
Foto Ilha de Verdade
A tragédia na Madeira deve constituir-se como um alerta para as consequências de um deficiente ordenamento do território.
Os Açores não são excepção.
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«(...) O total dos apoios anuais que o Governo Regional dos Açores atribui aos órgãos de comunicação social daquela Região Autónoma, dariam para menos de dois meses de transferências do Governo Regional da Madeira para a empresa 'Jornal da Madeira' (...)»A reacção do PS/A às declarações de Alberto João Jardim sobre relacionamento com a Comunicação Social.

«(...) Olhar hoje para Ponta Delgada implica olhar para o corpo do seu lento crescimento e, simultaneamente, para a súbita transformação que agora se opera. Implica olhar a cidade numa abrangência maior que a da expressiva ruptura do momento actual. Olhar para a cidade, olhando para a mudança dos seus períodos, ciclos, e dinâmicas, antigas e actuais, numa perspectiva citadina, insular e arquipelágica. Ponta Delgada tem hoje a curiosa dicotomia de ser o maior aglomerado populacional da ilha de São Miguel, e de todo o arquipélago açoriano, inserindo-se numa conjuntura de “capital” da região autónoma, sem contudo largar a condição de pequena cidade. (...)» Sérgio Fazenda RodriguesO Açoriano Oriental publica, desde 2ªfeira, dia 08 de Fevereiro, nas suas páginas de opinião, os textos sobre Ponta Delgada publicados na edição de Outubro da revista nacional Arquitectura 21. Coordenados por Sérgio Fazenda Rodrigues, os textos abrangem vários temas relacionados com Ponta Delgada sob o olhar de João Faria Maia Macedo, Jorge Kol de Carvalho, Isabel Soares de Albergaria, António de Castro Freire, Duarte Melo, Igor França, Pedro Machado Costa e Marisa Olim.

O "caso Crespo" e a liberdadeNem sempre é assim mas esta semana estou de acordo - não em sintonia - com muito do que aqui está escrito. O Reporter tem dias...
O primeiro-ministro resolveu almoçar com o ministro da Presidência e Jorge Lacão no restaurante do Hotel Tivoli, que é notoriamente frequentado por personagens da política, do jornalismo e dos negócios. Foi um almoço de amigos ou, pelo menos, de colegas de trabalho. Sem qualquer dúvida um acto privado. A certa altura, o director da SIC e Bárbara Guimarães pararam uns minutos na mesa dele e o primeiro-ministro, provavelmente inspirado pela companhia, resolveu dar a sua opinião sobre Mário Crespo, com quem anda com certeza furioso por causa do programa Plano Inclinado. Para Sócrates, como seria de esperar, Mário Crespo é um "problema a resolver", e devia (com Medina Carreira) estar higienicamente metido num manicómio. As pessoas sempre falaram assim na intimidade. Dizer mal do próximo é um prazer velho como o homem.
Mas Sócrates falou alto de mais. Tão alto que um coscuvilheiro qualquer conseguiu ouvir e começou a divulgar a conversa, ninguém sabe, ou pode saber, com que exactidão e respeito pela verdade. O que não impediu Mário Crespo de se erigir tragicamente em vítima e de contar o episódio numa "coluna" do Jornal de Notícias, que o director do dito jornal (que não é em bom rigor um tablóide inglês) se recusou a publicar. Isto provocou um enorme escândalo na imprensa e na televisão, que tomaram indignadamente o partido de Crespo e trataram Sócrates como se não houvesse a menor diferença ente o restaurante do Tivoli e a Assembleia da República. Não se percebe porquê. Parece que o primeiro-ministro não tem direito à privacidade ou que de repente a coscuvilhice se tornou numa fonte fidedigna e usável.
Se de facto assim é, daqui em diante nenhuma personagem com alguma notoriedade pública fica ao abrigo dos piores vexames. Nada agora, eticamente, impede que a imprensa e a televisão recrutem bandos de espiões com o propósito de recolher ou "extrair" todo o lixo disponível sobre criaturas de quem não gostam ou que, em geral, atraem audiências: políticos, músicos, jogadores (ou treinadores) de futebol e até, calculem, jornalistas. Claro que o exemplo vem de cima: vários deputados do PS já querem revelar na Net os rendimentos de cada um de nós. Tarde ou cedo, mais cedo do que tarde, vamos viver numa sociedade ao pé da qual a Ditadura passaria por um regime tolerante e digno. O "caso Mário Crespo" contribuiu consciente ou inconscientemente para apressar as coisas. Portugal nunca, no fundo, se habituou à liberdade.
Vasco Pulido Valente in Público de 05.02.10
A participação neste tipo de projectos abre portas ao conhecimento, à promoção do arquipélago e ao seu património classificado.
Açores em Rede Internacional de Promoção da Vinha Património da Humanidade

«(...) Com trinta e tal anos de jornalismo não desconheço que o poder, os actores políticos gostam de uns jornalistas e não gostam de outros. Acontece-nos o mesmo a todos: gostamos mais de uns políticos do que de outros. (...)»A reflexão lúcida de José Leite Pereira a propósito de uma crónica não publicada.

