sábado, 11 de agosto de 2012

Uma Ópera Bufa







A mistificação mediática com que o PSD/Açores tem tratado uma matéria fundamental para o nosso futuro, como os transportes aéreos e marítimos, na impossibilidade pública de uma justa qualificação política, remete-me para o campo das artes cénicas. Berta Cabral é líder do PSD/Açores desde Janeiro de 2009. No seu longuíssimo currículo, de 30 anos em funções políticas, destacam-se, para o que aqui nos releva, o cargo de Directora Regional dos Transportes, de Presidente do Conselho de Administração da SATA e de Secretária Regional das Finanças. Do período, em que teve responsabilidades directas, ou que pôde influir decisivamente, na evolução do sector, o que nos ficou dos transportes marítimos foi a sua extinção, e dos transportes aéreos a sua pré-insolvência, temperada, anualmente, com aumentos das tarifas na ordem dos 10%.

Entrelongos silêncios, como que à espera de uma luz do Divino, o PSD/Açores sob a sua liderança mascara o pesado legado e decide, num errático argumento, cavalgar todos os descontentamentos e demagogias da praça pública, chegando ao cúmulo de, no espaço de poucos meses, fazer juras a Deus e ao Diabo.

Começaram nas Low Cost. A 6 de Janeiro de 2010, afirmava Berta Cabral "É preciso deixar que as ilhas que têm condições para receber companhias low-cost as possam receber e potenciar através disso o turismo dessas ilhas".

Já a17 Outubro 2011, questionada sobre se o seu modelo aponta para a manutenção das cinco portas de entrada tergiversa "Essa questão tem de ser bem estudada no seu conjunto, não vou estar aqui a dar opiniões avulsas sobre cinco, sobre três sobre quatro. Pode fazer todo o sentido e até pode ser que se façam opções diferentes." Inacreditável!

Depois nunca mais parou! A 13 de Janeiro do corrente, afirma ter proposto ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a criação de um programa POSEI para os transportes que permita reduzir o preço das passagens aéreas "uma ideia inovadora", afirmou Berta Cabral, como se não fosse público que o Governo dos Açores vem trabalhando formal e politicamente a mesma ideia,desde 2010,junto das RUP e das instituições europeias.

A 15 de Fevereiro, ajusta a mira e "temos de acertar as nossas estratégias em função das novas realidades e mais do que low-cost, os Açores precisam de tarifas mais baratas" mas, reafirmando a necessidade do POSEI para os transportes, já diz que "vai ser um caminho longo e duro".

A 13 de Março, na apresentação da candidatura já "é uma prioridade absoluta um modelo agilizado que defenda os passageiros, residentes e não residentes, por via da fixação de uma tarifa de teto máximo".

A 15 de Abril, em pleno discurso de encerramento do congresso partidário, garante que "1% do orçamento regional será alocado ao abaixamento das passagens". 12Milhões a menos para o Governo da República de Passos Coelho!

Mas, três dias depois, a 18 de Abril, quando perguntada se realmente pode concretizar essa promessa, já tem menos certezas "isso vai decorrer das negociações e da possibilidade dos fundos disponíveis para esse efeito. Eu neste momento preferiria não estar a apontar um número porque se apontar agora pode ser muito ou pode ser pouco".

A 16 de Maio, afirma peremptoriamente que a proposta do Governo Regional para alterar as obrigações de serviço público nas ligações aéreas entre os Açores e o continente, com tarifas a menos 40%, "não merece confiança e engana os açorianos".

A 21 de Junho, o POSEI Transportes volta a ser "um desígnio" e a 29 Junho é "urgente criar condições do ponto de vista legal para permitir a operação de aviões cargueiros", como se a proposta do Governo dos Açores entregue em Lisboa não resolvesse essa questão.

A 10 de Julho, "os aeroportos dos Açores têm de fazer parte do pacote de privatização" da ANA, que "deve garantir os seus custos de funcionamento e de investimento", mas um ano antes, a 8 de Julho de 2011, o Grupo Parlamentar do PSD/A votou contra uma Resolução com o mesmo teor, quiçá porque, a 9 de Maio desse ano, a sua líder se havia comprometido "a aprofundar as competências das regiões autónomas, por exemplo, na gestão dos aeroportos na sequência da privatização da ANA".

Como se tal não bastasse, no passado 11 de Julho, surge o clímax desta comédia quando, no âmbito das conferências promovidas pelos sociais-democratas, o ex-Presidente do Conselho de Administração da SATA, de uma penada, desmontou em directo e ao vivo todo o argumentário que a líder do PSD/Açores andou a encenar. Pior era impossível!

Na verdade, o modelo apresentado não só se assemelha como assenta em todos os pressupostos que o Governo dos Açores vem defendendo desde Agosto do ano passado junto do Governo da República: 1) não onerar mais o erário público (Berta Cabral defende o desvio de 12Milhões do orçamento regional); 2) flexibilizar o modelo das OSP contra o fantasma da low cost (Berta Cabral já defendeu as low cost); 3) criar uma tarifa especial para residente, com tecto máximo e posterior entrega do subsídio ao passageiro, numa redução em cerca de 40% do valor actual (exactamente o proposto pelo Governo dos Açores).

Esta lição de sapiência a Berta Cabral e aos seus seguidores foi cruel, tal como o outro lado do palco, aquele que interessa aos Açorianos, é demasiado sério para que alguém, com consciência, o possa ignorar. Nesta, como noutras matérias, a falta de memória de alguns será, sempre, avivada pela verdade.

* Publicado no Diário Insular de 24/07/12

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Indigências

Inaugurou na passada 6ª feira mais um capítulo de Indigências, um projecto da pastoral cultural da paróquia de São José, em Ponta Delgada, que nasce a partir da constatação da degradação física e humana instalada no Campo de São Francisco.

O mentor desta iniciativa é o pároco Duarte Melo para quem este "é um projeto muito abrangente, que tem uma cumplicidade no campo das artes, no campo teológico e no campo social, sobretudo da justiça", afirmou à imprensa.

Ao longo de um ano, a Igreja de S. José terá todos os dias uma obra de arte contemporânea em exposição, para além de conferências e concertos, entre outras iniciativas culturais. O objetivo central desta chamada de atenção é o de apelar à consciência cívica de quem se desloca à Igreja, estabelecendo um confronto com os problemas sociais que existem nas imediações do Campo de São Francisco – um espaço que se tornou zona de exclusão, quando é, de facto, uma zona nobre da cidade.

