos-nos distraindo e defendendo, pensando que o problema é não sabermos gastar melhor o dinheiro que não só não temos mas somos, cada vez mais, obrigados a comprar por um preço que não somos capazes de pagar».

Apesar da crise que perpassa tudo e todos acredito que, nos Açores, o Partido Socialista é o mais bem colocado para, legitimamente, defender os interesses do arquipélago em Lisboa, como o tem feito até aqui, com os bons resultados que se conhecem. Os tempos não estão para líderes ‘sem espinha’ e que tacticamente mudam de opinião entre o soundbite da manhã e o discurso da noite.

Parafraseando Albert Einstein, “o único lugar em que o sucesso aparece antes do trabalho é no dicionário”. A mensagem vai directa para quem, em Lisboa, nada tem feito pelo arquipélago e apenas se submete aos passos do partido. Por isso, e mais do que nunca, justifica-se, no próximo dia 5 de Junho, premiar o Partido Socialista por, incondicionalmente, Defender os Açores.

* Publicado na edição de 01 Jun'11 do Açoriano Oriental
 
#

terça-feira, 31 de maio de 2011

@ Nordeste















A protecção social foi hoje eleita como 'marca' da campanha socialista no concelho do Nordeste (ilha de São Miguel).

#

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sócrates recebe apoio de agentes da cultura















A defender o que para uns não é (nunca foi e será) prioritário.

#

sábado, 28 de maio de 2011

Desculpe, importa-se de repetir?!

Carapacho, ilha Graciosa
















Declarações de Berta Cabral:
«A presidente do PSD/Açores criticou hoje o facto de as termas do Carapacho, na ilha Graciosa, “se encontrarem ainda em fase de obra, e fechadas, quando estamos em pleno Verão”, sendo “de estranhar que investimentos tão avultados e importantes não tenham sido bem planeados”, numa situação que se estende “a outras estruturas da ilha, que têm obras ainda a decorrer, para reparar erros de projecto”, declarou.
Concretamente sobre as termas do Carapacho, Berta Cabral reiterou que “deveriam funcionar como uma âncora para o turismo local, inserindo-se numa estratégia de turismo de saúde e bem estar, uma aposta que se estende a outras ilhas mas que tem particularidades aqui na Graciosa, pelo que é urgente que abram e sejam postas à exploração estruturas deste género, mas a tempo e horas e não quando estamos a mais de meio do Verão”, explicou.»
Declarações do deputado João Bruto da Costa:
«(...) Nesta obra de ampliação das termas do Carapacho, o Governo decidiu, e bem, avançar com a protecção costeira e arranjos na Zona Balnear.
Mas se decidiu bem, pior o executou!
A obra que está a ser executada nas piscinas do Carapacho, a ficar como está, é lastimável, é uma asneira, para dizer o mínimo.
É a completa descaracterização daquele local, sem ganhos que o justifiquem!»
Declarações de Mota Amaral:
«(...) O social-democrata realçou "a grande importância do termalismo no desenvolvimento do turismo nos Açores", elogiando "os passos positivos, que estão a ser dados para transformar uma especialidade das nossas ilhas numa fonte de bem-estar para as suas populações, mas também aproveitando a variedade de ofertas que são um atractivo para quem nos visita", explicou.
O candidato do PSD viu, "com satisfação, que a forma de aproveitamento destes recursos naturais está, de facto, a ser bem integrada na nossa oferta turística, uma realidade que se tem verificado", avançou.»
A cegueira partidária e a necessidade de aparecer dão nisto. Como se tem visto e ouvido esta campanha eleitoral do PSD/A é uma enorme manta de retalhos.

#

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Orientação precisa-se







Retirado daqui.

#

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Who ever said that wisdom rules the world?

«(...) After the creation of the euro in 1999, European nations that had previously been considered risky, and that therefore faced limits on the amount they could borrow, began experiencing huge inflows of capital. After all, investors apparently thought, Greece/Portugal/Ireland/Spain were members of a European monetary union, so what could go wrong?  
The answer to that question is now, of course, painfully apparent. Greece’s government, finding itself able to borrow at rates only slightly higher than those facing Germany, took on far too much debt. The governments of Ireland and Spain didn’t (Portugal is somewhere in between) — but their banks did, and when the bubble burst, taxpayers found themselves on the hook for bank debts. The problem was made worse by the fact that the 1999-2007 boom left prices and costs in the debtor nations far out of line with those of their neighbors. (...)»
Leitura obrigatória e sábia de Paul Krugman, no NY Times e no i na versão portuguesa, para o posicionamento das instâncias bancárias europeias perante a crise económica que assola a Europa.

#

terça-feira, 24 de maio de 2011

@ Dezeen

Fotografias Iwan Baan














A reportagem completa em full colour @ Dezeen.

#

segunda-feira, 23 de maio de 2011

On the Road

Socas - Livramento, Ponta Delgada, Maio'2011
















O arranque para 2 semanas na estrada a Defender os Açores.

#

domingo, 22 de maio de 2011

Está quase tudo...aqui





















De religioso já pouco ou nada tenho. No entanto, há coisas que quotidianamente sigo. O MEC é uma delas.

