domingo, 24 de março de 2013

Frases









O último texto foi hoje motivo de destaque na edição, deste domingo, do Açoriano Oriental.

sábado, 23 de março de 2013

Put my records ON

terça-feira, 19 de março de 2013

A Viagem Autonómica





















No passado fim-de-semana, data do Decreto de 2 de Março de 1895, foi estreado entre nós – A Viagem Autonómica. Um filme realizado por Filipe Tavares e co-escrito por Nuno Costa Santos e Filipe Tavares.

A temática em torno deste documento - a Autonomia dos Açores - levou a que o filme suscitasse uma enorme curiosidade local e foi necessário programar uma sessão extra para responder às inúmeras solicitações que o mesmo gerou. E não desiludiu. Esse é, pelo menos, o meu entendimento daquilo que nos foi dado a ver a 02 e 03 de Março.

A Autonomia é algo que não é, digamos assim, um assunto corriqueiro. Está intimamente associada ao domínio político e raras são as vezes em que o mesmo é discutido no grande formato e apresentado às massas.

O filme tem esse mérito. O de sistematizar a cronologia do processo autonómico. Num registo que alterna a ficção com o documentário seguimos numa viagem pelo arquipélago a bordo da vespa conduzida pelo jovem actor Gonçalo Cabral, personagem protagonizada por Frederico Amaral, um rosto conhecido do pequeno ecrã e que retrata na perfeição aquilo que são hoje os Açores e o dinamismo e modernidade das novas gerações.

O objectivo desta realização é para Filipe Tavares, "narrar a história da autonomia de uma forma séria e rigorosa, mas que, ao mesmo tempo seja capaz de incorporar um tom informal na abordagem dos conteúdos, e dessa forma conseguir aproximar e gerar impacto junto de vários públicos".

Considero que no essencial isso foi conseguido, na medida em que o filme encerra muita informação e aponta pistas para outras viagens e pesquisas. A "digestão" de toda a informação disponibilizada não é matéria que se faça de ânimo leve e conduz a um espaço de reflexão sobre aquilo que somos e ajudamos a construir no nosso quotidiano.

Auxiliando a desvendar a informação necessária à compreensão da conquista autonómica desfilam no ecrã inúmeras personalidades, dos mais diversos quadrantes políticos e sociais, que nos ajudam a ver, reflectir e compreender aquilo que somos. Nomes como os de José Medeiros Ferreira, Avelino Menezes, Machado Pires, Onésimo Teotónio de Almeida, Carlos Melo Bento, José Decq Mota, Álvaro Monjardino, Mota Amaral e Carlos César são incontornáveis nesta Viagem.

O encontro final entre os dois primeiros presidentes - Mota Amaral e Carlos César - é per si um momento maior, não só do filme, mas no processo de construção autonómica dos Açores. Algo que, por exemplo, a Madeira não pode replicar. E que pelo simbolismo que encerra demonstra o nível de maturidade democrática a que chegamos.

A Viagem Autonómica não está isenta de erros (leia-se opções) que não me importa, aqui, avaliar nem julgar. Considero mais importante dela retirar tudo aquilo que considero relevante destacar. É, sobretudo, mais um contributo e quiçá um ponto de partida para um debate ou reflexão, mais alargado, sobre o delicado momento que vivemos. Até por isso este filme surge no momento certo. Ao contrário do que se possa pensar, o processo de construção autonómico não é um assunto encerrado. E, neste momento, assistimos, uma vez mais, a um ataque do governo central às autonomias regionais, sendo que o argumentário economicista oculta outros perigos bem mais onerosos. O estado é de alerta permanente perante a ameaça centralista. Temos de o fazer de forma construtiva e nunca como uma arma de arremesso sem conteúdo. O futuro está, essencialmente, nas nossas mãos.

A Viagem Autonómica irá prosseguir o seu caminho dentro e fora dos Açores, para melhor dar a conhecer a história aos próprios mas, essencialmente, a todos os que teimam em desconhecer as idiossincrasias da realidade insular.

* Publicado na edição de 11/03/13 do AO
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domingo, 17 de março de 2013

Ziphius

O Ziphius é um dos finalistas no top 5 do concurso de tecnologia Engadget Insert Coin. Votem!

sábado, 16 de março de 2013

10 Anos





















Memória e referência ao número especial da revista :ILHAS sobre a Cimeira das Lajes nesta entrada do :ILHAS.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Leitura obrigatória

«(...) Tudo somado, Vítor Gaspar bateu na parede e levou o país com ele. Com este nível de impostos directos e indirectos, o défice ficará, ainda assim, nos 5,5% do PIB. A über austeridade falhou, por mais conceitos de défice público que Gaspar traga para a discussão para tentar, em vão, esconder os disparates políticos, os erros económicos, a má gestão financeira da crise. (...)»
Para ler na íntegra o editorial de André Macedo a propósito da comunicação ministerial da 7ª avaliação da Troika.

