segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Descubra as diferenças















Por estes dias, o que é que temos em comum com NY?! O (mau) tempo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

domingo, 21 de outubro de 2012

O país segue dentro de momentos...





















Retirado daqui.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Aviso(s) à navegação

Em dia de reflexão nos Açores e em véspera da apresentação do Orçamento de Estado para 2013, o Presidente da República resolveu dar a cara ao país na rede social da moda, para dizer o contrário do que o governo tem anunciado, nas últimas semanas, e para se demarcar do mesmo, afirmando: "(…) Nas presentes circunstâncias, não é correcto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objectivo de défice público fixado em termos nominais", na medida em que "Se o crescimento da economia se revelar menor do que o esperado, o défice nominal será maior do que o objectivo inicialmente fixado, porque a receita dos impostos é inferior ao previsto e as despesas de apoio ao desemprego superiores" (!). E acaba a sua entrada na página do Facebook a citar o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, que diz: não se deve "impor a adopção de medidas orçamentais adicionais, o que tornaria a situação ainda pior".

Estes avisos à navegação não são novos e a responsável do FMI, Christine Lagarde, já havia referido o mesmo. Em Portugal, já provámos que a receita aplicada não resulta, com as consequências gravosas que se conhecem. A pergunta é simples e óbvia para quase todos: porque é que insistimos no erro?! Perante as medidas conhecidas para o próximo ano, e com a rejeição com que foram recebidas, a resposta transcende-me.

Perante estas posições titubeantes, quer do Governo, quer agora do Presidente da República, está instalado um clima de grande descontentamento e de grande instabilidade em Portugal.

Esta declaração não é inocente e ocorre no mesmo dia em que assistimos a mais uma grande manifestação em Lisboa e em vários pontos do país contra o desemprego, bem como uma "manifestação cultural" para protestar contra o estado calamitoso (e silencioso) com que este Governo ignora o sector e os profissionais que vivem da Cultura. Na rua, a palavra de ordem fez-se ouvir: "Matar a Cultura é matar a alma de um povo". Se o governo mantiver o seu modus operandi o povo arrisca-se a morrer preventivamente.

O mal-estar na coligação governamental PSD/CDS-PP, apesar de todos afirmarem o contrário, não augura nada de bom. Abandonará Paulo Portas o Governo após a aprovação do Orçamento de Estado? O Presidente da República tem um plano B ou já estará a preparar um "Governo de Salvação Nacional" ou de "Iniciativa Presidencial"?!

O nível de incógnitas desta equação é elevado e os riscos associados tremendos. Numa altura em que precisamos de quem saiba para onde vamos, assistimos, infelizmente, a uma penosa prestação das mais altas individualidades do país que se refugiam em retórica circunstancial e a ignorar óbvio.

Os Avisos já deixaram de ser apenas uma questão marginal e tomaram conta do espaço público. Os sinais são por demais evidentes. Só não os vê quem não quer. E o Governo de Passos Coelho já provou que não os sabe ler e entrou em negação.

Parafraseando Ferreira Fernandes, ontem no DN: «(…) Mau analista político que eu sabia ser, refugiei-me no bom senso e escrevi a crónica a 6 de Junho de 2011. Errei foi na última frase: "Pensem nisso, antes que os factos obriguem a pensá-lo daqui a seis meses." Fui totalmente otimista. Precisámos de um ano e quatro meses.» De quanto tempo mais necessitará o Ministro das Finanças?! Se for demasiado, pode ser tarde demais…

* Publicado na edição de 15/10/12 do AO
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mercenário(s)

É este o resultado quando se recorre a mercenários.

domingo, 14 de outubro de 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O ano de todos os perigos

O Ministro da Economia anunciou, em Novembro de 2011, que 2012 seria o ano que "irá marcar o fim da crise". No entanto, e como podemos todos testemunhar, este tem sido o ano de todos os perigos. Se bem que com as medidas enunciadas pelo Ministro das Finanças, na passada 4ª feira, 2013 atreve-se a ser um ano onde vamos estar, todos, sem excepção, mais pobres. Sem que, com isso, haja uma perspectiva positiva quanto ao nosso futuro mais próximo. A Grécia, essa sim, já nos pareceu mais distante.