Este é um exemplo do que pode ser feito para atrair a atenção para o património e, em simultâneo, para dar voz aos flagelos sociais com que somos confrontados e que, em tempos de crise, tendem a agudizar-se. E é igualmente uma tomada de consciência para aquilo que convive paredes meias com o ostracismo a que a cidade votou o Campo de São Francisco na maior parte do ano. Fora a época das Festas do Senhor Santo Cristo e a Animação de Verão promovida pela autarquia, o resto do ano é sombrio.

A aparente reanimação temporária daquele espaço pelas chamadas ‘noites de verão’ oculta outro tipo de deterioração da qualidade de vida de quem habita nos quarteirões vizinhos. Para além das parcas condições sanitárias para o número de pessoas que ali se desloca (isto para já não falar no 3º mundismo com que, ano após ano, somos confrontados durante as maiores festas religiosas do arquipélago), o ruído e o cheiro nauseabundo atingiram níveis que estão muito para além do que seria razoável. Se estivéssemos a falar de uma actividade efectivamente temporária, com a duração de 1 ou 2 fins-de-semana, julgo que tal seria admissível. Contudo, prolongar uma situação com as características que se conhecem durante 2 a 3 meses, não me parece de todo sustentável.

O que para mim é ainda mais estranho é o silêncio ensurdecedor de pessoas e instituições perante aquilo que se passa. E os problemas iniciais mantêm-se, com a agravante de pouco ou nada ter sido feito para reabilitar o espaço que alberga os 'foliões', a maioria deles menores. Não é com um 'shot' que vão salvar o Campo de São Francisco. Mas a longa 'série de shots' irresponsáveis - e quiçá transformados em tradição 'ready made' - contribuiu para uma agudização do estado calamitoso a que o espaço físico e humano chegou, com a total complacência da autarquia.

Por isso, e apesar deste aparente beneplácito de quem gere o espaço público, há quem não desarme e procure olhar para aquilo que deve ser enaltecido.

A acção cultural e social de Indigências não se deve circunscrever ao espaço sagrado e deve, antes que seja tarde demais, ocupar o 'campo', que se diz público.

* Publicado na edição de 06/08/12 do AO
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Andei e falei pela Cultura



































A conversa vai andar por aí até dia 12.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Love Will Tear Us Apart

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Esta é magistral!



segunda-feira, 23 de julho de 2012

A propósito de 'manobras políticas' e 'momentos nobres'

«(...) Em política o faz-de-conta até pode ficar bonito na fotografia, mas não cola, não pega com os valores do serviço e do compromisso, que exigem transparência, honestidade e seriedade. "As pessoas cansam-se da política e dos políticos, quando em excesso de aparição, acabam por cair na tentação de promessas eleitorais que podem roçar a demagogia" (José Manuel Bolieiro, 18 Julho 2012). (...)»
A crónica de Piedade Lalanda faz a síntese do quem sido a acção política da autarca, líder e agora candidata do PSD/A. O 3º e último mandato na maior cidade dos Açores (fazendo esquecer - no discurso e na prática - o resto do concelho) é penoso e serviu apenas de palco e sede para a sua candidatura.

Recomendo a leitura, na íntegra, da entrevista de José Manuel Boleiro onde é evidente o afastamento com quem agora sai - "Não faço da política, nem nunca o fiz, um palco de promoção pessoal". Berta Cabral não poderá dizer o mesmo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A ver vamos

"O Senhor Primeiro-Ministro garantiu que não há qualquer influência partidária em decisões que têm sido atrasadas e ficou, de resto, assente que, em algumas delas, como no que diz respeito às definições das obrigações de serviço público que permitirão, sem qualquer encargo adicional para o Estado, que possam diminuir em média, o preço nas ligações aéreas entre os Açores e o continente em mais de 40%, garantindo que esse processo terá um desenvolvimento mais rápido proximamente e que também alguns dossiers mais específicos, de desafetação de alguns bens do domínio público para a Região Autónoma, e que nos interessam, também serão resolvidos rapidamente", sublinhou.
A conferir nos dias mais próximos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Riscos e incertezas















De acordo com os dados divulgados na passada 6ª feira, 29 de Junho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o défice das administrações públicas atingiu os 3,2 mil milhões de euros até Março, o equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Este valor está 0,4 pontos percentuais acima do registado no período homólogo do ano passado (7,5%), o que significa que o défice piorou face ao de 2011 (dados retirados do Público).

Ora, perante situação idêntica, o actual 1º Ministro acusou o anterior de "fugir à realidade da recessão do início deste ano, sublinhando que foi causada "pelas políticas erradas" do Governo (...), só para não ter de reconhecer que as políticas que ele próprio liderou estão erradas". Neste momento actual, apetece perguntar quem é que anda a "fugir à realidade" e não reconhece as políticas erróneas, apressadas e tremendamente demagógicas?!

Com este cenário, os objectivos traçados para o cumprimento do deficite orçamental, para 2012, estão seriamente comprometidos e, segundo o que foi dito na semana passada pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, repletos de "riscos e incertezas".

Apesar do que tem sido dito e com este cenário depressivo esperam-se, a qualquer momento, novas medidas de austeridade. Mesmo que nos digam que a execução é suficiente e que o "Governo não está a contemplar medidas adicionais". O Presidente da República já fez o pré-anúncio, ao admitir "que podem ser abertas excepções se esses sacrifícios incidirem sobre quem "tenha sido poupado" e que "será muito difícil voltar a exigir sacrifícios aos que já foram chamados a contribuir significativamente para a redução dos nossos desequilíbrios económicos e financeiros". O Presidente confia na palavra do Ministro das Finanças. No entanto, o 1º Ministro confirmou aquilo que ninguém, para já, confirma: "Se isso for necessário, assim o farei", garantiu Pedro Passos Coelho, no debate de apresentação da moção de censura do PCP ao Governo.

Os receios são generalizados, desde que foram conhecidos os números da execução orçamental. O que torna surpreendentes as declarações do Presidente da República, durante as celebrações do 10 de Junho, ao ter afirmado que "existem sinais que nos permitem ter confiança no futuro. Nada está garantido, até porque é grande a nossa dependência do exterior, mas alguns indicadores permitem-nos ter esperança de que a recuperação económica pode ser uma realidade não muito distante". Percebo a necessidade de gerar algum tipo de conforto e esperança nos portugueses, mas qual será a definição para: “alguns indicadores”?! Se isso não fosse suficiente e perante esta execução orçamental comentou que a "credibilidade do país será tida em conta". Fuga à realidade?!

