domingo, 17 de junho de 2012

Weekend Postcards





















«(...) Tenho de tratar da vida mas aguento, estou na minha hora da poesia (...)»
+ na Companhia das Ilhas.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A crise quando nasce é para todos

A crise veio para ficar, dirão alguns. O certo é que ela tem permanecido mais do que seria desejável e irá continuar a condicionar o nosso quotidiano até final do corrente ano e, muito provavelmente, durante o próximo.

Para o distinto economista Daniel Bessa só agora é que estamos a chegar aos "momentos mais duros". Ainda mais?! A questão que se coloca é: qual o corte que se segue?!

Para fazer cumprir as metas estabelecidas e com a derrapagem na receita fiscal a gorar as previsões do Estado, o grau de exigência irá aumentar. Não existindo um aumento do prazo de ajustamento, terá de ser tudo aplicado e conseguido durante o próximo ano. E, neste processo de consolidação, será muito difícil a economia crescer (nas palavras 'insuspeitas' de Manuela Ferreira Leite) e será utópica a ideia de que as exportações são o único motor de alavancagem de toda a economia nacional. Apesar de ser o sector que melhor desempenho tem tido, a sua intensidade já foi menor no 1º trimestre deste ano, fruto do desaceleramento de toda a economia europeia e sobretudo dos países para os quais exportamos, que, salvo a Alemanha (e não será por muito tempo), estagnaram.

O erro alemão (para não dizer europeu) passou por considerar "que a crise era apenas dos outros, dos gregos, dos portugueses, dos espanhóis e dos italianos". Por esta hora, isso "já não é uma opção", pela simples razão de que hoje, "a política económica não pode fazer-se nos limites exclusivos das fronteiras nacionais" (in Spiegel Online).

Mas a (in)tranquilidade alemã fez despertar a Europa. E o discurso da 'austeridade absoluta' passou a dar lugar à receita do 'crescimento obrigatório'. Somam-se os planos para reduzir os assustadores números do desemprego e devolver (!) a confiança aos consumidores. Mas tal não se vislumbra tarefa fácil e agora são também aqueles que mais induziram ao consumo os que mais sofrem com ele - os bancos. E são, também eles, os que mais desconfianças geram no sector financeiro, que é quem, no fundo, balança todo o sistema económico onde nos inserimos.

Enquanto escrevo estas linhas discute-se se irá haver ou não resgaste à Espanha, a maioria parlamentar na Assembleia da República chumba a descida do IVA na restauração, comenta-se a perda dos feriados nos próximos anos e o quão absurdo esta decisão é (pelo menos nos propósitos que consubstanciam esta interrupção) e Batista Bastos assinala com a sua habitual acutilância a 'miséria moral' das declarações de António Borges, conselheiro do governo da República para as privatizações, ao afirmar sem dó nem complacência que "a diminuição de salários, em Portugal, não é uma política, é uma urgência e uma emergência." A indignação foi a que foi e teve a anuência e patrocínio do 1º Ministro, cuja acção irracional está, nas palavras do Prof. Viriato Soromenho-Marques, «a rasgar todos os limites» da nossa dignidade.

E antes mesmo de terminar, a agência de notação financeira Fitch lança um relatório (mais um!) onde 'acredita' que a Europa vai sair da actual crise, mas, para isso, precisa de mais medidas de austeridade. Os cenários são mais ou menos catastróficos e incluem 5 possibilidades para um futuro próximo: "a saída da Grécia; uma quase-união orçamental; um euro-marco (onde os países mais fortes, como a Alemanha, deixariam o euro); uns Estados Unidos da Europa; o fim da união monetária" (in Agência Financeira).

Nada que faça perder a tranquilidade de um país à beira de um campeonato europeu de futebol. Por cá, os tempos não são menos conturbados, mas assistimos à renovação e à projecção do futuro e do património comum com responsabilidade e confiança.

* Publicado na edição de 11/06/12 do AO
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Está?!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os Açores não estão a saque
















Esta semana fomos confrontados com um conjunto de notícias reveladoras de uma perigosa "hemorragia" que, se não for estancada em tempo devido, corre o risco de imobilizar um número significativo de serviços do Estado na Região Autónoma dos Açores.

Desde o início desta "ordem para cortar", os Açores têm agido com responsabilidade perante as exigências do desígnio orçamental. Porém, parte da aplicação que nos é imposta tem sido feita em surdina, sem olhar às idiossincrasias de um espaço geograficamente descontinuado, e sem articulação, ou com deficits de atenção, para com as entidades regionais - que nunca, e isso convém que seja dito, se colocaram à margem das consequências dos ajustamentos aplicados aos serviços do Estado, cujo emagrecimento tem reflexos imediatos na qualidade dos serviços prestados às populações.

Aliás, temos assistido exactamente ao oposto. Ou seja, o Governo Regional tem agido cirurgicamente, com os pouco meios financeiros que tem ao dispor, quer para tentar suprir a falta de condições, em alguns casos mínimas, de funcionamento de algumas instituições nacionais, ou tentando atenuar os cortes orçamentais com que foram contempladas, quer assinalando o "desmantelamento das funções de soberania e da sua representação na Região", que se verifica ao nível do encerramento de Tribunais, da acção da Polícia de Segurança Pública, da Universidade dos Açores, da fibra óptica para as Flores e Corvo, das obrigações de serviço público no transporte aéreo, do aparente fecho de Serviços de Finanças e do anúncio da redução da emissão e passagem efectiva a "janela" da RTP/A.

Nada disto tem sido feito com parcimónia. O que me espanta é que a indignação de ontem tenha dado lugar a uma passividade generalizada e ao dislate oficial - se estás mal, emigra! O receio da população adensa-se, como ontem afirmou o antigo presidente Jorge Sampaio, pois «no centro da crise estão pessoas - pessoas que temem pelos seus empregos, que receiam pelo seu futuro; no centro da crise estão cidadãos que começam a ficar dominados pelo medo, pela desconfiança e pelo ressentimento, uma mistura explosiva a que há que saber dar resposta».

O actual Governo da República tem tido poucas respostas e tem pautado a sua acção de modo fortuito, confundindo rigor com cortes cegos, agindo de forma arrogante e desculpando-se com os "erros do passado", fazendo tábua rasa do que havia dito em campanha eleitoral.

