Lido com a edição de 22 Out'11 do Expresso.
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| Ponta Delgada, Maio'2011 |
| Ponta Delgada, 08 Out'11 |
Carlos César termina mandato em 2012 e não se recandidata ao governo dos Açores* Título subtraído daqui
«(...) Mas há ainda mais grave, gravíssimo: Francisco José Viegas pretende que os teatros nacionais, companhia de bailado e cinemateca discutam com o seu gabinete a programação e que sejam tidos em conta os resultados de bilheteira - em 35 anos de Democracia nunca assistimos a nada assim na Cultura! Depois acrescenta que "não porá em causa nem um milímetro a autonomia artística", o que é uma evidente contradição. (...)»
«(...) O presidente do executivo salientou que a situação nacional e internacional gerou condicionamentos que obrigam a uma "reorientação da despesa", admitindo que os compromissos eleitorais assumidos nas regionais de 2008 podem não ser todos cumpridos devido à nova situação.»Como diria o outro, este anúncio é d'Homem!
«Cavaco Silva apela ao consumo dos produtos nacionais»
«Berta Cabral defende importância da agricultura para criar emprego e fixar pessoas»A prova de que há muita gente que não faz a miníma ideia do que diz (e apregoa) e limita-se a reproduzir lugares comuns até à exaustão.
| Público de 23.09.2011 |
«(...) Tenho a impressão que não aceitaria nenhum trabalho em que tivesse de dizer "não" às pessoas. A coisa mais importante num programador é essa capacidade. Seja ao melhor amigo ou à pessoa mais importante. Se aquilo não se encaixa no projecto, tem de ser recusado. (...)»Jorge Salavisa em entrevista ao i.
«(...) Os neoliberais pretendem desorganizar o Estado democrático através da inculcação na opinião pública da suposta necessidade de várias transições.
Primeira: da responsabilidade coletiva para a responsabilidade individual. Para os neoliberais, as expectativas da vida dos cidadãos derivam do que eles fazem por si e não do que a sociedade pode fazer por eles. Tem êxito na vida quem toma boas decisões ou tem sorte e fracassa quem toma más decisões ou tem pouca sorte. As condições diferenciadas do nascimento ou do país não devem ser significativamente alteradas pelo Estado. (...)»Publicado hoje com a Visão.
| São Miguel, Açores, Setembro'11 |
«(...) Assim aconselho os amantes e os apaixonados:a primeira coisa a reter, sejam quais forem as primeiras e segundas reacções das pessoas amadas, é que se está a espalhar e visitar uma sorte amorosa sobre elas. Não é uma questão de amor. É uma questão de tempo. Esperar e não reparar é fundamental. Para quem ama, amanhã, por muito improvável que seja, é melhor do que ontem. Mas hoje pode ser, quando se tem sorte, o dia perfeito.»A seguir este e outros conselhos.
«Porque continua a ser tão difícil fazer passar esta ideia simples de que o investimento na cultura fica muito mais barato do que o não-investimento? Talvez porque, a pretexto dos valores intrínsecos e da opacidade (verdadeira) da criação artística, o seu financiamento apareça como obscuro, por não ser comunicado, publicitado ou defendido com a clareza desejável para o comum cidadão contribuinte»Nunca como hoje foi tão importante defender uma ideia simples como esta.
«(...) Pascal tinha o sentido da ambiguidade: para ele o ser humano traz em si tanto o melhor como o pior. Não era o caso de Descartes. É preciso ser pascaliano.»Edgar Morin in Como Viver em Tempo de Crise?
"existe no Plano de Ordenamento Turístico da Região uma bolsa de camas para satisfazer projectos de investimento mas que actualmente não permite uma diferenciação de mérito entre os vários projectos que possam existir". Isto significa, segundo o governante, "no caso de um projecto para um estabelecimento hoteleiro indeferenciado, em áreas que a oferta é já excessiva, que a legislação actual não permite diferenciar esse projecto de um outro especialmente qualificado ou especialmente dirigido e valorizador da nossa oferta turística e dos nossos produtos turísticos"Importa distinguir e privilegiar este tipo de medidas diferenciadoras. Assim como, a coragem de as assumir.
| São Miguel, Açores, Agosto'11 |
"Governo é como turma liceal de contabilidade aplicada"É por estas e por outras que eu gosto desta mulher.
«(...) a vitalidade das redes, a sua construção permanente como um mapa sempre inacabado, sempre em conexão, modificável a cada momento com infinitas entradas e saídas, é a prova de que a actividade cultural "ao vivo" está em mudança permanente e exige dos Governos e das organizações uma forma de participar muito mais conforme às vontades e às propostas dos sectores culturais onde se incluem as comunidades científicas, artísticas e os trabalhadores culturais.»Não é que seja nada propriamente novo mas a escrita de António Pinto Ribeiro funciona como síntese e como link para outras ligações.