«(...) Continua a fazer-nos acreditar que as conspirações para silenciar jornalistas são feitas em mesas de restaurante e em voz alta, para a fonte ouvir bem e denunciar melhor; que em dia de Orçamento de Estado o mais importante foi discutir-te; e continua a mandar crónicas para um site do PSD, que é assim que os jornalistas verdadeiramente independentes fazem.»Um país do diz que disse e daquilo que ouviu dizer (de fonte fidedigna!). Portugal precisa de muita coisa, disso ninguém tem ou terá dúvidas, do que não precisa é de mártires. Este parágrafo do Bitaites sintetiza, exactamente, aquilo que penso sobre um artigo transformado "no" assunto destes dias...
«A pod of sperm whales is captured on film near the sunlit surface of the Atlantic ocean, off the Azores. Each animal is in calm, vertical repose and is indulging in a communal sleep-in, or drift dive. (...)»Lido ontem no Guardian.
«Carlos César anuncia renovação interna para contrariar inércia Carlos César anunciou, ontem, a vontade de promover uma renovação interna no Partido Socialista para combater a inércia de alguns elementos, que foram nomeados ou se mantém na administração pública. "Temos de ser corajosos no sentido de não permitir, que as pessoas que nomeamos ou se mantém na administração, paralisem ou se deixem dominar pela inércia, não tenham criatividade e imaginação, julgando permanecer nesses cargos para o resto da vida, como se fosse por providência divina. É preciso demonstrar a essas pessoas que estão por vontade democrática dos eleitores e por vontade dos dirigentes políticos", afirmou Carlos César, aos jornalistas após exercer o seu voto nas eleições internas do Partido Socialista/Açores, em Ponta Delgada. Segundo o presidente do PS/Açores o congresso regional, agendado para 26,27 e 28 de Fevereiro, representa uma oportunidade para o partido transmitir as suas críticas aos seus colaboradores que "pecam demasiado por inércia, não tenham imaginação, levem demasiado tempo a decidir, andem sempre para a frente e para trás. Noto, às vezes, que existem pessoas na minha administração assim e é preciso retirá-los desses lugares", sublinhou. O presidente do PS/Açores considera que este "é o único partido nos Açores que pode ser líder desta mudança. Nós, não esperamos nada do PSD/Açores. O que vemos é um discurso tipo "miss Universo", sobre o balanço do Coliseu, próximos bailes de Carnaval, mudar nomes de ruas. Isso não adianta nada aos açorianos", frisou Carlos César. A vontade do partido socialista é apresentar "um sentido de inovação, mudança, combate, fazer com que os Açores avancem e garantir empregos para as pessoas". A renovação interna do partido é um dos principais objectivos de Carlos César, com a candidatura a líder do PS/Açores. Carlos César também pretende uma reflexão rápida para durante o presente ano, com o objectivo de "libertar os Açores da crise económica e social". A realização de uma "reflexão, com caracter mais amplo, que transmita inovação e sentido de mudança ao projecto e modelo de desenvolvimento a médio prazo para os Açores". O início da preparação das próximas eleições regionais, em 2012, são um dos objectivos de Carlos César, considerando "ser fundamental que o PS deva redobrar energias para combater todos os aspectos que possam precarizar o projecto político do partido nos Açores". O comportamento da Banca nos Açores é um dos aspectos onde o Partido Socialista deverá intervir. "Temos de ser corajosos contra a banca, porque não empresta dinheiro e impede o desenvolvimento", justificou Carlos César. Relativamente à lei das Finanças Regionais, que estão em discussão na Assembleia da República, Carlos César criticou alguns dos argumentos utilizados por Alberto João Jardim para defender o aumento de transferências de verbas para a Madeira. "Não quero ofender Alberto João Jardim, mas alguns argumentos são completamente ridículos", assumiu o presidente do PS/Açores e presidente do governo regional dos Açores.» Por Luís Pedro Silva, Açoriano Oriental de 31.01.10* Título subtraído daqui
«(...) The Azores is the best place in Europe to see a large range of whales and dolphins up close. It is also affordable. Direct return flights start from £180 and there’s a growing choice of self-catering options, as well as keenly priced three-star hotels. Tour operators advise booking b & b deals as restaurants offer better value and often better food than hotels. It’s perfectly possible to find dinner for two with a bottle of wine for £30. Spring comes early to the islands; daytime highs average 60F (16C) by March. For whale-watching, the best bases are the islands of Pico and Faial as whales pass through the channel between them nearly every day from April to October. Norberto Diver will take children over five in a solid-hull boat. A half-day’s whale-watching costs about £45 for adults and £30 for children. The specialist agent Archipelago Azores, based in the UK, has a knowledgeable sales team for all aspects of travel to the islands. (...)»Via Inconcreto.
«(...) Queremos que os moradores da Rua de Lisboa voltem a ter orgulho de residir nesta nobre zona da cidade, desfrutando de conforto e bem-estar.»Extracto de uma carta enviada aos moradores da dita Rua onde lhes é dito que vão voltar a ter orgulho na sua residência pois, aquele que neste momento têm, está em falta (!). Rebuscado, no mínimo.
Mais de 700 litros de óleos abandonados no Pinhal da Paz
«(...) a água é um recurso que deve ser gerido com precaução, e que definitivamente os sistemas de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais urbanas exigem os devidos investimentos, cuja responsabilidade parcial também terá de ser dos municípes. »Uma discusão que pouco esclareceu o cerne da proposta e que se fixou numa postura populista e demagógica, por parte de algumas forças partidárias com assento no parlamento regional, sobre uma medida fundamental para a racionalização e monitorização da Água que consumimos.
Há muito trabalho por concretizar no foro da gestão dos resíduos mas esta não deixa de constituir-se como uma boa notícia.
5400 toneladas de pneus usados removidos do arquipélago
«A maior árvore Araucária da Europa e, provavelmente, a segunda maior do mundo foi descoberta durante trabalhos de limpeza na margem Sul da Lagoa das Furnas, nas Sete Cidades. (...)»Nem sempre esta verdade é verdadeira, como podemos comprovar por este parágrafo da notícia "Maior araucária da Europa está nas margens da Lagoa das Furnas" na pág. 2 do jornal Açoriano Oriental de 16.01.10.
«(...) Câmara Municipal faz saber que "não autorizou nem autoriza a colocação de parquímetros no parque de estacionamento dos Pinheiros"»E vivemos todos felizes para sempre.


