terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nada será como dantes












«(...) O fim do Ministério da Cultura foi um rude golpe, porque atingiu a cultura na sua dimensão de representatividade e de parceria da vida da comunidade. Relegada para uma secretaria executiva de um processo de emagrecimento dos orçamentos, sem possibilidade de representatividade simbólica nacional e internacional, foi a própria actividade cultural que foi desconsiderada e diminuída na sua expressão e necessidade. Imagine-se que tal acontecia à Defesa ou aos Negócios Estrangeiros para se ter uma comparação dos estragos. A nível internacional, então, é a anulação total de Portugal como parceiro nas expectativas de participação numa comunidade europeia. Os que assim o decidiram têm da cultura uma ideia exclusiva de consumo. Mas cultura não é uma coisa; o termo, que ao longo da história tem tido alterações conceptuais, deverá ser pensado como um sistema de relações entre pessoas, entre comunidades, entre imaginários mediados por objectos mais materiais ou imateriais que os ligam, como ligam economias, bem-estar social, educação, etc. Ao desvalorizar a cultura foi a desvalorização destas relações que se pôs em prática, foi a amputação de parte do sistema de vivências e de imaginários e de economias relacionais que acabaram. Cultura não é um livro ou um espectáculo, é o livro e o espectáculo e a relação prática destes com os leitores, actuando sobre uma biografia, uma economia doméstica, uma tradição mais longa ou mais curta, num tempo específico e num contexto em relação com outros contextos e pessoas, a partir de representações sobre os outros e expectativas e imagens sobre o futuro; é isto a Cultura. Mas é mais adequado, como o propõe Appadurai, substituir o substantivo "cultura" pelo adjectivo "cultural", sendo que este adjectivo resulta de múltiplos agentes e enunciadores, onde cabem múltiplas instâncias de poder do Estado, mas não se esgotam nelas. Contudo, e ao contrário do que se quer fazer crer quanto mais são os actores deste cultural, tanto mais é necessário que o Estado esteja presente; de múltiplas formas conforme o tempo, as disciplinas, o contexto, mas não se pode abdicar do Estado como instância que garante a diversidade e a protecção das escalas de recepção e produção minoritárias. Esta não abdicação é claramente assente na tradição europeia de sustentação da cultura. Benjamin Arditti estudou bem as fórmulas do populismo e concluiu que o populismo é um espectro da democracia e uma interna periferia das políticas democráticas. O populismo é um modo de representação que tem um endereço directo e usa a interpelação do "nós, o povo" por um carismático líder cujas condições de existência são próprias da idade dos media. É o populismo que diz que não podemos construir uma biblioteca porque precisamos de um hospital. Ora, não abdicar do Estado é não aceitar esta falsa e última escolha, porque ambos - o hospital e a biblioteca - são necessários e ambos são possíveis em escalas justas. É, pois, imperioso pensarmos de modo diferente o modo de viabilizar a parte do cultural que depende da produção, da difusão e do institucional pragmático assegurado pelo Estado. (...)» 
 * António Pinto Ribeiro in Y/Público de 28.10.11
** O bold é meu

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domingo, 30 de outubro de 2011

Eco





















 Escritos ocasionais mas absolutamente recomendáveis.

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sábado, 29 de outubro de 2011

Comparar o incomparável

















Uma opinião sem vencimento.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Retrospectiva
















Inaugura esta 6ª feira no Museu Carlos Machado.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Açores

Oito destinos de férias ‘low cost’ para fugir à crise
Aqui.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nem mais, nem menos









Lido com a edição de 22 Out'11 do Expresso.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A «valorização da palavra»


Um magistral trabalho de corte e cola do Aventar.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Gosto

Uma entrada de leitura obrigatória e de resposta a um post que idolatra uma medida idiota.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Brutal!





















Retirado daqui.

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Festival





















A partir desta 6ª feira e durante 9 dias em 4 ilhas dos Açores.

+ @ Teatro.

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Não gosto









Se a retracção de públicos já é hoje uma realidade, a subida do IVA, neste sector, poderá ditar o encerramento de muitas estruturas ligadas à indústria dos espectáculos e do sector cultural.