domingo, 10 de março de 2013

Grafonola



A minha entrevista ao programa Grafonola de Miguel Decq Mota na edição deste domingo do Açoriano Oriental.

sexta-feira, 8 de março de 2013

no pasa nada

O ministro das Finanças acha inconcebível o desemprego a caminho dos 18%? Acha inconcebível as falências em série? Acha inconcebível o nível de impostos? O IVA galopante? A queda de investimento? O risco de motim entre os militares? A fuga dos mais novos? O desespero dos reformados? A desconfiança que se abate sobre partidos e instituições? Acha inconcebível aprovar orçamentos que falham previsões e chegam a fevereiro esmagados pela realidade?
A resposta aqui.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vandalismo

Teatro Micaelense, Ponta Delgada, Março'2013





















O Teatro Micaelense é um edifício classificado como Imóvel de Interesse Público. Nos últimos dias tem sido sujeito a sistemáticos actos de vandalismo, perpetrados por quem não respeita o património comum.

terça-feira, 5 de março de 2013

Não havia necessidade



A espuma destes dias é um manancial de recursos para os humoristas nacionais e para as cadeias da indignação viral em formato virtual. Que o diga Ricardo Araújo Pereira na sua última Boca do Inferno para a Revista Visão - Do cu enquanto agente político. A dita começa assim: "A entrada fulgurante do cu na vida política portuguesa valoriza simultaneamente o cu e a vida política portuguesa. Francisco José Viegas, antigo secretário de Estado da Cultura, disse que, na eventualidade de ser abordado por um desses novos fiscais das facturas, lhe pediria «para ir tomar no cu»". O início era aliciante e cumpriu ao concluir que: "(…) Há mais poesia no cu de Viegas do que no cu de Botto. O eu em que Viegas manda tomar é um cu simbólico. Trata-se de um eu que é metonímia de outro cu. Viegas não ignora que, acima do cu do fiscal das facturas há outros cus, bastante mais poderosos - e, acima desses, outros cus ainda. Essa hierarquia de cus culmina num cu-mor, responsável último pela ideia da fiscalização de facturas". Entretanto a realidade arrependeu-se. E Francisco José Viegas acabou por dar o dito por não dito ao referir, numa entrevista à TSF, que "não se trata de uma crítica a este Governo em particular", mas sim à máquina do Estado, considerando um "absurdo" a possibilidade das pessoas serem notificadas por esta questão. E acrescentou: "Obviamente que há uma cadeia de solidariedade que é necessário manter", afirmou referindo-se aos seus ex-colegas de Governo. "Sinto na mesma uma relação de solidariedade", ainda que, admita, "a linguagem possa não ser institucional". Aquilo que parecia ser um acto de lucidez do Francisco no seu regresso à vida pública, acabou num mea culpa em torno do vocábulo utilizado.

(...)

* Publicado na edição de 25/02/13 do AO
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vacuidade e desconsideração na Cultura

«(...) Chega-se ao fim deste exercício penoso de vacuidade e pretensiosismo sem se perceber o que vai fazer o SEC. A tomar à letra a entrevista que deu, o SEC vai seguramente continuar a divagar sobre os conceitos e os lugares-comuns que tanto preza, e a fazer o que pode na gestão corrente e apertada das instituições que tem sob a sua alçada e cujo funcionamento parece desconhecer. Sobretudo no que respeita às instituições mais patrimoniais — arquivos, bibliotecas e museus —, bem como no que se refere a uma política para o livro, este SEC, a exemplo dos seus antecessores, parece interessado em abandoná-las ao seu próprio destino. Qual grande pensador preocupado com os caminhos da globalização e da Europa, sem esquecer a discussão filosófica acerca dos modelos da “democracia ateniense” — que, devo confessar não me emocionam, mau grado o seu carácter hilariante —, a falta de peso e de meios de que dispõe porventura não lhe deixam alternativa. E é pena! No lugar que ocupo, como leitor assíduo da Biblioteca Nacional, consigo ver o empenho de tantos agentes — votados a si mesmos, desconsiderados e abandonados por quem de direito — e o estado de abandono em que se encontra o nosso património bibliográfico. Nada de hilariante existe nesta constatação, que só me resta denunciar de forma muito séria como um acto de pura irresponsabilidade
A ler o texto do historiador Diogo Ramada Curto na edição de 22/02/2013 do Público.

Para quem não leu aqui fica a entrevista ao SEC - Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, concedida ao mesmo jornal.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A bomba (!)

