Para que se pasmem
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Para que se pasmem os que conhecem Amsterdam e agora estão longe.
Há 28 minutos
| Público de 23.09.2011 |
«(...) Tenho a impressão que não aceitaria nenhum trabalho em que tivesse de dizer "não" às pessoas. A coisa mais importante num programador é essa capacidade. Seja ao melhor amigo ou à pessoa mais importante. Se aquilo não se encaixa no projecto, tem de ser recusado. (...)»Jorge Salavisa em entrevista ao i.
«(...) Os neoliberais pretendem desorganizar o Estado democrático através da inculcação na opinião pública da suposta necessidade de várias transições.
Primeira: da responsabilidade coletiva para a responsabilidade individual. Para os neoliberais, as expectativas da vida dos cidadãos derivam do que eles fazem por si e não do que a sociedade pode fazer por eles. Tem êxito na vida quem toma boas decisões ou tem sorte e fracassa quem toma más decisões ou tem pouca sorte. As condições diferenciadas do nascimento ou do país não devem ser significativamente alteradas pelo Estado. (...)»Publicado hoje com a Visão.
| São Miguel, Açores, Setembro'11 |
«(...) Assim aconselho os amantes e os apaixonados:a primeira coisa a reter, sejam quais forem as primeiras e segundas reacções das pessoas amadas, é que se está a espalhar e visitar uma sorte amorosa sobre elas. Não é uma questão de amor. É uma questão de tempo. Esperar e não reparar é fundamental. Para quem ama, amanhã, por muito improvável que seja, é melhor do que ontem. Mas hoje pode ser, quando se tem sorte, o dia perfeito.»A seguir este e outros conselhos.
«Porque continua a ser tão difícil fazer passar esta ideia simples de que o investimento na cultura fica muito mais barato do que o não-investimento? Talvez porque, a pretexto dos valores intrínsecos e da opacidade (verdadeira) da criação artística, o seu financiamento apareça como obscuro, por não ser comunicado, publicitado ou defendido com a clareza desejável para o comum cidadão contribuinte»Nunca como hoje foi tão importante defender uma ideia simples como esta.
«(...) Pascal tinha o sentido da ambiguidade: para ele o ser humano traz em si tanto o melhor como o pior. Não era o caso de Descartes. É preciso ser pascaliano.»Edgar Morin in Como Viver em Tempo de Crise?
"existe no Plano de Ordenamento Turístico da Região uma bolsa de camas para satisfazer projectos de investimento mas que actualmente não permite uma diferenciação de mérito entre os vários projectos que possam existir". Isto significa, segundo o governante, "no caso de um projecto para um estabelecimento hoteleiro indeferenciado, em áreas que a oferta é já excessiva, que a legislação actual não permite diferenciar esse projecto de um outro especialmente qualificado ou especialmente dirigido e valorizador da nossa oferta turística e dos nossos produtos turísticos"Importa distinguir e privilegiar este tipo de medidas diferenciadoras. Assim como, a coragem de as assumir.
| São Miguel, Açores, Agosto'11 |
"Governo é como turma liceal de contabilidade aplicada"É por estas e por outras que eu gosto desta mulher.
«(...) a vitalidade das redes, a sua construção permanente como um mapa sempre inacabado, sempre em conexão, modificável a cada momento com infinitas entradas e saídas, é a prova de que a actividade cultural "ao vivo" está em mudança permanente e exige dos Governos e das organizações uma forma de participar muito mais conforme às vontades e às propostas dos sectores culturais onde se incluem as comunidades científicas, artísticas e os trabalhadores culturais.»Não é que seja nada propriamente novo mas a escrita de António Pinto Ribeiro funciona como síntese e como link para outras ligações.