#

sábado, 21 de maio de 2011

*****




















Os parabéns aos proprietários e ao arquitecto pelo projecto e pelas fotografias (que não foram tiradas ao acaso).

#

quinta-feira, 19 de maio de 2011

”Um Novo Ciclo, para Vencer Novos Desafios”




















O ciclo de conferências - que hoje arranca na Horta - pretende constituir-se como um momento de reflexão e de recolha de contributos da sociedade civil, como resposta aos desafios que se colocam no próximo futuro da Região Autónoma dos Açores.

#

quarta-feira, 18 de maio de 2011

The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding from You

«(...) The rush to build the filter bubble is absolutely driven by commercial interests. It’s becoming clearer and clearer that if you want to have lots of people use your website, you need to provide them with personally relevant information, and if you want to make the most money on ads, you need to provide them with relevant ads. This has triggered a personal information gold rush, in which the major companies – Google, Facebook, Microsoft, Yahoo, and the like – are competing to create the most comprehensive portrait of each of us to drive personalized products. There’s also a whole “behavior market” opening up in which every action you take online – every mouse click, every form entry – can be sold as a commodity. (...)»
A ler e a seguir.

#

terça-feira, 17 de maio de 2011

www.culturacores.azores.gov.pt



Um espaço que se pretende actualizado e que seja o canal de difusão de todos os eventos culturais que se realizam nos Açores.

Espero que, por esta via, se consiga uma melhor articulação de agendas.

#

domingo, 15 de maio de 2011

Cidadania activa

















Recomendado com amizade e pelo direito à indignação.

#

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Trabalho em curso

Antero por Urbano, Colecção da Escola Secundária Antero de Quental




















«(...) a criação de produtos identificativos do património cultural açoriano, permite ao Governo Regional convidar locais e visitantes a fazerem parte da história destas ilhas, vivendo-a.»
A Cultura e o Turismo lado a lado para dar a conhecer - a quem nos visita e às comunidades locais - o património que nos rodeia.

Um momento de particular satisfação.

#

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A propósito de Hitler (e de pentelhos)

«(...) São declarações como esta (e esta) que, ganhe quem ganhar, vão tornar o país literalmente ingovernável após as eleições. Não vai ser nada bonito e Catroga, nas últimas semanas, resolveu juntar-se ao coro de irresponsáveis. É uma tristeza e é indesculpável
Andava à procura de algo que reflectisse a perplexidade com que li as declarações do ex-actual-futuro Ministro das Finanças do PSD e dei com esta num léxico familiar.

#

terça-feira, 10 de maio de 2011

Boas notícias!

Fotografia Francisco Botelho
















A produção das duas centrais geotérmicas de S. Miguel, nos Açores, ultrapassou em Abril, pela primeira vez, a que foi gerada pela central termoelétrica em funcionamento nesta ilha, revelou hoje a Eletricidade dos Açores (EDA).

#

segunda-feira, 9 de maio de 2011

1º Roteiro Cultural dos Açores





















Do nascimento ao último percurso provável de Antero de Quental pelas ruas de Ponta Delgada até ao banco onde o poeta decidiu o lugar e tempo para matar-se, a primeira publicação do projecto "Roteiros Culturais dos Açores" 'traça' os lugares da cidade marcados pela vida do poeta. Em mapa anotado, com fotografias, uma resenha histórica e tábua cronológica dos passos do também filósofo.  
O desdobrável é o primeiro de vários que se vão seguir, em tornos das vidas de personalidades do Açores que marcaram e foram marcadas pelas cidades e ilhas onde viveram.  
Em fase de preparação, prevendo-se a sua publicação até Outubro próximo, estão já os Roteiros Culturais de Vitorino Nemésio e Manuel de Arriaga, sob orientação científica de Luíz Fagundes Duarte.  
A apresentação pública deste roteiro a que o AO teve acesso, será feita na próxima sexta-feira, dia para o qual também está prevista uma reconstituição dos últimos passos do poeta. "Fazendo uma viagem que se supõe que Antero de Quental terá feito justamente antes de se suicidar no Campo de São Francisco", revela o director regional da Cultura.  
Jorge Paulus Bruno, questionado sobre a utilidade do uso deste roteiro por parte de guias turísticos para, por exemplo, trilhar esses percursos, diz que é, precisamente, umas das utilizações que pode ter. "Esse é um dos objectivos consignados no Plano de Governo, associar também cultura ao turismo, trabalharmos em conjunto", afirma Paulus Bruno, acrescentando que estas publicações permitem aos guias turísticos ou a qualquer visitante dispor de uma "ferramenta" que permite "rever a memória de determinadas personalidades, não só percorrendo sítios que eles percorreram mas, acima de tudo, terão conhecimento dos ambientes, de um modo que hoje em dia é possível revê-los, que eles frequentavam naquele tempo."  
Este primeiro roteiro está a ser colocado nas Lojas de Cultura instaladas nos centros periféricos da Direcção Regional da Cultura (museus e bibliotecas públicas), nas livrarias comerciais, postos de turismo e também estão a ser enviados exemplares para os estabelecimentos hoteleiros da Região.  
Os conteúdos do roteiro vão, igualmente, estar disponíveis no Portal Cultura Açores que também será apresentado ao público durante esta semana.  
Recorde-se que a criação dos Roteiros Culturais dos Açores resulta de uma iniciativa do Grupo Parlamentar do Partido Socialista em 2010 na Assembleia Legislativa Regional. O projecto de resolução, apresentado pelo deputado Alexandre Pascoal, propunha "complementarmente à criação do Roteiro Anteriano, a requalificação do Largo da Esperança, situado no Campo de São Francisco, através da colocação de uma placa identificativa e de homenagem junto ao banco, onde Antero se suicidou".
Olímpia Granada na edição de hoje do Açoriano Oriental.