Marcelo diz que Passos tem de reconhecer que falhou
E tudo continuará como dantes...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ziphius



O protótipo Ziphius, um robô aquático, é o primeiro projeto da Azorean, uma spin-off da empresa Ydreams e foi escolhido por um dos mais importantes sites internacionais de tecnologia como um dos dez mais interessantes projetos para investir.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Eu já vi este filme

Parque Atlântico, Ponta Delgada, Jan'2013





















A exibição comercial de cinema em Ponta Delgada, e consequentemente na ilha de São Miguel, foi interrompida na passada 4ª feira. Para já não há dados que possam certificar que esta seja uma interrupção temporária ou de carácter permanente. O facto é que de momento ficamos sem Cinema.

A notícia havia sido veiculada, há já algum tempo, mas agora chegou a confirmação pela via mais dolorosa. O encerramento das salas. Acredito que haja uma alternativa para o espaço existente até porque se trata de um serviço imprescindível, parece-me, na actividade de lazer e animação do maior centro comercial de Ponta Delgada. Perante o coro de indignação perante o facto consumado, apetece-me perguntar: onde estavam os que agora reclamam o encerramento das salas de cinema?! A razão pela qual estas encerraram é simples: a contínua perda de espectadores ditou este desfecho. E a crise não justifica tudo.

Os hábitos de quem hoje vai (ou vê) cinema estão em profunda mutação. As salas de cinema dos Açores têm vindo a perder público há mais de uma década. Segundo dados do portal Pordata em 1994 o número médio de espectadores era de 95,4 por sessão, passados 7 anos, em 2011, esse número baixou para 34,4 e desde aí não parou de baixar para, em 2011, se fixar nos 23.

Nos últimos anos esta tem sido uma tendência por todo o país. Fecham mais salas do que aquelas que abrem. Números do Instituto do Cinema e do Audiovisual confirmam que o cinema em Portugal está sobretudo nos centros urbanos do litoral e cada vez mais em multiplexes.

Nos Açores há exibição de cinema em diversas ilhas (em São Miguel para além do circuito comercial existem cineclubes e outras associações que promovem exibições regulares). Mas apenas no Centro Cultural de Angra do Heroísmo é que existe a possibilidade da exibição em formato digital, o que reduz significativamente os custos de exploração e permite ter acesso a um maior número de filmes e aos grandes sucessos comerciais, nomeadamente, todos os que actualmente são filmados em 3D. Existem muitas salas equipadas com máquinas de 35mm (película) mas a sua utilização será cada vez mais residual, ficando muito limitada ao número de filmes disponíveis e com a agravante dos números de espectadores não serem aliciantes para os distribuidores, no que concerne a estreias ou mesmo a um rápido acesso aos títulos. Fazendo com que, muitas das vezes, alguns filmes sejam exibidos meses após a sua estreia, quando a sua disponibilização já está disponível noutras plataformas como o Cabo ou o DVD.

Mas este é um negócio como outro qualquer, quanto a isso não hajam dúvidas. A não ser que o garante da exibição em regiões como os Açores passe por ser Serviço Público. Mas será que o serviço, a programação e a dimensão das salas Castello-Lopes tinham (tiveram) em linha de conta a realidade insular?!

A diversidade da oferta cultural é cada vez mais difícil de manter. E isso preocupa-me. Contudo, não é menos verdade que a disponibilidade financeira das famílias não é a mesma e não há quem programe sem prever esse pequeno grande pormenor. A subida do IVA e do preço dos bilhetes de cinema são, também e em parte, responsáveis. No entanto, considero que o ‘objecto-filme’ passou a ser algo descartável, assim como a internet banalizou a forma como todos nós lidamos com esta expressão artística (tal como acontece com a música). O processo de encerramento das salas de cinema é, infelizmente, uma quase inevitabilidade. Para isso há que perceber que actualmente, por mais que não queiramos reconhecer, a maioria das pessoas consome cinema em casa. Parafraseando o Vitor Belanciano (jornalista do Y/Público): "Pessoalmente, tenho pena, gosto de boas salas e da experiência de ver filmes em público, mas não interessa o que eu penso, nem o que uma minoria sente. Para nós vão continuar a haver salas de cinema, embora menos. E vão continuar a ser germinadas outras formas de dar a ver cinema, como aconteceu no último ano com o filme de João Botelho, por exemplo, que circulou pelo país. Mas essas serão as excepções (que tenderão a multiplicar-se, espero eu) que confirmarão a hegemónica regra: cinema em casa".

O Cinema já não é o que era ou, pelo menos, já não é aquilo que nós queremos que ele fosse.

* Publicado na edição de 04/02/13 do AO
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A responsabilidade não mora aqui



20 anos de gestão autáquica do PSD, em Ponta Delgada, deu nisto.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Quais as Perspectivas para a Cultura no Quadro Estratégico Europeu 2014-2020?





















Em trânsito para ver e ouvir amanhã a partir das 09h/18 no Pequeno auditório do Centro Cultural de Belém.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Serviço Público


domingo, 3 de fevereiro de 2013

O prometido é devido





















21 anos depois aqui está ele.