E, no meio de tudo isto, há uma dúvida que me assiste: porque é que o IVA fica na taxa mínima nos livros e sobe para a taxa máxima nos espectáculos?!

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

E se o contentor está SEMPRE cheio?!

Ponta Delgada, Outubro'2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Frontalidade



A clarividente frontalidade de Carlos César ficou mais uma vez demonstrada na entrevista que ontem deu a António José Teixeira na SIC-N.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Underwater Love




















Para acompanhar aqui.

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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sem comentários

Ponta Delgada, Maio'2011












Estranha reacção do maior partido da oposição ao anúncio de Carlos César quando diz que se trata de uma “questão interna”. Muito bem. Mas então como é que se explicam os outdoors espalhados pelo arquipélago, há mais de um ano, com a frase: “Não posso fazer mais nenhum mandato”?! Qual o sentido deste dispendioso investimento (confesso que tenho alguma curiosidade em conhecer os custos associados) a cargo de uma juventude partidária ao longo de todo este tempo?! Uma reacção epidérmica precoce?!

De igual modo, não deixa se ser curioso que a líder deste partido não comente este facto, ao que parece, esteve ausente da região (entretanto aterrou). O que também não deixa de ser simbólico. A inevitabilidade da recandidatura de Carlos César era uma certeza para Berta Cabral. Por esta é que ela já não esperava.

Duarte Freitas, o líder parlamentar do PSD/A e candidato sombra à liderança regional, apressou-se a comentar com um lapidar “sem comentários”.

O invólucro não responde ao vazio.


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domingo, 9 de outubro de 2011

Diz que é a maior cidade dos Açores

Ponta Delgada, 08 Out'11















Ao final de quase uma semana a terra persiste. Estará à espera de mais chuva?!

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SOS Cultura!

«(...) Mas há ainda mais grave, gravíssimo: Francisco José Viegas pretende que os teatros nacionais, companhia de bailado e cinemateca discutam com o seu gabinete a programação e que sejam tidos em conta os resultados de bilheteira - em 35 anos de Democracia nunca assistimos a nada assim na Cultura! Depois acrescenta que "não porá em causa nem um milímetro a autonomia artística", o que é uma evidente contradição. (...)»

Estranho, estranho é o aparente silêncio em torno desta questão, inevitabilidade e resignação?!

Para ler na íntegra com o Y.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Arquipélago

Ribeira Grande, São Miguel, Açores, 05 de Outubro'2011





















A obra já mexe.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Exemplar

«(...) O presidente do executivo salientou que a situação nacional e internacional gerou condicionamentos que obrigam a uma "reorientação da despesa", admitindo que os compromissos eleitorais assumidos nas regionais de 2008 podem não ser todos cumpridos devido à nova situação
Como diria o outro, este anúncio é d'Homem!

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domingo, 2 de outubro de 2011

Lugares comuns

«Cavaco Silva apela ao consumo dos produtos nacionais»
«Berta Cabral defende importância da agricultura para criar emprego e fixar pessoas»
A prova de que há muita gente que não faz a miníma ideia do que diz (e apregoa) e limita-se a reproduzir lugares comuns até à exaustão.

E onde fica beterraba no meio de tudo isto?!

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Épico















Dia épico no Billabong Azores Islands Pro, dizem.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Chuva e ventos fortes afectam arquipélago
















Ontem e hoje no litoral de São Roque, próximo de Ponta Delgada.

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No melhor pano cai a nódoa

Público de 23.09.2011





















Há aqui qualquer coisa que me escapa. Se «ninguém está imune aos sacrifícios», isto significa exactamente o quê: que o PR é um nobody?!