«(...) A eliminação das "golden shares" a troco de nem um cêntimo não foi outra coisa senão uma escandalosa liberalidade ao capital privado. E não se diga que foi imposição da "troika" pois a "imposição" foi aceite, é bom não esquecê-lo, por PSD, CDS e PS e apesar de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Irlanda, Grécia, Finlândia, Bélgica e Polónia continuarem a manter "golden shares" em empresas estratégicas (provavelmente terão é governos menos servis). (...)»A opinião de Manuel António Pina*, Prémio Camões 2011, toca na ferida e faz reflectir o estado da nossa indignação.
| Ponta Delgada, Agosto'2011 |
«Um Estado, os seus governos ou as instâncias que o representam tendem ainda hoje como definição das suas políticas culturais ou da prossecução das mesmas a enunciar uma entidade homogénea, representativa do espaço geográfico que delimita o território nacional desse país e identitária do mesmo. Chamam-lhe a cultura portuguesa, ou a cultura espanhola, ou a uruguaia, etc. e reivindicam sempre para esta entidade a possibilidade de que a mesma tenha um tratamento especial porque é portadora de um projecto nacional visível além fronteiras. É uma atitude e um conceito anacrónico, mas que tem adeptos e porta-vozes nos mais insuspeitos representantes de modernidades políticas e económicas. (...)»Artigo de António Pinto Ribeiro no Ípsilon de 05 Ago'11.
«(...) A culpa é da crise, argumentam os devotos. Será. Só que o Mercado Comum e sucedâneos também nasceram de uma crise, nomeadamente da necessidade da América de conter a URSS nas suas fronteiras e de não deixar que o comunismo alastrasse para Ocidente. Em última análise, a vontade e o poder económico e militar americano fi zeram a "Europa", como hoje o desinteresse e o declínio americano a desfazem. Para lá da ridícula pretensão de tornar a UE uma terceira potência mundial (ainda por cima desarmada) entre a América e a URSS, a verdade é que sem a força integradora da "guerra fria", a "Europa" não existiria. Com o colapso da URSS e do império soviético, essa força desapareceu e as velhas divisões do continente voltaram logo à superfície. A famigerada "falta de solidariedade" de que tanto se queixa Portugal não passa do regresso a uma história interrompida. Uma história em que a "Europa" já não é necessária.»
| Nos corredores da ALRAA, Horta, Julho'2011 |
| Rua do Perú, Ponta Delgada, Julho'2011 |
| Imagem IPMRG |
"O dia de hoje marca o início de uma etapa que vai valorizar os Açores na área da cultura. Este projecto permite, não só a criação de novos espaços, como também reabilitar e valorizar um excepcional exemplar da arquitectura industrial dos finais do século XIX", frisou Jorge Bruno.Declarações no âmbito da assinatura do Auto de Consignação do 'Arquipélago - Centro de Artes Contemporâmeas'. O início da obra está por dias...
«(...) Ora, diziam as notícias (que não foram desmentidas) que a nova Presidente da Assembleia da República atribuiu ao Dr. Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.Leitura obrigatória para este artigo de Mariana Matos publicado, hoje, com o AO. Brilhante, como quase sempre.
Podemos extrapolar sobre o assunto o que quisermos, é claro, mas há duas conclusões a que chegamos rápido: a primeira é de que a Assembleia da República não aplica à própria instituição os cortes que na crise actual o Governo tem vindo a impor aos portugueses; a segunda é de que o Dr. Mota Amaral, sendo solidário com o Governo da República, não é solidário com os portugueses em geral nem com os açorianos em particular. (...)»
| Fotografia João Luis Albergaria |
«(...) A escolha de uma casa no centro histórico de Ponta Delgada para realizar a instalação tem, segundo a autora, várias leituras. “Há um lado de cidadania de quem vê o centro da cidade despovoado, quando existem casas lindíssimas por ocupar" (...)»Uma iniciativa que reflecte, por intermédio da Cultura, a realidade que nos rodeia.