#

domingo, 8 de maio de 2011

“Ninguém pode prometer o que não pode cumprir”

Miguel Relvas: "Não haverá aumento de impostos" com o PSD  
Ou o mesmo é dizer: «Faz o que eu digo, não faças o que eu faço».

#

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Coisas realmente importantes

Greece Considers Exit from Euro Zone
O fim do/a Euro(pa) tal como o/a conhecemos?!

#

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Enriquecedor





















Em Ponta Delgada, até à próxima 6ª feira, estão em disputa inúmeras Profissões.

Este evento constitui a validação da formação como um contributo para uma melhor integração dos indivíduos, num mercado de trabalho cada vez mais exigente.

Recomendo a visita.

#

terça-feira, 3 de maio de 2011

1º Acto












O primeiro acto da parceria entre a Fundação Medeiros e Almeida e a Direcção Regional da Cultura acontece hoje, em Lisboa, com a inauguração da exposição Serafins de Tomaz Borba Vieira.

Espero que a reciprocidade seja profícua.

#

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Insólitos



Este assunto deve constituir motivo de reflexão para quem tem responsabilidades na recolha de resíduos urbanos no concelho de Ponta Delgada.

Mas há uma dúvida que me assiste: porque é que este caso só foi notícia aqui?!

#

domingo, 1 de maio de 2011

Just for a Day



Esta entrada do Nuno remete-nos para um tempo com +/- 2 décadas - onde os discos eram comprados por catálogo sem direito a escuta prévia, o Blitz chegava com uma semana de atraso, a internet estava no domínio da ficção, a televisão = RTP/A (qual box Meo e Zon!), a rádio era pirata (e fazíamo-la nós mesmos), os concertos eram uma miragem e os The Stone Roses eram quase uma religião.

O meu agradecimento pessoal ao YouTube por tornar mais curtas as distâncias que nos separam.

#

sábado, 30 de abril de 2011

Cultura não é sinónimo de Gordura







Ministério da Cultura vs Secretaria de Estado  
A pretexto da crise e das profundas reformas que Portugal terá que continuar a introduzir na administração pública e na organização do Estado, surgem propostas de futuros governos, “magros e enxutos” como disse Passos Coelho, onde o Ministério da Cultura se reduz a Secretaria de Estado. Esta tese, defendida também pelo CDS, assenta na presunção de eliminar as “gorduras” e os gastos administrativos, sem uma reflexão mais séria e fundamentada, quer do ponto de vista financeiro, quer, muito mais grave, do ponto de vista político e programático.

Analisemos como os nossos 26 parceiros na União Europeia (a braços com a mesma crise que todos vivemos na Europa) encaram esta temática: 20 Países têm Ministérios da Cultura –, Espanha, Itália, Dinamarca, Grécia, Suécia, Irlanda (que promoveu a Cultura a Ministério, no pico da crise, com o FMI no país), Finlândia, França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica, e quase todos os da antiga Cortina de Ferro. Em 3 Países, a Cultura é associada à Educação – Áustria, Holanda, Chipre e … 2 países com Secretarias de Estado da Cultura - Malta e Hungria.

Dos 27 países da UE, apenas em dois, Malta e Hungria, a Cultura é atribuída a Secretarias de Estado. São estes os modelos que queremos seguir? É esta a ambição que merece um país com uma língua falada por 250 Milhões de pessoas espalhadas por 5 continentes?

É esta a estratégia de afirmação de um povo com 8 séculos de História e uma actividade criativa com presença regular nas listas dos mais importantes prémios internacionais de arquitectura, literatura, cinema, museologia, apenas para referir os mais mediáticos?

E com que argumentos? “Gordura”? A direita portuguesa prova assim que não integra no seu conceito ideológico a noção de que o valor simbólico global da Cultura é incomensuravelmente maior do que a soma das partes, que das suas linhas programáticas resulta o seu real valor civilizacional – a identidade global portuguesa, que assenta, única e exclusivamente, na sua Cultura. E que é a partir da sua identidade, reconhecível como um todo na sua transversalidade económica, na capacitação intelectual, respeitabilidade e atracção internacional, que Portugal tem a sua oportunidade de afirmação.