Não queremos exigir mais da República e temos todos de contribuir para um esforço nacional de eficiência e racionalização de meios. Mas temos o direito de chamar o Estado a cumprir as responsabilidades que exerce em território regional. Não podemos desistir de reivindicar, nem aceitar a alienação do património autonómico sob as promessas da resolução desse deficit por via demagógica e populista e com anúncios de ocasião para tudo aquilo que são funções e obrigações do Estado. A não ser que sejamos adeptos do "estado mínimo", com todas as implicações que isso comporta. Será que quem preconiza esta agenda tem como único objectivo obrigar a região a pedir um resgate financeiro como o da Madeira? Ou quererá entregar a Autonomia Regional ao Terreiro do Paço?! "Os Açores não estão a saque", como afirmou responsavelmente (e bem) Vasco Cordeiro em São Jorge.

* Publicado na edição de 04/06/12 do AO
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tuning


Portas da Cidade, Ponta Delgada, Maio'2012



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Singularidade Qualificada














Apesar da austeridade e da falta de oportunidades para todos, existem ainda boas notícias. O Açoriano Oriental deu destaque à utilização de rendas do Pico por parte da mais internacional das artistas nacionais – Joana Vasconcelos. A artista prepara uma exposição em Versailles, França, que, desde 2008, convida artistas contemporâneos a exporem no espaço. A estratégia visa captar mais público para um local inscrito no roteiro do turismo cultural mundial, mas que necessita de se reinventar.

Outra notícia que merece ser realçada tem a ver com os prémios de Museu Europeu do Ano, em que o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos foi finalista. Não ganhou, mas apenas o facto de constar da lista de seleccionados é per si uma vitória. Quer o projecto de arquitectura, quer a produção de conteúdos valorizam este projecto e tornam-no distinto, posicionando-nos de forma qualitativa numa rede europeia. A selecção do Centro de Interpretação evidencia o valor dos programas que visam potenciar aquilo que nos distingue, em vez das propostas de cópia de modelos falidos ou de réplica do que não se aplica à nossa realidade.

A este propósito, recordo o que escreveu António Pinto Ribeiro sobre os mitos do Turismo Cultural (Público/Ípsilon de 11/05/12) e sobre outros mitos que por cá se têm propagandeado. Primeiro, porque a depressão colectiva causada pela inevitabilidade da austeridade (agravada por irmos para além da Troika) deu lugar a uma retórica do crescimento, no seguimento da vitória de François Hollande, que até aqui tinha sido amplamente criticada por quase todos e que agora passou a 'solução' para todas as nossas maleitas. Segundo, também a subida dos impostos directos ao sector turístico e cultural, com o IVA à cabeça, fez com que o governo da república conseguisse atrofiar «(...) uma actividade que é uma fonte de receitas importante para o país», sem que importem «os custos sociais e ambientais que tal pode provocar», bem como «conduziu à criação de mais uma mítica solução económica para o país».

Neste sentido, também a notoriedade e a valorização do destino Açores não se faz apenas com a possibilidade de turistas e residentes viajarem de forma mais acessível, isto apesar das passagens estarem, actualmente, a valores médios mais baixos com preços de combustíveis mais altos. Não obstante, esta é uma revindicação legítima e que é de todos. O que se estranha é que quem faz bandeira disto, não fale da necessária qualificação dos diversos sectores associados ao Turismo. Mais estranho, ainda, é que dois ex-presidentes da SATA não saibam como baixar as tarifas aéreas, nem apontar um valor para tal redução e que não o tenham feito no tempo devido. Felizmente, há quem o saiba fazer sem onerar as obrigações de serviço público.

Nos Açores não devemos «encenar a História» nem fazer dela um «espectáculo» e muito menos aderir a uma «lógica da espectacularidade populista», por muito que nos digam que isso é o está a dar. Devemos, isso sim, pugnar pela qualificação e pela singularidade que nos distinguem, como fazem as rendas do Pico nas obras de Joana Vasconcelos ou o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.

* Publicado na edição de 28/05/12 do AO
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terça-feira, 29 de maio de 2012

É d' Homem!

«(...) Ainda hoje é possível ver como tudo o que depende da administração central anda mais devagar e tudo quanto somos chamados a fazer por nós anda mais depressa. (...)
O último discurso de Carlos César, ontem, nas comemorações do Dia dos Açores, é revelador do Homem que é e tem sido como Presidente do Governo. Ninguém ficou indiferente às palavras que proferiu. Sobretudo quem não o aplaudiu.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Parar é Morrer

RX, Abril 2012





















O encerramento do Festival Panazorean ficou marcado pela estreia, entre nós, de "É na Terra não é na Lua" o multipremiado filme/documentário do realizador Gonçalo Tocha.

As cerca de 400 pessoas que assistiram às 3 horas de exibição não saíram defraudadas. Se a duração podia, à partida, ser um entrave à mobilização de público, tal não se veio a verificar. A duração pouco conta neste filme, o tempo sim. São 3 horas de exibição pública, mas foram muitas mais as que ficaram em arquivo, como nos confidenciou o realizador na breve conversa que se seguiu à projecção de "É na Terra…". O mais difícil foi o tempo de montagem, o de construir um filme com base num 'arquivo' de 160 horas recolhidas ao longo de semanas e meses. O registo é de intimidade. A câmara não é um estranho, um intruso. Passou, sim, a ter o estatuto de mais um elemento na 'imensa família' que habita o Corvo. A deambulação inicial dá lugar à partilha dos momentos mais íntimos, do acompanhar das rotinas quotidianas, do abrir do baú da(s) memória(s), como se estivéssemos na presença de um parente distante de visita às raízes familiares. O sentido de partilha e de generosidade da população do Corvo com o Gonçalo e do Gonçalo com o público resulta em algo especial. E esse facto não tem passado despercebido a quem vê o filme, seja em Locarno, em São Francisco, Madrid ou Buenos Aires, lugares por onde tem passado e amealhado prémios. Há uma partilha de identidade(s) sem recurso a uma localização geográfica pré-determinada.

Vem esta entrada a propósito de 2 situações. A primeira tem a ver com a displicência com que, localmente, ignoramos acontecimentos culturais ímpares, que passam entre nós, com a agravante de atribuirmos notoriedade a quem ostensivamente não a tem - situação que urge alterar. Não podemos balizar tudo pelo mesmo diapasão. E esta discussão não tem nada a ver com o que é popular ou erudito. Isso é 'entretenimento' para quem não sabe ou não tem nada para dizer.