Este é o ponto de convergência, na minha opinião, das preocupações dos portugueses. E os açorianos não são excepção. Mais do que a quezília partidária, as inverdades e a irresponsabilidade com que alguns líderes partidários têm norteado a sua campanha, as pessoas querem ouvir dos políticos as soluções para estes tempos de incerteza.

Nesta medida exigia-se responsabilidade absoluta dos agentes políticos. Infelizmente, não é o que temos assistido. Ou melhor, não é isto que a líder do PSD/A tem protagonizado, transmitindo uma pálida imagem daquilo que deve ser alguém com a sua ambição.

Vamos a factos. No XIX Congresso do PSD/A, em Abril deste ano, Passos Coelho era entronizado cavaleiro da salvação deste reino e do próximo. Nesta altura a líder do PSD/A não poupou elogios ao líder nacional e, também, 1º Ministro: "(…) Desde sempre que Pedro Passos Coelho sabe, vive, compreende e apoia o projecto autonómico. É um autonomista convicto e de longa data. Estamos solidários com a tarefa patriótica que o Governo da República está a empreender. (…) Prometo dialogar com lealdade (…)". A última palavra define com rigor o que entretanto se passou.

Nas últimas semanas, o encantamento desapareceu e o príncipe passou a ser um sapo difícil de engolir e tornou-se impróprio para consumo (interno). Consta que, contrariamente a todos os restantes líderes nacionais, Passos Coelho não virá aos Açores apoiar a 'sua' candidata. Em entrevista ao i, no início de Setembro, a candidata social-democrata, afirmou que já tinha pedido a Passos que marcasse presença na campanha "É primeiro-ministro e tem uma agenda complexa, mas virá com certeza aos Açores", garantiu então. Questionada sobre se o apoio de Passos Coelho seria importante, foi taxativa: "O apoio do primeiro-ministro de Portugal é sempre importante para qualquer candidato ao governo regional". Perante este último desenvolvimento fica clara a importância dada à candidata.

Não obstante tudo isto, as incoerências têm sido recorrentes e uma constante ao longo de toda a esta campanha. Depois de ter dito o que ninguém disse de Passos Coelho a líder do PSD/A, no dia seguinte à sua entrevista na RTP/A, veio dizer que afinal a culpa não era do 1º Ministro mas sim de quem estava com ele no governo. E como se isso não bastasse afirmou que as declarações de António Borges (que acusou os empresários que criticaram a TSU de serem "ignorantes") "não ajudaram" o primeiro-ministro a alcançar o consenso nacional. Será que estamos perante a mesma líder que pediu "sentido de responsabilidade" dos líderes políticos e 'confiança', aos eleitores, nos políticos que os representam?!

Mas o melhor ainda estava para vir. No rescaldo do anúncio das novas medidas de austeridade, apresentadas pelo Ministro das Finanças, a candidata do PSD/A disse que as mesmas terão "um impacto próximo do zero nos Açores" devido às propostas que apresentou, em torno do corte nos vencimentos dos políticos e número de deputados. Quanta falácia! O que a candidata não diz é que a aplicação destas medidas carece de um amplo consenso político, não são de implementação imediata e, por esta via, não são, seguramente, a solução que a população e os empresários necessitam.

Estranho é que as medidas assumidas pelo PS/A, para minimizar os efeitos da crise e das medidas de austeridade impostas aos portugueses, tivessem sido sistematicamente criticadas pelo PSD/A. Mais estranho se torna que o mesmo partido, agora, as queira bonificar. É caso para questionar: com que dinheiro e com que moralidade?!

Os tempos estão perigosos e propícios a demagogia de ocasião, propalada sem o menor pejo e sem olhar a meios. Nunca como agora foi tão importante votar, de modo a garantir um projecto sólido e com garantia de futuro. Vasco Cordeiro é o líder no qual deposito a confiança para ganhar(mos), todos, os desafios que se avizinham.

* Publicado na edição de 08/10/12 do AO
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Equipa B

Marcelo e Marques Mendes "substituem" Passos na campanha dos Açores
Um governo e um 1º Ministro ausentes fazem-se substituir pelas antigas estrelas da companhia.