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domingo, 25 de setembro de 2011

Leitura recomendada

«(...) Tenho a impressão que não aceitaria nenhum trabalho em que tivesse de dizer "não" às pessoas. A coisa mais importante num programador é essa capacidade. Seja ao melhor amigo ou à pessoa mais importante. Se aquilo não se encaixa no projecto, tem de ser recusado. (...)»
Jorge Salavisa em entrevista ao i.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Leitura obrigatória






«(...) Os neoliberais pretendem desorganizar o Estado democrático através da inculcação na opinião pública da suposta necessidade de várias transições.
Primeira: da responsabilidade coletiva para a responsabilidade individual. Para os neoliberais, as expectativas da vida dos cidadãos derivam do que eles fazem por si e não do que a sociedade pode fazer por eles. Tem êxito na vida quem toma boas decisões ou tem sorte e fracassa quem toma más decisões ou tem pouca sorte. As condições diferenciadas do nascimento ou do país não devem ser significativamente alteradas pelo Estado. (...)» 
Publicado hoje com a Visão.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pontos nos i's



As Regiões Autónomas não podem ser avaliadas da mesma forma. Se assim o for estaremos perante uma gravosa injustiça.

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domingo, 18 de setembro de 2011

Dias (quase) perfeitos

São Miguel, Açores, Setembro'11




















«(...) Assim aconselho os amantes e os apaixonados:a primeira coisa a reter, sejam quais forem as primeiras e segundas reacções das pessoas amadas, é que se está a espalhar e visitar uma sorte amorosa sobre elas. Não é uma questão de amor. É uma questão de tempo. Esperar e não reparar é fundamental. Para quem ama, amanhã, por muito improvável que seja, é melhor do que ontem. Mas hoje pode ser, quando se tem sorte, o dia perfeito
A seguir este e outros conselhos.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ideias aparentemente simples













«Porque continua a ser tão difícil fazer passar esta ideia simples de que o investimento na cultura fica muito mais barato do que o não-investimento? Talvez porque, a pretexto dos valores intrí­nsecos e da opacidade (verdadeira) da criação artística, o seu financiamento apareça como obscuro, por não ser comunicado, publicitado ou defendido com a clareza desejável para o comum cidadão contribuinte» 
 Nunca como hoje foi tão importante defender uma ideia simples como esta.

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Livro de Cabeceira





















«(...) Pascal tinha o sentido da ambiguidade: para ele o ser humano traz em si tanto o melhor como o pior. Não era o caso de Descartes. É preciso ser pascaliano.»
Edgar Morin in Como Viver em Tempo de Crise?

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A recomendar





















E a visitar até 21 Dez'11 no Núcleo de Sta. Bárbara do MCM.

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

I Gotta Feeling



















Retirado daqui.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Eyes Wide Shut

A propósito de uma viagem e do silêncio ensurdecedor perante a morte anunciada da RTP/A.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Este Querido mês de Agosto

São Miguel, Açores, Agosto'11





















Chego ao fim d'este querido mês de Agosto com uma triste constatação: estive muito tempo fora de água e a maior parte do tempo mergulhado numa sauna.

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Para quem não leu





















Entrevista ao DN de 29 Ago'11.

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Está dito

"Governo é como turma liceal de contabilidade aplicada"
É por estas e por outras que eu gosto desta mulher.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Leitura obrigatória

«(...) a vitalidade das redes, a sua construção permanente como um mapa sempre inacabado, sempre em conexão, modificável a cada momento com infinitas entradas e saídas, é a prova de que a actividade cultural "ao vivo" está em mudança permanente e exige dos Governos e das organizações uma forma de participar muito mais conforme às vontades e às propostas dos sectores culturais onde se incluem as comunidades científicas, artísticas e os trabalhadores culturais
Não é que seja nada propriamente novo mas a escrita de António Pinto Ribeiro funciona como síntese e como link para outras ligações.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Acredite se quiser *

«(...) A eliminação das "golden shares" a troco de nem um cêntimo não foi outra coisa senão uma escandalosa liberalidade ao capital privado. E não se diga que foi imposição da "troika" pois a "imposição" foi aceite, é bom não esquecê-lo, por PSD, CDS e PS e apesar de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Irlanda, Grécia, Finlândia, Bélgica e Polónia continuarem a manter "golden shares" em empresas estratégicas (provavelmente terão é governos menos servis). (...)» 
A opinião de Manuel António Pina*, Prémio Camões 2011, toca na ferida e faz reflectir o estado da nossa indignação.