A segunda está intimamente associada ao Gonçalo, nomeadamente, no que concerne ao reconhecimento internacional que a jovem cinematografia portuguesa tem tido, nos tempos mais recentes, e do quão mal estamos em termos de Cultura na República. A falta de meios não explica tudo e não colhe. Ninguém está indiferente à redução de meios e à contenção a que estamos, todos, sujeitos (dificuldades com que o sector cultural sempre se deparou e com as quais sempre trabalhou). Estamos, sim, a falar do corte total e absoluto de verbas por opção ideológica. Uma acção que motivou a ida à Comissão de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República, dos realizadores Miguel Gomes, João Salaviza e Gonçalo Tocha, para «(...) deixaram bem vincado o paradoxo. Num momento em que uma nova geração de cineastas acumula prémios em festivais internacionais de renome, o cinema em Portugal corre o risco de desaparecer (...)».

Esta e outras situações são reveladoras do estado de espírito em que vive o país, quando pequenas conquistas, da Cultura ao Estado Social, são colocadas em causa pela ausência de políticas com critérios bem definidos e, de momento, são deixadas à mercê da "livre iniciativa".

Ao contrário da ideologia vigente "o valor da Cultura não se mede pelo montante da sua conta no Orçamento" (nas palavras do escritor João Ricardo Pedro). O olhar íntimo de Gonçalo Tocha sobre a realidade de um pequeno universo de ilha é, ou permitam-me que o leia deste modo, o repositório de uma humanidade e esperança perdidas na voragem destes dias e do clima suicidário que se instalou na Europa. "Parar é morrer" disse Manoel de Oliveira na sua mensagem aos deputados da Assembleia da República. Faço minha a lucidez das suas palavras.

* Publicado na edição de 21/05/12 do AO
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Álvaro, a quanto obrigas!

O que ontem era verdade hoje pouco importa.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Encerrado à circulação





















Por altura das maiores festas religiosas dos Açores os WC’s públicos, na cidade que as acolhe, estão fechados (o 'Metro' na Av. Infante D. Henrique estava ontem, pelas 20h00, encerrado à circulação). Convém referir que a menos de 100 metros estão instaladas as chamadas 'barracas' de comes e bebes que, anualmente, juntam muitas centenas, para não falar de milhares de pessoas, que não têm acesso a instalações sanitárias em número (e condições) suficientes. O que por si já é condenável e reprovável.

Passam os anos mas esta chaga não se altera. Será esta visão cosmopolita da autarquia?! Ou estará, também ela (a visão, entenda-se), fechada por imposição da troika?!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

No comments

Proposta prevê redução superior a 40% nas passagens aéreas

O silêncio de Lisboa diz quase tudo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mau tempo

Estrada » Feteiras » Vista do Rei, São Miguel













O mau tempo que se tem feito sentir nos últimos dias, no arquipélago, já provocou inúmeros prejuízos materiais e alguns insólitos. Felizmente, e até ao momento, sem vítimas a registar.

sábado, 12 de maio de 2012

Desiquilibrado?!

Marcelo Rebelo de Sousa diz que declaração de Passos Coelho foi "desequilibrada"
O país passa a vida a tentar interpretar o que dizem os mais altos magistrados da nação. Será um problema das massas ou um desiquilíbrio de poder(es)?!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Penoso

Viegas diz que Europa Criativa libertará entidades culturais da dependência de subsídios
A postura do SEC revela, a cada dia que passa, um enorme desconhecimento do sector que ele, supostamente, governa.

Confesso que, sem grande surpresas, isto já começa a ser penoso.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O dia seguinte

"Hollande: austeridade não é uma fatalidade"
Infelizmente, o entendimento dos mercados é outro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Haja 'esperança'!

Esperança, Campo de São Francisco, Abril 2005
















«(...) A 18 de Abril deste ano a "Google" prestou homenagem com logótipo personalizado ao poeta açoriano Antero de Quental, assinalando os 170 anos do seu nascimento. Antero de Quental suicidou-se em 1891, em Ponta Delgada, deixando o seu nome inscrito na Poesia e Cultura portuguesas.

Com o aproximar das Festas do Senhor Santo Cristo lá estão (mais uma vez) as barraquinhas a tapar o banco onde se matou o poeta e a âncora com a palavra “esperança” inscrita.


Não era já tempo da Câmara Municipal de Ponta Delgada ter protegido aquele local? Era. (...)


O Governo dos Açores já fez a sua parte: criou o "Roteiro Cultural Antero de Quental", permitindo assim convidar os locais e visitantes a fazerem parte da história desta cidade, vivendo-a.


Um povo sem história (sabemos todos) é um povo sem memória. E Antero de Quental merece maior respeito do poder municipal… (...)»
Entrada pertinente de Mariana Matos hoje com o AO.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pontos no i's

Carlos César diz que há uma estratégia de desresponsabilização do Governo da República com aliados nos Açores
É necessário reagir a esta contínua onda de desresponsabilização da República (para não lhe chamar outra coisa) em torno de questões fundamentais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A tomar nota

«(...) Para os que criticam tudo, cumpre recordar que o PIB de Portugal é hoje sete vezes maior do que o de 1950, duas vezes maior do que o de 1974, e corresponde a mais de 80% do que era quando aderimos à CEE. Além disso, a economia portuguesa foi uma das que mais se desenvolveram de 1980 até 2001: nesta data, tínhamos a 3.ª taxa de desemprego mais baixa do Sul da Europa, e também a 3.ª mais baixa da CEE a 12 (números do Prof. João César das Neves).

A grande crise surgiu, como se sabe, em 2008-09, a partir da América. Mas veio encontrar-nos bastante debilitados: por um lado, se o aumento da produtividade entre 1999 e 2008 foi bom, 7,59%, a subida dos salários reais foi excessiva, 6,58%. (Compare-se com a Alemanha: 8,69 v. 2,67); por outro lado, o défice da balança de transacções com o exterior quase quadruplicou entre 1996 e 2010 - por isso, até 1997, o nosso endividamento externo passou de 0,8% para 3,6% do PIB; em 1998, atingiu 5%; e de 2000 a 2010, duplicou outra vez, chegando aos 9,8% do PIB.