Fotografia AO
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Fotografia Pedro Caetano
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Largo do Colégio, Ponta Delgada, Maio'11
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Fotografia Fernando Guerra
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Presidente da República defende "consenso alargado" a médio prazo e recorda a Sócrates que "há limites" nos sacrifícios pedidos aos portugueses
Cavaco Silva avisa: Sacrifícios são para todosPerante a candura com que os novos sacrificios foram recebidos, em Belém, será motivo para afirmarmos que a cooperação institucional passou, finalmente, da teoria à prática.
«(...) Proceder à definição do modelo de privatização da ANA e à sua efectiva concretização, articulando-o com o modelo de privatização da TAP e ponderando a eventual transferência dos Aeroportos da Madeira e dos Açores para a competência das respectivas Regiões Autónomas; (...)» *
O resultado deste estado de coisas implica que «(...) we’re more known than ever before.» Os Prós & Contras desta aparente perda de anonimato estão no domínio da conjectura.«(...) This erosion of anonymity is a product of pervasive social media services, cheap cellphone cameras, free photo and video Web hosts, and perhaps most important of all, a change in people’s views about what ought to be public and what ought to be private. Experts say that Web sites like Facebook, which require real identities and encourage the sharing of photographs and videos, have hastened this change. (...)» *
Carlos César advoga maior controlo do património dos políticos
Campo de São Francisco, Ponta Delgada, Maio'2011
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Insígnia Autonómica de Valor
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«(...) Não tememos, naturalmente, que a crise corroa a nossa identidade. Ela forjou-se precisamente na emergência de muitas crises pretéritas. À crise actual havemos de responder com pertinácia, engenho e teimosia, não esquecendo quem somos, nem a solidariedade devida ao país.
Mas não podemos aceitar que a crise sirva de desculpa para retrocessos na marcha da Autonomia, recuos no caminho que esforçadamente trilhámos, machadada nos direitos que justa e tardiamente vimos reconhecidos. A nossa diferença impõe, bem como a nossa pequenez e relativa insignificância no peso das Contas Nacionais que não sirvamos de "exemplo pedagógico" para falsos corajosos, num aplicar cego de medidas que se querem gerais, sem cuidar de especificidades do que é diferente. É um risco que se corre quando ainda é a ignorância e o preconceito que guardam a "vinha" do Centralismo. ...)»A (re)ler o discurso do Presidente da ALRAA a propósito do Dia da Região que este ano se realizou na Praia da Vitória (Terceira).
No passado dia 28 de Maio comemoraram-se 70 anos sobre a inauguração do Emissor Regional dos Açores da, então, Emissora Nacional de Radiodifusão.
Fundado a 28 de Maio de 1941, o antigo Emissor Regional dos Açores, mais tarde RDP/Açores, é hoje designado como Antena 1 - Açores.
Esta efeméride foi marcada simbolicamente com a inauguração de uma exposição fotográfica com o registo de alguns momentos históricos do arranque da rádio pública no arquipélago, por exemplo, a implantação da primeira antena na Avenida Gaspar Frutuoso, inúmeras imagens de reportagens no exterior, os primeiros estúdios e de diversos equipamentos que marcaram estas décadas de serviço público.
Foram, igualmente, recordados e homenageados alguns dos nomes que deram os primeiros passos da rádio nos Açores, muitas das vezes com meios precários mas com um generoso sentido de missão.
Paralelamente, decorreu no dia 28 de Maio uma emissão especial do programa Atlântida, dedicado às festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, e que serviu de mote para consubstanciar o espírito a que se presta o serviço público de rádio e televisão - unir todas as ilhas dos Açores e ligá-los ao Mundo.
O serviço de rádio e televisão nos Açores é fundamental no atenuar das distâncias que separam as ilhas e como veículo privilegiado para ligar e mostrar o arquipélago às comunidades de emigrantes espalhadas pelo globo, com maior incidência para a América do Norte e no sul do Brasil.