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domingo, 21 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PDL!

Ponta Delgada, Agosto'2011
















O 'vandalismo' - para que nos remete a foto - aplica-se à intervenção ou ao abandono a que está sujeito o centro histórico da maior cidade dos Açores?!

A resposta é, neste como noutros casos, simples.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sinalética (ou da falta dela)















Publicado na edição de 15 de Agosto do AO. O X já havia sinalizado a coisa a 12 de Julho.

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sábado, 13 de agosto de 2011

Uma identidade sem fronteiras *











«Um Estado, os seus governos ou as instâncias que o representam tendem ainda hoje como definição das suas políticas culturais ou da prossecução das mesmas a enunciar uma entidade homogénea, representativa do espaço geográfico que delimita o território nacional desse país e identitária do mesmo. Chamam-lhe a cultura portuguesa, ou a cultura espanhola, ou a uruguaia, etc. e reivindicam sempre para esta entidade a possibilidade de que a mesma tenha um tratamento especial porque é portadora de um projecto nacional visível além fronteiras. É uma atitude e um conceito anacrónico, mas que tem adeptos e porta-vozes nos mais insuspeitos representantes de modernidades políticas e económicas. (...)» 
Artigo de António Pinto Ribeiro no Ípsilon de 05 Ago'11.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

2 locais, 2 módulos e 1 passadeira


O Vice diz uma coisa, a Presidente diz outra. A conjuntura ditará outra, parece-me. No entanto, há uma dúvida que me assiste: se estamos a falar de um Museu com 2 módulos e com a possibilidade de implantá-lo em 2 locais distintos podíamos, quem sabe, efectuar uma ligação entre ambos os pólos por uma passadeira?! (aqui colocar um smiley)

Esta situação torna evidente a ânsia na justa contraposição e óbvia sobreposição com a razão. Entretanto pode ser que apareça outro local 'ideal'.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Uma “Europa” desnecessária

«(...) A culpa é da crise, argumentam os devotos. Será. Só que o Mercado Comum e sucedâneos também nasceram de uma crise, nomeadamente da necessidade da América de conter a URSS nas suas fronteiras e de não deixar que o comunismo alastrasse para Ocidente. Em última análise, a vontade e o poder económico e militar americano fi zeram a "Europa", como hoje o desinteresse e o declínio americano a desfazem. Para lá da ridícula pretensão de tornar a UE uma terceira potência mundial (ainda por cima desarmada) entre a América e a URSS, a verdade é que sem a força integradora da "guerra fria", a "Europa" não existiria. Com o colapso da URSS e do império soviético, essa força desapareceu e as velhas divisões do continente voltaram logo à superfície. A famigerada "falta de solidariedade" de que tanto se queixa Portugal não passa do regresso a uma história interrompida. Uma história em que a "Europa" já não é necessária

A leitura de Vasco Pulido Valente, no Público de 05 Agosto'11, não deixa de ter o seu quê de premonitório.

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domingo, 7 de agosto de 2011

Smells Like Teen Spirit




20 anos depois... o espírito da coisa passou a Deluxe.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

E vão 2





















Depois de Antero o «Roteiro» de Nemésio.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Backup

Nos corredores da ALRAA, Horta, Julho'2011
















Imagem do final dos trabalhos da sessão plenária do passado mês de Julho. Hoje foi o meu último dia como deputado na legislatura 2008/2012. O tempo é/foi de backup.

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domingo, 31 de julho de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Intervenção no espaço público

Rua do Perú, Ponta Delgada, Julho'2011
















Nas próximas 2 semanas a arte urbana vai andar pelas ruas de Ponta Delgada. Como em quase tudo - há bom e mau graffiti. Nada tenho contra este tipo de intervenção no espaço urbano. No entanto, a fronteira é ténue entre aquilo que pode ser considerado arte e aquilo que não é nada. O Walk&Talk - Azores pretende desenvolver e dar a conhecer a 1ª perspectiva. A acompanhar.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Alive and Kicking
















«(...) Ora, diziam as notícias (que não foram desmentidas) que a nova Presidente da Assembleia da República atribuiu ao Dr. Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento, um gabinete, uma secretária, um BMW 320 e um motorista. 