Em tudo isto há culpas da nossa parte, claro (já identificadas). Porém, houve dois factores externos que nos empurraram mais para baixo: primeiro, desde 2000 a Alemanha encorajou-nos a gastar mais para aproveitar o baixo custo do dinheiro, e nós comprámos-lhe tudo o que pudemos; depois, face à crise de 2008-09, a Alemanha acusou-nos de gastar de mais e de não sabermos controlar os nossos gastos. Realmente...
(...)»
Diogo Freitas do Amaral no Público de 25 ABril'12.

terça-feira, 24 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Doodle















Ontem Antero foi alvo do Google.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Provincianismo

«(...) Berta Cabral aproveitou a oportunidade para anunciar, ainda, a realização, no princípio do mês de junho de uma visita guiada aos bastidores de Serralves, que se encontra aberta aos artistas de todas as ilhas. Esta visita guiada, adiantou, poderá estender-se a Guimarães – Capital Europeia da Cultura – e surge numa altura em que a fundação está a realizar o seu maior evento anual, Serralves em Festa. Adiantou que os custos inerentes à participação dos artistas açorianos nesta visita guiada estão a cargo dos próprios, (...)»
Convidar os artistas para conhecer um Museu (!) e depois pedir-lhes que paguem do seu bolso?!! Há aqui qualquer coisa que me escapa...

Assim se faz campanha (a tempo inteiro) prometendo o que não se tem (e passando um atestado de menoridade aos artistas locais). Uma atitude provinciana e inqualificável!

domingo, 15 de abril de 2012

Noite de Festa



Esta search teve inicialmente outro nome - podia ter sido The Party's Over ou Desesperadamente à procura dos nossos 'discos perdidos' - e foi revelada, este sábado, na abertura do Panazorean.

A 1ª parte desta viagem termina, em parte, com este filme.

Ao Nuno, aquele Abraço.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Daqui não saio, daqui ninguém me tira

Berta Cabral diz que, na "altura certa", anuncia saída da Câmara
O PSD/A fala mas não muda e continua agarrado ao poder, mesmo e apesar de repetir, vezes sem conta, querer diminuir os políticos a tempo inteiro. Curioso, não?!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A minha 'incompreensão' é total

















Estes últimos dias têm sido pródigos em acontecimentos, simplesmente, inacreditáveis!

domingo, 8 de abril de 2012

Alive and Kicking



A ressurreição por quem todos esperavam.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quebrou ou não quebrou, eis a questão?

Passos quebrou ou não um dos "compromissos inquebráveis"?

As evidências tornam a resposta numa questão óbvia.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Desculpe, importa-se de repetir?!

"Ficámos um pouco surpreendidos com a subida do desemprego e ainda temos dificuldade em interpretar esses números", admitiu hoje Peter Weiss, responsável da Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECFIN)
Perante este nível de surpresa questiono seriamente o grau de lucidez destes responsáveis da Comissão Europeia - estaremos a ser vítimas de algum tipo de experimentação económica?!

domingo, 1 de abril de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Lamentável













Empenho lamentável.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Misfits

Cinco empresas públicas mantêm salários dos gestores em 2012
A aprovação em Conselho de Ministros da limitação para salários de gestores públicos não durou um mês sem ser adaptada. Estamos perante um sector empresarial público repleto de misfits.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Requintes de "cobardia"
















A propósito de um prefácio extemporâneo.

Imagem retirada daqui.

terça-feira, 13 de março de 2012

Aberrante


Miguel Relvas: TAP e CGD não são exceções mas sim adaptações
O que antes era para todos passou a ser para alguns.

Um critério aberrante, desmobilizador e promotor de injustiças.

Começam a faltar argumentos perante tamanho desgoverno.

terça-feira, 6 de março de 2012

Bocadito?!

"Houve um erro na escolha de um denominador que altera um bocadito o passivo líquido por habitante. Mas não altera o passivo global, não altera o endividamento líquido global, nem os resultados económicos. A única falha foi na divisão do passivo líquido pelo número de habitantes", salientou João Carvalho.
Desta forma, Ponta Delgada, que é apresentada à frente da lista dos concelhos com menor volume de dívida líquida por habitante, "não está tão bem como apresentado no Anuário Financeiro", acrescentou.
Ponta Delgada não entra nos primeiros cinquenta lugares da lista, mas, segundo João Carvalho, "também não está num lugar preocupante".
Não é preocupante?! O facto é que passou do 1º para lá do 50º. Será o tal bocadito?!

Esta é prova que o algodão não engana e que César tinha razão na crítica que ontem fez.

O orgulho ainda é o que era?!

* bold é meu

domingo, 4 de março de 2012

?

Pode ser que haja alguém capaz de fazer uma pergunta...ou não?!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ponto (de honra!)











 A ler com o Expresso desta semana.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Montra familiar



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fugiu ou não fugiu?!


Visita de Cavaco a escola cancelada por 'um impedimento'
O suposto impedimento terá sido este?! Fica a questão.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Declaração de interesses















A propósito das campanhas de maledicência, difamação e má fé que por aí circulam...oportunamente, e de forma arregimentada, em ano de tensão pré-eleitoral.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O dito e o feito

Entre o que Passos Coelho diz sobre Cultura e a prática da sua governação há um abismo de consequências catastróficas
A ler.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Convite















+ info aqui.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

?

Ponta Delgada, Dez'11




















Implosão ou explosão?!

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Para mais tarde recordar

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Objectivo cumprido

«(...) A introdução dos Passes Sociais em S. Miguel e Terceira estão a ter uma boa adesão por parte das pessoas, principalmente na modalidade de “Passe 30 Dias”, com vantagens económicas para os utentes, pois os passes sociais representam descontos de 30 a 50 por cento e tem viagens ilimitadas por mês, assim como o novo passe social, o “Passe Desempregado”, destinado a desempregados e o Passe para a 3ª Idade (Pensionista e Invalidez) que beneficiam de um adicional de 25 por cento. (...)»
Aproveito esta notícia para sinalizar a proposta inicial.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

?

Ainda e a propósito da(s) reforma(s) do PR: nunca percebi como é que um Presidente, no activo (!), opta por ser pago por algo que já fez e não por aquilo que faz?! Sinceramente, não percebo.

Mas tudo isto faz sentido para a maioria e o professor já veio dizer que o PR "quis dizer uma coisa e saiu-lhe outra". Penoso.

Hoje foi, ainda e apenas, o 1º dia do 2º ano do 2º mandato de Cavaco Silva.

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domingo, 22 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Oops, they did it again!