Foi com os governos liderados pelo Partido Socialista que se afirmaram as principais conquistas da Cultura em Portugal, porque o PS sabe que a consolidação da democracia depende do conhecimento, da coesão social através da coesão cultural, da integração multicultural, da educação do saber. Foi o PS que criou em 1995 o Ministério da Cultura (MC), uma medida fundamental numa democracia avançada, que introduziu profundas alterações no paradigma cultural português, a mudança do discurso político e a assunção de uma maior responsabilização do Estado nesta área.

Apesar do peso orçamental do MC não ser sempre compatível com a sua ambição, a sua acção é de enorme abrangência. Regula todo o Património, tangível e intangível, protege a língua e direitos de autor; gere, apoia e financia centenas de entidades culturais em todas as áreas, para além de manter compromissos internacionais relevantes, quer no quadro da UE, quer na CPLP, quer em outras organizações internacionais.

Em 1994, na última Secretaria de Estado da Cultura (PSD) com menos instituições e 25% de receitas próprias, gastou-se 61% do orçamento em funcionamento; em 2011, com muito mais obrigações a seu cargo, gasta-se 67%, com 41% de receitas próprias. Os gabinetes da MC e do SEC custam actualmente € 2.532.156 (inclui todos os custos com pessoal, estrutura, funcionamento, representação internacional). Em 1994, o gabinete do SEC custou € 2.346.528.

Analisando com seriedade, conclui-se que a extinção do MC teria um custo político e simbólico muito superior ao ganho orçamental. Ao invés de se eliminar um valor operacional determinante no Portugal que se quer para o futuro, num retrocesso sem real fundamento económico (que nem a direita europeia ousou), dever-se-ia antes defender o seu alargamento a áreas correlacionais, indissociáveis da sua acção, como o Audiovisual, a promoção cultural externa e o Turismo, cada vez mais centrado na oferta cultural. Em vez de se advogar a sua insignificância no quadro das políticas estratégicas de desenvolvimento nacional, dever-se-ia aumentar o seu peso e a sua abrangência. São questões civilizacionais, como esta, opções políticas de fundo, que têm sido defendidas em Portugal pelo PS e que importa ter em conta nos tempos que correm.
Artigo de opinião da Ministra da Cultura na edição de 28 de Abr'11 da Revista Visão.

#

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Irresponsabilidade & oportunismo

Tribunal Constitucional "chumba" revogação da avaliação de desempenho docente
O oportunismo político aliado a uma dose consistente de irresponsabilidade fez com que a 25 Mar'11 fosse revogado o sistema de avaliação dos professores, com os votos favoráveis de PSD, PCP, BE, PEV e CDS-PP e a oposição da bancada do PS e do deputado social-democrata Pacheco Pereira. Hoje esse acto foi considerado inconstitucional.

Numa altura em que tudo e todos apelam à responsabilidade, há quem não olhe a meios para manter os níveis de populismo.

#

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Livros: por entre stands e lançamentos

Stand 'Cultura Açores' na Feira do Livro de Lisboa
















Os Açores marcam presença na 81ª Feira do Livro de Lisboa, que arranca hoje e decorre até 18 de Maio, através do stand 'Cultura Açores'.

Esta tarde é lançado o livro 'Antologia Açoriana' de João Miguel Fernandes Jorge e Urbano na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.

Ainda esta 5ªfeira, pelas 21h00, o Instituto Cultural de Ponta Delgada apresenta Thomas Hickling - Subsídios para uma Biografia, da autoria de Henrique de Aguiar de Oliveira Rodrigues. A apresentação da obra estará a cargo de Margarida Vaz do Rego Machado, docente da Universidade dos Açores e directora do Centro de Estudos Gaspar Frutuoso.

Apesar de tudo, os livros estão bem e recomendam-se.

#

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Postura eucaliptíca

Maria José Cavaco As Minhas Casas Voadoras, 2001
















O final do plenário de Abril na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores ficou marcado pela discussão de um Projecto de Resolução com pedido de urgência e dispensa de exame em comissão, apresentado pelo Bloco de Esquerda, que recomendava a concertação entre o Governo Regional dos Açores e a Câmara Municipal de Ponta Delgada para a construção de um único Centro de Arte Contemporânea na ilha de São Miguel.

Os considerandos desta Resolução realçam o papel da Cultura como sector vital no desenvolvimento da sociedade, a importância do intercâmbio cultural e todos os benefícios que daí podem advir. Estes princípios são basilares e comungam daquilo que o Partido Socialista tem dito, defendido e executado enquanto governo na Região. Contudo, esta proposta contém 2 erros com os quais não concordamos e que a tornam extemporânea. O primeiro é o destinatário: pela forma como estava formulada deveria ser remetida à autarquia de Ponta Delgada e não ao Governo Regional. E porquê? E daqui resulta o segundo erro: há uma questão cronológica associada ao Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas que não é despiciente, na medida em que não estamos, ao contrário do que afirma o BE, numa «fase de poderem ser convertidos num só projecto». Isto porque o Arquipélago está em fase final de apreciação do concurso público para a empreitada de construção, cuja adjudicação deve acontecer nos próximos meses. Ao passo que o MAC (Museu de Arte Contemporânea) de Ponta Delgada está numa fase projecto e ainda não passou da ‘fotografia’.