Podemos extrapolar sobre o assunto o que quisermos, é claro, mas há duas conclusões a que chegamos rápido: a primeira é de que a Assembleia da República não aplica à própria instituição os cortes que na crise actual o Governo tem vindo a impor aos portugueses; a segunda é de que o Dr. Mota Amaral, sendo solidário com o Governo da República, não é solidário com os portugueses em geral nem com os açorianos em particular. (...)»  
 Leitura obrigatória para este artigo de Mariana Matos publicado, hoje, com o AO. Brilhante, como quase sempre.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

A propósito de "Uma Casa na Floresta"

Fotografia João Luis Albergaria















«(...) A escolha de uma casa no centro histórico de Ponta Delgada para realizar a instalação tem, segundo a autora, várias leituras. “Há um lado de cidadania de quem vê o centro da cidade despovoado, quando existem casas lindíssimas por ocupar" (...)»
 Uma iniciativa que reflecte, por intermédio da Cultura, a realidade que nos rodeia.

* Notícia publicada hoje com o AO

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domingo, 24 de julho de 2011

Mercury Rev




Passou um tanto ou quanto incompreendido à época mas ouvi-o até à exaustão. Hoje, disco & banda, são objecto de culto.

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sábado, 23 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Visita obrigatória

Fotografia AO















O jardim do Palácio de Sant’Ana vai estar aberto ao público do dia 20 de Julho até 20 de Setembro.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Futuro sustentável

Fotografia Pedro Caetano





















GPPS visitou, na passada semana, o futuro parque eólico do planalto do Graminhais, no Nordeste, para testemunhar o enorme esforço do arquipélago, no sentido de reduzir a dependência de energias de origem fóssil.

Em 2010 conseguiu-se 44% de produção de energia eléctrica com origem renovável em São Miguel e, este ano, até Maio e ainda sem o contributo deste novo parque eólico dos Graminhais, já se atingiu os 51%... Este valores colocam os Açores à frente (muito!) das metas comunitárias, com grandes ganhos ambientais e económicos.

Lá fora já se reconheceu este nosso esforço, por cá parece que ainda não.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

5



O Twitter faz cinco anos.

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terça-feira, 12 de julho de 2011

Em desactualização

Largo do Colégio, Ponta Delgada, Maio'11





















A sinalética da cidade de Ponta Delgada está desactualizada e, em alguns casos, danificada.

A informação que nelas consta não condiz, há muito, com a direcção apontada. E existem locais que pura e simplesmente não constam.

A Cultura é disso um bom (mau) exemplo!

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Rede de Centros de Interpretação Ambiental, Investimento Reprodutivo

Fotografia Fernando Guerra















A aposta do Governo dos Açores em dotar o arquipélago de uma Rede de Centros de Interpretação Ambiental revelou-se uma opção acertada.

Sustenta esta opção, por um lado o facto de 13% do território dos Açores ser composto por áreas classificadas. A Região detém, ainda, 23 Sítios de Interesse Comunitário, 17 dos quais marinhos, assim como 15 Zonas de Protecção Especial. Por outro lado, a preocupação em preservar a identidade e memória histórica das nossas populações, através da requalificação e reabilitação, devidamente adaptado às exigências actuais, de património edificado simbólico e importante da nossa Região.

O objectivo fundamental, desta Rede, passa pela educação e pela sensibilização dos jovens e da população, em geral, para as questões do Ambiente, ao mesmo tempo que serve para potenciar o chamado Turismo de Natureza.

Esta acção está consubstanciada no programa do X Governo Regional, no qual se prevê uma medida de concertação entre Cultura, Ambiente e Turismo, dando lugar a uma “tríade endógena”, designação utilizada numa intervenção anterior, cujas áreas de actuação estão intimamente ligadas e são, na sua essência, interdependentes.