O que não é surpresa para ninguém é que o défice seja, no primeiro trimestre, "ainda maior do que no ano passado". Não me parece que seja necessário ser superdotado ou economista para perceber que as medidas infligidas aos portugueses pelo governo de Passos Coelho só poderiam resultar num agravamento do estado geral da economia, já de si debilitada e, concomitantemente, no colapso eminente das condições sociais da população portuguesa.

Senão vejamos: as receitas fiscais estão a cair 3,5%, enquanto no Orçamento do Estado rectificativo, o Executivo previa que crescessem 2,6% no conjunto do ano. Além disso, o desemprego já reduziu a metade o saldo da Segurança Social, quer devido a uma quebra superior à prevista das receitas das contribuições sociais, quer devido a um aumento maior das despesas com subsídios de desemprego e outras prestações sociais. E o que faz o governo de Passos Coelho secundado pelo Ministro da Solidariedade e Segurança Social? Apresenta como uma medida a fiscalização (cega!) aos beneficiários do RSI - com a entrada em vigor em Julho das novas regras na atribuição das prestações sociais - com todas as repercussões sociais negativas que daqui advirão. É este o plano de emergência social defendido pelo 1º Ministro?! O tempo é de demagogia. Ao fim do 1º ano de governo falou muito e executou pouco. Adia a implementação de medidas estruturantes e tarda em concretizar o crescimento de que o país necessita.

A Europa teima em não se entender. E a cimeira europeia provocou, para já, uma ‘alta’ nos mercados. Resta saber se o efeito é duradouro. Os tempos mais próximos são, infelizmente, de "riscos e incertezas".

* Publicado na edição de 02/07/12 do AO
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Touca, para que te quero!














Será este o significado de "simplificar e desburocratizar"?! Espero que a IRAE não tenha visto isto...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A propósito de 'festas'

«(...) Sobretudo neste tempo, em que aqueles que querem fazer perdurar o seu poder, desresponsabilizam e substituem-se aos cidadãos e às naturais e espontâneas manifestações culturais de comunidade. Esse abafar desresponsabilizante da sociedade e dos cidadãos tem o nefasto efeito de solidificar e cristalizar algo que deve estar em permanente e natural evolução e dinâmica: a Cultura! Cultura que deve ser livre de domínios, tutelas e condicionalismos. (...)»
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou um lapso como agora se diz).

terça-feira, 3 de julho de 2012

Uma política do gosto... Ou da falta dele.

Na semana que passou criadores, agentes e representantes do sector cultural reuniram-se no Teatro São Luiz, em Lisboa, para uma reflexão sobre o estado da Cultura em Portugal.

Este encontro marcou uma tomada de posição destes profissionais perante o actual "(...) esvaziamento das políticas culturais e pelo desrespeito pela Cultura e pelos seus representantes".

A propagação da ideia que a Cultura é despesista e uma das áreas, da sociedade portuguesa, que mais contribuiu para o deficit do país, deve ser combatida de forma veemente, pelas inverdades que comporta e pela arrogância demonstrada por quem ignora as dinâmicas do sector. Rui Vieira Nery deu voz à indignação: "Não somos uns parasitas a viver do erário público".

Nestes dias de sufoco financeiro, o discurso crítico à Cultura granjeia adeptos pelo carácter populista e demagógico que encerra, não é verossímil e anula qualquer opção racional perante a situação difícil que todos atravessamos. Quem vive da Cultura não ignora a realidade que nos rodeia. Aliás, mesmo sem esta crise, este foi um sector que sempre subsistiu com dificuldades e com base na imensa disponibilidade (muita das vezes simbólica e gratuita) de quem actua, organiza e produz.

2012 é considerado, por quase todos, um ano zero no que aos apoios diz respeito, na medida em que a SEC (Secretaria de Estado da Cultura) "não abriu concursos para nada". Não estamos perante um acto isolado, um 'acidente de percurso' mas, sim, de um "propósito". Esta acção ou inacção governativa age sob uma égide ideológica. A ideia de que a cultura pode viver, única e exclusivamente, do "mercado" é uma falácia e é, na sua génese, uma ideia "perigosa". Não renego a necessidade de tornar sustentável, na medida do que for possível, o sector criativo. Pelo contrário. No entanto, existem áreas cuja rentabilidade é difícil e cujo objecto dificilmente poderá ser 'rentável'. Pelo que exigir que as necessidades de criação e fruição sejam apenas e somente garantidas pelo acto de "compra e venda no mercado" faz com que, nesta concepção, haja uma demissão inequívoca do Estado. O que, no meu entender, é, e para ser brando em palavras, inaceitável!

Paralelamente, e a propósito da nomeação do representante de Portugal para a Bienal de Veneza em 2013, ficamos a saber que, ao contrário do que tem sido o procedimento habitual e normal neste tipo de organização, não houve a nomeação a priori de um comissário ou júri que tenha desencadeado o processo de selecção, de modo a assegurar a salvaguarda dos criadores da "distância do poder". Tal não se veio a verificar. A opção da representação é uma "escolha directa da SEC" e a posteriori é que irá decorrer o processo formal. Nada mais errado.

Ainda a propósito deste episódio não posso deixar de reproduzir o que escreveu Vanessa Rato (no Público): "(...) Não é demais repetir: ao Estado compete delinear estratégias - por exemplo, decidir se a cada dois anos Portugal deve ter um representante em Veneza (e, nesse caso, assegurar os meios para que tal possa suceder); ao Estado não compete ter um gosto - ou seja, escolher quem vai a Veneza. Por corresponder a uma escolha directa do Estado, a presença de Portugal na Bienal de Veneza de artes plásticas de 2013 traduzirá uma estética do poder, uma arte oficial. Politicamente, o retrocesso dá sopro de vida às piores sombras e fantasmas". Os exemplos sucedem-se.

O que está em causa são conquistas de 30 anos. A impreparação da actual equipa governativa (da República) ou a sua aparente falta de visão estratégica podem deitar por terra "todo este capital cultural e simbólico", nas palavras de António Pinto Ribeiro.

Temos, isso sim, de saber potenciar a "qualidade da criação artística que existe no país" e na região. Os Açores têm inúmeras capacidades neste sector e devemos maximizá-las com renovado fulgor mesmo e apesar de outros "fantasmas" que teimam em resgatar ideias avulsas, datadas e desfasadas daquilo que é hoje o arquipélago e toda uma nova geração de criadores (jovens e menos jovens).

Actualmente, somos confrontados com o discurso da 'inevitabilidade' e com uma política do gosto… Ou da falta dele. O Futuro também passa por aqui...