O incómodo já não é apenas aparente, passou a ser real(idade).

domingo, 7 de outubro de 2012

A propósito de 'fanatismo fiscal'



Será que o líder do CDS-PP/Açores ainda (re)conhece o líder nacional?!

Fica aqui uma lembrança.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Sondagem: PS ganha com 41,9% dos votos



Boas notícias para analisar com serenidade. Mais aqui.

A prova viva de que poderão mesmo existir extraterrestres *





















Parcialmente inspirado no IP.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

domingo, 30 de setembro de 2012

A política do «vale tudo»

Como é que nos Açores se defende que Passos é um produto fora de prazo e se vem para o Continente sustentar o contrário?

A resposta num blog aqui tão perto.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Extinguir Q/b

«A longa e polémica história da Fundação do PSD-Madeira que o Governo não extinguiu»

A ler.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ganhar o Futuro

[Tinha planeado escrever algo completamente diferente. Lamentavelmente, a agenda noticiosa da semana não deixou margem para dar folga aos assuntos na ordem do dia. Posto isto, vamos ao que interessa.]

Não é preciso ser economista ou superdotado para perceber o clima depressivo em que se encontra o país, as pessoas e a economia real. A manifestação deste sábado é a prova que, pelos vistos, faltava.

Passos Coelho já tinha feito um pré-anúncio para mais medidas de austeridade quando afirmou, a 05 de Setembro, que «Todos desejaremos, não tenho dúvida nenhuma, ultrapassar as nossas dificuldades sem sobrecarregar mais os portugueses com impostos, mas nenhum de nós está em condições de dizer que não vai tomar uma ou outra decisão se ela tiver de ser adoptada» (!).

O formato para o anúncio de novas medidas de austeridade revelou-se imponderado, "num discurso trapalhão e mal escrito, despachado à pressa entre um jogo de futebol e um concerto em que ele próprio resolveu cantar o inesquecível clássico 'Chamava-se Nini/vestia de organdi'" (Vasco Pulido Valente, Público 14/09/12).

O Governo de Passos Coelho não previu, e aí mostrou o quão distante está da realidade, a reacção dos portugueses. Perante a inevitabilidade do agravamento da austeridade com base numa pretensa equidade dos sacrifícios, a indignação tomou posse dos acontecimentos, o país gritou - Basta!

O amplo consenso social e político dito "abençoado" pelo Ministro das Finanças revelou-se, afinal, aparente. Este Governo anda a fazer "experimentalismo social" com as pessoas. Só assim se compreende que o Governo de Passos Coelho, por sua conta e risco, exija aos portugueses um esforço de redução do défice "na ordem dos 4,9 mil milhões de euros", valor quase seis vezes superior à redução necessária combinada com a troika. Isto só pode ser explicado de duas maneiras: ou o valor está incorrecto, e o Governo da República anda a ocultá-lo; ou a margem para errar é enorme e Vítor Gaspar está a precaver-se de futuros deslizes.

Os portugueses não se têm esquivado aos sacrifícios. O que não vislumbram é uma luz ao fundo do túnel. Os sacrifícios impostos não têm resultado. Pior. Têm resultado, isso sim, num agravamento generalizado da situação económica do país. E é isso que ninguém compreende, que sejam sempre os mesmos a pagar a factura, e o Estado não reduza, de forma concreta, a sua despesa.

Quando se diz que o que importa são as empresas exportadoras, não estamos a negligenciar todo o restante tecido empresarial português que representa a esmagadora maioria da força de trabalho do país?! Não é isto um despautério e uma incoerência abissal?! Olhamos para fora para não ligarmos à realidade que nos rodeia?! Isto faz-me lembrar o Ministro que no estrangeiro não fala de assuntos internos e o outro que não fala no país, mas que aproveita para falar no estrangeiro aquilo que não diz cá dentro.

Nos Açores, esta sucessão vertiginosa de acontecimentos também tem gerado as reacções mais curiosas, umas mais estranhas do que outras. Apesar de, para mim, algumas não constituírem surpresas, mas serem, sobretudo, a confirmação de algumas certezas.