A Rede Regional de Centros de Interpretação Ambiental dos Açores é parte integrante da Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza - Azorina, tutelada pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, e é, actualmente, constituída por 11 estruturas, distribuídas pelo Arquipélago. Da Rede e tendo em conta o todo regional, destaca-se: o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo; o Centro de Interpretação do Boqueirão nas Flores, reconhecido em diversas publicações nacionais e internacionais; o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, no Faial, seleccionado como um dos 150 melhores projectos que ilustram o sucesso da aplicação dos co-financiamentos dos Fundos de Coesão. De momento, concorre para o prémio do Museu Europeu do Ano 2012 (EMYA); o Centro de Visitantes da Gruta das Torres, no Pico, o qual arrecadou o 1º lugar no Prémio Nacional Tektónica/Ordem dos Arquitectos, em 2009; o Centro de Interpretação da Fajã do Santo Cristo, em São Jorge; o Centro de Visitantes da Furna do Enxofre na Graciosa; o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas em São Miguel, que recebeu recentemente o prémio internacional de Arquitectura de Pedra 2011, na cidade italiana de Verona, e foi referenciado em diversas revistas da especialidade, nomeadamente, na conceituada revista espanhola El Croquis; e o Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo em Santa Maria.

Para além dos exemplos referidos anteriormente, está em fase final de projecto o Centro de Interpretação Ambiental de Santa Bárbara, na ilha Terceira. Com a sua conclusão o arquipélago ficará dotado, em todas as ilhas, de infra-estruturas de interpretação ambiental, completando, deste modo, o âmbito regional desta rede.

Os projectos que a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar tem vindo a implementar são hoje objecto de referência e merecedores de atenção e destaque, não só pela função que desempenham e para a qual foram concebidos - lugares de divulgação de temas e questões ambientais dos Açores - mas também pela qualidade arquitectónica que edificaram ou, simplesmente, reconverteram. Valorizando, em alguns casos, património edificado associado a etapas económicas importantes que marcaram a história do arquipélago e que, deste modo, e pela sua reabilitação, passam a ser parte integrante do próximo futuro.

Os Centros de Interpretação Ambiental são espaços de memória, que relacionam o passado com o presente, funcionam como um veículo activo na difusão de conhecimento científico e constituem-se como elementos complementares no roteiro turístico e cultural de residentes e visitantes.

Na sua génese está a promoção do conhecimento do património natural das ilhas, de uma forma dinâmica, interactiva, com carácter educativo e científico, de modo a dar a conhecer e, a melhor compreender, as características geológicas e a nossa biodiversidade, através de uma profusa "viagem" aos Açores.

Ao contrário do que, às vezes, é veiculado por quem não sabe interpretar estes sinais, os investimentos de cariz ambiental e/ou culturais, com um forte pendor qualitativo arquitectónico associado, são uma necessidade e têm, pelos exemplos enunciados, comprovado a sua raiz reprodutiva, evidenciada pelo que mais importa: o número de visitantes.

Por aquilo que representam, pelas recentes distinções e pela transversalidade que proporcionam, na tríade já referida – Cultura, Ambiente e Turismo, é oportuno reflectir a repercussão destas obras que, implementadas pelo Governo dos Açores de responsabilidade Socialista, têm contribuído de forma sustentável para dar a conhecer, ao mundo, através de uma simbiose entre o passado e a contemporaneidade, uma dupla vertente do património dos Açores: o natural, e mais recentemente, o património construído.

* Publicado na edição de 10 Jul'11 do Açoriano Oriental
** Adaptado de uma intervenção na ALRAA (Julho'11)

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domingo, 10 de julho de 2011

Uma questão de
















Publicado hoje com o AO. Originado aqui.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Atenção, muita atenção















Retirado da edição de hoje do AO.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um homem de palavra



Diz que é o tal que cumpre com a palavra. O calendário não desculpa tudo.

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domingo, 3 de julho de 2011

Ride



Há 20 anos era mais ou menos isto.

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