* Publicado na edição de 25/06/12 do AO
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quinta-feira, 28 de junho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Faz o que te digo, não faças o que eu faço

A capacidade de fruição cultural é coisa que não se adquire de um momento para o outro. É necessário gerar um hábito regular e sustentado no acesso a espaços de cultura (bibliotecas, cinemas, galerias de arte, livrarias, museus, salas de espectáculos) ou através da participação directa nas actividades de uma determinada colectividade (associação juvenil, grupo de teatro, filarmónica), por forma a alimentar e consolidar o interesse, o conhecimento e o gosto.

A prática do actual Governo da República tem ditado outra coisa, ao reduzir a importância da Cultura, mesmo que simbólica, pela supressão do Ministério da Cultura para dar lugar a uma Secretaria de Estado à sombra do Ministro-adjunto (e não do 1º Ministro como nos dizem ser), deixando o sector cultural diminuído, num estado calamitoso, estagnado e com o futuro (próximo) seriamente comprometido. Por cá, apregoa-se um mundo de oportunidades de forma dúbia, assegurada e difundida pela multifuncionalidade institucional e querendo fazer passar uma coisa por outra, quando num ciclo de conferências - de última hora - se debita que "não se pode continuar a encarar a cultura como área menor na acção governativa" nem poderá confundir-se a política cultural "com uma simples concessão de subsídios ou apoios aos agentes culturais". Perante mais este ditame, o que dizer desta notícia: "A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada assinou hoje protocolos de cooperação com cerca de meia centena de instituições do concelho ligadas à cultura e ao desporto"?! Apenas me ocorre um provérbio popular para desmascarar esta súbita deriva cultural: 'faz o que te digo, não faças o que eu faço'.

A verborreia inconsequente com a realidade dos factos e preenchida de lugares comuns como se fossem dados irrefutáveis, que, ditos repetidamente, passam a constar como verdade insofismável é, ou têm sido, apanágio da candidata à presidência do governo do maior partido da oposição.

Da Região Económica agora passamos a Região Cultural – e o que é isto significa?! Nada! Muito se diz sobre o que Ponta Delgada conquistou ou fez nos últimos anos, mas a cidade não construiu um evento 'âncora' de referência em termos culturais. Pelo menos não o conseguiu por mérito da autarquia. Felizmente, os agentes locais e as instituições governamentais têm contribuído para o engrandecimento da agenda cultural da cidade. Entidades que são todas, sem excepção, 'ignoradas' pelo município. Dizer o contrário é desconhecer a realidade de quem assiste incrédulo à plêiade de articulistas e notas de imprensa profusamente divulgadas sem critério nem rigor, cuja pretensa 'sapiência' tem dado lugar a tiradas deste tipo: "É preciso deixar de levar pela mão aqueles que podem ir pelo seu pé!" – será este o nível de coloquialismo que a candidata pretende 'promover'?! Nada de novo aqui, pois tem sido este o timbre e a bitola aplicada a Ponta Delgada.

Está bem patente, neste tipo de discurso, uma forte questão ideológica que perpassa o Governo da República e granjeia seguidores na região. Para quem o argumento que: "não há outra alternativa", esta é a "hora da verdade" e dá 'graças' à "livre iniciativa", colhe. Quem agora diz que não quer uma "cultura de estado" (!) agiu de forma contrária ao longo da última década. Confunde-se tudo e todos. Fala-se de questões que pouco têm a ver com a criação artística, nivelando tudo pelo mesmo e sem fazer repercutir as necessidades, as qualidades e o actual panorama artístico regional.

Nos tempos que correm, e contrariamente àquilo que tem sido apanágio das políticas recentes do Governo da República e da SEC, a Cultura precisa de ser ainda mais apoiada, mas por quem sabe do que fala. Não precisamos do recurso a 'lugares comuns' para lutar por melhores condições à criação e divulgação dos criadores açorianos, nem mesmo como forma de 'distinguirmos' a singularidade das nossas tradições, pois quem diz não agir por "preconceitos" assinala-os como de estigmas se tratassem.

* Publicado na edição de 18/06/12 do AO
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domingo, 24 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

Weekend Postcards





















«(...) Tenho de tratar da vida mas aguento, estou na minha hora da poesia (...)»
+ na Companhia das Ilhas.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A crise quando nasce é para todos

A crise veio para ficar, dirão alguns. O certo é que ela tem permanecido mais do que seria desejável e irá continuar a condicionar o nosso quotidiano até final do corrente ano e, muito provavelmente, durante o próximo.

Para o distinto economista Daniel Bessa só agora é que estamos a chegar aos "momentos mais duros". Ainda mais?! A questão que se coloca é: qual o corte que se segue?!

Para fazer cumprir as metas estabelecidas e com a derrapagem na receita fiscal a gorar as previsões do Estado, o grau de exigência irá aumentar. Não existindo um aumento do prazo de ajustamento, terá de ser tudo aplicado e conseguido durante o próximo ano. E, neste processo de consolidação, será muito difícil a economia crescer (nas palavras 'insuspeitas' de Manuela Ferreira Leite) e será utópica a ideia de que as exportações são o único motor de alavancagem de toda a economia nacional. Apesar de ser o sector que melhor desempenho tem tido, a sua intensidade já foi menor no 1º trimestre deste ano, fruto do desaceleramento de toda a economia europeia e sobretudo dos países para os quais exportamos, que, salvo a Alemanha (e não será por muito tempo), estagnaram.

O erro alemão (para não dizer europeu) passou por considerar "que a crise era apenas dos outros, dos gregos, dos portugueses, dos espanhóis e dos italianos". Por esta hora, isso "já não é uma opção", pela simples razão de que hoje, "a política económica não pode fazer-se nos limites exclusivos das fronteiras nacionais" (in Spiegel Online).

Mas a (in)tranquilidade alemã fez despertar a Europa. E o discurso da 'austeridade absoluta' passou a dar lugar à receita do 'crescimento obrigatório'. Somam-se os planos para reduzir os assustadores números do desemprego e devolver (!) a confiança aos consumidores. Mas tal não se vislumbra tarefa fácil e agora são também aqueles que mais induziram ao consumo os que mais sofrem com ele - os bancos. E são, também eles, os que mais desconfianças geram no sector financeiro, que é quem, no fundo, balança todo o sistema económico onde nos inserimos.

Enquanto escrevo estas linhas discute-se se irá haver ou não resgaste à Espanha, a maioria parlamentar na Assembleia da República chumba a descida do IVA na restauração, comenta-se a perda dos feriados nos próximos anos e o quão absurdo esta decisão é (pelo menos nos propósitos que consubstanciam esta interrupção) e Batista Bastos assinala com a sua habitual acutilância a 'miséria moral' das declarações de António Borges, conselheiro do governo da República para as privatizações, ao afirmar sem dó nem complacência que "a diminuição de salários, em Portugal, não é uma política, é uma urgência e uma emergência." A indignação foi a que foi e teve a anuência e patrocínio do 1º Ministro, cuja acção irracional está, nas palavras do Prof. Viriato Soromenho-Marques, «a rasgar todos os limites» da nossa dignidade.

