Representante da República indigita presidente do governoHoje acontece o que muitos vaticinaram ser impossível ou mesmo improvável. A memória do muito que foi dito e escrito, sobre esta matéria, não prescreve.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
A liberdade já não é o que era
PSD Açores recua e dá liberdade de voto no OrçamentoA incoerência passou a ser norma.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Aviso(s) à navegação
Em dia de reflexão nos Açores e em véspera da apresentação do Orçamento de Estado para 2013, o Presidente da República resolveu dar a cara ao país na rede social da moda, para dizer o contrário do que o governo tem anunciado, nas últimas semanas, e para se demarcar do mesmo, afirmando: "(…) Nas presentes circunstâncias, não é correcto exigir a um país sujeito a um processo de ajustamento orçamental que cumpra a todo o custo um objectivo de défice público fixado em termos nominais", na medida em que "Se o crescimento da economia se revelar menor do que o esperado, o défice nominal será maior do que o objectivo inicialmente fixado, porque a receita dos impostos é inferior ao previsto e as despesas de apoio ao desemprego superiores" (!). E acaba a sua entrada na página do Facebook a citar o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, que diz: não se deve "impor a adopção de medidas orçamentais adicionais, o que tornaria a situação ainda pior".
Estes avisos à navegação não são novos e a responsável do FMI, Christine Lagarde, já havia referido o mesmo. Em Portugal, já provámos que a receita aplicada não resulta, com as consequências gravosas que se conhecem. A pergunta é simples e óbvia para quase todos: porque é que insistimos no erro?! Perante as medidas conhecidas para o próximo ano, e com a rejeição com que foram recebidas, a resposta transcende-me.
Perante estas posições titubeantes, quer do Governo, quer agora do Presidente da República, está instalado um clima de grande descontentamento e de grande instabilidade em Portugal.
Esta declaração não é inocente e ocorre no mesmo dia em que assistimos a mais uma grande manifestação em Lisboa e em vários pontos do país contra o desemprego, bem como uma "manifestação cultural" para protestar contra o estado calamitoso (e silencioso) com que este Governo ignora o sector e os profissionais que vivem da Cultura. Na rua, a palavra de ordem fez-se ouvir: "Matar a Cultura é matar a alma de um povo". Se o governo mantiver o seu modus operandi o povo arrisca-se a morrer preventivamente.
O mal-estar na coligação governamental PSD/CDS-PP, apesar de todos afirmarem o contrário, não augura nada de bom. Abandonará Paulo Portas o Governo após a aprovação do Orçamento de Estado? O Presidente da República tem um plano B ou já estará a preparar um "Governo de Salvação Nacional" ou de "Iniciativa Presidencial"?!
O nível de incógnitas desta equação é elevado e os riscos associados tremendos. Numa altura em que precisamos de quem saiba para onde vamos, assistimos, infelizmente, a uma penosa prestação das mais altas individualidades do país que se refugiam em retórica circunstancial e a ignorar óbvio.
Os Avisos já deixaram de ser apenas uma questão marginal e tomaram conta do espaço público. Os sinais são por demais evidentes. Só não os vê quem não quer. E o Governo de Passos Coelho já provou que não os sabe ler e entrou em negação.
Parafraseando Ferreira Fernandes, ontem no DN: «(…) Mau analista político que eu sabia ser, refugiei-me no bom senso e escrevi a crónica a 6 de Junho de 2011. Errei foi na última frase: "Pensem nisso, antes que os factos obriguem a pensá-lo daqui a seis meses." Fui totalmente otimista. Precisámos de um ano e quatro meses.» De quanto tempo mais necessitará o Ministro das Finanças?! Se for demasiado, pode ser tarde demais…
* Publicado na edição de 15/10/12 do AO
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Estes avisos à navegação não são novos e a responsável do FMI, Christine Lagarde, já havia referido o mesmo. Em Portugal, já provámos que a receita aplicada não resulta, com as consequências gravosas que se conhecem. A pergunta é simples e óbvia para quase todos: porque é que insistimos no erro?! Perante as medidas conhecidas para o próximo ano, e com a rejeição com que foram recebidas, a resposta transcende-me.
Perante estas posições titubeantes, quer do Governo, quer agora do Presidente da República, está instalado um clima de grande descontentamento e de grande instabilidade em Portugal.
Esta declaração não é inocente e ocorre no mesmo dia em que assistimos a mais uma grande manifestação em Lisboa e em vários pontos do país contra o desemprego, bem como uma "manifestação cultural" para protestar contra o estado calamitoso (e silencioso) com que este Governo ignora o sector e os profissionais que vivem da Cultura. Na rua, a palavra de ordem fez-se ouvir: "Matar a Cultura é matar a alma de um povo". Se o governo mantiver o seu modus operandi o povo arrisca-se a morrer preventivamente.
O mal-estar na coligação governamental PSD/CDS-PP, apesar de todos afirmarem o contrário, não augura nada de bom. Abandonará Paulo Portas o Governo após a aprovação do Orçamento de Estado? O Presidente da República tem um plano B ou já estará a preparar um "Governo de Salvação Nacional" ou de "Iniciativa Presidencial"?!