Este projecto de resolução deu, igualmente, razão ao Partido Socialista quando no início de Março criticou esta opção camarária, na medida em que este investimento é revelador da ambição pessoal da presidente da autarquia e não salvaguarda a defesa do interesse público. Crítica consubstanciada pelo facto de estarmos a viver uma conturbada situação económica e financeira com fortes repercussões sociais, cujo desfecho se perspectiva incerto. Não tenhamos ilusões quanto a isso. E quanto aos argumentos utilizados em torno da aplicação estrita dos fundos comunitários, convém desmentir categoricamente esses ‘constrangimentos’. A Câmara de Ponta Delgada pode utilizar esses fundos em investimento de natureza diversa e não apenas na Cultura. Não vale pena justificar esta opção com recurso a ‘birras’ e com argumentação sem cabimento. Não estamos contra o investimento na Cultura. Mas, neste caso em particular, estamos a falar de projectos com prazos distintos e da duplicação de investimento, num sector altamente dependente dos apoios públicos. E, neste ponto, concordamos com o Presidente da Câmara da Ribeira Grande que a este propósito disse: «Questionamos se alguma Câmara Municipal dos Açores terá capacidade económica para garantir representatividade cultural de uma região através de um Centro de Arte Contemporânea?». Ele acha que não. Nós também.

Existe igualmente outro equívoco quando se compara os ‘dois museus’. Não estamos a falar de 2 espaços idênticos. O Arquipélago é um espaço de criação e residência artística, cujo projecto prevê, simultaneamente, a reabilitação de um importante património industrial. Espaço que pelo passado que teve transporta uma forte componente simbólica para o seu uso futuro. Espera-se que seja um espaço de confluências várias, de produção de conhecimento e constitua um ‘salto’ para o exterior. Comporta, igualmente, uma vertente expositiva pelo facto de ser o ‘guardião’ da Colecção de Arte Contemporânea dos Açores, um processo dinâmico e em construção. Por tudo isto parece-nos que estamos a falar de conceitos diferentes, num espaço finito e de recursos escassos. Mas que, no caso do Arquipélago, se perspectiva à escala regional, num projecto que extravasa em muito a fronteira concelhia.

A optar, como no final da discussão reconheceu a deputada Zuraida Soares, o projecto escolhido seria, na sua opinião, o do Governo Regional. Postura que aplaudimos. À margem dos que aproveitam esta época de constrangimentos para explorar populismos de ocasião e defender o corte cego nos investimentos da Cultura. Porque é que se quer sempre cortar na Cultura em detrimento de outros sectores da governação?! Numa altura em que múltiplos estudos indicam que se não usarmos «o casamento entre a cultura e a economia não conseguiremos que a sociedade portuguesa cresça»?!

Quem faz birra e, consecutivamente, se contradiz, afirmando uma coisa na Horta e outra em Ponta Delgada, é o PSD/A. O partido que passa a vida a exigir o chamado “desenvolvimento harmónico” para o arquipélago é o primeiro a assumir uma "postura eucaliptíca" e centralizadora em Ponta Delgada. E mais uma vez pergunto: o que é mau para os Açores, é bom para Ponta Delgada?!

* Publicado na edição de 25 Abr'11 do Açoriano Oriental

#

terça-feira, 26 de abril de 2011

Para que servem as sondagens políticas?

«(...) Dirão alguns que precisamos de ter fé. É verdade. Eu, por cá, acho que precisamos mais de trabalhar. Em vez de ver os líderes partidários a correr daqui para ali, a comentar esta ou aquela sondagem, eu preferia vê-los preocupados em ouvir especialistas que os ajudassem a fazer propostas válidas. Em vez de ver na televisão peças que mostram hotéis do Algarve lotados em tempo de férias (!!), eu gostaria de ver notícias que falassem de um país de talento e de gente com garra, empenhada em dar a volta a isto; em vez de na 5ª feira ter visto as portas das instituições públicas a fechar, eu preferia ter ficado a trabalhar no meio da normalidade do dia-a-dia. Acho que não estou a exagerar. O Fundo Monetário Internacional dir-me-á isso dentro de dias
Um artigo de Felisbela Lopes recomendado com Margens de Erro.

#

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Liberdade, a pouco ou nada obrigas

Otelo: Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução
Otelo: "Precisávamos de um homem com a inteligência do Salazar"
Afinal Otelo está “orgulhoso” do seu papel no 25 de Abril
A liberdade é também isto: dizer o que se quer mesmo que não faça muito sentido ou que seja totalmente disparatado. Ou como aqui se diz, o dia da liberdade está transformado num arquivo de egos que hoje se insuflam e amanhã mirram.

#

domingo, 24 de abril de 2011

Cultura não pode perder estatuto de ministério

Portugal vai viver, a partir de 5 de Junho, uma nova situação política seja qual for o resultado eleitoral, desde logo porque a precária situação do país impõe compromissos e plataformas de entendimento sem as quais o quadro geral se tornará ainda mais sombrio e preocupante.