«(...) Se Mega Ferreira, nos dois mandatos à frente da instituição, deu «provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão que lhe foi incumbida», porque razão sai agora, quando por lei ainda podia ficar à frente do CCB durante mais três anos? Não se entende. Ou melhor, percebe-se uma coisa muito simples: sem pôr em causa as qualidades de Graça Moura e a sua grande experiência em cargos desta magnitude, há aqui claramente uma mudança de azimute político. Onde estava um intelectual mais ou menos alinhado com o PS, passa a estar um intelectual ostensivamente alinhado com o PSD. Numa altura em que assistimos ao verdadeiro assalto da EDP e outras empresas de forte participação estatal, por parte dos boys e girls laranjinhas (mais uns quantos centristas), a nomeação de Vasco Graça Moura para o CCB vai parecer mais do mesmo».
objectividade do Bibliotecário.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desculpe, importa-se de repetir?!

«O PS e o governo mantêm o PSD e a sua líder debaixo de um ataque permanente, muitas vezes excessivo e pessoal, para alijar as suas responsabilidades e disfarçar a crise económica e social para onde conduziram os Açores»
Há quem ande tão deslumbrado consigo próprio que não consegue - sequer - ler o que diz.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pela dignidade da Cultura

«O Ministério da Cultura reduzido a Secretaria de Estado; um corte de quase um terço no orçamento da Cultura; os organismos de produção artística do sector público amalgamados num monstro ingerível; os concursos para apoio à produção de Cinema suspensos; cortes unilaterais de 30% nos subsídios já contratualizados com os produtores artísticos; extinção dos cargos de Portugal junto da UNESCO e de pre...sidente da Comissão Nacional da UNESCO; e agora a agência noticiosa do Estado a suprimir a secção de Cultura. O que esta gente tem pela Cultura já não é só desprezo, é uma espécie de alergia militante que ora inspira alguma repulsa ou, noutra óptica, pode até despertar uma certa comiseração, porque revela sobretudo um primarismo e uma grosseria essencial confrangedores. Mais do que uma visão cultural de Direita, que em si mesma teria uma legitimidade própria, esta gente faz gala de ostentar uma rejeição liminar da dignidade da Cultura, a lembrar a frase célebre do general franquista Millán Astray: "Morra a Inteligência! Viva a Morte!"»
Uma entrada de Rui Vieira Nery a propósito do encerramento da secção de cultura da LUSA.

* o bold é meu

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A tratar da sua vidinha

«As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo... isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado. (...)»
A ler até ao fim.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012
















Um início de 2012 em Alta, bons prenúncios e desejos que a colheita seja ainda melhor!

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Festas felizes

Ponta Delgada, 24 Dez'11

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mas que grande lata!

Açoriano Oriental 18 Dez'11

















Pelos vistos o embargo compensa.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Unbelievable


«Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados»
Desejos de boas festas antecipados?! Passamos da Indignação à resignação...simplesmente Inacreditável!

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Read if you please

«(...) Sou capaz de respirar fundo quando pela milionésima vez se ceder às chantagens e desmandos de Alberto João Jardim, achar que os onze grupos de trabalho criados em dez semanas de governação são mesmo necessários - sobretudo os três dedicados ao futebol - ou engolir em seco ao ouvir o ministro para tudo e mais alguma coisa, Miguel Relvas dizer que vai antecipar o pagamento das dívidas da RTP para a poder entregar de boa saúde, sem ónus ou encargos, às dezenas de empresas que, com certeza, acorrerão ao concurso de privatização. (...)»
Esta crónica tem 3 meses mas continua actualíssima. A ler, por favor!

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Imoral?!

A Assembleia dos Açores gasta cinco vezes menos do que a ALM, nas subvenções aos partidos. A referência foi feita por Carlos Pereira (PS) que defende uma redução.
E sobre esta e outras matérias o que dizem Marcelos, Mendes e Passos?!

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Por estes dias...



Entre o milagre da vida e a auto-ajuda. Recomendo.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um excedente colossal





















 Afinal o 'desvio colossal' é excedentário. Ou não será bem assim?!

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Merecedor de um estudo

«Para o PSD, repito, é tudo um fingimento. Veja-se o caso da sua proposta de redução em 50% de custos associados à realização de estudos pela administração. Tomemos nota: só nos últimos cinco meses, o PSD começou por anunciar a necessidade de criação de um centro para estudos de suporte a medidas de inovação curricular no ensino; a propósito das finanças regionais propôs uma unidade técnica para elaborar estudos; poucos dias volvidos, volta a criticar decisões de governo que, segundo diz, foram tomadas sem os estudos necessários; a seguir fala de quotas leiteiras e logo reclama um estudo sobre o impacto da sua abolição; antes, já tinha defendido a proibição da venda de sementes transgénicas nas ilhas enquanto faltarem estudos; discute a localização em parqueamento da frota dos aviões da SATA e pede de novo um estudo sobre o assunto; analisa o problema de uma ruptura de água em Angra do Heroísmo e protesta por não terem sido realizados estudos técnicos em quantidade; ouve falar da reutilização de resíduos e faz de imediato um requerimento ao governo exigindo estudos sobre a utilização da biomassa nos Açores; fala de transportes marítimos de passageiros e logo anuncia mais um estudo para um novo modelo; na semana seguinte, quer o estudo das qualidades do leite na Região; pouco tempo antes tinha exigido um estudo sobre a situação da maternidade na adolescência; nesta própria Assembleia está pendente a apreciação de mais uma proposta do PSD para que o Governo elabore um estudo sobre o “bullying” nas escolas. Tudo isso em apenas cento e cinquenta dias, e diz, agora, com o maior desplante, para constar, que quer reduzir para metade o custo da realização de estudos. Tudo, como se demonstra, um fingimento!»
Intervenção do Presidente do Governo no encerramento dos debates do Plano e Orçamento.

Tibério, obrigado por esta esclarecedora síntese.

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domingo, 20 de novembro de 2011

Na íntegra



Para ouvir na íntegra a entrevista da jornalista Rosário Lira (Antena 1) ao coordenador do grupo de trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social, João Duque.