E antes mesmo de terminar, a agência de notação financeira Fitch lança um relatório (mais um!) onde 'acredita' que a Europa vai sair da actual crise, mas, para isso, precisa de mais medidas de austeridade. Os cenários são mais ou menos catastróficos e incluem 5 possibilidades para um futuro próximo: "a saída da Grécia; uma quase-união orçamental; um euro-marco (onde os países mais fortes, como a Alemanha, deixariam o euro); uns Estados Unidos da Europa; o fim da união monetária" (in Agência Financeira).

Nada que faça perder a tranquilidade de um país à beira de um campeonato europeu de futebol. Por cá, os tempos não são menos conturbados, mas assistimos à renovação e à projecção do futuro e do património comum com responsabilidade e confiança.

* Publicado na edição de 11/06/12 do AO
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Está?!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os Açores não estão a saque
















Esta semana fomos confrontados com um conjunto de notícias reveladoras de uma perigosa "hemorragia" que, se não for estancada em tempo devido, corre o risco de imobilizar um número significativo de serviços do Estado na Região Autónoma dos Açores.

Desde o início desta "ordem para cortar", os Açores têm agido com responsabilidade perante as exigências do desígnio orçamental. Porém, parte da aplicação que nos é imposta tem sido feita em surdina, sem olhar às idiossincrasias de um espaço geograficamente descontinuado, e sem articulação, ou com deficits de atenção, para com as entidades regionais - que nunca, e isso convém que seja dito, se colocaram à margem das consequências dos ajustamentos aplicados aos serviços do Estado, cujo emagrecimento tem reflexos imediatos na qualidade dos serviços prestados às populações.

Aliás, temos assistido exactamente ao oposto. Ou seja, o Governo Regional tem agido cirurgicamente, com os pouco meios financeiros que tem ao dispor, quer para tentar suprir a falta de condições, em alguns casos mínimas, de funcionamento de algumas instituições nacionais, ou tentando atenuar os cortes orçamentais com que foram contempladas, quer assinalando o "desmantelamento das funções de soberania e da sua representação na Região", que se verifica ao nível do encerramento de Tribunais, da acção da Polícia de Segurança Pública, da Universidade dos Açores, da fibra óptica para as Flores e Corvo, das obrigações de serviço público no transporte aéreo, do aparente fecho de Serviços de Finanças e do anúncio da redução da emissão e passagem efectiva a "janela" da RTP/A.

Nada disto tem sido feito com parcimónia. O que me espanta é que a indignação de ontem tenha dado lugar a uma passividade generalizada e ao dislate oficial - se estás mal, emigra! O receio da população adensa-se, como ontem afirmou o antigo presidente Jorge Sampaio, pois «no centro da crise estão pessoas - pessoas que temem pelos seus empregos, que receiam pelo seu futuro; no centro da crise estão cidadãos que começam a ficar dominados pelo medo, pela desconfiança e pelo ressentimento, uma mistura explosiva a que há que saber dar resposta».

O actual Governo da República tem tido poucas respostas e tem pautado a sua acção de modo fortuito, confundindo rigor com cortes cegos, agindo de forma arrogante e desculpando-se com os "erros do passado", fazendo tábua rasa do que havia dito em campanha eleitoral.

Não queremos exigir mais da República e temos todos de contribuir para um esforço nacional de eficiência e racionalização de meios. Mas temos o direito de chamar o Estado a cumprir as responsabilidades que exerce em território regional. Não podemos desistir de reivindicar, nem aceitar a alienação do património autonómico sob as promessas da resolução desse deficit por via demagógica e populista e com anúncios de ocasião para tudo aquilo que são funções e obrigações do Estado. A não ser que sejamos adeptos do "estado mínimo", com todas as implicações que isso comporta. Será que quem preconiza esta agenda tem como único objectivo obrigar a região a pedir um resgate financeiro como o da Madeira? Ou quererá entregar a Autonomia Regional ao Terreiro do Paço?! "Os Açores não estão a saque", como afirmou responsavelmente (e bem) Vasco Cordeiro em São Jorge.

* Publicado na edição de 04/06/12 do AO
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tuning


Portas da Cidade, Ponta Delgada, Maio'2012



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Singularidade Qualificada














Apesar da austeridade e da falta de oportunidades para todos, existem ainda boas notícias. O Açoriano Oriental deu destaque à utilização de rendas do Pico por parte da mais internacional das artistas nacionais – Joana Vasconcelos. A artista prepara uma exposição em Versailles, França, que, desde 2008, convida artistas contemporâneos a exporem no espaço. A estratégia visa captar mais público para um local inscrito no roteiro do turismo cultural mundial, mas que necessita de se reinventar.

Outra notícia que merece ser realçada tem a ver com os prémios de Museu Europeu do Ano, em que o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos foi finalista. Não ganhou, mas apenas o facto de constar da lista de seleccionados é per si uma vitória. Quer o projecto de arquitectura, quer a produção de conteúdos valorizam este projecto e tornam-no distinto, posicionando-nos de forma qualitativa numa rede europeia. A selecção do Centro de Interpretação evidencia o valor dos programas que visam potenciar aquilo que nos distingue, em vez das propostas de cópia de modelos falidos ou de réplica do que não se aplica à nossa realidade.

A este propósito, recordo o que escreveu António Pinto Ribeiro sobre os mitos do Turismo Cultural (Público/Ípsilon de 11/05/12) e sobre outros mitos que por cá se têm propagandeado. Primeiro, porque a depressão colectiva causada pela inevitabilidade da austeridade (agravada por irmos para além da Troika) deu lugar a uma retórica do crescimento, no seguimento da vitória de François Hollande, que até aqui tinha sido amplamente criticada por quase todos e que agora passou a 'solução' para todas as nossas maleitas. Segundo, também a subida dos impostos directos ao sector turístico e cultural, com o IVA à cabeça, fez com que o governo da república conseguisse atrofiar «(...) uma actividade que é uma fonte de receitas importante para o país», sem que importem «os custos sociais e ambientais que tal pode provocar», bem como «conduziu à criação de mais uma mítica solução económica para o país».