O nível de incógnitas desta equação é elevado e os riscos associados tremendos. Numa altura em que precisamos de quem saiba para onde vamos, assistimos, infelizmente, a uma penosa prestação das mais altas individualidades do país que se refugiam em retórica circunstancial e a ignorar óbvio.
Os Avisos já deixaram de ser apenas uma questão marginal e tomaram conta do espaço público. Os sinais são por demais evidentes. Só não os vê quem não quer. E o Governo de Passos Coelho já provou que não os sabe ler e entrou em negação.
Parafraseando Ferreira Fernandes, ontem no DN: «(…) Mau analista político que eu sabia ser, refugiei-me no bom senso e escrevi a crónica a 6 de Junho de 2011. Errei foi na última frase: "Pensem nisso, antes que os factos obriguem a pensá-lo daqui a seis meses." Fui totalmente otimista. Precisámos de um ano e quatro meses.» De quanto tempo mais necessitará o Ministro das Finanças?! Se for demasiado, pode ser tarde demais…
* Publicado na edição de 15/10/12 do AO
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Mercenário(s)
É este o resultado quando se recorre a mercenários.
tags:
Pela boca morre o peixe,
X-Blogs
domingo, 14 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O ano de todos os perigos
O Ministro da Economia anunciou, em Novembro de 2011, que 2012 seria o ano que "irá marcar o fim da crise". No entanto, e como podemos todos testemunhar, este tem sido o ano de todos os perigos. Se bem que com as medidas enunciadas pelo Ministro das Finanças, na passada 4ª feira, 2013 atreve-se a ser um ano onde vamos estar, todos, sem excepção, mais pobres. Sem que, com isso, haja uma perspectiva positiva quanto ao nosso futuro mais próximo. A Grécia, essa sim, já nos pareceu mais distante.
Este é o ponto de convergência, na minha opinião, das preocupações dos portugueses. E os açorianos não são excepção. Mais do que a quezília partidária, as inverdades e a irresponsabilidade com que alguns líderes partidários têm norteado a sua campanha, as pessoas querem ouvir dos políticos as soluções para estes tempos de incerteza.
Nesta medida exigia-se responsabilidade absoluta dos agentes políticos. Infelizmente, não é o que temos assistido. Ou melhor, não é isto que a líder do PSD/A tem protagonizado, transmitindo uma pálida imagem daquilo que deve ser alguém com a sua ambição.
Vamos a factos. No XIX Congresso do PSD/A, em Abril deste ano, Passos Coelho era entronizado cavaleiro da salvação deste reino e do próximo. Nesta altura a líder do PSD/A não poupou elogios ao líder nacional e, também, 1º Ministro: "(…) Desde sempre que Pedro Passos Coelho sabe, vive, compreende e apoia o projecto autonómico. É um autonomista convicto e de longa data. Estamos solidários com a tarefa patriótica que o Governo da República está a empreender. (…) Prometo dialogar com lealdade (…)". A última palavra define com rigor o que entretanto se passou.
Nas últimas semanas, o encantamento desapareceu e o príncipe passou a ser um sapo difícil de engolir e tornou-se impróprio para consumo (interno). Consta que, contrariamente a todos os restantes líderes nacionais, Passos Coelho não virá aos Açores apoiar a 'sua' candidata. Em entrevista ao i, no início de Setembro, a candidata social-democrata, afirmou que já tinha pedido a Passos que marcasse presença na campanha "É primeiro-ministro e tem uma agenda complexa, mas virá com certeza aos Açores", garantiu então. Questionada sobre se o apoio de Passos Coelho seria importante, foi taxativa: "O apoio do primeiro-ministro de Portugal é sempre importante para qualquer candidato ao governo regional". Perante este último desenvolvimento fica clara a importância dada à candidata.
Não obstante tudo isto, as incoerências têm sido recorrentes e uma constante ao longo de toda a esta campanha. Depois de ter dito o que ninguém disse de Passos Coelho a líder do PSD/A, no dia seguinte à sua entrevista na RTP/A, veio dizer que afinal a culpa não era do 1º Ministro mas sim de quem estava com ele no governo. E como se isso não bastasse afirmou que as declarações de António Borges (que acusou os empresários que criticaram a TSU de serem "ignorantes") "não ajudaram" o primeiro-ministro a alcançar o consenso nacional. Será que estamos perante a mesma líder que pediu "sentido de responsabilidade" dos líderes políticos e 'confiança', aos eleitores, nos políticos que os representam?!
Mas o melhor ainda estava para vir. No rescaldo do anúncio das novas medidas de austeridade, apresentadas pelo Ministro das Finanças, a candidata do PSD/A disse que as mesmas terão "um impacto próximo do zero nos Açores" devido às propostas que apresentou, em torno do corte nos vencimentos dos políticos e número de deputados. Quanta falácia! O que a candidata não diz é que a aplicação destas medidas carece de um amplo consenso político, não são de implementação imediata e, por esta via, não são, seguramente, a solução que a população e os empresários necessitam.