Não será aceitável que o novo Governo retire à Cultura a dignidade de uma tutela ministerial, reduzindo-a à dimensão de secretaria de Estado, com tudo o que daí decorre de subalternização e presença menos significativa no núcleo central da decisão política. Essa perspectiva é alarmante, sobretudo se tivermos em conta que a demissão do Governo minoritário do PS impediu que transitassem para a Assembleia da República, para urgente debate e votação, a nova Lei da Cópia Privada e a Lei Antipirataria. Esse atraso implica já prejuízos incalculáveis para os autores e para os artistas no ano corrente e nos seguintes.

Se os novos governantes, sejam eles quais forem, não levarem em conta esta indiscutível urgência, não terão depois legitimidade para pedir aos agentes culturais em geral que dêem o seu contributo para a superação da crise criando mais emprego, mais receita fiscal e mais riqueza em geral.

A União Europeia, no Livro Verde para a Cultura, tornou incontornável esta evidência: a Cultura pode e deve contribuir para gerar soluções que as estruturas do Estado têm obrigação de respeitar, apoiar e incentivar.

A dimensão e a gravidade da crise irão reduzir significativamente os consumos culturais, afectando também, de forma inevitável, as receitas cobráveis pelas estruturas que representam os autores e os artistas.

Os autores, que já viviam uma situação de precariedade, vão enfrentar dificuldades ainda maiores, assistindo à degradação das suas condições de vida e de criação. Se tal acontecer (e é mais do que certo que este quadro é inevitável), Portugal e os portugueses ficarão ainda mais tristes, descrentes e desmotivados.

Se o próximo Governo subalternizar a Cultura na sua estrutura orgânica e a despromover no plano orçamental e da decisão política, irá limitar a sua capacidade de intervenção neste domínio, em nome da austeridade e da contenção de despesas.

Num momento em que o país tem de exportar muito mais do que importa, ignorar o potencial da produção cultural neste domínio será um erro irreparável.

Falando de soluções adoptadas por outro país em crise, será conveniente que se observe a aposta que a Irlanda (onde a Cultura voltou a ter dignidade ministerial) e, em particular, a cidade de Dublin estão a fazer nas actividades culturais, em articulação com o turismo e com o sistema educativo, para melhor poderem enfrentar as dificuldades que os atormentam. Em tempos como o actual, os bons exemplos têm um valor redobrado. Razão tinha o realizador e dramaturgo irlandês Neil Jordan quando escrevia, nas páginas do Morning Ireland, em 11 de Setembro de 2009: "A Igreja falhou; o sistema financeiro falhou; a especulação imobiliária e o comércio falharam; só não falharam a cultura e as artes". Não será tempo de dizermos o mesmo de Portugal, mas agindo em conformidade com esta constatação?

As chamadas "prioridades nacionais" tendem a falar mais alto, mas é imperioso que o novo Governo perceba que são os trabalhos do espírito que reforçam o ânimo colectivo e lembram aos portugueses, que são pessoas e não números, que existirá sempre mais vida para além dos erros graves e dos falsos milagres dos gurus da economia e das finanças. Foram esses e não os criadores culturais e os artistas que nos deixaram na deplorável situação em que hoje estamos.  
 José Jorge Letria in Público de 22 Abr'11

* Escritor, jornalista e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores
** O bold é meu 

#

sábado, 23 de abril de 2011

It will be hard to find a public library 15 years from now

«(...) In a fully ebooked world, which I expect we’ll be living in 10 or 15 years from now, print books won’t be extinct, but they’ll be either exotic or very purpose-driven. They won’t be common or an ordinary way to deliver content, the way they are today. (...)»
Uma recomendação de leitura a propósito do Dia Mundial do Livro que se hoje se comemora.

#

quinta-feira, 21 de abril de 2011

There's no bus service on Saturdays, Sundays and Holidays





















Em Ponta Delgada, nos painéis informativos dos minibus não estão sinalizados os dias da semana em que estes circulam. Quem não sabe presume que funcionam everyday.

Se por estes dias encontrar algum turista numa paragem, à espera do respectivo transporte público, diga-lhe que There's no bus service on Saturdays, Sundays and Holidays. A satisfação é garantida.

#

quarta-feira, 20 de abril de 2011

To speak or not to speak



O Presidente da República ontem afirmou que «Temos ainda que aguardar, porque tudo o que se possa dizer neste momento, quanto sei, é pura especulação».

Em público ou em privado nunca, como agora, se tornou tão óbvio a ineficácia do papel conferido àquele que devia servir de mediador entre as várias forças políticas. Não lhe compete governar mas sim pugnar para que haja governo.

Algo vai mal quando, até eu, estou de acordo com o diz o Pedro Marques Lopes sobre a "magistratura activa" exercida por Belém.

#

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eles andam aí!

Ponta Delgada, Abr'11
















 Não é nada que me surpreenda mas é garantidamente algo que repudio.