Neste sentido, também a notoriedade e a valorização do destino Açores não se faz apenas com a possibilidade de turistas e residentes viajarem de forma mais acessível, isto apesar das passagens estarem, actualmente, a valores médios mais baixos com preços de combustíveis mais altos. Não obstante, esta é uma revindicação legítima e que é de todos. O que se estranha é que quem faz bandeira disto, não fale da necessária qualificação dos diversos sectores associados ao Turismo. Mais estranho, ainda, é que dois ex-presidentes da SATA não saibam como baixar as tarifas aéreas, nem apontar um valor para tal redução e que não o tenham feito no tempo devido. Felizmente, há quem o saiba fazer sem onerar as obrigações de serviço público.

Nos Açores não devemos «encenar a História» nem fazer dela um «espectáculo» e muito menos aderir a uma «lógica da espectacularidade populista», por muito que nos digam que isso é o está a dar. Devemos, isso sim, pugnar pela qualificação e pela singularidade que nos distinguem, como fazem as rendas do Pico nas obras de Joana Vasconcelos ou o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.

* Publicado na edição de 28/05/12 do AO
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terça-feira, 29 de maio de 2012

É d' Homem!

«(...) Ainda hoje é possível ver como tudo o que depende da administração central anda mais devagar e tudo quanto somos chamados a fazer por nós anda mais depressa. (...)
O último discurso de Carlos César, ontem, nas comemorações do Dia dos Açores, é revelador do Homem que é e tem sido como Presidente do Governo. Ninguém ficou indiferente às palavras que proferiu. Sobretudo quem não o aplaudiu.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Parar é Morrer

RX, Abril 2012





















O encerramento do Festival Panazorean ficou marcado pela estreia, entre nós, de "É na Terra não é na Lua" o multipremiado filme/documentário do realizador Gonçalo Tocha.

As cerca de 400 pessoas que assistiram às 3 horas de exibição não saíram defraudadas. Se a duração podia, à partida, ser um entrave à mobilização de público, tal não se veio a verificar. A duração pouco conta neste filme, o tempo sim. São 3 horas de exibição pública, mas foram muitas mais as que ficaram em arquivo, como nos confidenciou o realizador na breve conversa que se seguiu à projecção de "É na Terra…". O mais difícil foi o tempo de montagem, o de construir um filme com base num 'arquivo' de 160 horas recolhidas ao longo de semanas e meses. O registo é de intimidade. A câmara não é um estranho, um intruso. Passou, sim, a ter o estatuto de mais um elemento na 'imensa família' que habita o Corvo. A deambulação inicial dá lugar à partilha dos momentos mais íntimos, do acompanhar das rotinas quotidianas, do abrir do baú da(s) memória(s), como se estivéssemos na presença de um parente distante de visita às raízes familiares. O sentido de partilha e de generosidade da população do Corvo com o Gonçalo e do Gonçalo com o público resulta em algo especial. E esse facto não tem passado despercebido a quem vê o filme, seja em Locarno, em São Francisco, Madrid ou Buenos Aires, lugares por onde tem passado e amealhado prémios. Há uma partilha de identidade(s) sem recurso a uma localização geográfica pré-determinada.

Vem esta entrada a propósito de 2 situações. A primeira tem a ver com a displicência com que, localmente, ignoramos acontecimentos culturais ímpares, que passam entre nós, com a agravante de atribuirmos notoriedade a quem ostensivamente não a tem - situação que urge alterar. Não podemos balizar tudo pelo mesmo diapasão. E esta discussão não tem nada a ver com o que é popular ou erudito. Isso é 'entretenimento' para quem não sabe ou não tem nada para dizer.

A segunda está intimamente associada ao Gonçalo, nomeadamente, no que concerne ao reconhecimento internacional que a jovem cinematografia portuguesa tem tido, nos tempos mais recentes, e do quão mal estamos em termos de Cultura na República. A falta de meios não explica tudo e não colhe. Ninguém está indiferente à redução de meios e à contenção a que estamos, todos, sujeitos (dificuldades com que o sector cultural sempre se deparou e com as quais sempre trabalhou). Estamos, sim, a falar do corte total e absoluto de verbas por opção ideológica. Uma acção que motivou a ida à Comissão de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República, dos realizadores Miguel Gomes, João Salaviza e Gonçalo Tocha, para «(...) deixaram bem vincado o paradoxo. Num momento em que uma nova geração de cineastas acumula prémios em festivais internacionais de renome, o cinema em Portugal corre o risco de desaparecer (...)».

Esta e outras situações são reveladoras do estado de espírito em que vive o país, quando pequenas conquistas, da Cultura ao Estado Social, são colocadas em causa pela ausência de políticas com critérios bem definidos e, de momento, são deixadas à mercê da "livre iniciativa".

Ao contrário da ideologia vigente "o valor da Cultura não se mede pelo montante da sua conta no Orçamento" (nas palavras do escritor João Ricardo Pedro). O olhar íntimo de Gonçalo Tocha sobre a realidade de um pequeno universo de ilha é, ou permitam-me que o leia deste modo, o repositório de uma humanidade e esperança perdidas na voragem destes dias e do clima suicidário que se instalou na Europa. "Parar é morrer" disse Manoel de Oliveira na sua mensagem aos deputados da Assembleia da República. Faço minha a lucidez das suas palavras.

* Publicado na edição de 21/05/12 do AO
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Álvaro, a quanto obrigas!

O que ontem era verdade hoje pouco importa.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Encerrado à circulação





















Por altura das maiores festas religiosas dos Açores os WC’s públicos, na cidade que as acolhe, estão fechados (o 'Metro' na Av. Infante D. Henrique estava ontem, pelas 20h00, encerrado à circulação). Convém referir que a menos de 100 metros estão instaladas as chamadas 'barracas' de comes e bebes que, anualmente, juntam muitas centenas, para não falar de milhares de pessoas, que não têm acesso a instalações sanitárias em número (e condições) suficientes. O que por si já é condenável e reprovável.

Passam os anos mas esta chaga não se altera. Será esta visão cosmopolita da autarquia?! Ou estará, também ela (a visão, entenda-se), fechada por imposição da troika?!!

terça-feira, 15 de maio de 2012

No comments

Proposta prevê redução superior a 40% nas passagens aéreas

O silêncio de Lisboa diz quase tudo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mau tempo

Estrada » Feteiras » Vista do Rei, São Miguel













O mau tempo que se tem feito sentir nos últimos dias, no arquipélago, já provocou inúmeros prejuízos materiais e alguns insólitos. Felizmente, e até ao momento, sem vítimas a registar.

sábado, 12 de maio de 2012

Desiquilibrado?!