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sábado, 19 de novembro de 2011

Inauguração





















Hoje no P2/Público, com direito a capa, extensa reportagem dedicada à abertura, na cidade da Horta, da Casa Museu Manuel de Arriaga.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Azores Islands Bodyboarding Festival 2011


Para acompanhar aqui.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Subscrevo

«(...) E se uns andam à beira do pânico, outros, apesar de assustados, tentam resolver os seus problemas domésticos e provar à Europa e aos Mercados que conseguem arrumar a casa, limpar as dívidas e voltar a ter uma folha limpa. É o caso de Portugal. Mas, como já aqui escrevi, limpar as contas é apenas um dos lados da equação que Passos Coelho tem para resolver, falta o outro lado, o lado das reformas estruturais que garantam uma economia sólida e capaz de crescer de forma sustentada. Sem isso tudo o resto é mero desgaste de energia e sacrifícios de todos nós. E se o governo de Passos Coelho parece estar no rumo certo para corrigir os erros do passado em que Portugal viveu acima das suas posses, há contudo alguns sinais preocupantes para os Açores. Desde logo a imposição de serem os governo regionais a pagar às autarquias os 5 por cento do IRS que até agora eram pagos pelo Estado; os aeroportos que passam a ser responsabilidade financeira das Ilhas, há ainda a questão da RTP Açores e, por fim, soube-se agora que a Força Aérea quer que seja a Região a suportar os custos das operações de emergência nos Açores. E o Estado? O que faz o Estado nos Açores? Limita-se a impor mais despesa aos cofres da Região, mais responsabilidades? Ora aí está uma maneira camuflada de efectivamente cortar nas verbas para os Açores sem as cortar no Orçamento. Olha que é preciso ter descaramento
Nem sempre estou em sintonia com o que escreve o Paulo Simões. Contudo, esta semana, subscrevo e assino por baixo o editorial do passado domingo.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um desfecho previsível

Missão da RTP Madeira e Açores está "terminada"
Grupo de trabalho ou comissão liquidatária?!

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domingo, 13 de novembro de 2011

Esta é uma crise cambial ou financeira?

A maioria das pessoas fala de uma crise financeira mas deveria falar de uma crise de crédito. A relação entre os devedores e os credores devia ser melhor enquadrada. As antigas relações são baseadas no rating. O break up deste princípio levou a que os fundamentos financeiros do sistema de crédito não estejam a funcionar de uma forma correcta. Desde que o sistema de crédito foi atingido, o sistema financeiro sofreu as mesmas consequências. Isso significa que se tem de reconstruir o sistema para voltar a haver crédito. Os ajustamentos das relações de crédito são assim: as antigas estão baseadas em notações erradas. Agora é preciso recriar verdadeiras relações de crédito baseadas em notações verdadeiras. Pensamos que esta definição é muito importante. Se olharmos para o preço do crédito nesta perspectiva, percebemos que o sistema vai levar muito tempo a recuperar.
Leitura obrigatória para esta entrevista ao i do presidente da empresa de rating chinesa.

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sábado, 12 de novembro de 2011

@NewYorker














«(...) This summer, in the deep waters of the Azores, I swam with sperm whales. In the silence of their world, listening to the rhythm of their sonar clicks, feeling the scale of their social cohesion, I was more aware than ever before of the history that has passed between us. Now, as I pick up “Moby-Dick” again, prompted by Philbrick’s provocative book, I’m reminded of a salutary notion: that the whales that inspired Melville were around long before us, and may, with luck, outlive us, too
Lido 1º aqui antes de mergulhar na New Yorker.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Foi você que pediu uma Secretaria de Estado da Cultura?

Quando Passos Coelho anunciou que a Cultura seria tutelada por si próprio, primeiro-ministro, delegando competências governativas a uma secretaria de Estado, argumentou com a transversalidade dos assuntos da cultura, alegou mecanismos acrescidos de eficácia e poupança de custos para benefício da Cultura, fazendo crer que uma secretaria de Estado, em vez de ministério, seria uma forma de favorecer a acção do Estado neste domínio e obter vantagens que um ministério autónomo não poderia oferecer.

Lembro-me de ler e ouvir vozes concordantes, de diversos quadrantes da sociedade portuguesa e até de agentes culturais, convencidos que daí viria mais verba e uma estratégia concebida ao mais alto nível, protegida pelo primeiro-ministro himself.

Sabemos bem que o esforço para a consolidação das contas públicas afecta toda a estrutura organizacional portuguesa, mas também sabemos que a Cultura já está nos limites mínimos do investimento público, área em que, aliás, não foram deixados "buracos" financeiros, pura e simplesmente porque em 2011 já foram assumidos, com coragem e custo político, cortes na despesa que evitaram dívidas e derrapagens orçamentais. Ao contrário do discurso oficial do actual Governo, o combate à crise começou em 2010, não agora, e a Cultura já lhe deu todo o contributo que podia, até ao osso.

Pois bem, decorridos quatro meses, apresentadas as primeiras medidas e analisado o OE para 2012, fica claro aquilo para que muitos de nós vínhamos alertando, incessantemente - a despromoção da Cultura na orgânica do Governo corresponde, efectivamente, à despromoção da eficácia da sua acção.

Para além da perda de 43 milhões de euros, menos 17,4% do que em 2011 e a maior perda percentual entre todas as áreas da governação (afinal a poupança não reverteu para investimento na Cultura), assistimos à progressiva incapacidade do Governo em salvaguardar princípios fundamentais consagrados internacionalmente há décadas: a liberdade programática, o respeito pela inovação e o incentivo à fruição cultural, como instrumentos para a evolução das mentalidades e reforço da capacitação intelectual dos cidadãos.

Acabar com as entradas livres nos museus aos domingos de manhã, aumentar o IVA para 23% nos espectáculos, reduzir as dotações dos teatros nacionais em 20%, cortar 30% ao CCB, Serralves e Casa da Música é "cuidar das artes" como disse o secretário de Estado da Cultura? São estas as medidas de discriminação positiva que vêm de S. Bento? Perder metade dos consumidores de cultura em Portugal, perder receita fiscal, postos de trabalho, competitividade internacional nas artes e afastar as famílias do património? Foi para isto que a Cultura passou para a tutela do primeiro-ministro?

O último ataque à Cultura deu-se esta semana: as receitas dos jogos sociais (3,5% para a Cultura) deixam de estar consignadas, por decreto, à Cultura. Passam para a tutela do ministro Miguel Relvas, por junto com a juventude e desporto, para serem distribuídas conforme decisão política da PCM. Resultado: só nessa rubrica, a Cultura já perdeu três milhões.

Para que serve, afinal, depender do primeiro-ministro?

E que dizer sobre a imposição de controlo prévio à programação dos teatros nacionais, dos critérios de bilheteira para os apoios às artes do palco e cinema? Apenas isto: é um apelo populista, perigoso e demagógico que é dirigido à vox populi, que procura bodes expiatórios para os sacrifícios insuportáveis que lhes estão a ser exigidos, para que se volte contra os criadores e intelectuais, acusando-os de despesistas e inúteis; é arregimentar apoios no povo que sofre, para justificar esta política de exclusão do pensamento humanista e de destruição do tecido cultural nacional. Um povo inculto é um povo submisso. 