Estranho é que as medidas assumidas pelo PS/A, para minimizar os efeitos da crise e das medidas de austeridade impostas aos portugueses, tivessem sido sistematicamente criticadas pelo PSD/A. Mais estranho se torna que o mesmo partido, agora, as queira bonificar. É caso para questionar: com que dinheiro e com que moralidade?!
Os tempos estão perigosos e propícios a demagogia de ocasião, propalada sem o menor pejo e sem olhar a meios. Nunca como agora foi tão importante votar, de modo a garantir um projecto sólido e com garantia de futuro. Vasco Cordeiro é o líder no qual deposito a confiança para ganhar(mos), todos, os desafios que se avizinham.
* Publicado na edição de 08/10/12 do AO
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Este é o ponto de convergência, na minha opinião, das preocupações dos portugueses. E os açorianos não são excepção. Mais do que a quezília partidária, as inverdades e a irresponsabilidade com que alguns líderes partidários têm norteado a sua campanha, as pessoas querem ouvir dos políticos as soluções para estes tempos de incerteza.
Nesta medida exigia-se responsabilidade absoluta dos agentes políticos. Infelizmente, não é o que temos assistido. Ou melhor, não é isto que a líder do PSD/A tem protagonizado, transmitindo uma pálida imagem daquilo que deve ser alguém com a sua ambição.
Vamos a factos. No XIX Congresso do PSD/A, em Abril deste ano, Passos Coelho era entronizado cavaleiro da salvação deste reino e do próximo. Nesta altura a líder do PSD/A não poupou elogios ao líder nacional e, também, 1º Ministro: "(…) Desde sempre que Pedro Passos Coelho sabe, vive, compreende e apoia o projecto autonómico. É um autonomista convicto e de longa data. Estamos solidários com a tarefa patriótica que o Governo da República está a empreender. (…) Prometo dialogar com lealdade (…)". A última palavra define com rigor o que entretanto se passou.
Nas últimas semanas, o encantamento desapareceu e o príncipe passou a ser um sapo difícil de engolir e tornou-se impróprio para consumo (interno). Consta que, contrariamente a todos os restantes líderes nacionais, Passos Coelho não virá aos Açores apoiar a 'sua' candidata. Em entrevista ao i, no início de Setembro, a candidata social-democrata, afirmou que já tinha pedido a Passos que marcasse presença na campanha "É primeiro-ministro e tem uma agenda complexa, mas virá com certeza aos Açores", garantiu então. Questionada sobre se o apoio de Passos Coelho seria importante, foi taxativa: "O apoio do primeiro-ministro de Portugal é sempre importante para qualquer candidato ao governo regional". Perante este último desenvolvimento fica clara a importância dada à candidata.
Não obstante tudo isto, as incoerências têm sido recorrentes e uma constante ao longo de toda a esta campanha. Depois de ter dito o que ninguém disse de Passos Coelho a líder do PSD/A, no dia seguinte à sua entrevista na RTP/A, veio dizer que afinal a culpa não era do 1º Ministro mas sim de quem estava com ele no governo. E como se isso não bastasse afirmou que as declarações de António Borges (que acusou os empresários que criticaram a TSU de serem "ignorantes") "não ajudaram" o primeiro-ministro a alcançar o consenso nacional. Será que estamos perante a mesma líder que pediu "sentido de responsabilidade" dos líderes políticos e 'confiança', aos eleitores, nos políticos que os representam?!
Mas o melhor ainda estava para vir. No rescaldo do anúncio das novas medidas de austeridade, apresentadas pelo Ministro das Finanças, a candidata do PSD/A disse que as mesmas terão "um impacto próximo do zero nos Açores" devido às propostas que apresentou, em torno do corte nos vencimentos dos políticos e número de deputados. Quanta falácia! O que a candidata não diz é que a aplicação destas medidas carece de um amplo consenso político, não são de implementação imediata e, por esta via, não são, seguramente, a solução que a população e os empresários necessitam.
Estranho é que as medidas assumidas pelo PS/A, para minimizar os efeitos da crise e das medidas de austeridade impostas aos portugueses, tivessem sido sistematicamente criticadas pelo PSD/A. Mais estranho se torna que o mesmo partido, agora, as queira bonificar. É caso para questionar: com que dinheiro e com que moralidade?!
Os tempos estão perigosos e propícios a demagogia de ocasião, propalada sem o menor pejo e sem olhar a meios. Nunca como agora foi tão importante votar, de modo a garantir um projecto sólido e com garantia de futuro. Vasco Cordeiro é o líder no qual deposito a confiança para ganhar(mos), todos, os desafios que se avizinham.
* Publicado na edição de 08/10/12 do AO
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Equipa B
Marcelo e Marques Mendes "substituem" Passos na campanha dos AçoresUm governo e um 1º Ministro ausentes fazem-se substituir pelas antigas estrelas da companhia.
O incómodo já não é apenas aparente, passou a ser real(idade).
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Pela boca morre o peixe
domingo, 7 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
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