Marcelo Rebelo de Sousa diz que declaração de Passos Coelho foi "desequilibrada"
O país passa a vida a tentar interpretar o que dizem os mais altos magistrados da nação. Será um problema das massas ou um desiquilíbrio de poder(es)?!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Penoso

Viegas diz que Europa Criativa libertará entidades culturais da dependência de subsídios
A postura do SEC revela, a cada dia que passa, um enorme desconhecimento do sector que ele, supostamente, governa.

Confesso que, sem grande surpresas, isto já começa a ser penoso.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O dia seguinte

"Hollande: austeridade não é uma fatalidade"
Infelizmente, o entendimento dos mercados é outro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Haja 'esperança'!

Esperança, Campo de São Francisco, Abril 2005
















«(...) A 18 de Abril deste ano a "Google" prestou homenagem com logótipo personalizado ao poeta açoriano Antero de Quental, assinalando os 170 anos do seu nascimento. Antero de Quental suicidou-se em 1891, em Ponta Delgada, deixando o seu nome inscrito na Poesia e Cultura portuguesas.

Com o aproximar das Festas do Senhor Santo Cristo lá estão (mais uma vez) as barraquinhas a tapar o banco onde se matou o poeta e a âncora com a palavra “esperança” inscrita.


Não era já tempo da Câmara Municipal de Ponta Delgada ter protegido aquele local? Era. (...)


O Governo dos Açores já fez a sua parte: criou o "Roteiro Cultural Antero de Quental", permitindo assim convidar os locais e visitantes a fazerem parte da história desta cidade, vivendo-a.


Um povo sem história (sabemos todos) é um povo sem memória. E Antero de Quental merece maior respeito do poder municipal… (...)»
Entrada pertinente de Mariana Matos hoje com o AO.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pontos no i's

Carlos César diz que há uma estratégia de desresponsabilização do Governo da República com aliados nos Açores
É necessário reagir a esta contínua onda de desresponsabilização da República (para não lhe chamar outra coisa) em torno de questões fundamentais.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A tomar nota

«(...) Para os que criticam tudo, cumpre recordar que o PIB de Portugal é hoje sete vezes maior do que o de 1950, duas vezes maior do que o de 1974, e corresponde a mais de 80% do que era quando aderimos à CEE. Além disso, a economia portuguesa foi uma das que mais se desenvolveram de 1980 até 2001: nesta data, tínhamos a 3.ª taxa de desemprego mais baixa do Sul da Europa, e também a 3.ª mais baixa da CEE a 12 (números do Prof. João César das Neves).

A grande crise surgiu, como se sabe, em 2008-09, a partir da América. Mas veio encontrar-nos bastante debilitados: por um lado, se o aumento da produtividade entre 1999 e 2008 foi bom, 7,59%, a subida dos salários reais foi excessiva, 6,58%. (Compare-se com a Alemanha: 8,69 v. 2,67); por outro lado, o défice da balança de transacções com o exterior quase quadruplicou entre 1996 e 2010 - por isso, até 1997, o nosso endividamento externo passou de 0,8% para 3,6% do PIB; em 1998, atingiu 5%; e de 2000 a 2010, duplicou outra vez, chegando aos 9,8% do PIB.

Em tudo isto há culpas da nossa parte, claro (já identificadas). Porém, houve dois factores externos que nos empurraram mais para baixo: primeiro, desde 2000 a Alemanha encorajou-nos a gastar mais para aproveitar o baixo custo do dinheiro, e nós comprámos-lhe tudo o que pudemos; depois, face à crise de 2008-09, a Alemanha acusou-nos de gastar de mais e de não sabermos controlar os nossos gastos. Realmente...
(...)»
Diogo Freitas do Amaral no Público de 25 ABril'12.

terça-feira, 24 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Doodle















Ontem Antero foi alvo do Google.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Provincianismo

«(...) Berta Cabral aproveitou a oportunidade para anunciar, ainda, a realização, no princípio do mês de junho de uma visita guiada aos bastidores de Serralves, que se encontra aberta aos artistas de todas as ilhas. Esta visita guiada, adiantou, poderá estender-se a Guimarães – Capital Europeia da Cultura – e surge numa altura em que a fundação está a realizar o seu maior evento anual, Serralves em Festa. Adiantou que os custos inerentes à participação dos artistas açorianos nesta visita guiada estão a cargo dos próprios, (...)»
Convidar os artistas para conhecer um Museu (!) e depois pedir-lhes que paguem do seu bolso?!! Há aqui qualquer coisa que me escapa...

Assim se faz campanha (a tempo inteiro) prometendo o que não se tem (e passando um atestado de menoridade aos artistas locais). Uma atitude provinciana e inqualificável!

domingo, 15 de abril de 2012

Noite de Festa



Esta search teve inicialmente outro nome - podia ter sido The Party's Over ou Desesperadamente à procura dos nossos 'discos perdidos' - e foi revelada, este sábado, na abertura do Panazorean.

A 1ª parte desta viagem termina, em parte, com este filme.

Ao Nuno, aquele Abraço.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Daqui não saio, daqui ninguém me tira

Berta Cabral diz que, na "altura certa", anuncia saída da Câmara
O PSD/A fala mas não muda e continua agarrado ao poder, mesmo e apesar de repetir, vezes sem conta, querer diminuir os políticos a tempo inteiro. Curioso, não?!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A minha 'incompreensão' é total

















Estes últimos dias têm sido pródigos em acontecimentos, simplesmente, inacreditáveis!

domingo, 8 de abril de 2012

Alive and Kicking



A ressurreição por quem todos esperavam.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quebrou ou não quebrou, eis a questão?

Passos quebrou ou não um dos "compromissos inquebráveis"?

As evidências tornam a resposta numa questão óbvia.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Desculpe, importa-se de repetir?!

"Ficámos um pouco surpreendidos com a subida do desemprego e ainda temos dificuldade em interpretar esses números", admitiu hoje Peter Weiss, responsável da Direcção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECFIN)
Perante este nível de surpresa questiono seriamente o grau de lucidez destes responsáveis da Comissão Europeia - estaremos a ser vítimas de algum tipo de experimentação económica?!

domingo, 1 de abril de 2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

Lamentável













Empenho lamentável.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Misfits

Cinco empresas públicas mantêm salários dos gestores em 2012
A aprovação em Conselho de Ministros da limitação para salários de gestores públicos não durou um mês sem ser adaptada. Estamos perante um sector empresarial público repleto de misfits.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Requintes de "cobardia"
















A propósito de um prefácio extemporâneo.

Imagem retirada daqui.

terça-feira, 13 de março de 2012

Aberrante


Miguel Relvas: TAP e CGD não são exceções mas sim adaptações
O que antes era para todos passou a ser para alguns.