#

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dia de São Vapor

Foto Eduardo Wallenstein















Em Ponta Delgada, o Domingo passou a ser Dia de São Vapor. Mas nem por isso os hábitos mudam. O comércio continua teimosamente fechado para quem aporta (com excepção para as lojas das Portas do Mar, Solmar Avenida e Parque Atlântico). 

E, para além disso, o que podemos encontrar nas Portas da Cidade e arcadas circundantes?! Cosmopolitismo?! Sim, mas em formato - Lixo = Os despojos acumulados dos excessos da noite anterior. 

Queremos Turismo (e de qualidade)! Disso ninguém tem muitas dúvidas. Mas o que é isso implica?! Aí, muitos encolhem os ombros. O Turismo passa, necessariamente, pela frieza dos números mas tal não significa apenas desembarcar turistas, nem exigir passagens low cost. É preciso querer e sobretudo saber acolher quem nos visita. Felizmente, os dias não são todos iguais...

A prova - do que aqui digo - está hoje estampada na capa do AO (não é birra, não!).





















É caso para perguntar onde é que pára a CCIPD e a CMPD?! Ou o mesmo é dizer old habits die hard...

#

domingo, 17 de abril de 2011

Diz que é a mudança...



















Um cartoon de Mário Roberto hoje com o AO.

#

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Too late













«Portugal's plea for help with its debts from the International Monetary Fund and the European Union last week should be a warning to democracies everywhere»
Quem avisa amigo é. Este 'aviso',  chegou, infelizmente, tarde demais.

Pedro, obrigado!

#

terça-feira, 12 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Lugar comum

Ponta Delgada, Abr'11






















Cosmopolita?! Deve ser isso...

#

domingo, 10 de abril de 2011

Jaime Gama



O - ainda - Presidente da Assembleia da República fez um dos discursos mais fortes do XVII do Congresso do PS, que hoje terminou em Matosinhos, e é um exemplo a seguir por muitos outros.

#

sábado, 9 de abril de 2011

XVII Congresso do PS

À distância e ao minuto.

#

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Futuro próximo











O futuro próximo do partido e do país discute-se a norte.

#

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Já!

«Portugal tem de pedir ajuda externa»
Digam o que disserem, o facto é que o chumbo do PEC precipitou o país para a aprovação de um pacote de austeridade...ainda mais duro.

#

terça-feira, 5 de abril de 2011

Em Jornadas Parlamentares
















O Grupo Parlamentar do PS, reunido ontem e hoje em Ponta Delgada, anunciou um conjunto de medidas para aumentar o rendimento dos produtores agrícolas e dos pescadores dos Açores que serão apresentadas, no curto prazo, na ALRAA.

#

domingo, 3 de abril de 2011

Fundamental



Apesar da conjuntura económica desfavorável e do considerável esforço financeiro associado, o investimento na Rede de Museus dos Açores é para manter, em concreto, a renovação do discurso das exposições permanentes.

Depois de Angra, segue-se o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.

#

quarta-feira, 30 de março de 2011

Quem avisa, amigo é

«(...) I see also that you are going to change your government in the next couple of months. You will forgive me that I allowed myself a little smile about that. By all means do put a fresh coat of paint over the subsidence cracks in your economy. And by all means enjoy the smell of fresh paint for a while.
We got ourselves a new Government too and it is a nice diversion for a few weeks. What you will find is that the new government will come in amidst a slight euphoria from the people. The new government will have made all kinds of promises during the election campaign about burning bondholders and whatnot and the EU will smile benignly on while all that loose talk goes on.
Then, when your government gets in, they will initially go out to Europe and throw some shapes. You might even win a few sports games against your old enemy, whoever that is, and you may attract visits from foreign dignitaries like the Pope and that. There will be a real feel-good vibe in the air as everyone takes refuge in a bit of delusion for a while.
And enjoy all that while you can, Portugal. Because reality will be waiting to intrude again when all the fun dies down. (...)»
Um Chá servido quente e com sabor irlandês.

#

segunda-feira, 28 de março de 2011

«Colóquio - Os Açores, a I Guerra Mundial e a República Portuguesa no contexto internacional»











21h00 04 Abril'11
Palácio dos Capitães-Generais, Angra, Terceira
Conferência de abertura José Medeiros Ferreira  

09h30 05 Abril'11
Museu de Angra do Heroísmo, Terceira
«Os Açores, o Atlântico e a I Guerra Mundial»  
António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa  
Josep Sánchez Cervelló, da Universidad Rovira i Virgili, de Tarragona  
José Olívio Mendes 
Sérgio Resendes 
André Rodrigues 
Inês Queirós  

09h15 06 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, São Miguel
«O Regionalismo e a 2ª geração autonomista nos Açores»  
Carlos Cordeiro 
Fátima Sequeira Dias 
Isabel Soares de Albergaria 
Carlos Enes 
Cármen Ponte 
Elisa Gomes da Torre  

14h00 07 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
«A República Portuguesa no contexto internacional»  
Luis Vieira Andrade 
Francisco das Neves 
Alves Reto Monico 
Pedro Aires de Oliveira 
Luís Fraga 
Ana Paula Pires 
Bruno J. Navarro  

11h00 08 Abril'11
Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, Horta, Faial
Conferência de encerramento Avelino Freitas de Meneses

A não perder. Mais informação aqui.