«Até já estou à procura de casa e estou convencido que ficarei cá a partir de Outubro»(...)
«(...) porque as únicas pessoas autênticas para mim são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por ser salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem um lugar comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas peças de fogo-de-artifício a explodir entre aranhas, entre estrelas (...)» Jack Kerouac On the Road ** Uma anotação Geométrica(s)
ENVC pagam 40 milhões de euros e ficam com navios Atlântida e AnticicloneMelhor presente para a Região, para Secretaria Regional da Economia e para Vasco Cordeiro, seria difícil!
Copenhagen closes with weak deal that poor threaten to rejectNos últimos dias de negociações houve quem defendesse "que um mau acordo em Copenhaga será pior que nenhum acordo". E no final foi isso que veio a acontecer. 2 semanas de reuniões provaram não ser suficientes para os países do globo. Os líderes mundiais também não foram capazes de derrubar os muros que os separam. E com este desfecho a relevância e o papel decisivo das Nações Unidas na mediação de questões globais acaba fragilizado.

EDA investe no abastecimento dos carros eléctricosUma abordagem cada vez mais próxima e que passa de inverosímil a real.

«Este novo PSD tem maus fígados e péssimo perder. Desdenha das iniciativas do Governo, escarnece do cumprimento das suas prioridades. É desavindo por princípio, e ressabiado por convicção! Tudo o que vem do Partido Socialista não parece vir por bem. É um PSD de algibeira, traz no bolso uma tirada agressiva e um punhado de números. E critica o povo que nos escolheu. Dirão sem peias que somos do piorio. Excomungarão o betão e lamentarão o investimento, com espírito de empreiteiro zeloso ou de ourives entretido com o miligrama, até esquecer de que cor era verdadeiramente a pedra (...)»Intervenção de Cláudia Cardoso na discussão do Plano e Orçamento da RAA para 2010.
«(...) O seu interior mantém, no entanto, intacta a traça original e alguns objectos de culto, entre os quais uma cadeira de circuncisão (1819), candelabros e documentação histórica em hebraico. (...)»Estranha noção de salvaguarda do Património.
«Na cultura, Rogério Roque Amaro lembra que "esses valores estão obviamente em transformação, mas têm a ver com a identidade dos Açores e não podem ser folclorizados para os turistas, devendo ser valores de coesão social, sendo aqui a cidadania cultural muito importante para a sua preservação e valorização" (...)»Excerto retirado da notícia referente ao Workshop "Cidadania e Coesão Social", presente na edição de hoje do AO.