Um critério aberrante, desmobilizador e promotor de injustiças.

Começam a faltar argumentos perante tamanho desgoverno.

terça-feira, 6 de março de 2012

Bocadito?!

"Houve um erro na escolha de um denominador que altera um bocadito o passivo líquido por habitante. Mas não altera o passivo global, não altera o endividamento líquido global, nem os resultados económicos. A única falha foi na divisão do passivo líquido pelo número de habitantes", salientou João Carvalho.
Desta forma, Ponta Delgada, que é apresentada à frente da lista dos concelhos com menor volume de dívida líquida por habitante, "não está tão bem como apresentado no Anuário Financeiro", acrescentou.
Ponta Delgada não entra nos primeiros cinquenta lugares da lista, mas, segundo João Carvalho, "também não está num lugar preocupante".
Não é preocupante?! O facto é que passou do 1º para lá do 50º. Será o tal bocadito?!

Esta é prova que o algodão não engana e que César tinha razão na crítica que ontem fez.

O orgulho ainda é o que era?!

* bold é meu

domingo, 4 de março de 2012

?

Pode ser que haja alguém capaz de fazer uma pergunta...ou não?!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ponto (de honra!)











 A ler com o Expresso desta semana.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Montra familiar



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fugiu ou não fugiu?!


Visita de Cavaco a escola cancelada por 'um impedimento'
O suposto impedimento terá sido este?! Fica a questão.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Declaração de interesses















A propósito das campanhas de maledicência, difamação e má fé que por aí circulam...oportunamente, e de forma arregimentada, em ano de tensão pré-eleitoral.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O dito e o feito

Entre o que Passos Coelho diz sobre Cultura e a prática da sua governação há um abismo de consequências catastróficas
A ler.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Convite















+ info aqui.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

?

Ponta Delgada, Dez'11




















Implosão ou explosão?!

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Para mais tarde recordar

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Objectivo cumprido

«(...) A introdução dos Passes Sociais em S. Miguel e Terceira estão a ter uma boa adesão por parte das pessoas, principalmente na modalidade de “Passe 30 Dias”, com vantagens económicas para os utentes, pois os passes sociais representam descontos de 30 a 50 por cento e tem viagens ilimitadas por mês, assim como o novo passe social, o “Passe Desempregado”, destinado a desempregados e o Passe para a 3ª Idade (Pensionista e Invalidez) que beneficiam de um adicional de 25 por cento. (...)»
Aproveito esta notícia para sinalizar a proposta inicial.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

?

Ainda e a propósito da(s) reforma(s) do PR: nunca percebi como é que um Presidente, no activo (!), opta por ser pago por algo que já fez e não por aquilo que faz?! Sinceramente, não percebo.

Mas tudo isto faz sentido para a maioria e o professor já veio dizer que o PR "quis dizer uma coisa e saiu-lhe outra". Penoso.

Hoje foi, ainda e apenas, o 1º dia do 2º ano do 2º mandato de Cavaco Silva.

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domingo, 22 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Oops, they did it again!

«(...) Se Mega Ferreira, nos dois mandatos à frente da instituição, deu «provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão que lhe foi incumbida», porque razão sai agora, quando por lei ainda podia ficar à frente do CCB durante mais três anos? Não se entende. Ou melhor, percebe-se uma coisa muito simples: sem pôr em causa as qualidades de Graça Moura e a sua grande experiência em cargos desta magnitude, há aqui claramente uma mudança de azimute político. Onde estava um intelectual mais ou menos alinhado com o PS, passa a estar um intelectual ostensivamente alinhado com o PSD. Numa altura em que assistimos ao verdadeiro assalto da EDP e outras empresas de forte participação estatal, por parte dos boys e girls laranjinhas (mais uns quantos centristas), a nomeação de Vasco Graça Moura para o CCB vai parecer mais do mesmo».
objectividade do Bibliotecário.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desculpe, importa-se de repetir?!

«O PS e o governo mantêm o PSD e a sua líder debaixo de um ataque permanente, muitas vezes excessivo e pessoal, para alijar as suas responsabilidades e disfarçar a crise económica e social para onde conduziram os Açores»
Há quem ande tão deslumbrado consigo próprio que não consegue - sequer - ler o que diz.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pela dignidade da Cultura

«O Ministério da Cultura reduzido a Secretaria de Estado; um corte de quase um terço no orçamento da Cultura; os organismos de produção artística do sector público amalgamados num monstro ingerível; os concursos para apoio à produção de Cinema suspensos; cortes unilaterais de 30% nos subsídios já contratualizados com os produtores artísticos; extinção dos cargos de Portugal junto da UNESCO e de pre...sidente da Comissão Nacional da UNESCO; e agora a agência noticiosa do Estado a suprimir a secção de Cultura. O que esta gente tem pela Cultura já não é só desprezo, é uma espécie de alergia militante que ora inspira alguma repulsa ou, noutra óptica, pode até despertar uma certa comiseração, porque revela sobretudo um primarismo e uma grosseria essencial confrangedores. Mais do que uma visão cultural de Direita, que em si mesma teria uma legitimidade própria, esta gente faz gala de ostentar uma rejeição liminar da dignidade da Cultura, a lembrar a frase célebre do general franquista Millán Astray: "Morra a Inteligência! Viva a Morte!"»
Uma entrada de Rui Vieira Nery a propósito do encerramento da secção de cultura da LUSA.

* o bold é meu

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A tratar da sua vidinha

«As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo... isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado. (...)»
A ler até ao fim.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012
















Um início de 2012 em Alta, bons prenúncios e desejos que a colheita seja ainda melhor!

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Festas felizes

Ponta Delgada, 24 Dez'11

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mas que grande lata!

Açoriano Oriental 18 Dez'11

















Pelos vistos o embargo compensa.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Unbelievable


«Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados»
Desejos de boas festas antecipados?! Passamos da Indignação à resignação...simplesmente Inacreditável!

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Read if you please

«(...) Sou capaz de respirar fundo quando pela milionésima vez se ceder às chantagens e desmandos de Alberto João Jardim, achar que os onze grupos de trabalho criados em dez semanas de governação são mesmo necessários - sobretudo os três dedicados ao futebol - ou engolir em seco ao ouvir o ministro para tudo e mais alguma coisa, Miguel Relvas dizer que vai antecipar o pagamento das dívidas da RTP para a poder entregar de boa saúde, sem ónus ou encargos, às dezenas de empresas que, com certeza, acorrerão ao concurso de privatização. (...)»
Esta crónica tem 3 meses mas continua actualíssima. A ler, por favor!

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