«(...) A eliminação das "golden shares" a troco de nem um cêntimo não foi outra coisa senão uma escandalosa liberalidade ao capital privado. E não se diga que foi imposição da "troika" pois a "imposição" foi aceite, é bom não esquecê-lo, por PSD, CDS e PS e apesar de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Irlanda, Grécia, Finlândia, Bélgica e Polónia continuarem a manter "golden shares" em empresas estratégicas (provavelmente terão é governos menos servis). (...)»A opinião de Manuel António Pina*, Prémio Camões 2011, toca na ferida e faz reflectir o estado da nossa indignação.
| Ponta Delgada, Agosto'2011 |
«Um Estado, os seus governos ou as instâncias que o representam tendem ainda hoje como definição das suas políticas culturais ou da prossecução das mesmas a enunciar uma entidade homogénea, representativa do espaço geográfico que delimita o território nacional desse país e identitária do mesmo. Chamam-lhe a cultura portuguesa, ou a cultura espanhola, ou a uruguaia, etc. e reivindicam sempre para esta entidade a possibilidade de que a mesma tenha um tratamento especial porque é portadora de um projecto nacional visível além fronteiras. É uma atitude e um conceito anacrónico, mas que tem adeptos e porta-vozes nos mais insuspeitos representantes de modernidades políticas e económicas. (...)»Artigo de António Pinto Ribeiro no Ípsilon de 05 Ago'11.
«(...) A culpa é da crise, argumentam os devotos. Será. Só que o Mercado Comum e sucedâneos também nasceram de uma crise, nomeadamente da necessidade da América de conter a URSS nas suas fronteiras e de não deixar que o comunismo alastrasse para Ocidente. Em última análise, a vontade e o poder económico e militar americano fi zeram a "Europa", como hoje o desinteresse e o declínio americano a desfazem. Para lá da ridícula pretensão de tornar a UE uma terceira potência mundial (ainda por cima desarmada) entre a América e a URSS, a verdade é que sem a força integradora da "guerra fria", a "Europa" não existiria. Com o colapso da URSS e do império soviético, essa força desapareceu e as velhas divisões do continente voltaram logo à superfície. A famigerada "falta de solidariedade" de que tanto se queixa Portugal não passa do regresso a uma história interrompida. Uma história em que a "Europa" já não é necessária.»
| Nos corredores da ALRAA, Horta, Julho'2011 |
| Rua do Perú, Ponta Delgada, Julho'2011 |
| Imagem IPMRG |
"O dia de hoje marca o início de uma etapa que vai valorizar os Açores na área da cultura. Este projecto permite, não só a criação de novos espaços, como também reabilitar e valorizar um excepcional exemplar da arquitectura industrial dos finais do século XIX", frisou Jorge Bruno.Declarações no âmbito da assinatura do Auto de Consignação do 'Arquipélago - Centro de Artes Contemporâmeas'. O início da obra está por dias...
«(...) Ora, diziam as notícias (que não foram desmentidas) que a nova Presidente da Assembleia da República atribuiu ao Dr. Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista.Leitura obrigatória para este artigo de Mariana Matos publicado, hoje, com o AO. Brilhante, como quase sempre.
Podemos extrapolar sobre o assunto o que quisermos, é claro, mas há duas conclusões a que chegamos rápido: a primeira é de que a Assembleia da República não aplica à própria instituição os cortes que na crise actual o Governo tem vindo a impor aos portugueses; a segunda é de que o Dr. Mota Amaral, sendo solidário com o Governo da República, não é solidário com os portugueses em geral nem com os açorianos em particular. (...)»
| Fotografia João Luis Albergaria |
«(...) A escolha de uma casa no centro histórico de Ponta Delgada para realizar a instalação tem, segundo a autora, várias leituras. “Há um lado de cidadania de quem vê o centro da cidade despovoado, quando existem casas lindíssimas por ocupar" (...)»Uma iniciativa que reflecte, por intermédio da Cultura, a realidade que nos rodeia.
Fotografia AO
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Fotografia Pedro Caetano
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Largo do Colégio, Ponta Delgada, Maio'11
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Fotografia Fernando Guerra
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Presidente da República defende "consenso alargado" a médio prazo e recorda a Sócrates que "há limites" nos sacrifícios pedidos aos portugueses
Cavaco Silva avisa: Sacrifícios são para todosPerante a candura com que os novos sacrificios foram recebidos, em Belém, será motivo para afirmarmos que a cooperação institucional passou, finalmente, da teoria à prática.
«(...) Proceder à definição do modelo de privatização da ANA e à sua efectiva concretização, articulando-o com o modelo de privatização da TAP e ponderando a eventual transferência dos Aeroportos da Madeira e dos Açores para a competência das respectivas Regiões Autónomas; (...)» *
O resultado deste estado de coisas implica que «(...) we’re more known than ever before.» Os Prós & Contras desta aparente perda de anonimato estão no domínio da conjectura.«(...) This erosion of anonymity is a product of pervasive social media services, cheap cellphone cameras, free photo and video Web hosts, and perhaps most important of all, a change in people’s views about what ought to be public and what ought to be private. Experts say that Web sites like Facebook, which require real identities and encourage the sharing of photographs and videos, have hastened this change. (...)» *
Carlos César advoga maior controlo do património dos políticos