* Artigo de Gabriela Canavilhas hoje com o Público.

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domingo, 6 de novembro de 2011

Em defesa da democracia, da equidade e dos serviços públicos

Os signatários reconhecem a necessidade de medidas de austeridade, mas aquelas medidas são excessivas e iníquas

As medidas extraordinárias inscritas na proposta de Orçamento para 2012 põem em causa alguns dos princípios fundamentais do Governo democrático e do Estado de Direito, porque contrariam em absoluto vários compromissos eleitorais fundamentais, bem como a necessária igualdade e justiça de tratamento dos portugueses, a qualidade dos serviços públicos e a motivação dos seus servidores.

Essas medidas, que comprimem brutalmente o nível de vida dos portugueses, são múltiplas: a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; a eliminação das promoções e progressões na carreira, bem como o corte de salários (entre 5 e 10 por cento), apenas para a função pública (FP); o aumento de meia hora de trabalho diário para o sector privado; o brutal aumento da carga fiscal, sobretudo sobre consumidores e assalariados, ampliando o fosso de rendimentos entre capital e trabalho e as desigualdades sociais, num dos países mais desiguais da UE.

Os signatários reconhecem a necessidade de medidas de austeridade para o saneamento das finanças públicas e que a redução do défice se faça prioritariamente do lado da despesa. Porém, aquelas medidas são excessivas e iníquas e, não estando inscritas no memorandum, podem por isso ser alteradas em sede parlamentar sem pôr em causa uma necessária trajectória de consolidação orçamental.

O Governo alega estar a corrigir, assim, um diferencial de remunerações e estabilidade no emprego pretensamente favorável aos trabalhadores da FP. Porém, esta alegação parece ignorar os resultados de diversos estudos que mostram que se os servidores públicos menos qualificados recebem de facto um "prémio" salarial quando comparados com os do privado, entre as profissões mais qualificadas acontece precisamente o inverso. Como é reconhecido nesses estudos, há profissões públicas que não têm equivalente no privado. Acresce que há no sector público cerca de 45 por cento de pessoas com formação superior, enquanto que no privado há cerca de 13 por cento. Mais, excepto para as funções de soberania, há hoje um novo "contrato em funções públicas" que mostra que o diferencial de estabilidade no emprego é cada vez mais reduzido: basta ver as longas listas de "excedentários".

Finalmente, ou o corte de salários e subsídios é definitivo, mas nessa altura ofende a Constituição, por significar uma restrição brutal, desproporcionada, desrazoável, não indispensável e não suficientemente justificada dos direitos à retribuição e à segurança social, ou é transitório, sendo então equivalente a um imposto extraordinário embora contabilizado como um corte de despesa. Mas, neste caso, viola o princípio constitucional da igualdade por pretender resolver uma dificuldade conjuntural, de natureza e responsabilidade nacionais, à custa de um encargo gravíssimo incidindo exclusivamente sobre uma parte dos portugueses em função da sua situação económica e condição social.

Ao "tributar" fundamentalmente os quadros médios e superiores do Estado, o Governo está a desmotivar uns e a incentivar outros à saída, além da violência psicológica e da punição que isso significa sobre milhares de quadros e funcionários competentes e dedicados ao serviço público durante décadas. O Estado ficará mais fragilizado, mais incapacitado de servir o interesse público através da prestação de serviços jurídicos, de educação, de saúde, de acção social, entre outros.

Esta situação de injustiça social é agravada pelo facto de ser pelo menos parcialmente desnecessária. O que consta do memorandum com a troika, e que contribuiria para a redução da despesa pública, é a eliminação de desperdícios e ineficiências no Estado, as ditas "gorduras", em 500 milhões de euros para 2012. Esse objectivo não está, no entanto, previsto na actual proposta de lei do OE 2012 e é em parte por o Governo se revelar incapaz dessa redução que é proposto o corte de salários e pensões. Se não consegue cortar, de facto, na despesa pública associada aos desperdícios, deve implementar medidas que abranjam, de forma equitativa e progressiva, todos os portugueses (trabalhadores no activo, públicos e privados, pensionistas, empresas e seus accionistas), ou seja, considerando apenas como elemento de diferenciação o nível de rendimento e não penalizando sobretudo os pensionistas e a função pública.

Por tudo isto, os subscritores deste manifesto requerem uma alargada discussão pública, quer sobre a renegociação de certos aspectos do memorandum da troika - obviamente irrealistas -, quer sobre medidas alternativas às que geram maiores desigualdades no actual OE 2012.

Nesse sentido, apelam a todos os grupos parlamentares que procurem soluções mais consensuais e universais que, não pondo em causa a consolidação orçamental, promovam o crescimento, o emprego, a solidariedade social e, simultaneamente, valorizem a qualidade dos serviços públicos e a dignidade e a motivação dos seus profissionais. Desta forma, não se poria em causa a Constituição da República Portuguesa e a qualidade da democracia alicerçada na equidade de tratamento entre todos os portugueses.

Nota: um texto equivalente a este, apenas mais curto e em forma de petição, estará a partir de hoje disponível para assinar aqui