#

domingo, 27 de março de 2011

Dia Mundial do Teatro













Dados curiosos fornecidos pela Pordata a propósito do número de sessões e de espectadores de Teatro, em Portugal, entre 1960 a 2009.

O que explica a estagnação nos 90's e o crescimento dos anos 00?!

#

sábado, 26 de março de 2011

Palavra de Krugman

«Portugal’s government has just fallen in a dispute over austerity proposals. Irish bond yields have topped 10 percent for the first time. And the British government has just marked its economic forecast down and its deficit forecast up. What do these events have in common? They’re all evidence that slashing spending in the face of high unemployment is a mistake. (...)» 
 Mais uma voz que condena a cegueira europeia em torno do défice.

#

sexta-feira, 25 de março de 2011

Teófilo de Braga x 2





















Hoje é inaugurada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada a Exposição "Sínteses Afectivas: Teófilo Braga e os Centenários" e a Sala Teófilo Braga.

Esta iniciativa acontece no âmbito das Comemorações do Centenário da República nos Açores.

#

quinta-feira, 24 de março de 2011

Preocupante

Infografia daqui











Fitch corta ‘rating’ após chumbo do PEC e demissão de Sócrates
"Foi uma tragédia o que aconteceu em Portugal"

A sede de 'ir ao pote' empurrou o país para um, cada vez mais, inevitável recurso à ajuda externa.

Os resultados estão à vista...de quem os quiser ler.

#

quarta-feira, 23 de março de 2011

Inacreditável

Graffiti, Ponta Delgada, Mar'11
















Tenho evitado abordar este tema não por 'ciúme' mas porque a maioria dos dados disponibilizados estão ao nível do 'currículo vitae'.

Não obstante, é impossível permanecer indiferente à justificação da Câmara Municipal de Ponta Delgada sobre a opção de construir um Museu de Arte Contemporânea. Isto porque, e para quem, como eu, ouviu a argumentação do PSD/A durante a discussão do Plano e Orçamento para 2011 e a respectiva justificação às alterações ao investimento público regional, reduzindo a 0 as verbas alocadas à Cultura, não parece estar a ouvir um partido liderado pela mesma pessoa.

Senão vejamos, a 25 de Novembro de 2010 o PSD/A, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, defendia o seguinte: «(…) Apenas uma intervenção breve para falar relativamente à alteração que fazemos neste Programa 4, designadamente na acção correspondente ao Centro de Arte Contemporânea "Arquipélago". Fazemos uma redução de 6 milhões de euros e que se junta a um conjunto de reduções tanto neste Programa 4, como nos Programas 10, 12, 14 e 18 e que essencialmente correspondem a reduções relativas, neste caso, a este Centro de Arte Contemporânea, noutros casos aos Centros de Cultura e de Congressos, beneficiação de edifícios públicos. Ou seja, um conjunto de investimentos que nesta altura não consideramos que sejam efectivamente reprodutivos e que sejam efectivamente essenciais». Excerto retirado do Diários das Sessões. Ponto.

Posto isso, foi com alguma estupefacção que ouvi, a 3 de Março de 2011, a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada (e actual líder do PSD/A, um incómodo para a bancada do PSD/A na ALRAA sempre que é mencionado esse facto, vai-se lá perceber porquê!) afirmar, na apresentação do estudo prévio do futuro museu, que o projecto reflecte «um olhar para o futuro com ambição e audácia», que representa «uma mais-valia» para o arquipélago e que «nenhuma região pode dizer que tem equipamentos culturais a mais». Inacreditável! Diria uma camarada. Será que estamos a falar da mesma pessoa e do mesmo partido?! Será esta a tal dimensão regional de que fala o PSD/A, reflectida através de uma posição ambivalente mediante a ilha onde discursa?!

Esta postura não é de agora, nem me surpreende. Aliás, muito deste argumentário é um copy/paste do que tem sido tido pelo Governo Regional e pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, no que concerne aos investimentos no domínio da Cultura.

Este episódio demonstra, uma vez mais, que o PSD/A tem 2 faces, uma no ataque indiscriminado ao Governo Regional, e outra quando discrimina o Governo e promove exactamente aquilo que critica. Em que ficamos?! O que é mau para os Açores, é bom para Ponta Delgada?!

Alexandre Pascoal
Mar'11

* Publicado na edição de 22 Mar'11 do Açoriano Oriental

#

terça-feira, 22 de março de 2011

Is There Anybody Out There?

«(...) No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento - enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém - quando estão em jogo, talvez como nunca, "os superiores interesses nacionais". Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa. Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Se não intervier agora, quando será o momento para se pronunciar? É uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe. Por isso - e com o devido respeito - lhe dirijo este apelo angustiado, quebrando um silêncio que sempre tenho mantido em relação ao exercício das funções dos meus sucessores, no alto cargo de Presidente da República. (...)»
O apelo de Mário Soares. Será atendível?!

#