A tecnologia que está hoje à nossa disposição anula, em parte, estas distâncias, na medida em que a agenda política e social local está disponível em tempo real, independentemente do fuso horário em que nos encontremos.
Mais do que nunca convém afirmar a importância deste serviço, numa altura em que o país enfrenta uma grave crise económica e com recursos financeiros condicionados, tornando difícil a necessária reconversão de equipamentos e instalações, para que os profissionais que lá desenvolvem a sua actividade o possam realizar da melhor forma possível, situação agravada com o fantasma da privatização da RTP no horizonte.
Pelo contributo e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido até esta data e como estímulo, relativamente, ao futuro próximo, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, propõe que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, reunida em Plenário, aprove um voto de congratulação pela passagem do 70º Aniversário da RDP - Açores e dele dê conhecimento à administração a RTP, SA, e ao director do Centro Regional dos Açores.Voto de congratulação apresentado hoje pelo GPPS na ALRAA.
| Carapacho, ilha Graciosa |
«A presidente do PSD/Açores criticou hoje o facto de as termas do Carapacho, na ilha Graciosa, “se encontrarem ainda em fase de obra, e fechadas, quando estamos em pleno Verão”, sendo “de estranhar que investimentos tão avultados e importantes não tenham sido bem planeados”, numa situação que se estende “a outras estruturas da ilha, que têm obras ainda a decorrer, para reparar erros de projecto”, declarou.
Concretamente sobre as termas do Carapacho, Berta Cabral reiterou que “deveriam funcionar como uma âncora para o turismo local, inserindo-se numa estratégia de turismo de saúde e bem estar, uma aposta que se estende a outras ilhas mas que tem particularidades aqui na Graciosa, pelo que é urgente que abram e sejam postas à exploração estruturas deste género, mas a tempo e horas e não quando estamos a mais de meio do Verão”, explicou.»Declarações do deputado João Bruto da Costa:
«(...) Nesta obra de ampliação das termas do Carapacho, o Governo decidiu, e bem, avançar com a protecção costeira e arranjos na Zona Balnear.
Mas se decidiu bem, pior o executou!
A obra que está a ser executada nas piscinas do Carapacho, a ficar como está, é lastimável, é uma asneira, para dizer o mínimo.
É a completa descaracterização daquele local, sem ganhos que o justifiquem!»Declarações de Mota Amaral:
«(...) O social-democrata realçou "a grande importância do termalismo no desenvolvimento do turismo nos Açores", elogiando "os passos positivos, que estão a ser dados para transformar uma especialidade das nossas ilhas numa fonte de bem-estar para as suas populações, mas também aproveitando a variedade de ofertas que são um atractivo para quem nos visita", explicou.
O candidato do PSD viu, "com satisfação, que a forma de aproveitamento destes recursos naturais está, de facto, a ser bem integrada na nossa oferta turística, uma realidade que se tem verificado", avançou.»A cegueira partidária e a necessidade de aparecer dão nisto. Como se tem visto e ouvido esta campanha eleitoral do PSD/A é uma enorme manta de retalhos.
«(...) After the creation of the euro in 1999, European nations that had previously been considered risky, and that therefore faced limits on the amount they could borrow, began experiencing huge inflows of capital. After all, investors apparently thought, Greece/Portugal/Ireland/Spain were members of a European monetary union, so what could go wrong?
The answer to that question is now, of course, painfully apparent. Greece’s government, finding itself able to borrow at rates only slightly higher than those facing Germany, took on far too much debt. The governments of Ireland and Spain didn’t (Portugal is somewhere in between) — but their banks did, and when the bubble burst, taxpayers found themselves on the hook for bank debts. The problem was made worse by the fact that the 1999-2007 boom left prices and costs in the debtor nations far out of line with those of their neighbors. (...)»Leitura obrigatória e sábia de Paul Krugman, no NY Times e no i na versão portuguesa, para o posicionamento das instâncias bancárias europeias perante a crise económica que assola a Europa.