Alfredo Barroso, Comentador Político, Ex-Chefe da Casa Civil do PR Mário Soares. Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Universtitário (PU), UP. Amadeu Carvalho Homem, PU, FL-UC. Ana Benavente, Socióloga, Investigadora, ICS, Ex-Secª. de Estado. Ana Matos Pires, Médica Psiquiatra, PU. André Freire, Politólogo, PU, ISCTE-IUL. António Arnaut, Advogado. António Costa Pinto, Historiador, Investigador e PU, ICS. António Avelãs, Professor do Secundário e Dirigente Sindical. António Nunes Diogo, Médico, PU. Bernardo de Almeida Azevedo, PU, FD-UC. Cipriano Justo, Médico, PU, ULHT. Elísio Estanque, Sociólogo, PU, FE-UC. Eunice Goes, Politóloga, PU, Richmond University, Londres. Eurico Figueiredo, Prof Catedrático de Psiquiatria aposentado. Fernando Condesso, Jurista e Politólogo, Catedrático do ISCSP, Ex-Sec. Estado. Francisco Sarmento, Técnico da FAO/ Programa Soberania Alimentar. Frei Bento Domingues, Dominicano, PU, investigador, ULHT. Helena Roseta, Arquitecta, vereadora CMLisboa. Irene Flunser Pimentel, historiadora, Investigadora, IHC-FCSH. Isabel do Carmo, Médica (endocrinologista), Hospital de Santa Maria. Isabel Estrada Carvalhais, Politóloga, PU, UM. João Caraça, PU, Director do Serviço de Ciência da FCG. João Caupers, Jurista, Professor Catedrático, UNL. João Constâncio, Filósofo, PU, FCSH-UNL. João Ferrão, Geógrafo, Investigador, ICS, Ex-Sec. Estado. João Miranda, Advogado, PU, FD-UL. João Pinto e Castro, Economista, PU, FCSH-UNL. João Seixas, Geógrafo, Investigador, ICS. João Vasconcelos Costa, PU, ULHT. João Wengorovius Meneses, Ex-Presidente da TESE, CML Jorge Leite, Jurista (Direito do Trabalho), Professor jubilado da FD-UC. Jorge Miranda, Constitucionalista, Professor Catedrático (jubilado), FD-UL e UC-Lx. Jorge Reis Novais, Constitucionalista, PU, FD-UL. Jorge Vala, Psicólogo, Investigador e PU, Director do ICS. José Adelino Maltez, Professor Catedrático, ISCSP. José Alberto Rio Fernandes, Geógrafo, Professor Catedrático , UP. José de Faria Costa, Penalista, PU, FD-UC. José Gama, Professor da Escola Secundária Dona Maria, Coimbra. José Manuel Leite Viegas, PU, Director do DCP&PP, ISCTE-IUL. Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático (aposentado), ISEG. Manuela Silva, Professora Catedrática Convidada (aposentada) ISEG. Maria Antonieta Cruz, Historiadora, Professora Universitária, UP. Marina Costa Lobo, Politóloga, Investigadora e PU, ICS. Mário Vale, Geógrafo, PU, IGOT e UL. Miguel St. Aubyn, Economista, ISEG-UTL. Nuno Portas, Arquitecto, FA-UP. Palmira Silva, Engenheira Química, PU, vice-reitora do IST. Paulo Trigo Pereira, Economista, PU, ISEG. Pedro Adão e Silva, Sociólogo, PU, ISCTE-IUL. Pedro Aires Oliveira, Historiador, PU, FCSH-UNL. Pedro Marques Lopes, Gestor, Comentador SICN. Purificação Araújo, Médica. Rosário Gama, Ex-Directora da Escola Secundária D Maria, Coimbra. Rui Branco, Politólogo, PU, FCSH-UNL. Rui Namorado, Jurista, PU jubilado, FE-UC. Sara Falcão Casaca, Socióloga, PU, ISEG. Teresa Portugal, Reformada, ex-deputada PS. Tiago Roma Fernandes, Politólogo, PU, FCSH-UNL.

Lido no Público, retirado do Jugular.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Azores @ New York Times





















Não são todos os dias que os Açores são notícia no New York Times. Parabéns ao arquitecto!

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nada será como dantes












«(...) O fim do Ministério da Cultura foi um rude golpe, porque atingiu a cultura na sua dimensão de representatividade e de parceria da vida da comunidade. Relegada para uma secretaria executiva de um processo de emagrecimento dos orçamentos, sem possibilidade de representatividade simbólica nacional e internacional, foi a própria actividade cultural que foi desconsiderada e diminuída na sua expressão e necessidade. Imagine-se que tal acontecia à Defesa ou aos Negócios Estrangeiros para se ter uma comparação dos estragos. A nível internacional, então, é a anulação total de Portugal como parceiro nas expectativas de participação numa comunidade europeia. Os que assim o decidiram têm da cultura uma ideia exclusiva de consumo. Mas cultura não é uma coisa; o termo, que ao longo da história tem tido alterações conceptuais, deverá ser pensado como um sistema de relações entre pessoas, entre comunidades, entre imaginários mediados por objectos mais materiais ou imateriais que os ligam, como ligam economias, bem-estar social, educação, etc. Ao desvalorizar a cultura foi a desvalorização destas relações que se pôs em prática, foi a amputação de parte do sistema de vivências e de imaginários e de economias relacionais que acabaram. Cultura não é um livro ou um espectáculo, é o livro e o espectáculo e a relação prática destes com os leitores, actuando sobre uma biografia, uma economia doméstica, uma tradição mais longa ou mais curta, num tempo específico e num contexto em relação com outros contextos e pessoas, a partir de representações sobre os outros e expectativas e imagens sobre o futuro; é isto a Cultura. Mas é mais adequado, como o propõe Appadurai, substituir o substantivo "cultura" pelo adjectivo "cultural", sendo que este adjectivo resulta de múltiplos agentes e enunciadores, onde cabem múltiplas instâncias de poder do Estado, mas não se esgotam nelas. Contudo, e ao contrário do que se quer fazer crer quanto mais são os actores deste cultural, tanto mais é necessário que o Estado esteja presente; de múltiplas formas conforme o tempo, as disciplinas, o contexto, mas não se pode abdicar do Estado como instância que garante a diversidade e a protecção das escalas de recepção e produção minoritárias. Esta não abdicação é claramente assente na tradição europeia de sustentação da cultura. Benjamin Arditti estudou bem as fórmulas do populismo e concluiu que o populismo é um espectro da democracia e uma interna periferia das políticas democráticas. O populismo é um modo de representação que tem um endereço directo e usa a interpelação do "nós, o povo" por um carismático líder cujas condições de existência são próprias da idade dos media. É o populismo que diz que não podemos construir uma biblioteca porque precisamos de um hospital. Ora, não abdicar do Estado é não aceitar esta falsa e última escolha, porque ambos - o hospital e a biblioteca - são necessários e ambos são possíveis em escalas justas. É, pois, imperioso pensarmos de modo diferente o modo de viabilizar a parte do cultural que depende da produção, da difusão e do institucional pragmático assegurado pelo Estado. (...)» 
 * António Pinto Ribeiro in Y/Público de 28.10.11
** O bold é meu

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domingo, 30 de outubro de 2011

Eco





















 Escritos ocasionais mas absolutamente recomendáveis.

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sábado, 29 de outubro de 2011

Comparar o incomparável

















Uma opinião sem vencimento.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Retrospectiva
















Inaugura esta 6ª feira no Museu Carlos Machado.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Açores

Oito destinos de férias ‘low cost’ para fugir à crise
Aqui.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nem mais, nem menos









Lido com a edição de 22 Out'11 do Expresso.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A «valorização da palavra»


Um magistral trabalho de corte e cola do Aventar.

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