O PSD/A deve ser a única extensão do partido que compreende as novas medidas de austeridade. Mas, mais grave é que este é mais um exemplo daquilo a que o PSD/A já nos habituou. Sempre que há uma decisão do governo de Passos Coelho que é danosa para os Açores - das viagens aéreas, da ANA, da Universidade ou da RTP/A - o PSD/A presta-se, não em contrapor com as maleitas que nos querem impor, mas em encontrar soluções à custa do orçamento regional para compensar os prejuízos que nos impõem.

A demagogia e a promessa facilitista tomaram de assalto o discurso eleitoral da líder do PSD/A quando ainda faltam 26 dias para o final da campanha. Em política não pode valer tudo, com risco de tudo perder.

Os Açores querem outro candidato e outro discurso para ganhar o futuro que, "mais próximo ou mais remoto, não vai resgatar-se miraculosamente" (José Luís Ferreira, SLTM).

* Publicado na edição de 17/09/12 do AO
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Convidada especial

A última sessão plenária da IX legislatura ficou indubitavelmente marcada pela intervenção final de Carlos César na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Foi deputado na oposição durante várias legislaturas e Presidente do Governo nos últimos 16 anos.

O seu discurso aludiu ao momento difícil que atravessa o país, e ao qual os Açores não estão imunes. Não vivemos um tempo normal, nem, desde o início da crise, o Governo Regional se furtou às suas responsabilidades. O memorando de entendimento entre os Açores e a República e o relatório da Inspecção Geral das Finanças têm sido cartel da oposição, que não está interessada em discutir soluções e, muito menos, em apresentar o que quer que seja. Permitam-me uma correcção: o PSD/A (e restante oposição) apressa-se, sim, a apresentar medidas sem cabimento orçamental, com carácter populista e demagógico, para depois vir a terreiro criticar as medidas tomadas pelo Governo, criticando o "supérfluo" e, de forma incompreensível, prometendo tudo a todos. É, e tem sido, um caso patológico.

A resposta dada por César não podia ser mais concludente: «(…) Só o desconhecimento total da função governativa no espaço em que vivemos, ou a mais primária das demagogias, é que pode levar, mesmo em vésperas de eleições, a contestar que não só tem que ser assim como há muito que é assim. (…) Não há perda de Autonomia com este memorando. Perda de Autonomia houve, sim, para o país e para todos nós quando o país ficou nas mãos do Fundo Monetário Internacional e da "troika"».

O que começou por ser uma agenda tranquila, rapidamente se transformou num frenesim. A um mês das eleições, o que importa é o soundbyte e o ruído foi a nota dominante. Se bem que o silêncio de alguns foi motivo de estupefacção. O proteccionismo operado pela maior bancada da oposição em torno da líder, presente, qual convidada especial, foi penoso, sendo notória a necessidade de fuga ao confronto directo com Vasco Cordeiro, para se remeter a um encerramento do debate de urgência (figura regimental que não permite o contraditório). Os actos são demonstrativos da fibra de quem os protagoniza.

Curiosamente, a meio do plenário e da discussão de urgência, caía uma bomba. Afinal, a troika, que está em Portugal para analisar o cumprimento do programa de assistência económica e financeira a Portugal, não vai reunir com o Governo dos Açores, "por não considerar necessário esse encontro". Segundo a LUSA, a "decisão da troika deve-se ao bom estado das finanças regionais". Se dúvidas houvesse, esta declaração dissipa-as. Pelos vistos, os deputados do PSD/A na República não têm estado atentos e embarcaram na campanha para "denegrir" a Região, remetendo um requerimento ao Governo da República - o mesmo que esteve reunido com os representantes da "troika" (?!). Este tipo de acção política é inútil.

Vivemos num mundo em mudança. As soluções do passado não têm lugar nos tempos actuais. As respostas convencionais tornaram-se obsoletas. Não há lugar para dogmas. O que ontem era uma certeza, hoje são muitas dúvidas. Não existem empregos para a vida, nem uma vida de pleno emprego. Ainda não superamos o choque do embate com esta realidade e reinvenção passou a ser palavra de ordem.

O eleitorado já não se move pela promessa fácil. No entanto, há quem continue a achar que as pessoas não estão atentas e que as mudanças se fazem por decreto ou por intervenção divina. Os Açores e o mundo, entretanto, já mudaram.

* Publicado na edição de 10/09/12 do AO
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